quinta-feira, 25 de outubro de 2007

CRÓNICA DAS OITO

(caminhos das caminhadas)


CRÓNICA DAS OITO DA MANHÂ


Bom dia ao pessoal dos Braciais.

São oito e dez.

A esta hora já o Florival do Naicinho Moreno foi buscar o pão à venda do Zé Raimundo, já contou as suas histórias à malta (ele diz que é um computador), já deu instruções para o almoço de logo às dez horas, já disse ao padeiro para trazer o pão que o vinho trago eu, hoje são três litros, diz ele.

A Madinha já fez os carapaus alimados e o Adriano hoje não paga nada.

E o Litos que tem a mania de chegar tarde hoje vai levar uma carecada.

Com o seu boné às três pancadas o FLORIVAL é o maior. Conheço-o há mais de cinquenta anos. É um bom amigo. As hortas fizeram-lhe bem. Aprendeu a lidar com a terra ainda em moço e domina a situação. Sabe tudo do campo. Hoje pouco cultiva a não ser a vinha que é a sua paixão E lá vai indo. Um abraço para ti ó Florival.

A esta hora já o meu cunhado Santana passou à porta do Florival na sua caminhada diária. Vai até à do Joaquim Custódio e volta. O tio Zé Maria também já talvez tenha dado a volta dele, com passagem elo Horácio da venda, Zé da Cova, Rogério Coimbra, viragem à direita em direcção ao Firmino das hortas, do, Clemente, do Virgílio Catita, Víctor Bagacinho, à esquerda Manuel António e casa.


A esta hora os carapaus alimados já estão na mesa da venda do Zé Raimundo.

BOM ALMOÇO.


João Brito Sousa

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