sábado, 31 de maio de 2008

BOM FIM DE SEMANA


PORTO, 2008.05.31

BOM FIM DE SEMANA (Novo)

Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para a malta do 1º ano 1ª Turma de 52/53

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRAALUNOSJosé Bartílio da PalmaLuís Rebelo GuimarãesHerlander dos Santos EstrelaReinaldo Neto RodriguesAntónio Inácio Gago ViegasHumberto José Viegas GomesManuel Cavaco Guerreiro.Joaquim André Ferreira da CruzJoão BaptistaJosé Mateus Ferrinho PedroJosé Vitorino Pedro RodriguesIvoFrancisco Gabriel Carvalho CabritasJoão António Sares ReisFernando Manuel MoreiraAntónio Manuel Ramos JoséFrancisco Paulo Afonso ViegasManuel GeraldesJoão Manuel de Brito de SousaJorge Manuel AmadoJoão Vitorino Mendes BicaCarlos Alberto Arrais CustódioJosé Júlio Neto ViegasManuelJoão dos SantosJosé Pedro SoaresJosé Marcelino Afonso Viegas


Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...

Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBAL PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

AMAR O PORTO


AMAR O PORTO

é estudar a cidade nas suas cambiantes e vertentes, é estudar a sua história, é andar por aí, é conviver com as pessoas. é também ir ao Dragão ver um jogo de futebol, é ler Agustina, Eugénio de Andrade, Almeida Garrett, Ramalho, Camilo Castelo Branco, Mário Claudio, Júlio Machado Vaz, Julio Magalhães, Álvaro Magalhães, Francisco José Viegas e....

AMAR O PORTO é ler Paulo Vallada no seu " A UTOPIA Viável" ... é ele que diz, A Felicidade é um comportamento interiro, é regressar às origens.

Publicação de
João Brito Sousa

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Dr. JOSÉ MANUEL MEIRIM


OPINIÃO

Dr. JOSÉ MANUEL MEIRIM

Segundo li no jornal 24 Horas de hoje (2008.05.30), o senhor Dr. JOSÉ MANUEL MEIRIM, é advogado especialista português, em direito desportivo.

Tudo bem, não tenho nada contra. Mas ocorre-me fazer-lhe estas perguntas:

1) - O senhor é advogado do F. C. Porto nesta matéria?


É que se é, a notícia deveria dizê-lo e não diz e as minhas perguntas terminam já aqui.

Se não é advogado nesta matéria do F.C.Porto, porque razão o senhor proclama, sem que ninguém lhe peça, que, além do Órgão de Controle e Disciplina ainda há a Comissão de Apelo e o Tribunal Arbitral de Desporto da Uefa.

Será que o Senhor,

a) Quer contrariar o F.CPorto, que assumiu o erro uma vez que não contestou o castigo ...

b) Na sua condição de especialista estará a tentar premiar a atittude do F.C. PORTO que originsu a retirada dos seis pontos.

c) Se for assim acha isso justo?

Gostava que o Senhor Dr. me fizesse o favor de me esclarecer.

Obrigado.

JBS
PS. - O Dr. Pôncio Monteiro, no mesmo jornal diz que o FCPORTO não merece isto. Mas como é isto se foi o FCPORTO que não reclamou.

IMPRENSA / RECORD

OPINIÃO

EXMO SENHOR GENERAL RAMALHO EANES, isto passa-se realmente no clube que se diz o senhor apoiar o Presidente?



Segundo a famosa Lei de Murhpy, não há nada a fazer: quando alguma coisa tem de correr mal, corre mesmo. Mas esta é apenas uma das alíneas dos mandamentos do engenheiro de foguetes Edward Murphy. Aliás, um consulta ao Google, motor mundial de buscas e fonte de muitos jornalistas, dá-nos conta de outros princípios da mesma lei.

"Só sabe a profundidade da poça quem cai nela", é outra.Vem isto a propósito da espiral de problemas em que parece mergulhado o FC Porto.Ele é o Apito Dourado: uma visita de um árbitro (Augusto Duarte) a casa de Pinto da Costa na antevéspera de um jogo; suspeitas de ofertas de prostitutas à equipa chefiada por Jacinto Paixão.

Tudo na época em que o FC Porto foi campeão nacional e europeu, ganhando bilhete para a final da Taça Intercontinental que venceu em Yokohama. Reparem que tudo parecia perfeito mas na época seguinte, 2004/2005, o Benfica foi campeão depois de muitos anos sem ver o padeiro!Ele é o Apito Final.

Com a Liga a antecipar decisões da justiça comum e retirar 6 pontos que pareciam inofensivas. Alguém se distraiu, porém, no muito aclamado departamento jurídico do FC Porto. A falta de recurso acelerou uma decisão da UEFA e o clube corre o risco de ficar afastado das competições europeias devido a uma norma introduzida nos regulamentos o ano passado, por causa do...Milão e do "Calcio Caos".
Ele é um administrador da FC Porto/Multimédia julgado por uma burla de 10 milhões de euros por uso indevido de dinheiros de algumas figuras do universo portista e mesmo de 2,5 milhões de euros do próprio clube.

Ele é, ainda, Paulo Assunção a resistir a todas as pressões - mesmo às dos vendilhões do templo - e a rescidir contra com o FC Porto, depois de ser considerado pelos colegas o melhor jogador da época finda, a tal em que os dragões deram 20 pontos de vantagem sobre a concorrência directa.
Esta sucessão de acontecimentos negativos abre espaço à 9.ª Lei de Murphy: acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.O que se passa, afinal, com o FC Porto?

Estará a ser vítima do seu sucesso? Estará apenas com azar? Estará a ser alvo de um complot ou de uma cabala, como diria o impagável António Fiúza? Sem querer ir muito mais longe, aqui deixo a minha singela explicação para o que se passa:- Pinto da Costa é um agente infiltrado do Benfica, é o sócio 102.203 do clube da Luz e tem uma sala secreta cheia de kits.

Posso até jurar que o presidente portista tem em destaque, na sua vitrina de troféus, uma peça que representa um mocho sobre o livro da sabedoria, oferta de Luís Filipe Vieira quando este era presidente do Alverca, clube que começou como filial do Sporting, passou a amigo do FC Porto e depois se transformou em satélite do Benfica. Logicamente, só lhe podia ter acontecido o que aconteceu.
Não sei como os fundamentalistas, aqueles que consideram as escutas telefónicas "punhetas de bacalhau", podem explicar o que vai sucedendo.

O que sei é o que anda na boca de toda a gente e reparem que aqui não estou a tentar fazer qualquer ligação a uma das muitas formas de servir o fiel amigo.Clubismos à parte - ok, assumo o meu: Benfica! -, acho que nesta altura do campeonato os talibãs do regime apenas podem dormir sob o conforto de mais uma lei acrescentada pela sabedoria popular às premissas do engenheiro aeroespaecial americano: "as coisas podem piorar, você é que não tem imaginação."Ok, é isso mesmo. Piorar não pode piorar.

Até porque tudo o que tem acontecido ao FC Porto é fruto da delirante imaginação da ex-primeira dama portista, dona Carolina Salgado, dos procuradores Carlos Teixeira e Maria José Morgado, dos inpectores da PJ liderados por Teófilo Santiago e de centenas de escutas telefónicas.Há portistas que acreditam que não tarda nada e vão acordar deste pesadelo, prontos para ler esta manchete nos jornais: FC Porto tetracampeão.
Autor: EUGÉNIO QUEIRÓS Data: Sexta-feira, 30 Maio de 2008 - 02:31

Publicação de
João Brito Sousa

HISTÓRIA DE PORTUGAL

(Dr. Antónío José de Almeida)
CRÓNICAS DA 1ª REPUBLICA

A NOITE SANGRENTA

Na noite de 19 de Outubro de 1921, uma tragédia maculou e envergonhou a memória política da primeira República. Um bando de revolucionários, que pareciam obedecer às ordens de um cabo marinheiro, foi buscar a sua casa o ex-presidente do Ministério de António Granjo (que desagradara muito à Armada por não atender à exigência dos prés da marinhagem), o comandante Machado dos Santos, o comandante Carlos da Maia vedeta naval em 5 de Outubro, o comandante Freitas da Silva chefe do Gabinete do Ministro da Marinha que vedara o acesso dos marinheiros ao ministro e o coronel Botelho de Vasconcelos tido como partidário de Sidónio, sendo que todos foram conduzidos ao arsenal e aí assassinados.

O golpe é promovido por radicais e dissidentes do partido democrático.

O parlamento foi dissolvido e as novas eleições foram marcadas para Dezembro, mas, por evidente escassez dos prazos, foram transferidas para 8 de Janeiro e logo depois para 29, resultando daqui que o único governo viável era com o partido democrático, tendo o Presidente da República, António José de Almeida (1919/1923) nomeado o engenheiro António Maria da Silva, chefe do partido de formar um governo, que se conservaria, até Novembro de 1923.

Entretanto o clima de mal-estar social continuava.. A desvalorização do escudo acentuou-se nos anos que se seguiram `a guerra. Nos círculos operários os salários não acompanhavam a alta do custo de vida e as greves eram frequentes; os investigadores afirmam ter-se registado 21 greves em 1919, 39 em 1920, 10 em 1921, 21 em 1923 e 25 em 1921.
O 19 de Outubro de 1921 foi o fim da 1ª República. Formalmente ela continuou até 28 de Maio de 1926. Pelo meio, alguns episódios grotescos de um regime em degenerescência: as governações de António Maria da Silva, o carbonário tornado o chefe todo poderoso do PRP e dos respectivos caciques, directas ou por interpostos testas de ferro; a eleição de Teixeira Gomes para a Presidência da República, uma manobra de Afonso Costa para tentar regressar ao poder; a renúncia de Teixeira Gomes quando percebeu que nem conseguia o regresso de Afonso Costa, nem passaria de um títere nas mão do odiado chefe do PRP: renunciou e abandonou o país no primeiro barco que zarpou da barra de Lisboa com destino ao estrangeiro.

João Brito Sousa

quinta-feira, 29 de maio de 2008

É ASSIM NO PORTO


PORTO, 2008.05.29

OPINIÃO
A MINHA QUESTÃO É:

Em “VENHAM MAIS VOZES”, de 21. Maio p.p. o articulista e senhor arquitecto Gomes Fernandes, diz:

“Ou seja, veio colocar-se ao lado do presidente da Câmara, adversário político mas presidente eleito pela maioria dos portuenses, numa questão essencial, que é lembrar ao Governo a pouca atenção que tem dado ao Porto. Acertada postura que só peca por escassa e tardia, mas que é um sinal de que há questões em que o interesse da cidade e da região se deve colocar acima das divergências partidárias. Seria bom que houvesse um mais alargado entendimento na exigência de atenção política para o Porto por parte da Administração Central, quer dizer do Governo, e que PSD e PS, pelo menos, olhassem a cidade com vistas largas e horizontes amplos e consertassem projectos estruturantes e a prazo, independentemente das alternativas no exercício do poder.”

E o assunto ficou assim, parado na prateleira. E agora volta em 28 de Maio a denunciar só e só. Não actua.... no Porto lamuria-se continuadamente e isto já vem desde 1865, passou por Garrett e Ramalho, que disse:

“O portuense não gosta de Lisboa. Não gosta da polícia. Não gosta da autoridade. Da autoridade vinga-se, desprezando-a. Da Polícia vinga-se, resistindo-lhe. De Lisboa vinga-se, recebendo os lisboetas com a mais amável hospitalidade e com a mais obsequiada bizarria”....
Ora, se este modelo de denúncia não resolve nada, ter-se-à que encontrar outro modelo de actuação. Ou não será?
É que, em, 28.05.2008, no ponto 2) a seguir, vêm mais lamúrias e tentar resolver, nada...
Vejamos, então...

2 )REGIONALISMO E REGIONALIZAÇÕES,
texto de 2008.5.28, o fado, seja a lamúria continua e actuar nada .. parece interessar a lamúria.

Vejamos o que se diz a páginas tantas no texto citado acima no ponto 2)

“É preciso que este tema seja mais discutido e que os Partidos do "arco do poder", PS e PSD, sejam confrontados pela sociedade civil com o problema grave que temos,

a fragilização progressiva do Porto e do Norte em relação à Galiza. Qualquer dia não seremos cabeça dessa eventual Euro-Região, mas só um apêndice com reduzido poder de influência.
Já acontece isso bastante no nosso posicionamento interno, em que o Porto e o Norte têm cada vez menos influência e "as vozes" que daqui se levantam já não provocam "pneumonias em Lisboa". Só falta agora que elas qualquer dia já não sejam ouvidas em Santiago.
E acreditem, caros leitores, já estivemos bem mais longe disto, do que hoje! “

Em termos de comentário, o Porto parece estar mais perto da lamúria do que outra coisa. Só denunciar não chega.
Ou não será assim?

Texto de
João Brito Sousa

NO PORTO É ASSIM; ESCREVE-SE APENAS.OPINIÃO


1 ) VENHAM MAIS VOZES
OPINIÃO
Gomes Fernandes, Arquitecto
(artigo retirado do JN de 21.05.2008)

O Governo quer fazer da frente ribeirinha lisboeta um "projecto de regime", empenhando verbas e capital político no assunto à boa maneira do que foi feito na Expo 98 ou no Centro Cultural de Belém.

É bom que seja entendido que a capitalidade europeia de Lisboa é essencial para a afirmação do país na Europa comunitária de que fazemos parte, mas daí a que se centralizem os grandes projectos e consequentes investimentos na sua cabeça político-administrativa vai, ou deve ir, alguma distância. Portugal não é só Lisboa e o resto "paisagem", assim como um país não se resume nem se pode rever só na sua capital, sobretudo, quando tal visão e consequentes tentações são a expressão directa dum centralismo fora de contexto e sem enquadramento europeu.Por isso, andou bem Francisco Assis, primeiro vereador do PS na Câmara do Porto, ao vir lembrar ao Governo, do seu Partido, que a cidade pela qual foi eleito para essa função, também tem uma frente ribeirinha para tratar e um projecto orientador para o efeito.

Ou seja, veio colocar-se ao lado do presidente da Câmara, adversário político mas presidente eleito pela maioria dos portuenses, numa questão essencial, que é lembrar ao Governo a pouca atenção que tem dado ao Porto. Acertada postura que só peca por escassa e tardia, mas que é um sinal de que há questões em que o interesse da cidade e da região se deve colocar acima das divergências partidárias. Seria bom que houvesse um mais alargado entendimento na exigência de atenção política para o Porto por parte da Administração Central, quer dizer do Governo, e que PSD e PS, pelo menos, olhassem a cidade com vistas largas e horizontes amplos e consertassem projectos estruturantes e a prazo, independentemente das alternativas no exercício do poder.

Um exemplo Assis chegou a falar na sua campanha na proposta de "um polis para os bairros camarários", ideia bem pensada e com "pernas para andar", mas não sei porque razão, passado esse período eleitoral, deixou cair o assunto e não mais voltou a falar nele. Custa-me aceitar que tenha sido por não ter conquistado a Câmara, pois isso seria uma visão menor da política que não faço a injustiça de lhe atribuir.

Agora avança com outra ideia do interesse da cidade, a do apoio do Governo à recuperação e reabilitação da frente ribeirinha do Douro, o que alguns terão visto como uma corajosa exigência mas de implicações partidárias e até ficarão melindrados por ele a ter feito, outros, como aqui a crónica, a apoiam e reforçam, por inteligente e estratégica, para além de oportuna.Goste-se ou não de Rui Rio ele tem sido um voz inconformada com a situação subalterna a que o Governo tem remetido o Porto em relação a Lisboa, veja-se o arrastamento da segunda fase do Metro, a indecisão sobre a questão do aeroporto Sá Carneiro, o tempo que demorou a "montar" a SRU, a falta da Autoridade Metropolitana de Transportes e outras pequenas questões avulsas mas que, tudo somado reflectem uma atitude mental e política que não deveria ser denunciada só pelo presidente da Câmara portuense e por figuras da sociedade civil fora dos partidos.

O PS/Porto, nestas matérias e noutras de interesse político regional, tem andado "a dormir", por incapacidade cultural ou desinteresse de compreender a importância disto para a cidade e a Região, deixando Rui Rio "capitalizar" sem muito esforço, porque os portuenses, mesmo não estando partidariamente com ele, reconhecem-no como "voz" inconformada e reivindicativa. Francisco Assis poderia e deveria ter-se feito ouvir mais, até por ser inteligente e bem preparado política e intelectualmente, daí que não deve deixar-se ficar, muito menos calar a voz que agora falou para ser ouvida.

Claro que exigências deste tipo ao Governo nada têm de pessoal ou discordante com a "carta de princípios O PS/Porto, nestas matérias e noutras de interesse político regional, tem andado "a dormir", por incapacidade cultural ou desinteresse de compreender a importância disto para a cidade e a Região, deixando Rui Rio "capitalizar" sem muito esforço, porque os portuenses, mesmo não estando partidariamente com ele, reconhecem-no como "voz" inconformada e reivindicativa.

Francisco Assis poderia e deveria ter-se feito ouvir mais, até por ser inteligente e bem preparado política e intelectualmente, daí que não deve deixar-se ficar, muito menos calar a voz que agora falou para ser ouvida.Claro que exigências deste tipo ao Governo nada têm de pessoal ou discordante com a "carta de princípios" do PS em relação ao Porto e ao Norte, pelo contrário, são uma via para que este partido se afirme e amplie a sua capacidade de influências na cidade e Área Metropolitana do Porto.

Não o entender é recuar defensivamente no terreno e isso, na altura da verdade eleitoral, terá o seu preço amargo. Penso que Assis o entendeu e, não sendo ao que tudo indica o próximo "challanger" de Rio, tem a visão de perceber que, tal como Régio, é altura de dizer "não vou por aí", até porque não leva a lado nenhum.

gomes.fernandes@europlan.pt
Publicada por
João Brito de Sousa

2 ) REGIONALISMO E REGIONALIZAÇÕES (2008.5.28)

Gomes Fernandes, Arquitecto
A Regionalização é um conceito de organização do Estado Democrático, de poder uno mas partilhado pelas diversas parcelas com potencial diferenciado do território, que assim podem contribuir de forma específica mas integrada para a valorização mais proveitosa de um País, sobretudo quando ele se integra e faz parte de uma comunidade alargada, como é o nosso caso da Comunidade Europeia ou Europa das Regiões.O Regionalismo é um valor potencial da natureza de um povo, com características e vontade própria e arreigada nas tradições e cultura específica, na maneira de ser e de se afirmar, até na capacidade de se organizar e corresponder aos desafios que lhe são colocados pelo interesse colectivo.
.O PS actual é centralista, goste-se ou não de ouvir isto, e encontrará sempre forma de contornar a "questão regional" enquanto for governo e tiver de o exercer "no fio da navalha". Não são precisos muitos exemplos para demonstrar isto e o Norte e o Porto são os grandes prejudicados, ainda para mais quando as debilidades estruturais são maiores.
É preciso que este tema seja mais discutido e que os Partidos do "arco do poder", PS e PSD, sejam confrontados pela sociedade civil com o problema grave que temos,

A fragilização progressiva do Porto e do Norte em relação à Galiza. Qualquer dia não seremos cabeça dessa eventual Euro-Região, mas só um apêndice com reduzido poder de influência.
Já acontece isso bastante no nosso posicionamento interno, em que o Porto e o Norte têm cada vez menos influência e "as vozes" que daqui se levantam já não provocam "pneumonias em Lisboa". Só falta agora que elas qualquer dia já não sejam ouvidas em Santiago.
E acreditem, caros leitores, já estivemos bem mais longe disto, do que hoje!
gomes.fernandes@europlan.pt

MEU COMENTÁRIO

A cidade do PORTO apenas escreve.... escreve.. escreve.....

NOTA: Este texto não está estudado. Amanhã vê-lo-ei melhor.

JBS

quarta-feira, 28 de maio de 2008

COISAS DO FUTEBOL

OPINIÃO

1 - ZÉ MOURINHO

A MAIS

O treinador de futebol Zé Mourinho, em meu entender, não actuou, com a entrada de treinador principal para o INTER / Itália, com a elegância própria de um “special one” como ele diz que é.

Como as coisas se passaram, penso, provocou a saída de um colega, que disse ainda não ter acabado o trabalho iniciado. Foi campeão nacional e não lhe deram tempo para mais nada.

E seria apenas mais uma época para que tivesse a possibilidade de se sagrar campeão da Europa.

Vamos ver se Mourinho vai ter tempo de ser campeão da Europa e campeão nacional, campeão nacional que Mancini foi.

E foi corrido

Outro disparate, do Sr. Zé Mourinho foram, parece-me, as bocas que enviou ao seu sucessor no Chelsea, por ter perdido com o Manchester a final da Taça dos Campeões Europeus.

Bom .. e agora o INTER vai pagar nove milhões de euros por época. O Quique Flores diz que vem por 1.5 milhões, logo o nosso Zé vale seis vezes mais. Estamos conversados .

Já li que o Zé vai ganhar mais que os tipos do baskett americano

Perante isto!......

2 – QUIQUE FLORES

CUIDADO

O Quique tem pinta mas não tem pedalada para o terceiro anel. È, com o devido respeito, um gaiato e se vai naquela onda de toda a gente mandar, vai-se lixar.

Ele, Quique, é que disse, manda ele, manda o Rui Costa, manda o presidente, é tudo a mandar.

Não Quique, não é assim Quique, tu é que mandas. Ouviste?...

Outra coisa que me decepcionou foi a aquisição de jogadores. Pedis-te três ou quatro grandes jogadores e depois vêm-me falar em Caneira, Ricardo Rocha, Carlos Martins.... isto não liga.

Quique, terás de corrigir estes aspectos rapidamente.

Acredito que, no jogo jogado, acho que podes conseguir fazer qualquer coisa de útil.

Buena suerte para usted, QUIQUE.

Texto de
João Brito Sousa

IMPRENSA/ VISÃO.OPINIÃO


Um texto de

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Agora, cada vez mais, acho que uso estas crónicas como um diário, eu que nunca escrevi diários. Quer dizer, fiz um aos sete anos, quando o meu avô viajou comigo a Pádua, ao túmulo de Santo António, para a primeira comunhão. Tive uma meningite com cerca de um ano, uma infecção tuberculosa com três ou quatro e estou sinceramente convicto que Santo António me curou. Da mesma forma que esteve ao meu lado durante o cancro.

Bem, fiz um diário durante a viagem de Lisboa a Pádua, que o meu pai guardou sei lá onde, e depois dediquei-me a compor livros. Aos treze ou catorze anos tinha uma obra de alto lá com o charuto. Devia ser fresca. Periodicamente atirava aquilo tudo da janela do quarto para o enorme tanque de lavar roupa do quintal, que se foi enchendo a pouco e pouco de papéis rasgados e beatas que eu fumava às escondidas.

Lembro-me de fanar uma cigarrilha a um tio meu, uma coisa gigantesca, e de mamar aquilo a seguir ao pequeno--almoço, debaixo da buganvília. Parecia um rebocador: um miúdo com uma chaminé escura, espetada a meio do casco a largar nuvens. Só que em lugar de ondas flores roxas e em lugar de margem uma mesa de pedra. A cigarrilha agoniava-me mas não dava parte de fraco, a chupar com gestos importantes.

Devia existir em mim, nesse tempo, um lado de desembargador. Se calhar continua a existir, só me falta arranjar a papada.

Portanto cada vez mais acho que uso estes textos como um diário, paralelo aos livros, ou como os desenhos que se fazem, quase por distracção, no canto dos manuscritos. Dantes desenhava bem com a mão esquerda. Sou canhoto. Agora sou ambidestro. Agora sou sei lá o quê: um catraio a brincar na areia; um fulano que se surpreende nos espelhos:

– Eu isto? Eu assim?

porque aquilo que o espelho mostra nada tem a ver comigo. Sou outro. Os meus livros sou eu, o que não é os livros é outro. Que outro? Um outro a reduzir-se à medida que o número de livros aumenta: por este andar desapareço. Talvez daí as feições apagadas, os gestos transparentes, admira--me que me reconheçam

– Tu

porque o tu diminuto. Este fim-de-semana estive no Algarve, em Silves. Uma biblioteca.

Encontrei um sargento dos Comandos a quem cosi o olho durante uma operação no Chiúme

– Coseu-me este olho

e o olho perfeito. Como costureira não fui inteiramente mau. Volta não volta, a uma esquina da vida, a guerra. Lembra-me esses cães pegajosos, insistentes, que tentam entrar pelos restaurantes dentro: expulsam-nos e regressam, numa teimosia sem fim.

– Coseu-me este olho

e um abraço com trinta e tal anos de comprimento. O Chiúme era o pior buraco que conheci. Foi lá que soube do nascimento da minha filha. Chamaram-me ao rádio. Até em Silves a gaita de África, chiça. Escrevo isto, calor, sol, as folhas devagarinho lá fora, tanta luz. Que milagre, a vida.

A seguir à doença o tempo de novo lento, como na infância. Isso ganhei. Não sabia que os minutos eram vastos, ricos. Foi um preço caro para aprender mas valeu a pena. Dá ideia que em certo sentido regressei ao princípio: vou tornar a fumar às escondidas na janela. O Algarve cheira a açúcar, o Alentejo pisa--me. Rebanhos de ambos os lados da estrada. Ganas de ver Beja de novo, os olhos de luz escura das mulheres do sul.

Não me imagino com uma estrangeira. Uma rapariga a boiar lá em baixo na piscina do hotel, um cavalheiro gordo com um menino ao colo: agradam-me os cavalheiros gordos, têm um ar confortável, qualquer coisa de sofá até a andarem. O cavalheiro gordo entrou na água com o menino, todo ele cautelas, palavrinhas. Tive inveja da criança: nunca entraram comigo ao colo numa piscina e de repente isso doeu-me.

Não me doeu grande coisa: uma feridinha de cacaracá lá atrás, na infância, onde várias feridinhas de cacaracá. Das grandes nada digo. Não se desvanecem e todavia nada digo. Caladinho, rapaz. Se for difícil de aguentar vai ao espelho, o tal que te surpreende, e sorri. Em lugar de dez flexões para tirar a barriga dez sorrisos para expulsar a amargura. O décimo custa o dobro do primeiro mas lá se vai fazendo. Ninguém na rua, estores descidos, o toldo de uma pastelaria deserta.

Não devem faltar horas para a noite dado que o sol oblíquo. Ao meter a chave ao prédio um manhoso abordou-me com uma grande conversa em círculos que se apertavam e no fim dos círculos pediu-me dinheiro. Que me conhecia e tal e tal, que os tempos estão maus, que precisava de não sei quê, um paleio que não acabava, em linguagem preciosa. Achei que era uma representação razoável de um texto gasto: cinco euros. Mal a nota lhe poisou na mão sumiu-se a todo o gás.

Ele, o bigode e as queixas. Impingiu-me um passado de arquiduque, abundâncias, conquistas. As mentiras divertem-me. A esta hora já comprou um palacete com os cinco euros e contratou um mordomo. Prefiro o bêbado que anda por aqui aos impulsos, ocupando o passeio todo. Da última vez que me cruzei com ele sorriu-me e anunciou, feliz

– Estou-me a cagar.

Tenho no porta-moedas um Santo António pequenino. Deu-mo uma amiga, a Fernanda. Toco-lhe e recordo-me do túmulo em Pádua. O meu avô beijou o túmulo e imitei-o. Tenho-te dado trabalho, não tenho? Um dia destes meto-me no avião e vou beijar-te outra vez.

Publicação de
João Brito SOUSA

terça-feira, 27 de maio de 2008

À DO ZÉ RAIMUNDO


VAMOS À DO ZÉ RAIMUNDO.

Fica ali a fronteira entre os Braciais e o PATACÃO.

Braciais é grande terra. A pessoa mais importante de lá já faleceu. Era o Totoi, Vice Reitor de uma Universidade em Lisboa.

Agora é o LITO, esposo da Leonilde e cunhado do Bernardo Estanco e do Fernando, que marcou um golo ao Benfica quando era júnior do Farense. Bola cruzada do lado direito e o Lito, zás.. vai buscá-la. É a figura mais importante.

São sete horas da manhã. O Florival já chegou e trouxe os carapaus alimados. O Padeiro trás o vinho. São sete homens hoje.

O Vitoriano chega e deixa a pergunta: Qual foi o melhor desportista do Patacão?...

Entra o Meguel e diz: o melhor desportista do Patacão foi o Zé Lipardo. Diz o Leonel, foi o Joaquim Menino. Diz o carpinteiro do Bate Cu, foi o caiador. Eu é que sei diz o electricista das Pontes de Marchil, foi o Xico Fava ...

Nesta altura chega o ferrador de bestas, alentejano do Pé do Cerro e pergunta: como é que se engata uma besta ao arado?

E diz o farmacêutico do Patacão: Quem conheceu a senhora Professora que morava em frente à D. Silvana Carvalho, ao pé do Passos?

E quantos filhos tinha o Passos? diz o estofador de MAR E GUERRA.

E diz o Zé Raimundo: Então, não se bebe nada?.

Chega o corticeiro de Almancil com o acordeon e diz: vou tocar uma moda. Chega outro com o pandeiro, outro com as castanholas, outro com os ferrinhos e vamos embora a isto.

E sai LA CUMPARSITA.

Texto de
João Brito Sousa

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O ESTADO ACTUAL/ IMPRENSA, VISÃO.OPINIÃO


O ESTADO ACTUAL, por Dr. Mário Soares

A América do Norte, a cinco meses da escolha de um novo Presidente, suscitou no Ocidente uma pausa reflexiva, que esperemos seja criadora.
A União Europeia, que podia – e devia – antecipar-se, continua paralisada, dada a mediocridade e falta de audácia dos seus principais dirigentes. Sem rumo nem vontade.

O bocado de texto acima é retirado de um artigo publicado pelo Dr. Mário Soares na Revista Visão.

O Dr. Mário Soares ocupou todos os cargos políticos no País e foi um grande defensor da União Europeia, de quem agora vem dizer que continua paralisada, dada a mediocridade e falta de audácia dos seus principais dirigentes.

E isto diz-se assim seco e é encarado como se estivesse tudo bem, como se esses cavalheiros não tivessem enchido as algibeiras de dinheiro, para não deixar chegar as coisas a este estado.
Mas a ideia, penso eu, é que deveria ser, eles receberem as remunerações em troca de trabalho sério e credível
Mas isso não foi feito.

E será que ninguém pede responsabilidades?


Texto de
João Brito Sousa

domingo, 25 de maio de 2008

POESIA DE JORGE DE SENA


DIZIA UMA VEZ AQUILINO...


Dizia uma vez Aquilino que em Portugal

os filósofos se exilavam ainda em seu país(v.g. Spinoza).

O curioso porém é que também ninguém foi santo lá:

os nascidos em Portugal foram todos sê-lo noutra parte

(St. António, S. João de Deus, etc.) e outros santos

portugueses, se o foram, terá sido, porque, estrangeiros

que eram e em Portugal vivendo, não tiveram outro

remédio (v.g. Rainha Santa) se não ser santos, à falta de melhor.

Oh país danado. Porque os heróis também nunca tiveram

melhor sorte (Albuquerque e outros que o digam)

a menos que tivessem participado de revoluções feitas

*em vez de* (v.g. o Condestável que fez fortuna

e a casa de Bragança e acabou só Santo quase).



Jorge de Sena
Publicado por
João Brito Sousa

sábado, 24 de maio de 2008

UM BOM FIM DE SEMANA


PORTO, 2008.05.24

BOM FIM DE SEMANA

Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para a malta do 1º ano 1ª Turma de 52/53

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRAALUNOSJosé Bartílio da PalmaLuís Rebelo GuimarãesHerlander dos Santos EstrelaReinaldo Neto RodriguesAntónio Inácio Gago ViegasHumberto José Viegas GomesManuel Cavaco Guerreiro.Joaquim André Ferreira da CruzJoão BaptistaJosé Mateus Ferrinho PedroJosé Vitorino Pedro RodriguesIvoFrancisco Gabriel Carvalho CabritasJoão António Sares ReisFernando Manuel MoreiraAntónio Manuel Ramos JoséFrancisco Paulo Afonso ViegasManuel GeraldesJoão Manuel de Brito de SousaJorge Manuel AmadoJoão Vitorino Mendes BicaCarlos Alberto Arrais CustódioJosé Júlio Neto ViegasManuelJoão dos SantosJosé Pedro SoaresJosé Marcelino Afonso Viegas


Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...

Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBAL PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

sexta-feira, 23 de maio de 2008

IMPRENSA JN.OPINIÃO


PORTUGAL REGISTA DENTRO DA UE O MAIOR FOSSO ENTRE RICOS E POBRES
Por Bruno Simões Castanheira


A sociedade portuguesa tem, face a 24 parceiros europeus, a maior desigualdade de rendimentos. O fosso entre os que possuem muito e os que a pouco ou nada acedem é mais amplo não só em relação à média europeia como aos Estados Unidos. As contas surgem feitas no último relatório de Bruxelas, elaborado em 2007 e com parte dos números de referência colhidos tanto na realidade de 2004 como dos anos seguintes

MEU COMENTÁRIO

Eu entendo que com a aplicação da Teoria de Rawls, as coisas poderiam melhorar. Baseando-se na sociedade justa de Platão, Rawls sugere que: O primeiro passo a dar seria o surgimento da mesma igualdade de oportunidades aberta a todos e em condições de plena equidade O segundo comportamento seria baseado nos benefícios nela auferidos, que deveriam ser repartidos preferencialmente com os membros menos privilegiados da sociedade, os worst off, satisfazendo as expectativas deles, porque justiça social é, antes de tudo, amparar os desvalidos.

Para se conseguir isso é preciso, todavia, que uma dupla operação ocorra. Os better off, os talentosos, os melhor dotados (por nascimento, herança ou dom), devem aceitar com benevolência em ver diminuir sua participação material (em bens, salários, lucros e status social), minimizadas em favor do outros, dos desassistidos. Esses, por sua vez, podem assim ampliar seus horizontes e suas esperanças em dias melhores, maximizando suas expectativas A Teoria da Justiça de John Rawls terá possibilidades de implementação, se houver um movimento de compreensão dessa doutrina e se da sua aplicação resultar benefícios para todos Eu considero a teoria com boas possibilidades de cativar as pessoas, porquanto, a colocá-la em prática, viria a tornar a sociedade mais harmoniosa e mais agradável

A Humanidade não precisa de ser rica, precisa apenas de ser mais justa Mas para isso, as pessoas têm de se convencer, que o objectivo da vida é o bem estar social e não uns estarem bem e outros mal, pela via do capital. È claro que este comportamento da sociedade só se consegue obter se os que têm mais disponibilidades, abdicarem desse excesso e permitirem que os detentores de menores recursos possam ver melhorados os seus proventos

Para que este modelo vingue, é preciso reeducar as pessoas em dois aspectos; o emocional e o produtivo Em primeiro lugar, seria importante consciencializar as pessoas, para que se autoeduquem na direcção do colectivo. O que passa a valer é o todo e uma pessoa de per si não tem qualquer possibilidade de sobreviver. Depois seria interessante não perder os incentivos profissionais, agora direccionados em favor de uma sociedade mais justa.. Penso que isto é possível de obter e penso também que temos andado a perder tempo.

Publicação de
JOÃO BRITO SOUSA

DA IMPRENSA/ JN.OPINIÃO


AMAR O PORTO

“GOVERNO DÁ 400 MILHÕES LISBOA e 1 MILHÃO ao PORTO”...

Este, é o título de um artigo da autoria de Leonel de Castro e de Carla Sofia Luz, publicado hoje no JN.
Sem mais nem menos ... seco... que vem colocar LISBOA, aparentemente em cheque.

Vamos lá analisar o artigo e, se for caso disso, pedir explicações. Este é a primeira atitude que os portuenses deveriam tomar: pedir explicações...

A prioridade é ter uma atitude de "AMAR O PORTO"

Análise ao artigo:

“A reabilitação da Baixa do Porto recebeu cerca de um milhão de euros do Governo, enquanto a recuperação da frente ribeirinha de Lisboa, entre o Cais do Sodré, a Ribeira das Naus e Santa Apolónia, em Lisboa, deverá obter um financiamento governamental de 400 milhões. As contas são feitas pelo presidente da Câmara portuense, Rui Rio, que condena o distinto empenhamento da Administração Central em dois processos de requalificação urbana a Norte e a Sul do país.”
Perante isto só me resta enviar um mail ao Senhor Presidente Dr. Rui Rio, nos termos que se seguem.:

geral@cm-porto.pt

Exmo Senhor Dr. Rui Rio
Presidente da Câmara do PORTO

No JN de hoje, vem uma notícia com o título “Governo dá 400 milhões a Lisboa e 1 milhão ao Porto”... que envolve o nome de V. Exª nos termos do primeiro parágrafo da notícia, que vai a seguir:

“A reabilitação da Baixa do Porto recebeu cerca de um milhão de euros do Governo, enquanto a recuperação da frente ribeirinha de Lisboa, entre o Cais do Sodré, a Ribeira das Naus e Santa Apolónia, em Lisboa, deverá obter um financiamento governamental de 400 milhões. As contas são feitas pelo presidente da Câmara portuense, Rui Rio, que condena o distinto empenhamento da Administração Central em dois processos de requalificação urbana a Norte e a Sul do país.”
E, no parágrafo seguinte, oura vez :

“O Governo é que tem de possuir sentido nacional e olhar o país como um todo", critica Rui Rio, sublinhando a diminuta participação da Administração Central no processo de reabilitação de toda a Baixa da Invicta.”
Senhor Dr. Rui Rio, este tipo de comportamento que o senhor está a tomar, já vem desde 1865 e não resolve nada e os senhores estão fartos de saber isso. Porquê continuar com estes desabafos e porque é que não se passa à acção.

Gostava de saber de V. Exª, se este assunto vai ficar apenas nestes desabafos do senhor Presidente Dr. Rui Rio, ou se já está criada alguma comissão, para conscientemente se perceber, por qual razão a região do Porto, vai ficar aparentemente prejudicada.

Como disse Aquilino Ribeiro, o Porto quer saber.

Fico a aguardar a resposta dos serviços competentes, com o vínculo do senhor Presidente.

Sem mais e no exercício dos meus direitos de cidadania, queira aceitar Exmo Senhor, os meus respeitosos cumprimentos..

João Manuel de Brito de Sousa


Texto de
João Brito Sousa

O TEXTO PUBLICADO NO JN É.

Governo dá 400 milhões a Lisboa e 1 milhão ao Porto

Leonel de Castro
Carla Sofia Luz

A reabilitação da Baixa do Porto recebeu cerca de um milhão de euros do Governo, enquanto a recuperação da frente ribeirinha de Lisboa, entre o Cais do Sodré, a Ribeira das Naus e Santa Apolónia, em Lisboa, deverá obter um financiamento governamental de 400 milhões. As contas são feitas pelo presidente da Câmara portuense, Rui Rio, que condena o distinto empenhamento da Administração Central em dois processos de requalificação urbana a Norte e a Sul do país."A requalificação da Baixa do Porto não é mais relevante do que 800 metros de frente ribeirinha de Lisboa? Para o Porto, a única comparticipação até à data foi a reposição em 60% do capital da Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU), que foi de cerca de um milhão de euros.

Não encerra qualquer crítica à Câmara de Lisboa, que fez o que lhe compete. O Governo é que tem de possuir sentido nacional e olhar o país como um todo", critica Rui Rio, sublinhando a diminuta participação da Administração Central no processo de reabilitação de toda a Baixa da Invicta.Mas, a Norte, um financiamento de 400 milhões de euros serviria para pagar 80% das obras da segunda fase de expansão da rede do metro (orçada em 500 milhões de euros), tal como foi proposta pelos estudos de Paulo Pinho e de Álvaro Costa, especialistas em Mobilidade e professores da Faculdade de Engenharia do Porto.

Ontem fez um ano que foi assinado o memorando entre o Governo e a Junta Metropolitana e, para já, decorre o concurso público para a construção da linha entre o Dragão e Venda Nova, Rio Tinto, em Gondomar.Questionado pelo JN, Rui Rio calcula que serão investidos, nos próximos anos, "quase 10 mil milhões de euros" na região de Lisboa, o que "ultrapassa 5% do Produto Interno Bruto nacional", somando, além do investimento na frente ribeirinha, o financiamento do novo aeroporto de Lisboa, da linha Lisboa/Madrid do TGV e a nova travessia sobre o Tejo.

É preocupante que os grandes investimentos nacionais estejam a ser canalizados para um local exclusivo do país. Nada diria se esses 10 mil milhões de euros fossem repartidos pelo país e investidos em áreas mais atrasadas, em termos de desenvolvimento, do que as áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa. Não há correspondência de investimentos desta grandeza no país, nomeadamente no Porto", especifica o autarca portuense.Certo de que as verbas canalizadas do Orçamento de Estado para estas obras, classificadas como investimentos de interesse nacional, Rui Rio não pode dizer o mesmo quanto aos fundos do Quadro Estratégico de Referência Nacional.

"Há um desgoverno na afectação de dinheiros públicos. O que estão em causa são verbas comunitárias, retiradas a outras regiões do país, designadamente ao Norte", sublinha o presidente da Câmara do Porto, convencido de que o Executivo socialista "está a perder a oportunidade de reequilibrar o país" com a aplicação dos futuros fundos comunitáris.

Publicação de
João Brito Sousa

quinta-feira, 22 de maio de 2008

AMAR O PORTO.OPINIÃO


AMAR O PORTO

Eu acho que a crónica do arquitecto Gomes Fernandes, publicada hoje no JN, deveria ter este título, AMAR O PORTO e não um “Venham mais vozes”.

Amar uma coisa ou uma cidade, como é o caso, vincula-nos a ela e a gente bate - se por ela, fazendo coisas, na defesa de uma causa. A cidade do Porto tem no 31 de Janeiro do alferes Malheiro, entre muito outros, um exemplo disso; consumou a revolta. Não disse “Venham mais vozes”... Apareceu e fez...

Esta coisa do “Venham mais vozes” não me agrada e faz-me lembrar até uma cena passada num restaurante daqui da Serpa Pinto onde resido. Eram 13 horas e o noticiário abriu com esta notícia: “Não há dinheiro para o Metro do Porto”... E logo um camarada aí de uns oitenta anos se levantou, e, em modos de ameaça, dirigiu-se para o canal televisivo que acabava de dar a notícia e disse: “Se fosse para Lisboa já havia”....

Ora, este comentário do meu companheiro de sala de almoço, cai mais dentro do título do arquitecto Gomes Fernandes, no “Venham mais vozes” do que dentro do meu “AMAR O PORTO”

Esta frase do arquitecto, contida no artigo de hoje,

“O Governo quer fazer da frente ribeirinha lisboeta um "projecto de regime", empenhando verbas e capital político no assunto à boa maneira do que foi feito na Expo 98 ou no Centro Cultural de Belém.”

tem a mesma tonalidade, parece-me, que a do meu camarada de sala de almoço e encaixa bem no “ Venham mais vozes”... do senhor arquitecto.

Mas admitindo que seja isso, “projecto de regime” ocorre-me perguntar: -“ essa coisa do projecto de regime é crime?.... a lei contempla esse aspecto da obra nessa óptica e condena-o?...

porque razão é que o argumento do senhor arquitecto é que está certo e o do Governo não?. Apenas por a obra ser em Lisboa?..

Aparentemente, o senhor arquitecto já deixou passar as obras que classifica de regime, que são a Expo 98 e o centro Cultural de Belém.. . Não sei qual foi o seu comportamento perante elas e estranho o facto de se insurgir agora, pedindo até que “venham mais vozes” ..

Não considero esta, como uma atitude de amor ao PORTO, que é pelo prisma que eu queria ver as coisas.

Dizer, que

“Portugal não é só Lisboa e o resto "paisagem", assim como um país não se resume nem se pode rever só na sua capital, sobretudo, quando tal visão e consequentes tentações são a expressão directa dum centralismo fora de contexto e sem enquadramento europeu.”...
é um comentário que poderia vir igualmente de Faro ou de Viseu ou de Évora. Mas não vem daí; sai, apenas, do Porto, o que eu não percebo.

Este desabafo do senhor arquitecto faz-me recordar aquela cena passada aqui no Porto, quando um residente da cidade, passou por um cego que tocava no seu acordeón o “cheira a Lisboa”.

Ao que parece, o nosso portuense, insurgiu-se contra o cego, dizendo-lhe, ó pá acaba com isso...

Porque seria?

Pode pensar-se que este “venham mais vozes..” possa conduzir ao meu “AMAR O PORTO”, mas se é isso, dispensemos a frase do senhor arquitecto..

Mas o curioso do artigo do senhor arquitecto é que, se a obra fosse feita no Porto parece-me que estava tudo bem. Deduzo isto das seguintes palavras do senhor arquitecto, quando escreve:

“Por isso, andou bem Francisco Assis, primeiro vereador do PS na Câmara do Porto, ao vir lembrar ao Governo, do seu Partido, que a cidade pela qual foi eleito para essa função, também tem uma frente ribeirinha para tratar e um projecto orientador para o efeito.”

E depois vem aquilo que me parece ser um lamento:

”Ou seja, F. Assis, veio colocar-se ao lado do presidente da Câmara, numa questão essencial, que é lembrar ao Governo a pouca atenção que tem dado ao Porto. Acertada postura que só peca por escassa e tardia..,

E depois uma reclamação:

“Seria bom que houvesse um mais alargado entendimento na exigência de atenção política para o Porto por parte da Administração Central, quer dizer do Governo, e que PSD e PS, pelo menos, olhassem a .cidade com vistas largas e horizontes amplos e consertassem projectos estruturantes e a prazo”....

E eu pergunto ao senhor arquitecto: - Se esse alargado entendimento fosse uma realidade estaria, na sua óptica , tudo bem? E porque é que estaria tudo bem se fosse assim?

É que o Reitor da Universidade do Porto, disse há dias que já chega de lamúrias e os senhores, respeitosamente, continuam..

É que já José Coelho de Sousa dizia em “O PALÁCIO DE CRISTAL”, o seguinte: “Pode dizer-se que em 1861, os objectivos da nóvel sociedade eram um conjunto de promessas aliciantes, em 1865, elas estavam genericamente cumpridas mesmo que para tal, tivesse sido necessário lutar com enormes dificuldades e vencer inúmeras resistências e más vontades tanto no Porto quanto no País, sobretudo provenientes da capital.

Mas o que o senhor arquitecto fala vem desde 1865?

Texto de

João Brito Sousa



VENHAM MAIS VOZES
Gomes Fernandes, Arquitecto
(artigo retirado do JN)

O Governo quer fazer da frente ribeirinha lisboeta um "projecto de regime", empenhando verbas e capital político no assunto à boa maneira do que foi feito na Expo 98 ou no Centro Cultural de Belém.

É bom que seja entendido que a capitalidade europeia de Lisboa é essencial para a afirmação do país na Europa comunitária de que fazemos parte, mas daí a que se centralizem os grandes projectos e consequentes investimentos na sua cabeça político-administrativa vai, ou deve ir, alguma distância. Portugal não é só Lisboa e o resto "paisagem", assim como um país não se resume nem se pode rever só na sua capital, sobretudo, quando tal visão e consequentes tentações são a expressão directa dum centralismo fora de contexto e sem enquadramento europeu.Por isso, andou bem Francisco Assis, primeiro vereador do PS na Câmara do Porto, ao vir lembrar ao Governo, do seu Partido, que a cidade pela qual foi eleito para essa função, também tem uma frente ribeirinha para tratar e um projecto orientador para o efeito.

Ou seja, veio colocar-se ao lado do presidente da Câmara, adversário político mas presidente eleito pela maioria dos portuenses, numa questão essencial, que é lembrar ao Governo a pouca atenção que tem dado ao Porto. Acertada postura que só peca por escassa e tardia, mas que é um sinal de que há questões em que o interesse da cidade e da região se deve colocar acima das divergências partidárias. Seria bom que houvesse um mais alargado entendimento na exigência de atenção política para o Porto por parte da Administração Central, quer dizer do Governo, e que PSD e PS, pelo menos, olhassem a cidade com vistas largas e horizontes amplos e consertassem projectos estruturantes e a prazo, independentemente das alternativas no exercício do poder.

Um exemplo Assis chegou a falar na sua campanha na proposta de "um polis para os bairros camarários", ideia bem pensada e com "pernas para andar", mas não sei porque razão, passado esse período eleitoral, deixou cair o assunto e não mais voltou a falar nele. Custa-me aceitar que tenha sido por não ter conquistado a Câmara, pois isso seria uma visão menor da política que não faço a injustiça de lhe atribuir.

Agora avança com outra ideia do interesse da cidade, a do apoio do Governo à recuperação e reabilitação da frente ribeirinha do Douro, o que alguns terão visto como uma corajosa exigência mas de implicações partidárias e até ficarão melindrados por ele a ter feito, outros, como aqui a crónica, a apoiam e reforçam, por inteligente e estratégica, para além de oportuna.Goste-se ou não de Rui Rio ele tem sido um voz inconformada com a situação subalterna a que o Governo tem remetido o Porto em relação a Lisboa, veja-se o arrastamento da segunda fase do Metro, a indecisão sobre a questão do aeroporto Sá Carneiro, o tempo que demorou a "montar" a SRU, a falta da Autoridade Metropolitana de Transportes e outras pequenas questões avulsas mas que, tudo somado reflectem uma atitude mental e política que não deveria ser denunciada só pelo presidente da Câmara portuense e por figuras da sociedade civil fora dos partidos.

O PS/Porto, nestas matérias e noutras de interesse político regional, tem andado "a dormir", por incapacidade cultural ou desinteresse de compreender a importância disto para a cidade e a Região, deixando Rui Rio "capitalizar" sem muito esforço, porque os portuenses, mesmo não estando partidariamente com ele, reconhecem-no como "voz" inconformada e reivindicativa. Francisco Assis poderia e deveria ter-se feito ouvir mais, até por ser inteligente e bem preparado política e intelectualmente, daí que não deve deixar-se ficar, muito menos calar a voz que agora falou para ser ouvida.

Claro que exigências deste tipo ao Governo nada têm de pessoal ou discordante com a "carta de princípios O PS/Porto, nestas matérias e noutras de interesse político regional, tem andado "a dormir", por incapacidade cultural ou desinteresse de compreender a importância disto para a cidade e a Região, deixando Rui Rio "capitalizar" sem muito esforço, porque os portuenses, mesmo não estando partidariamente com ele, reconhecem-no como "voz" inconformada e reivindicativa.

Francisco Assis poderia e deveria ter-se feito ouvir mais, até por ser inteligente e bem preparado política e intelectualmente, daí que não deve deixar-se ficar, muito menos calar a voz que agora falou para ser ouvida.Claro que exigências deste tipo ao Governo nada têm de pessoal ou discordante com a "carta de princípios" do PS em relação ao Porto e ao Norte, pelo contrário, são uma via para que este partido se afirme e amplie a sua capacidade de influências na cidade e Área Metropolitana do Porto.

Não o entender é recuar defensivamente no terreno e isso, na altura da verdade eleitoral, terá o seu preço amargo. Penso que Assis o entendeu e, não sendo ao que tudo indica o próximo "challanger" de Rio, tem a visão de perceber que, tal como Régio, é altura de dizer "não vou por aí", até porque não leva a lado nenhum.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

ABRAÇO PARA UM AMIGO


VAI HAVER BRAÇOS.

(Para o Diogo Tarreta, que me perguntou, então ...temos braços .. ou não?...)


Como eu te admiro ó camarada...
A tua preocupação comigo.. o teu gesto
Dá-me conforto, sabias....
Era bom que fosse assim todos os dias
Podias não dizer nada
Que eu não te tirava o valor
Ó velho amigo ....

E vai haver braços
Haja ou não haja cansaços

Vais ver ....
Abraços ... tem de ser.

JOÃO BRITO SOUSA

terça-feira, 20 de maio de 2008

PARA UM Dr. do FARROBO


AO Dr. HONORATO DE SOUSA NUNES. do FARROBO


O Dr. Honorato Nunes não é de S, Brás de Alportel ..
é homem do FARROBO
Nunca lhe chamem de Sambrazense
mas sim de Farrobense
terra de casas caiadas... quem seria a caiadeira..
quem seria a caiadeira!...
Dr. fale.- me dessa gente que o senhor conheceu
E que andou com o senhor no LICEU
Fale-me de si .. onde é que estudou?
Fale-me da matança do porco em FARROBO
Do punhal do matador, dos copos de aguardente
que os homens bebiam antes da operação...
Fale-me da apanha dos figos, da seca nas soteias e das torrras no forno
Fale-me da malta das Fontainhas
Da Fonte da Mesquita, Fonte da Murta e Fonte do Mouro
O código postal de FARROBO é o 8150-032 S.Brás de Alportel
Para quem quiser escrever ..
Não tem nada que saber
Meu Caro Dr. diga coisas de lá...
Rebanhos, havia?... quem era o pastor que conduzia o gado?
E a funda? Como era aquilo... ovelha tresmalhada
Levava logo uma pedrada..
Éh oveeeeeeeeeeeeelha....
A Escola primária, a professora e a régua, havia disso? ...
Os companheiros, o velho parceiro de carteira
E o senhor quando era puto... fez alguma asneira?..
Diga o que foi e de que maneira
E a senhora sua Mãe. bateu-lhe alguma vez....
O que é que o senhor fez?

JOÃO BRITO SOUSA

segunda-feira, 19 de maio de 2008

QUANDO EU ESTIVE EM AFRICA


LUNDA NORTE

O DUNDO E AS MANGUEIRAS

Coisa divina!.

Cheguei ao Dundo em Fevereiro de 1984 na companha do Auditor Geral da Companhia, o Dr. António Mortal. Penso que era quinta feira mas isso agora pouco importa. Importará sim, falar um pouco de como eu senti essa terra de barro vermelho, onde as mangueiras proliferam e as papaieiras embelezam os quintais dos que aí residem.

É preciso estar preparado para amar esta cidade cita na zona diamantífera, porque só a amando nos sentimos lá bem. É preciso amar esta terra, entregarmo-nos a ela e recebê-la também no nosso coração. Não podemos ficar indiferentes a tanta beleza natural. E ao sorriso das populações, uma candura de magia que nos invade e anima. Estamos em África, Angola, Lunda Norte, Dundo, varanda da má língua, local onde os cooperantes se encontram e falam da companhia o tempo todo.

Ao tempo, era a Companhia de Diamantes de Angola a nossa empregadora e era a ela a quem devíamos fidelidade. Às sete horas da manhã entravamos nos escritórios do departamento de Contabilidade de Custos, onde trabalhávamos e a labuta diária começava. A agitação era grande porque ali eram não só os serviços de contabilidade mas também dos armazéns, tesouraria, pessoal e mais um ou outro serviço.

A mangueira grande assistia a tudo. Estava plantada no largo à entrada dos escritórios e, no alto da sua imponência, parecia que ali estava para nos desejar os bons dias.

O primeiro a chegar era o Caeiro Ramos, chefe de secção dos serviços do controlo de armazéns, um homem muito exigente consigo próprio e altamente responsável, que, apesar de jovem já possuía muitos anos de estadia na Companhia e esperava por outros para um pouco de cavaqueira antes do inicio da laboração. O Chefe Miranda, era também um dos que chegava cedo, depois o Mário Freitas. da Tesouraria e depois os outros que iam chegando.
Em frente aos escritórios ficava a “messe” onde tomávamos as refeições, feitas pelo cozinheiro

Samona, velho amigo e o ajudante João. Éramos alguns dez ou doze. Os regulamentos da “messe” tinham uma particularidade que era, quem entrasse de novo seria o gerente e tinha como função assegurar a alimentação de todos os, digamos assim, associados.

Abastecíamo-nos nos armazéns de bens alimentares que a companhia dispunha. E à noite íamos para a “palheta” para varanda da má língua, onde residiam o . Carvalho, o Xavier Martins, o Couceiro, o Mário Freitas, o Barbosa e mais um ou outro. O João dos armazéns aparecia por lá, o Chainho, que morava ao lado da varanda com o Roque também, e ainda o velho Silva Lopes, que, contando já muitos anos de companhia, contava histórias de outros tempos e também da sua terra natal, Estarreja. Jogávamos à sueca, íamos ao domingo ver o Sagrada, discutíamos futebol, cinema, política, negócios e outros assuntos.

Onde também íamos à noite era a casa do casal Manta, cuja casa ficava situada no quintal da “messe”, perto da casa do Parreira, do José Augusto e do Luís, massagista do cube de futebol. Apareciam por lá também o Fernando Pedro, o Rosa Marques, o Filipe, o Alfredo Barreiras e o Margelino que levava a guitarra.

Umas vezes por outras, íamos ver umas jogatanas de ténis entre o melhor e o pior jogador do Dundo, o duelo Zé Manta e Filipe. Em equipamento o Filipe não perdia; no jogo jogado, sim.

E ao fim de seis meses de trabalho vínhamos de férias.. e voltávamos um mês depois

Sempre determinados a cumprir..

João Brito Sousa

domingo, 18 de maio de 2008

IMPRENSA/ JN.OPINIÃO


Pinto da Costa ao ataque

Pinto da Costa atacou, ontem, o "nacional-centralismo", recorrendo a um texto publicado no Jornal de Notícias e da autoria do professor, escritor e "ilustre portuense" Hélder Pacheco. As críticas do presidente do F. C. Porto foram produzidas em Massamá (Sintra), perante cerca duas centenas de adeptos do clube presentes no almoço do 38.º aniversário da Delegação de Lisboa do F. C. Porto. "Não podemos consentir [...] a uma cidade a que o centralismo retirou quase tudo emprego qualificado, sedes de empresas, serviços, investimento público, etc., não pode manter um clube que ganha campeonatos consecutivamente", disse Pinto da Costa, citando Hélder Pacheco. (do JN de hoje)

MEU COMENTÁRIO

Não se percebe lá muito bem o que é que este senhor quer. Seria importante saber qual o conteúdo do texto do professor e escritor Hélder Pacheco, que quanto a mim, parece-me ser o responsável por mais esta atitude do senhor Pinto da Costa.
Sei que tem a seu lado um Bispo, um ex Presidente da República e agora até segundo a imprensa, parece que um grupo de deputados, lhe ofereceu e nessa qualidade um jantar no edifício da Assembleia da República.
Parece-me tudo ilegalidades; essa dos deputados pelo menos.

Entendo que estes senhores devem à Nação uma explicação, ou seja, porque motivos apoiam tanto este homem que tem tido comportamento social, que não me parece digno de apoio nenhum.

Até quando teremos de suportar estes piropos?

È claro que declarações como as da deputada em Bruxelas Engª Elisa Ferreira, que acerca do caso apito dourado se pronunciou dizendo no jornal “ABOLA” que não ia comentar o assunto, dá força ao Presidente.

E isto é tudo muito estranho, uma senhora deputada em Bruxelas que não tem opinião sobre o que se passa na sua cidade?...


JOÃO BRITO SOUSA.

sábado, 17 de maio de 2008

GRANDE ESCRITOR PÉSSIMO JORNALISTA DESPORTIVO.OPINIÃO

O ENORME MST

Neste blogue onde a liberdade de expressao caminha lado a lado com a verdade e a honestidade,sinto a necessidade,eu ate diria de necessidade imperiosa de ter uma palavra de apoio a Miguel Sousa Tavares...pelo homem aberto,nao encobridor de seus vicios,nao encobridor de suas ideias e ideais,um cronista inegualavel na nossa imprensa.Imprensa rica mas onde ele aparece como o pico rodeado das colinas ondelantes e serpenteantes ao sabor senao do vento pelo menos das brisas predominantes ....quais trigais curvados as' ditas brisas.

Conheco a obra dele nao como "expert" mas como apreciador da sua prosa escorreita ,pontuada...[porque a ha' nao pontuada e,ao que parece apreciada ].

O meu primeiro contacto com a obra de MST,alem das cronicas,foi "EQUADOR'....uma obra fascinante,o PORTUGAL do final do seculo 19 escalpado ate ao limite.....o problema colonial ,a ferida por sarar da escravatura,sao temas de meditar que MSTexpos como ninguem o havia feito, deu-o a conhecer ao vulgar de lineu com uma linguagem que o tornou num "best seller" em poucas semanas....

"NAO TE DEIXAREI MORRER DAVID CROCKETT", um ensaio de uma belesa inigualaveL...so' um grande escritor poe de pe' uma obra tao envolvente de temas e casos que nos fazem pensar e...quando um escritor nos poe a pensar...tem talento.

Por fim,no mes passado li o que para mim e' o melhor dos seus livros ate' agora publicados ou escritos:"RIO DAS FLORES"Um romance historico,eu iria mais longe e chamar-lhe-ia um documento para todos os que se interessam pela tematica do que foi o Estado Novo,o que foi o latifundio alentejano durante esse periodo da nossa historia recente, o mais cinico,o mais opulento e,claro ...o mais repugnante e pobre.Sem pejo,sem reticencias ele poe a limpo as vivencias de ricos e pobres,cultos e analfabetos dum alentejo que na realidade nao era muito diferente do Portugal que nos os mais adiantados na idade e vivendo fora dos grandes meios conheciamos bem.....mas .ele poe em escrito,em documento palpavel o que para no's ja' so' sao memorias longinquas mas que ainda afloram quando se le esta obra

O tal abraco e ate amanha
Diogo


O MEU COMENTÁRIO

Perfeitamente de acordo com as tuas palavras.

JBS

O HOMEM E O JORNALISTA DESPORTIVO QUE NÃO PRESTA !...

Meu Caro MST

Como já alguém disse aqui neste espaço, quão útil o senhor seria, se conseguisse colocar a sua postura de escritor e de jornalista (não desportivo) credível, sério e honrado nas suas crónicas desportivas.

Lanço-lhe um desafio: vamos discutir a honra do seu clube e do meu, que o senhor tanto ofende. Eu sou Benfica. Pode escolher o campo e as armas.

Fico a aguardar.

João Brito Sousa

IMPRENSA/ EXPRESSO


ARTIGO DE MST

Que o primeiro-ministro fuma (ou fumava...) às escondidas dos olhares públicos era um segredo de polichinelo. Julgo que todos ou quase todos os jornalistas políticos o sabiam e eu também. Nunca me ocorreu denunciar tal ‘crime’, primeiro porque não tenho vocação para bufo, e depois porque não tenho nada a ver com os hábitos privados dos outros. Mas claro que sempre achei que um primeiro-ministro que faz questão de fazer «jogging» em viagens oficiais para os jornalistas divulgarem a imagem de um desportista na política - coisa que vende muito bem junto dos eleitores - só podia, de facto, fumar às escondidas, para não estragar essa imagem. Depois de ter decretado o bloqueio económico a Cuba, também Kennedy fumava, numa sala íntima da Casa Branca e a seguir aos jantares oficiais, os seus ‘puros’, que havia mandado comprar em doses industriais em Havana, antes de assinar a ordem de bloqueio. São das tais contradições a que o ofício obriga.
Mas sem dúvida que há uma grande dose de hipocrisia à vista quando o primeiro-ministro e dois ministros de um governo que fez aprovar uma lei fundamentalista contra os fumadores aproveitam a excepção privilegiada de um voo fretado para fumarem discretamente atrás de uma cortina. Não tivessem eles andado a apregoar virtudes de saúde pública contra os fumadores, não tivessem instituído regras de perseguição policial e moralista contra os criminosos dos fumadores, e a coisa ainda poderia passar como mordomias comuns aos poderosos. Assim, passou apenas por uma descarada manifestação de públicas virtudes, vícios privados. Mas também digo que é preciso ter um estômago à prova de vómitos para, sendo jornalista convidado a bordo do avião do Governo, aproveitar a oportunidade para denunciar as fraquezas íntimas dos governantes. Sim, já adivinho a justificação: interesse público na notícia.
Talvez sim, mas não é a mensagem que está em causa, mas os métodos do mensageiro. Eu, se fosse o primeiro-ministro, da próxima vez dizia-lhes: “Agora vão em voo comercial e paguem os vossos bilhetes”. Mas eu, se fosse primeiro-ministro, não teria aprovado esta lei nem me esconderia para fumar. É claro, também, que assim nunca conseguiria ser primeiro-ministro: Churchill, a menos que se dispusesse à hipocrisia de esconder as suas fraquezas e vícios - coisa para que nunca revelou vocação - jamais conseguiria ganhar uma eleição nos tempos gloriosos que vivemos.
Mas o que mais me impressionou nesta história que se tornou ‘a notícia’ da viagem de Sócrates à Venezuela é que o sentido único de todos os comentários foi o de que o primeiro-ministro era um hipócrita porque não cumpria as leis que ele próprio mandava fazer. A enxurrada foi tanta que, com a hipocrisia já registada no cadastro (e os juros vão ser-lhe cobrados por muito tempo…), Sócrates ainda se dispôs à humilhação pública de pedir perdão à nação e jurar que ia deixar de fumar. Tal qual o menino apanhado pelo papá a fumar às escondidas na casa-de-banho. É sinal dos tempos que a ninguém tenha ocorrido outra hipótese: se os próprios membros do Governo - os legisladores - não se aguentam sem fumar durante oito horas, porque não tiram daí a conclusão de que a lei que aprovaram está para lá do razoável?
2 Outra marca indelével dos tempos que vivemos, da confusão deliberada entre interesse público e direitos individuais, está nos fóruns de discussão dos blogues da net - esse território mitificado como de absoluta liberdade de expressão. Sempre me fez espécie que se possa defender para isto o estatuto de liberdade de expressão. Como pode haver liberdade se, a coberto do anonimato, dos pseudónimos ou da insuficiente identificação do autor, qualquer um pode dizer o que quiser sobre outrem, sem haver forma de o responsabilizar? Porque é que eu, ao escrever aqui, estou sujeito, e bem, a todo o tipo de escrutínio e responsabilização profissional, penal e cível, e o tipo que escreve na net as maiores calúnias e falsidades passa incólume, em nome da liberdade de expressão?
Como é óbvio, o sistema permite manobras perfeita de assassínio de carácter, porque dá roda livre ao anonimato e à cobardia, que são a arma atómica dos boateiros e caluniadores e, praticamente, não consente defesa. Ciclicamente, sou alvo de boatos e falsidades a meu respeito, nestes territórios de ‘absoluta liberdade’ - sobre a minha actividade profissional ou a minha vida pessoal, sobre o que fiz e o que não fiz, mas me atribuem (até já me inventaram uma ‘peixeirada’ a bordo de um avião da TAP, por supostamente querer fumar a todo o custo). Dizem-me que é o preço a pagar por ser ‘figura pública’ - o único alvo que, por razões evidentes, interessa aos boateiros profissionais. Fraco consolo...
Recentemente, no meio das polémicas entre os professores e a ministra da Educação, coloquei-me basicamente ao lado dela para defender duas medidas: a avaliação e as aulas de substituição. Parece que foi mais do que os professores estão dispostos a suportar. Eles, que tanto exigiram a demissão da ministra por discordarem da sua política, aparentemente não consentem que os outros discordem das suas opiniões; eles, que desfilaram nas ruas com cartazes e palavras de ordem insultuosos para com a ministra, consideram um insulto colectivo que alguém se atreva a pôr em causa as suas razões. Uma senhora professora do Minho colocou um «post» sobre mim num «site» de Educação, que começava assim: “Conforme é do domínio público, o Miguel Sousa Tavares declarou que os professores são os inúteis mais bem pagos deste país”. Daí e sem nunca discutir um só dos meus argumentos, seguia com considerações acerca da minha lastimável pessoa, terminando com a sugestão de que, se a minha mãe fosse viva, teria vergonha do filho. O texto da senhora pegou como fogo na pradaria: não houve, por exemplo, um único familiar ou amigo meu que o não tivesse recebido por mail ou fotocópia; de norte a sul do país fui abordado por pessoas indignadas com as minhas palavras e até do estrangeiro me chegou a interpelação de um jornalista. Depois, comecei a receber autos-de-fé de professores: um grupo deles, da Região Centro, enviou-me um abaixo-assinado a informar que, como forma de protesto, nunca mais dariam a ler aos seus alunos os meus livros infantis, recomendados pelo programa ‘Ler’; um outro grupo do Norte fez-me chegar um livro meu devolvido com dezenas de assinaturas e a declaração solene de que nunca mais leriam um livro da minha autoria.
Acontece, porém, um pequeno pormenor: eu nunca disse, nunca escrevi e nunca me ocorreu pensar tão estúpida frase. É absolutamente falsa, de fio a pavio. Quem a inventou sabia bem que a melhor forma de atingir um adversário não é discutindo as razões dele, mas atacando-lhe o carácter. E quem a adoptou logo como verdadeira e do ‘domínio público’, sem nunca, pessoalmente, a ter escutado ou lido, mostrou como é fácil conduzir um rebanho de ovelhas nesses fóruns tão democráticos da Internet. E pensar que é assim que hoje se forma largamente a opinião pública!

Publicação de
João Brito Sousa

BOM FIM DE SEMANA


PORTO, 2008.05.17


BOM FIM DE SEMANA


Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para a malta do 1º ano 1ª Turma de 52/53

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRAALUNOSJosé Bartílio da PalmaLuís Rebelo GuimarãesHerlander dos Santos EstrelaReinaldo Neto RodriguesAntónio Inácio Gago ViegasHumberto José Viegas GomesManuel Cavaco Guerreiro.Joaquim André Ferreira da CruzJoão BaptistaJosé Mateus Ferrinho PedroJosé Vitorino Pedro RodriguesIvoFrancisco Gabriel Carvalho CabritasJoão António Sares ReisFernando Manuel MoreiraAntónio Manuel Ramos JoséFrancisco Paulo Afonso ViegasManuel GeraldesJoão Manuel de Brito de SousaJorge Manuel AmadoJoão Vitorino Mendes BicaCarlos Alberto Arrais CustódioJosé Júlio Neto ViegasManuelJoão dos SantosJosé Pedro SoaresJosé Marcelino Afonso Viegas


Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...

Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBAL PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A MINHA CIDADE (IV)


FARO, A MINHA CIDADE


Eu o engº Carlos Alberto Diogo, acompanhávamos mais com o Valêncio, o irmão. Uma história boa para contar era a história dos alfaiates de Faro. O melhor e também o mais caro era o Pintassilgo, cuja loja se situava perto do Largo e ainda o Barros que ficava lá em cima na rua da circunvalação, que vai do Refúgio ate ao mercado.

Mas voltando ao Largo é imperioso não esquecer que é ali a sede do SCFarense, orgulho dos Farenses, cujas histórias mais antigas me eram contadas pelo João Coelho, que tinha sido jogador do clube e na época tinha um táxi e que me dizia que a vida dele tinha sido como a do Marlon Bando no filme “Há Lodo no Cais”. Há ali também o Grémio da Lavoura onde os camponeses iam vender o milho e outros cereais resultante da exploração agrícola. O Distrito de Reserva também lá está com o amigo Rocha à cabeça.

No largo juntava-se o pessoal do campo com a malta da cidade em perfeita harmonia. De Mar e Guerra vinha o comerciante António Cadeiras, das Pontes de Marchil vinha o Toíca Guerreirão negociante de gado que todos os dias de manhã ia comprar uma maço de cigarros Português Suave à venda do Viriato nas Pontes de Marchil com uma nota de mil escudos (uma fortuna naquele tempo), do Montenegro vinha o Mateus Marinhas, da Chaveca vinha o Joaquim Caco, homem de cento e vinte quilos de peso e o mais forte aí dos arredores da cidade. Uma vez, o Caco e o Mateus Bolas, aí da Jardina, pegaram um toiro de cernelha na feira da Malveira e saíram em ombros.

O objectivo do encontro desta velhada era almoçar no Restaurante dos “Dois Irmãos”, que ficava situado no Largo.

Nesse tempo, anos cinquenta, almoçava-se no restaurante “Os Dois Irmãos” no Largo da Palmeira, por cinco escudos. Tinha muita clientela e os irmãos Silva, os proprietários ou os que o exploravam, tinham jeito para o negócio, sorriam para quem chegava tornando o ambiente acolhedor. O restaurante ainda lá está e toda a gente da cidade o conhece. Serviam um prato que deveria dar pouco lucro, porque dá muito trabalho a confeccionar que era os carapaus alimados, coisa que nunca mais vi servir em lado nenhum. Os carapaus eram cozidos, depois tiravam-se-lhes as serrilhas e eram servidos assim com duas ou três batatas cozidas , azeite e limão. Era só à sexta feira e a malta do campo ia lá por causa disso. Os “montanheiros” juntavam-se nos cubículos particulares e falavam de mulheres bonitas (eles dizem boas), discutiam preços e faziam negócios dos artigos vendáveis que possuíam. É interessante referir o modo como eram valorizados os produtos. Por exemplo, se estava em discussão o valor de uma cabeça de gado, a conversa era mais ou menos assim... então diga lá você quanto vale o bezerro... e logo o outro, vale trinta notas (a referencia era a nota que valia cem escudos), e o bezerro valeria três mil escudos. E assim por diante. O restaurante “os Dois Irmãos” desempenhou um papel social importante na cidade, reunia gente de todas as camadas sociais, havia grande movimento, parecia o centro de Manhatan em Nova York

Saindo dos “Dois Irmãos e virando `a esquerda, estamos no restaurante a “Nortenha” que era um restaurante chique nos anos cinquenta, bom serviço e ligeiramente mais caro. Quer um quer outro restaurante que aqui falo deveriam ser recordados nestas crónicas por alguém que soubesse disto mais do que eu, talvez o Professor Franklim Marques, talvez o único homem bom do mundo, porque é costeleta como eu, porque foi professor primário como eu e sobretudo porque tem muito mais jeito do que eu para contar estas histórias. Aqui fica um convite ao mestre.


Texto de

João Brito Sousa