sexta-feira, 30 de outubro de 2009

COMENTÁRIO


COMENTÁRIO

Ao Passeio Público de HÉLDER PACHECO, Professor e escritor


Meu caro Hélder Pacheco.

Viva.
Refiro-me neste comentário, ao seu PASSEIO PÚBLICO publicado no JN de ontem, 29.10 . Porque não concordo com ele . Permita-me que dentro do regime democrático em que vivemos lhe diga não. E recordo-lhe que o Dr. Lucas Pires disse que o não também é democrático. E não se esqueça que o senhor desempenha duas das profissões mais nobres que o homem tem à sua disposição: professor e escritor. Ambas têm como função principal tornar os seus alunos e leitores, respectivamente, melhores pessoas. É isto que diz Vergílio Ferreira, professor e escritor como o senhor. E já agora, como eu, também.

Diz o senhor, RESPEITAR A CIDADE, claro que sim. O senhor, que é professor de História , vai buscar um texto da primeira república para dizer que se revê nele e acrescenta: a defesa da res publica e o cumprimento do dever de cidadania perante a pátria, que é o Porto.

Pergunto, o Porto é pátria?

Depois, a indignação que lhe causaram algumas frases proferidas na recente campanha eleitoral, sob o pretexto que em política não vale tudo nem se pode dizer tudo, que para o portuense que se preze não pode ficar indiferente o ouvir a cidade ser apelidada de “decadente e mais sete ou oito adjectivos semelhantes...”

Argumentos rasteiros e mais o Padre que apelidou o Porto de “estado fascista”, o Porto uma cidade semidestruída na 2ª Invasão Francesa (e renasceu...) ... vencida e enxovalhada no 31 de Janeiro (e renasceu) e .. Uma cidade duramente atingida ela desindustrialização... e,

Não, o Porto não precisa de “portuenses” que o amesquinhem... – disso se encarrega o Terreiro do Paço ...

Meu Caro Professor e escritor,

Penso que o senhor neste artigo, não respeitou as pesoas do Porto que não pensam como o senhor pensa. E isso não é democrático. Na sua crónica o senhor lamuria-se apenas. Dizer que a cidade foi vencida e enxovalhada no 31 de Janeiro, não me parece sério, porque o 31 de Janeiro foi um movimento em direcção à república.

A menção ao Terreiro do Paço, na parte final do artigo, esá ao nível daquilo que disseram os portuenses e o senhor criticou..

O senhor já leu a entrevista do Reitor da UP. Ele chama a isto lamúrias. Que é o que o senhor está a fazer. Indevidamente, parece-me.

Isto são lamúrias senhor professor. E não deviam ser.

Gostava de o conhecer.

Ab. do
JOÃO BRITO SOUSA

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

TEMPOS ANTIGOS




VEHOS TEMPOS


1º ACTOR, isto é que é fado, o meu amigo lembra-se do Zé Larença, do Manel Larença e do Zé Simão? E do Domingos Simão, lembra-se?

2º ACTOR- Certamente, isso é malta do meu tempo.

1º ACTOR- E lembras-se do peido que o Domingos deu quando passou à venda do Zé Raimundo?

2º ACTOR- Nada, não me lembro nada disso.

1º ACTOR- Então, vou.lhe contar.

2º ACTOR- Diga meu amigo, mas tenha cuidado com o que vai dizer, há aqui senhoras.

1º ACTOR- Tudo bem, não há azar. O Domingos passou de bicicleta e largou uma ameixa das antigas. Estava lá o senhor Mendonça que disse: Foi em bom tamanho, não foi grande nem pequeno. Toda a gente ouviu e ninguém ficou surdo.

2º ACTOR- O Domingos merece um fado. Música Maestro.

O FADO DA AMEIXA



Passou o Domingos e arreou
A ameixa
O trânsito parou
E o Mendonça disse deixa

Vou explicar

Não foi pequeno nem grande
Foi em bom tamanho
Todos ouviram

E ninguém ficou surdo

E todos se riram

A malta daquele tempo
Era assim
Davam umas ameixas
Umas por eles outras por mim

Lai lai lai lai r arai

O Domingos arreou a ameixa
E o Mendonça disse deixa

E o Mendonça disse deixa…

3º ACTOR (O Viegas da casa de bicicletas), levanta-se da assistência, grita e diz: Os grandes actores do Patacão foram, Laura Conquilha, Martinho e Zé Figueiras Quero um fado para eles.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

HÁ FESTA NO PATACÃO



1º ACTOR – Mas o Clementino já a cantou, naquela cena, quando se apresentou no palco, com uma bicicleta pedaleira com a campainha avariada, olhou para a campainha e disse,

Também tu, puta, não tocas…
Estou aqui estou a levar-te à oficina do Zé Linocas.

2º ACTOR – E agora vamos cantar outra vez, sai música …

FADO DA CAMPAINHA


Se estás avariada
Vai à do Zé Linocas
Ficas logo reparada
Ou nunca mais tocas

A campainha
Da bicicleta que é minha

O Zé Linocas emigrou
para a Venezuela
E nunca mais regressou
E nunca mais se soube dela



Da bicicleta que é minha
A campainha

Zé Linocas vem aqui
Vem até à Sociedade
A bicicleta, nunca mais a vi
Mas tenho grande saudade

De ver o Clementino
Com a bicicleta na mão
Era eu ainda menino
E na Sociedade do Patacão

Já ele representava
As peças do Mestre Bernardino
E o povo achava
À graça que ele tinha

Quando dizia

Da bicicleta que é minha
A campainha …

Da bicicleta que é minha
A campainha.


Texto de

João Brito Sousa

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TEATRO NO PATACAO







VAMOS VOLTAR ÀS RÉCITAS NA SOCIEDADE.

por João Brito Sousa


TEATRO NO PATACAO

"O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana."
(Federico García Lorca)

TEMPOS ANTIGOS

1º ACTO - Na sala, com alguns documentos na mão, um acordeonista tocava uma moda baixinho e o actor cantava:

Tempos antigos,
Tanto que eu gosto deles
Desses tempos amigos

Tempos antigos

Vamos revivê-los.

Tanto que eu gostava de saber cantar. Como cantava o Manuel Patuleia, esse grande homem de Teatro aqui da terra. O Manuel era grande actor. Cantava, fazia as letras e arranjava a música.

Podia ser uma canção assim.

A OFICINA DO MESTRE ZÉ ROSA


É uma serralharia civil
A oficina do Mestre Rosa

Faz serviços para as hortas
E é muito conhecida
Aqui na nossa região.

Fica ao pé do Blé Antão
O homem do dentinho de ouro
Onde trabalhou o Clementino
A vender palha e carvão

Tantos anos que já lá vão

O ti Alexandre fica ao lado
E tem uma história engraçada
O Clementino fez disso um fado

E cantou-o na sociedade

Já não sei com que idade

Mas um actor como o Clementino
È sempre para a gente um menino

Ele que fez tudo na vida

Na Venezuela foi roubado.
Tinha lá uma padaria
Foi roubado três vezes
E sempre à luz do dia.

Morreu na sua terra
Depois de para cá voltar
Tinha um quintal para cavar

E voltando a pegar na enxada

A sua vida foi engraçada.



2º ACTOR – Você está aí a falar do ti Alexandre Catrunfa, sabe que e aí que começa o Patacão?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

NOVO ESPAÇO COSTELETA


A MINHA PARTICIPAÇÃO NO BLOGUE,




Estou agora em





e convido todos os costeletas para lá passarem, e


VAMOS COMEÇAR A LANÇAR AS BASES DO NOSSO JANTAR ANUAL.


ACEITAM~SE IDEIAS.


POR MIM SERIA NO DIA 30 DE DEZEMBRO DE TODOS OS ANOS.


Ab.

JBS

sábado, 10 de outubro de 2009

CESSÃO DE FUNÇÕES


ADMINISTRADOR DO BLOGUE http://oscosteletas.blogspot.com/


A minha atitude não podia ser outra face à demissão do Aministrador e fundador do blogue Rogério Coelho, que me convidou para este lugar.


Houve coisas que fiz que talvez não tivessem caído bem o goto dos costeletas, penso eu, porque ninguém me ter dto nada.


Não tive apoios nem o meu trabalho teve qualquer impacto. Tudo bem. Mas recordo aqui que, apenas o senhor Rogério Coelho foi felicitado no almoço anual em Vilamoura, pelo trabalho desenvolvido.


Nunca disse não ao Rogério.


Respeitei-o sempre.


Terá sempre a minha amizade.


Todavia houve divergências que não soubemos gerir.


A causa próxima foi a autorização de publicação de textos com pseudónimo por parte do Adm. Rogário sem meu conhecimento. Foi uma decisão unilateral. Não é justo nem democrático. Não me ofendeu, claro, mas não concordei.


Convido os costeletas a debater aqui ideias.


Um abraço para todos.


João Brito Sousa