terça-feira, 25 de setembro de 2007

ALMADA E ROMEU CORREIA


ALMADA E ROMEU CORREIA


Ao ROMEUCORREIA


ROMEU correia foi um trabalhador escritor que enalteceu a cidade de ALMADA em todos os seus sectores onde ela foi grande: NAS ARTES, NA LITERATURA E NA POLÍITCAE NOS FÍCIOS. foi isso que ROMEU CORREIA deixou no seu espólio literário.

ROMEU CORREIA escreveu com toda a fidelidade, a vida do rio, porque ele assistiu a todas as peripécias da vida dos tanoeiros, dos pescadores à linha que se debruçavam sobre o pontão e lançavam o isco e de todos os outros.

Ele próprio, juntamente com a mulher o atravessaram a nado, com muitos outros e faziam gáudio disso.

Ainda conheci O ROMEU CORREIA em Almada. Quando ainda era funcionário do BNU e passava as tardes a escrever no Café Central.

João Brito Sousa

domingo, 23 de setembro de 2007

DA IMPRENSA


DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS


O REGRESSO DE PAUL AUSTER



Depois de vários romances o escritor avança por um duplo (quase) auto-retrato

O regresso de Paul Auster às livrarias faz-se em duas mãos. Numa mão, o seu último romance, ou melhor um longo monólogo com personagens que foi buscar aos seus livros. Na outra mão, um guião para o filme que ocupou as últimas duas dezenas de meses de vida, passadas entre filmagens e montagem, e que também retoma o fio de uma história incluída num romance anterior: o Livro das Ilusões.


O regresso de Paul Auster a Portugal vai acontecer também fisicamente, pois na primeira quinzena de Outubro irá estar em Portugal para a estreia do filme que corresponde a um desses dois volumes que agora se publicam: Viagens no Scriptorium e A Vida Interior de Martin Frost.


O regresso de Paul Auster tem assim um duplo sentido, o do escritor e o do escritor/cineasta. O regresso de Paul Auster confronta-nos com um balanço sobre esse criador norte-americano, que desde o atentado do 11 de Setembro ficou amargo com a política do seu país e que é mais acarinhado na Europa que nos EUA.


Que se antecipou em Leviathan à violência terrorista e no Palácio da Lua às questões que fazem os habitantes deambularem pelo seu mundo em busca de paz. O regresso de Paul Auster nestes dois livros une o que é impossível, a crise perante a folha em branco e a explicação do papel da musa na criação.


É assim, como os dois lados da moeda, duas mãos a fazerem o que só uma não consegue, mesmo sendo prosas num estilo bem diferente, como convém ao romance e ao guião. O regresso de Paul Auster em Viagens no Scriptorium é uma surpresa - cujo fim não se vai aqui desvendar para mal deste texto - porque o modo como o autor leva a espiral de páginas a desembocar num fim aglutinador é inesperado.


Anda-se de página em página do único capítulo que faz o livro sem se entender o objectivo a que nos quer transportar, só ao terminarmos a sua leitura é que se entende o significado que cada parte quer dizer no todo, porque estas reflexões que pretensamente são de um tal sr. Blank podem ser assumidas como confissões do próprio autor.


Curiosamente, é a capa deste Scriptorium que nos vai dar algumas das chaves para a compreensão da leitura - felizmente a edição portuguesa utilizou-a -, que é de difícil trato. Quase parece que a narrativa é como a água que rodopia pelo cano abaixo sem sabermos qual é o seu destino, talvez acabe no mar. E neste livro esse mar é o da obra do autor, fazendo deste um livro indispensável para o entendimento do seu processo criativo. Claro que quem for à procura de um romance à Auster sairá frustrado, mas quem desejar entrar no monólogo como ouvinte, sairá recompensado.


O regresso de Paul Auster em Martin Frost segue o modelo já percorrido em Lulu On The Bridge, por exemplo, mas desta vez o autor foi muito mais longe no despojamento literário por desejar obter a sua própria linguagem cinematográfica. A entrevista que acompanha o volume explica o que o guião não permite sem se ter visto o filme.


Recolha de João Brito Sousa

A CARABINA DO AQUILIINO


A CARABINA DO AQUILINO.



O BAPTISTA-BASTOS esteve a ser entrevistado para a TV e falou-se disso...da carabina do AQUILINO. O BAPTISTA- BASTOS diz que não acredita nessa coisa, pois algumas vezes falou com ele e Mestre Aquilino não foi peremptório em nenhumas das vezes

É no Cavalo a Tinta da China que o BAPTISTA- BASTOS fala do Aquilino Ribeiro e diz na página 19, O Aquilino. Conheces o Aquilino? Está sempre a conspirar. E contra a situação. Até se diz que foi bombista.

e

Na págian 22, O Aquilino regressa às fontes arcaicas e clássicas da nossa cultura e diz-nos que a moral não é relativa.

È um homem extraordinário este Baptista-Bastos. Um homem que fala claro e com clareza, com tal suavidade que até da gosto ouvir. Mesmo sem laço como hoje.


Estudo da obra de Baptista-Bastos “O CAVALO A TINTA DA CHINA....”
Algumas Frases.

- “Curioso: em tudo há associação de coincidências... é a isso que muitos chamam sorte. Eu percebo-as como desígnios da Divina Proviência.”
– Quem é infeliz devia viver mais tempo como recompensa e
- os sentimentos são ardis mecânicos...
- O Aquilino. Conheces o Aquilino? Está sempre a conspirar. E contra a situação. Até se diz que foi bombista.
- O Aquilino regressa às fontes arcaicas e clássicas da nossa cultura e diz-nos que a moral não é relativa.
- “quando as pessoas têm capacidade de ser felizes, a felicidade aparece-lhes mais tarde ou mais cedo.. embora na vida haja mais dor e sofrimento do que alegria, porque as pessoas não vieram ao mundo para ser bem tratadas.
- e porque um homem chegou ao fim não quer dizer que terminou.
- Nenhuma época é pacífica. E nenhum homem é, estruturalmente, e apenas bondoso.
- Os bons jornalistas vieram todos da província; assim como os políticos.
- As tiranias começam com a omissão dos direitos e os tiranos nascem do temor da negligência e da resignação dos outros
- Habituavam-se a viver sozinhos, Não é sós, sós estão todos os homens, é sozinhos, forma superlativa de solidão. Solidão explica-se pelo anulamento, pela exclusão e pelos dispositivos de que a sociedade se mune para afastar os mais sensíveis. E os mais sensíveis são os mais frustrados.
- A beleza existe apenas nos olhos de quem a vê..
- Pode ao menos sentar-se aqui comigo, para que não me sinta só?
- Os amigos favorecem o que há de melhor em nós. Criar novos amigos é permanecer vivo no futuro e manter a mais íntima das relações com o passado
... fiquemos por aqui, com pressa de viver, sem pressa de envelhecer.
- Não há verdade; há apenas aquilo em que se quer acreditar.
- O que faço está ligado ao que sou..
- e porque um homem chegou ao fim não quer dizer que terminou.
- O amor torna a vida difícil aqueles que a têm fácil. Sabe-se que os melhor presentes são os não desejados; os que não esperamos
- Às vezes, tenho receio de deixar de gostar de ti, e penso: se és assim tão inteligente porque não és capaz de me fazer feliz.
- Às vezes, é assim que me entretenho. Sonho muitas coisas, sonho muitas vidas que não vivi nem viverei.

Um abraço de bom domingo para todos do

João Brito Sousa


A CARABINA DO AUILINO


Se ele a usasse era para limpar o cebo ao Salazar
Que nesse tempo era um patife e fazia-nos sofrer
Os mais progressistas mandava-os a todos matar....


João Brito Sousa

sábado, 22 de setembro de 2007

UM BOM FIM DE SEMANA

(paisagem/HUELVA)


PORTO, 2007.09.22


BOM FIM DE SEMANA


Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para a minha neta MARIANA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....


Aló PAUL SPATZ e filhas


Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA EM FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,


Para o CARLINHOS LOURO, meu primo e velho amigo.




aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...


Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.


Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,


Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel


Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos


Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos


FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.


Para: VIEGAS, DIOGO, PLÍNIO, ARNALDO SIVA, ZÉ GRAÇA, DIOGO TARRETA E REINALDO E SOLEDADE ...ainda há mais?... para todos


Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Estamos em: Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, os garndes amigos e colegas,
ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTODIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro.


http://bracosaoalto.blogspot.com/


http://braciais.blogs.sapo.pt/


http://bracadas.blogs.sapo.pt/


http://estudarfaro.blogspot.com/


Dêem uma vista de olhos.


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE


João Brito Sousa

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

APRRESENTE-VOS


UM GRANDE COSTELETA


ZÉ MARCELINO VIEGAS

Natural de São Brás de Alportel, o ZÉ MARCELINO entrou comigo para a Escola Comercial e Industrial de FARO em 52/53. Bom aluno e muito bom amigo, o Zé acompanhou-me sempre, o que quer dizer que fizemos o curso lado a lado chegando à Escola do Magistério no mesmo ano,.

Aqui, na Escola do Magistério, eu e o Zé, em certos períodos, disputámos a liderança da elaboração dos artigos para um jornal lá da Escola, sobre a supervisão desse literato enorme, de nome Zé Bartílio da Palma, nosso “compaghon de route”

Funcionário do Banco do Algarve na gerência do Coelho Proença é do tempo do Ludgero Gema, do Aníbal Pereira da minha terra, do Lopinhos e de mais outros. Na Escola Comercial foi ele que deu uma tanga ao Preto na disciplina de Mercadorias. Ele e um dos iguais, é o Ezequiel que conta isso.

Foi sempre um bom aluno e sobretudo um homem virado para as literaturas, ganhando um enorme gosto pela escrita. Foi ele que me disse que queria ser jornalista desportivo e conseguiu sê-lo. Nunca nenhum colega me disse tal. A área desportiva da maior parte dos jornais do ALGARVE está a seu cargo.

Já somos colegas no AVEZINHA de Paderne onde também escrevo para lá umas coisas e agora vamos sê-lo no Notícias de S. Brás, onde consegui lá meter um artigo. Tal como o Zé Marcelino também sou redactor de jornais. Ora toma....

E é com muito gosto que o faço e é uma honra ser colega do experiente Zé Marcelino, a quem gostaria de pedir me enviasse uma história das muitas que deve ter para publicar aqui.

Ai vai um grande abraço para ele do

João Brito Sousa

OS MILHÕES DO FUTEBOL


OS MILHÕES DO FUTEBOL


Foi o Comendador Berardo que falou certo...
Que referindo-se ao amor do Costa foi duro
Devia estar no Benfica aos 25 anos ou lá perto
E não em final de carreira com pouco futuro.

Mas a malta da bola por ser curta a vida....
Não desperdiça nada e surgindo ocasiões!..
Assinam contratos que surjam de seguida
E isso para alguns dá-lhes muitos milhões

Milhões a sério, muito dinheiro a receber
Mas isso acontece a um em mil podem crer
E os outros vivem todos mal... sem nada...

È uma actividade sem pés nem cabeça
Que provoca emoções logo que começa
E às vezes acaba com todos à porrada...


João Brito Sousa

JOSÉ MOURINHO


OS TÍTULOS GANHOS POR MOURINHO

MOURINHO foi despedido do Chelsea e logo os órgãos da comunicação social surgiram em grande força, a comunicar o assunto. Meia hora ou mais foi quanto a SIC consumiu de tempo para informar o acontecimento.

Temos de convir que Mourinho domina a técnica da comunicação com os media. Ele sabe que é arrogante e actua como tal nos momentos certos e diz isso às pessoas, explica-lhes porque é que é arrogante. E quando está a explicar tem as pessoas debaixo da sua alçada. Mourinho tem uma perfeita noção de domínio.

Na sua profissão, Mourinho talvez seja o melhor de todos os treinadores de futebol do MUNDO, independentemente, de ter recebido ou não o prémio (que por acaso recebeu) Ele surge nos meios de comunicação social e diz: - desculpem a arrogância, mas eu considero-me o melhor treinador de futebol do Mundo e tenho em casa um prémio a atestar isso.

È verdade que MOURINHO tem o record de vitórias seguidas em casa (64), campeonatos ganhos, taças europeias e taças locais ganhas e muita coisa mais. Portanto MOURINHO è um ganhador. Mas ganha como? Aqui é que me parece haver injustiças...

Nunca ouvi falar disso nos meios desportivos. Mourinho ganha, ou outro treinador qualquer ganha e são estes que aparecem na ribalta a usufruir desses louros. Mas sabe-se que a vitória numa prova desportiva, no futebol nomeadamente, não pode resultar apenas do trabalho de uma só pessoa, neste caso do treinador principal. E que há todo um staff de técnicos que estão directamente ligados à vitória que não são mencionadas na hora de tomar o champanhe.

Mourinho foi ingrato para o preparador físico que levou consigo do FCPORTO, o prof. Rui Farias, um técnico de uma competência extraordinária, foi ingrato para o treinador adjunto, o brasileiro Baltemar Brito, para o treinador de guarda redes, o português Silvino e mais não sei quantos técnicos, porque na hora da vitoria se esqueceu deles. E todo este staff tem direito de se fazer representar no título de maior treinador do mundo que o Mourinho arrogantemente ostenta .

Alem disso, o trabalho da Administração do clube/empresa que paga os salários atempadamente, que disponibilizam os espaços para os campos de jogos, para as instalações administrativas, posto médico e companhia limitada, todo o pessoal que trabalha no clube trabalha para a vitória.

Que não entraram nas contas do Mourinho. Mas deviam...

João Brito Sousa

FIGURAS DA CULTURA PORTUGUESA


GRANDES FIGURAS DA CULTURA PORTUGUESA

JOSÉ ALMADA NEGREIROS


O PROFETA DO MODERNO


«Isto de ser moderno é como ser elegante; não é uma maneira de sentir mas é uma maneira de ser”...

Depoimento para o catálogo o Salão dos Independentes, SNBA, 1930


Pintor, desenhador, poeta, romancista, dramaturgo, caricaturista, humorista, actor conferencista, panfletário, polemista, bailarino, coreógrafo, cenógrafo, figurinista, vitralista, ilustrador, gráfico, ensaísta, filósofo foi a intervenção de Zé Almada Negreiros no domínio das artes, das letras, e de forma genérica, da vida cultural portuguesa no século XX desdobrou-se de forma prodigiosa pelos mais variados ramos de actividade.

O caso de ALMADA é tanto mais extraordinário quanto foi um autodidacta, nunca tendo frequentado qualquer curso superior de Belas Artes ou a universidade. Foi pois um combate pioneiro e solitário aquele que Almada desenvolveu ao longo de quase toda a sua vida, num meio adverso onde só mais tarde ele terá a possibilidade de assistir à congregação da massa critica necessária ao triunfo e à imposição do modernismo.

Em estadas que Almada fez em Paris e em Madrid, foi reconhecido o seu talento de artista plástico e uma promissora carreira internacional abriu-se à sua frente. Na sua obra, em grande parte autobiográfica, Almada procurou aliás reelaborar a experiência e os conhecimentos recolhidos no contacto directo com a vida, inserindo os líricos e por vezes uma dimensão mítica ou cósmica.

Renascer, reencontrar-se, «desaprender» reaver a ignorância, reaver a ingenuidade, recuperar a inocência, aprender outra vez, foram ideias recorrentes nos textos de Almada, denunciando a eterna candura de um incendiário inconsciente de o ser. Ao contrário da maioria dos criadores do século XX Almada foge às classificações. Exibiu o primeiro sinal de uma tendência modernista ainda antes dos 20 anos, ao figurar entre os humoristas portugueses que em 1912 realizaram em LISBOA uma exposição de desenhos onde se manifestava uma difusa vontade de romper com a tradição.

O País acabava de conhecer ma revolução política, que havia instalado um frágil edifício republicano, mas a revolução estética, demorava mais tempo a chegar...

Recolha de

João Brito Sousa

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

APRESENTE-VOS

(largo em NISA)


O COSTELETA ARNALDO SILVA o aluno que passou ao lado de um grande carreira académica..

Quando o “GOUBEIA” chegou a Faro, andávamos nós no quarto ano da Escola Comercial. Filho do velho SILVA ferroviário, o ARNALDO DOS SANTOS SILVA entrou bem no nosso “team” e começou a fazer parte integrante do nosso grupo.

A sua última estada tinha sido em GOUVEIA.

Foi um aluno extraordinário, de tal modo que, vindo chumbado da Escoa de Gouveia, ainda deu explicações de Física e Cálculo a colegas que iam fazer os exames na Escola de Faro. E espantava-se como é que ele, que estava chumbado, sabia mais que os outros que iam a exame...

Deste modo, o Silva, assistiu às peripécias nas aulas de História entre o Dr. Furtado e o Zé Martins da Patã, assistiu às cenas do Dr. Uva com os iguaisinhos e com o Donaldo, assistiu às cenas do Macedo nas aulas da Florinda e a tudo o resto.

Depois de sair de Faro, assentou praça na guerra e instalou-se no devido tempo na tropa em Luanda. Voltou após o serviço militar para Lisboa, onde, creio, começou a trabalhar na GOOD YEAR, onde passaram também o Manuel Carneiro e o Ilídio .

Sempre um excelente aluno mas muito sorna para prepara as matérias o nosso “GOUBEIA” foi meu colega de quarto a Rua do Sacramento à Lapa, em Lisboa, onde trabalhámos, estudámos e entre outras coisas jogámos `a batota com a malta do Instituto Industrial.

Com o homem que estava sempre na zona ... e tal e tal...

LEMBRAS-TE?...

Já estávamos ambos deitados e a dormir bem...
Sim que tu para essa coisa de chegar, deitar e ficar...
Eras um campeão a dormir como não vi ninguém...
Mas nessa noite coisa grave estava para chegar..

A páginas tantas começam as paredes a tremer
Acordas e dizes-me .. mas o que é que se passa?.
Não sei, sei lá o que é que raio está a acontecer?...
E dizes tu... é pá, cheira-me a grande desgraça!....

E aconteceu que a parede começou a dar...
Parecia uma máquina de costura a trabalhar
E que parou logo mas apanhámos grande cagaço...

Era um terramoto que quis passar pela capital
Mas que no fim de contas não nos fez mal..
Criou-nos apenas um susto e um pequeno embaraço


Meu velho, haveria muito mais a dizer, mas.... manda aí uma hisoria para publicação, ok.


E AÍ VAI UM ABRAÇO DO

João Brito Sousa

POESIA

(igreja e casas alenetjanas/NISA)

HOJE NÃO!...


È noite e parece que a inspiração já saiu...
Não tenho nada cá dentro... tudo se perdeu!...
Quero acreditar que o meu coração mentiu
Ao pronunciar-se sobre o que aconteceu!...


De ti vim a sentir essa tão longa ausência
Que me forçou a pensar em tudo e em nada!...
E desse pensamento resultou mais experiência
Para trazer a minha mente mais sossegada. ...

Mas não sei se estar nesse sossego chegará...
Porque as solicitações da vida de tantas que há
Podem provocar em cada dia nova situação!...

E devemos todos estar preparados para tal.
E não quero dizer com isso que algo de mal
Me tenha acontecido... não poderia... hoje não!...

João Brito Sousa

ALFREDO DA SILVA

(alfredo da SILVA)
UM GRANDE EMPRESÁRIO...

«Trabalho sem descansar. Trato da minha vida, ocupo-me da vida dos outros. Esforço-me por que não me paralisem as fábricas que dirijo. Nunca aos meus operários faltou pão e trabalho..»

“Desabafo ao ser perseguido durante a revolução de 19 de Outubro de 1921, em plena Republica”


Entre os protagonistas que marcaram o sentido da história de PORTUGAL no século XX, o empresário Alfredo da Silva é, muito provavelmente, o mais desconhecido.

Estamos perante uma figura que não tem merecido qualquer tipo de reflexão.

É que biografar um grande homem de negócios, comerciante, industrial, financeiro, não tem sido campo privilegiado pelos nossos cientistas sociais.

ALFREDO DA SILVA nada escreveu sobre si e não foi muito fotografado. Ao sê-lo foi junto da sua obra. Essa sim, essa deveria ser divulgada. Porque ALFREDO DA SILVA construiu fortuna e foi tido como milionário...

Mas de que espécie de milionário falamos?... Tradicionalmente a fortuna foi vista «como fruto da sorte, da herança ou da desonestidade» sendo recente a concepção de que esta possa ser fruto do trabalho. E há outra componente hoje bastante valorizada: a capacidade de previsão, isto é, de olhar o fuutro.

Alfredo da Silva cresceu em Lisboa a olhar o Rossio onde borbulhava nesse Portugal Regenerador uma burguesia confiante onde o clero e a aristocracia não dominavam.

Cresceu no meio de comerciantes,. no local onde chegavam em primeira mão as últimas novidades tecnológicas. E pôde «olhar» os feitos do«Progresso», como à época se lhes chamou...

E venceu na vida..... diz-se que com Trabalho, Engenho e Arte.

João Brito Sousa

REFLEXÃO FILOSÓFICA

(teixeira de pascaes)

O texto que se segue é de Teixeira de Pascoaes, in "A Saudade e o Saudosismo.”

Aí vai o texto

A SOCIEDADE É A IMAGEM DO HOMEM

O aperfeiçoamento da Humanidade depende do aperfeiçoamento de cada um dos indivíduos que a formam. Enquanto as partes não forem boas, o todo não pode ser bom. Os homens, na sua maioria, são ainda maus e é, por isso, que a sociedade enferma de tantos males. Não foi a sociedade que fez os homens; foram os homens que fizeram a sociedade.

Quando os homens se tornarem bons, a sociedade tornar-se-á boa, sejam quais forem as bases políticas e económicas em que ela assente. Dizia um bispo francês que preferia um bom muçulmano a um mau cristão. Assim deve ser. As instituições aparecem com as virtudes ou com os defeitos dos homens que as representam...”

TÓPICOS SOBRE O SAUDOSISMO

“O Saudosismo constituiu a linha de rumo dos filósofos que, nos últimos anos, dando primazia ao pensamento intuitivo criador de mitos ("quanto mais poeta mais filósofo"), têm procurado fundamentar uma filosofia genuinamente portuguesa, ou galaica-portuguesa....”

O MEU COMENTÁRIO.

É razoável pensar que o aperfeiçoamento da humanidade terá mais viabilidade de acontecer se o aperfeiçoamento dos indivíduos, de per si, se verificar. Apesar de isso não ser uma garantia, o que podemos dizer, é que sem esse passo isso não se dará nunca.

Concordo plenamente que os homens é que fazem a sociedade...

È um facto que a humanidade é o conjunto de todos nós. Assim, se nós nos aperfeiçoarmos individualmente a sociedade terá tendência a ser melhor. Mas não é uma garantia. Para que a sociedade seja melhor e se sinta melhor é preciso que haja cooperação.

A cooperação é fundamental para que a humanidade funcione melhor. Não basta funcionar; terá que funcionar melhor.

Concordo que os homens na sua maioria sejam ainda maus por isso é preciso que dentro desse aperfeiçoamento o homem aproveite a embalagem para passar do estádio e de mau para a de menos mau, gradualmente até chegar ao homem bom.

Mas será que conseguiremos lá chegar?...


João Brito Sousa

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

SOCIOLOGIA


DA IMPOSSIBILIDADE DA REVOLUÇÃO

"Quem classifica classifica-se". A frase é célebre e pertence a PierreBourdieu, sociólogo que defendia que a sociologia deveria serencarada como um desporto de combate.Não são raras, aliás as analogias que Bordieu utiliza a partir do campo desportivo.


Em conversa com o artista alemão Hans Hacke, dizia-lhe: "Um dos princípios da sua estratégia consiste em servir-se da força do adversário, um pouco como os desportos de combate, tal como o judo".


E, mais adiante, acrescentava: " é o que faz com que você seja uma espécie de analista que abre os possíveis: o que você cria faz surgir o que os outros não fazem".Estas palavras poderiam, sem qualquer dificuldade, aplicar-se ao próprio Bourdieu e ao campo semântico da sua sociologia (a sociologiade Bourdieu, mais do qualquer outra é, paradoxalmente uma sociologia de autor - paradoxo, bem entendido, para quem, na desmistificação dos bens simbólicos e, em particular, da arte, se esforçou para dessacralizar a aura encantada do universo mágico do génio do autor).


Luta, conflito, dominação e poder são conceitos consubstanciais, no autor francês, à estruturação das sociedades.


É por isso, aliás, que o princípio da classificação é um operador político: o acto de situar alguém numa posição que, sendo relacional face às demais, aponta o dedo para quem emitiu a classificação, localizando-a no espaço social e denunciando a sua visão particular do mundo e a violência de um arbitrário que consiste, precisamente, na naturalização e na universalização dessa visão do mundo, acto criador por conseguinte, de um modo interessado de estar no mundo.


Logo, quem não classifica não existe socialmente...


Texto de João Teixeira Lopes
Prof. Da Faculdade de Letras da Universidade do
PORTO..Dossier PIERRE BOURDIEU
QUEM FOI PIERRE BOURDIEU
Pierre Bourdieu (Denguin, 1 de agosto de 1930Paris, 23 de janeiro de 2002) foi um importante sociólogo francês.
De origem campesina, filósofo de formação, chegou a docente na École de Sociologie du Collège de France, instituição que o consagrou como um dos maiores intelectuais de seu tempo.
Desenvolveu, ao longo de sua vida, mais de trezentos trabalhos abordando a questão da dominação, e é, sem dúvida, um dos autores mais lidos, em todo mundo, nos campos da Antropologia e Sociologia, cuja contribuição alcança as mais variadas áreas do conhecimento humano, discutindo em sua obra temas como educação, cultura, literatura, arte, mídia, lingüística e política.
Também escreveu muito analisando a própria Sociologia quanto disciplina e prática.
A sociedade cabila, na Argélia, foi o palco de suas primeiras pesquisas. Seu primeiro livro, Sociologia da Argélia(1958), discute a organização social da sociedade cabila, e em particular, como o sistema colonial interferiu na sociedade cabila, em suas estruturas e desculturação.
Dirigiu, por muitos anos, a revista "Actes de la recherche en sciences sociales" e presidiu o CISIA (Comitê Internacional de Apoio aos Intelectuais Argelinos), posicionando-se sempre, clara e lucidamente contra o liberalismo e a globalização.
Sua discussão sociológica centralizou-se, ao longo de sua obra, na tarefa de desvendar os mecanismos da reprodução social que legitimam as diversas formas de dominação. Para empreender esta tarefa, Bourdieu desenvolve conceitos específicos, retirando os fatores econômicos do epicentro das análises da sociedade, a partir de um conceito concebido por ele como violência simbólica, no qual Bourdieu advoga acerca da não arbitrariedade da produção simbólica na vida social, advertindo para seu caráter efetivamente legitimador das forças dominantes, que expressam por meio delas seus gostos de classe e estilos de vida, gerando o que ele pretende ser uma distinção social.
recolha de
João Brito Sousa

PARA MEDITAR


Recebi do EUARDO NEVES, o texto que aí vai.


Olá;leia estas mensagens e nelas medite:" E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste." Jo 17:3

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." Jo 14:6" Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Jo 3:16"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus?


Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." I Co 6:9-10

Um abraço!!!
Eduardo Neves.

O MEU COMENTÁRIO

Não tenho qualquer problema em aceitar o texto e gostava sinceramente de crer nele.

Mas como acompanho o fenómeno futebol por dentro, deixo de acreditar nessa literatura, porquanto o senhor Pinto da Costa, Presidente da Instituição FCPORTO, diz andar com uma fotografia do Papa na carteira. E depois o senhor Bispo Torgal Ferreira escreve um prefácio na biografia desse cavalheiro dando-lhe toda a protecção.

Como é possível tamanha vergonha, ou falta dela, pessoas com responsabilidades na vida social virem proteger pessoas acusadas na imprensa de prática daquilo que me parecem ser actos criminosos?... ainda por cima não desmentidos.

Tenho muitas dificuldades em aceitar o texto...

João Brito Sousa

MESTRE AQUILINO RIBEIRO




AQUILINO RIBEIRO NO PANTEÃO

"Aquilino Ribeiro, um escritor com colhões..."

BAPTISTA BASTOS


Nada mais justo do que enaltecer a coragem, o caracter e a honradez de Mestre Aquilino e evidenciar o seu amor `a língua portuguesa.

Só por isso deveria ser imortal, ele que tanto medo da morte tinha....





FRASES DELE EM CINCO RÉIS DE GENTE

“Formosura e agrados, isso que hoje chamam simpatia....”

“Fiquei a cismar no mundo alado das aves agourentas que, segundo minha tia Ana, iam beber o azeite à lâmpada do Santíssimo Sacramento e cantavam no telhado da gente que estava para morrer.”

“Quando em pequenino, observava a enxada do coveiro a rasgar uma sepultura... “

“... pariu ali a galega.”

“A escola, já lhe disse é boa para os ricos. Aos pobres só serve ara atrasar e roubar tempo..”.

“O que o homem mais aprecia acima de grandezas, glória, amor, acima do seu próprio pão para a boca, é a liberdade....”

“Não diz o ditado que a vinhaça puxa vinhaça?....”

“Não há melhor guardião contra gatuno que irmão de gatuno..”

“O senhor capitão José Francisco Vicente, prometera-lhe o lugar de sacristão numa das igrejas de Lisboa. Por modos eram cargos muito rendosos, pacíficos de todo... sem a mais pequena quebradeira de cabeça...”

“Era a moça do pároco transacto, casada com o criado...”

“Nomeie para Chã de Tavares o padre de tal que precisamos ganhar a sua influência eleitoral...”

“Bem certo que a criança é o coração da casa...”

“Sei que morrer é mais fácil do que se pensa e não obstante tenho medo da morte...”


1) AS HONRAS

As honrarias não foram um fenómeno raros na vida de Aquilino Ribeiro, indigitado para o Nobel da Literatura pelos seus pares, em 1960, e alvo de sucessivas manifestações de apreço por parte de milhares de leitores ao longo de uma carreira literária de meio século.

No entanto, é provável que, de todos os títulos passíveis de serem atribuídos, o autor de clássicos como "A casa grande de Romarigães" e "O Malhadinhas" preferisse a admissão no Panteão Nacional, por ser aquele que, do ponto de vista simbólico, se encontra mais próximo da imortalidade literária que sempre buscou.

O desejo do escritor beirão cumpre-se hoje, indiferente ao lastro de contestação de um punhado de monárquicos (ver texto ao lado) ou à clara perda de protagonismo, registada nos últimos anos, das suas obras.



"Objectivos políticos"



Crítico e ensaísta com vasta colaboração em jornais e revistas, João Bigotte Chorão elege Aquilino como um dos autores fundamentais da nossa literatura, a que regressa com assiduidade, mas "duvida dos verdadeiros objectivos" de um tributo que, em seu entender, "deveria estar reservado a figuras com um grau de consenso muito alargado, o que, como se avalia pela contestação recente, não acontece com Aquilino".

Além de recear que "os verdadeiros propósitos da trasladação não sejam apenas literários mas sobretudo políticos e ideológicos", Bigotte Chorão acredita que "há outras formas de celebrar Aquilino, tanto pela riqueza da sua obra e imponência da linguagem como pela fidelidade aos valores locais".



A opinião não gera consenso. Para Henrique Almeida, dirigente do Centro de Estudos Aquilino Ribeiro, a trasladação pode ser um acontecimento decisivo para "rasgar a névoa de indiferença e recuperar a memória - e sobretudo a obra - de um dos maiores escritores da literatura portuguesa de sempre".



Um ambicioso plano de reedição da sua obra completa ou um reforço da presença dos livros de Aquilino nos manuais escolares do ensino secundário seriam algumas das medidas susceptíveis de gerar um novo entusiasmo em redor daquele que Baptista-Bastos considera ser "o melhor prosador do nosso século XX, período que teve também outros notáveis autores como Tomaz de Figueiredo ou Carlos de Oliveira".



'"Consagração por fazer"



Com "a verdadeira consagração literária ainda por fazer", como reconhece Henrique Almeida, a 'reabilitação' popular do escritor terá que passar pelo esbatimento da ideia do carácter puramente regional que caracteriza parte dos seus livros, sobretudo da fase inicial.

Ciente de que "a sua origem rural não foi uma limitação mas uma marca de identidade", o também director da revista "Cadernos Aquilinianos" defende que "a literatura portuguesa ganhou com Aquilino uma profunda renovação linguística e estética, além de uma extraordinária riqueza temática, idiomática e cromática, revestida numa dimensão cosmopolita, ainda hoje desconhecida".



2) Homenagem devida



Tudo, neste país, é polémico, a começar pela grandeza do outro. Não podemos ver a camisa lavada no corpo do vizinho. Sabem-no bem aqueles que saem à rua sem disfarces. Por isso, cortinas, persianas, portadas fechadas.

Ser verdadeiro paga-se e Aquilino sabia-o. Votou a Assembleia da República, unanimemente, a trasladação do corpo do grande escritor para o Panteão e logo se exaltaram ânimos e ultramontanos o acusaram de crimes não provados.

Os medíocres soltaram inveja e ressentimento. Em vão hoje, o homem que amou e revelou, genialmente, a alma portuguesa irá repousar, entre pares seus em mérito. A vida de Mestre Aquilino foi um desafio.






"Em pleno século XX, Portugal, salvo a capital e duas ou três grandes cidades, vivia em plena Idade Média", notou. Incurável inconformista, assistiu ao acender e ao apagar da esperança da liberdade à primeira República e ao advento do quase interminável obscurantismo salazarista.

Conheceu cadeia e exílio. Ergueu obra extraordinária. Quando morreu, tinha às costas um processo, por via do romance "Quando os lobos uivam" (1958) - denúncia da desumanidade do regime -, que a PIDE apreendera. E, no dia do seu passamento, a Censura informava os jornais "não ser mais permitido falar das homenagens que lhe estavam a ser prestadas".



Em 1913, "Jardim das Tormentas", primeiro livro de Aquilino, mereceu prefácio entusiástico dum monárquico Carlos Malheiro Dias. Honra lhe seja: admirava e respeitava o talento de um adversário político.

O que diz Aquilino, nos textos juntos, de um homem que também sofreu o exílio, esse, no Brasil, diz de duas pessoas: da verticalidade e dignidade. No fim e ao cabo, da capacidade que tinham de admirar e respeitar. Oxalá, no Panteão, a mesquinhez e o incivismo se calem e fique Mestre Aquilino definitivamente em paz.
(texto retirado do JORNAL DE NOTÍCIAS)


texto e recolha de

João Brito Sousa

terça-feira, 18 de setembro de 2007

APRESENTE-VOS


A COSTELETA CELINA PEREIRA INÁCIO

A Celina Inácio, de Olhão é, indubitavelmente uma grande amiga. Ganhei essa amizade com a Celina na Escola Comercial e Industrial de Faro, anos 50, quando fomos colegas na Secção Preparatória para os Institutos.

Quem privou de perto com a Celina Pereira Inácio, nunca mais a pode esquecer. Com a Celina não há més nem mémés.. É uma amiga e acabou-se.

Nos estabelecimentos de ensino por onde passou deixou sempre a sua marca; nunca abaixo de quinze

Nesse ano da Secção Preparatória havia lá bons alunos e a Celina batia-se com os melhores. Os professores eram o Dr. Jorge Monteiro a matemática (grande professor e grande amigo que vai levar crónica brevemente), e o Dr. Queiroz a literatura, que não valia nada... mas era muito amigo do Firmino Cabrita Longo.

Nos testes de Matemática e Física a Celina dava cartas. Era sempre a andar. Não dava descanso ao Luciano Machado nem aos Gabadinhos, Zé e Xico, alunos de dezanove. A Física igual.. Tinha um talento enorme que continuou a demonstrar no ISCAL onde se licenciou.

Hoje a Drª Celina ocupa um lugar de destaque numa grande empresa do Pais onde está como peixe na água

Aqui há dias fez um comentário a um post meu, comentando uma cena com o Dr. Uva. Perdi-o, não sei onde está. Queria publicá-lo mas não o tenho à mão e porque é uma grande amiga, é com muita honra que a faço colunável aqui e em vez da estória vou-lhe oferecer um soneto.

UMA GRANDE COLEGA!

Celina Pereira velha amiga.. como estás?..
Nestes versos vai um cumprimento especial,
Para a grande mulher e colega que me trás
Sempre à lembrança aquela aluna genial. ...

Fosse onde fosse.. o terreno estava conquistado
Para ti grande mulher obstáculos não havia...
O teu percurso foi digno correctíssimo e honrado
E fizeste jus a todos os teus direitos de cidadania.

E lutando... argumentando e dialogando conseguiste...
Obter para ti e para o outros tudo o que perseguiste
Porque a uma mulher inteligente nada se nega...

Os valores íntegros que cultivaste honradamente...
Fazem de ti a amiga, a grande mulher e certamente..
Dentro da nossa geração uma grande colega.

João Brito Sousa

DA IMPRENSA


DO JORNAL DE NOTÍCIAS


OBRIGADO SCOLARI.

Felizmente que o sr. Scolari deu, ou tentou dar, um murro na cara de um futebolista sérvio.


Entendo que melhor aplicado seria o murro nas ventas de um alemão, o sr. Markus Merk, considerado um dos melhores árbitros do Mundo e que todavia não viu o fora-de-jogo escandaloso através do qual a Sérvia conseguiu o empate - mas enfim... De qualquer modo, agradeço aos deuses aquele episódio desagradável, porque veio distrair as atenções do país do que, nos últimos meses, parecia ser o seu único motivo de preocupação o «caso Maddie».Foi, para mim, providencial aquele soco.


É que os meus nervos já não aguentavam mais a overdose de «caso Maddie» que os órgãos de comunicação social, quase sem um dia de descanso, nos vêm injectando. Sobretudo as televisões - oh, meu Deus, a quanto obriga a necessidade de dar imagens!Ao contrário de tanta gente que anda pelos média a falar do assunto, eu só tenho uma certeza e um palpite a certeza de que Maddie desapareceu e o palpite de que, infelizmente, já está morta.


Mas há quem saiba mais, ou julgue saber mais, e por isso andamos diariamente a remexer essa ferida, examinando-a de todos os ângulos possíveis, quando não dos ângulos impossíveis, como se tivéssemos de expiar um pecado nacional, algo que só poderia ocorrer num desgraçado país como Portugal.


E não vejo as autoridades de topo portuguesas, governamentais, diplomáticas ou mesmo policiais, manifestarem-se contra a operação de descrédito contra nós lançada por certos sectores do glorioso Reino Unido.


A Imprensa nacional é acusada pela Imprensa inglesa de conduzir uma campanha contra a infeliz família, a Polícia portuguesa é constantemente menorizada, quando não achincalhada, pela Polícia britânica - e como respondemos nós? Continuamos a fazer uma espécie de hara-kiri, como se «casos Maddie» fossem exclusivos de Portugal.Mas, graças ao excesso do sr. Scolari, pode ser que tenhamos, ao menos por uns dias, uma pausa nessa suja campanha de que andamos a ser alvo.


Em vez de nos lançarem à cara o desaparecimento de crianças no Algarve, certos jornalistas britânicos podem entreter-se com o facto de, num estádio português, um seleccionador, estrangeiro embora, ter agredido um indefeso cidadão sérvio.

Os meus nervos sobrecarregados agradecem. Por isso, e só por isso - obrigado, sr. Scolari

O MEU COMENTÁRIO

Muito bom texto acerca de três assuntos que têm gerado bastante polémica.
Gostei.

João Brito Sousa

REFLEXÃO FILOSÓFICA

(poeta OVÍDIO)


O texto é de Ovídio, in "A Arte de Amar.” É um assunto eterno e talvez a razão de ser da nossa existência...

Aí vai...

O AMOR.. MIL ALMAS... MIL MANEIRAS DIFERENTES...


“Nem todas as mulheres experimentam os mesmos sentimentos. Encontrareis mil almas com mil maneiras diferentes. Para as conquistar, empregai mil maneiras.

A mesma terra não produz todas as coisas: tal convém à vinha, tal à oliveira; aqui despontarão cereais em abundância. Há nos corações tantos caracteres diferentes, quantos rostos há no mundo.

O homem prudente acomodar-se-á a estes inumeráveis caracteres; novo Proteu, tão depressa se diluirá em ondas fluidas para logo ser um leão, uma árvore, um javali de eriçadas cerdas.

Os peixes apanham-se aqui com o arpão, ali com o anzol, acolá com as redes puxadas pela corda estendida.

E o mesmo método não convirá a todas as idades: uma corça velha descobrirá a armadilha de mais longe; se te mostrares experiente junto de uma noviça, demasiado petulante junto de uma recatada, ela desconfiará que a vais tornar infeliz. Assim é que a mulher que às vezes teme entregar-se a um homem honesto, caiu vergonhosamente nos braços de alguém que a não merece.”...


QUEM FOI OVÍDIO...

Publius Ovidius Naso, poeta latino, é mais conhecido nos países de língua portuguesa por Ovídio.


Nasceu em 20 de março de 43 a.C. em Sulmo, atual Sulmona, em Abruzos, Itália. Vivia uma vida boêmia, sendo admirado como um grande poeta. No ano 8, foi banido de Roma pelo imperador Augusto por causa de seu livro A Arte de Amar (Ars Amatoria), considerada imoral por Otávio Augusto, o que lhe causou um profundo desgosto até o final de sua vida.


Foi nessa época que Ovídio escreveu a sua obra mais famosa: Metamorfoses (Metamorphoses), escrita em hexâmetro dactílico, métrica comum aos poemas épicos de Homero e Virgílio. Faleceu no ano 17 em Tomis, atual Constanta, na Romênia.

Ovídio influenciou com seus versos, cheios de suavidade e harmonia, autores tão diversos como Dante, Milton e Shakespeare.

Ovídio é um clássico que exerceu grande influência na revitalização da poesia bucólica e mitológica do Renascimento.

O MEU COMENTÁRIO

Parece que ainda hoje é assim; a mesma terra não produz as coisas todas e nem todas as mulheres experimentam os mesmos sentimentos perante as mesmas situações.
O resto está tudo certo.


João bBrito Sousa

CERTEZAS

( a bucha é dura... mais dura é a razão que a sustem..)


Texto que reproduzo do espaço spiritwolf-spiritwolf.blogspot.com/

“Depois passaram as dúvidas e veio o pesadelo.

Mas agora o pesadelo acabou, já nem me lembro de nada, porque não há nada para lembrar, foi tudo um engano.Não tenho medo, não me escondo da verdade, não mascaro a realidade. Não quero dar uma imagem que não corresponde ao que sou. Não gosto de enganar. Não sei enganar!

Não quero ser criticado pelo que não sou, mas não me importo de o ser pelo que sou, com lealdade e frontalidade.


A minha memória ficou apagada e não tem nada de bom para recordar, para além do amor dos e pelos filhos e da amizade dos e pelos verdadeiros amigos.O resto foi apenas uma pedra insignificante em que eu tropecei.


Uma pequena pedra dura que se acha uma montanha. Ferido de amor também fiquei com a ilusão de que a pedra era de facto uma montanha.


Enganei-me, mas custou a perceber.Já dizia Churchill: pode-se enganar muita gente durante muito tempo, mas ninguém consegue enganar toda a gente todo o tempo.Agora que acordei do pesadelo, as dúvidas transformaram-se em certezas. Há sempre um dia em que as pessoas acordam.


Não é verdade?Não ouvirão mais lamentações ou queixas, nem acusações, da minha parte. Já não me interessa nada. Varri da minha memória o que não interessa, pois de outra forma corria o risco da loucura.Eu não quero enlouquecer, quer ser a pessoa que sou e que não estava a ser.


Quero ser boa pessoa, quero reconquistar a capacidade de amar e de viver. Pois aqui estou eu.


Nunca ameacei ninguém a não ser a mim próprio. Sou uma pessoa de paz. Sou tolerante, mas exijo que também o sejam comigo. Sou frontal, mas dos outros espero frontalidade. Quando amo quero ser amado.Só quem não ama, ou não tem capacidade de amar, não comete loucuras.Tenho muito, tenho tudo.


Amo e sou amado pelos meus filhos. Amo e sou amado pelos amigos. Que mais posso querer?


Todos me aceitam como sou, com os meus defeitos e com as minhas qualidades. Todos me ajudam a mudar naquilo que devo mudar, sem deixar de ser quem sou. Sem acusações.Não posso ser frio e calculista, porque sou sensível e emotivo. Não posso ser egoísta, porque sou solidário.


Nisto não posso nem quero mudar, mas posso estar mais atento e estarei. Mas posso ser mais interveniente e serei.Fui à beira do mar, peguei na pedra e, com todas as minhas forças, atirei-a para bem longe.


Seguiu aos saltos e a chapinhar tudo que estava perto de si . Adeus pedra, vai para bem longe e fundo onde poderás estar rodeada de outras pedras como tu e sentires-te aconchegada e confortável.

Todas as outras pedras são iguais, não tens mais nada com que te preocupar.Já não sinto amor, já não sinto mágoa, nem raiva, nem rancor, nem dor. Já não sinto nada, apenas alívio e indiferença.


Sei que um dia tropeçarei numa "coisa" fôfa, meiga, sensível, emotiva, amiga, solidária e autêntica que será do tamanho que quiser ser e que saberá aceitar-me tal como sou e então ambos poderemos construir de facto uma relação em que 1 e 1 seja sempre 1 + 1 e não 2.Ponto final, parágrafo.

Dá-se início ao novo capítulo.”

O MEU COMENTÁRIO


O texto tem muitas “agarras” e se houver fé há salvação. E um bocado de força também e preciso. Mas isso há....

Peço aí um comentário à malta da minha geração sobre o texto.

Entretanto aí vai um abraço do

João Brito Sousa


PS – Vou publicar o texto com toda a consideração e respeito pelo autor.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

APRESENTE-VOS


(o corrdinho em S. Braz de ALPORTEL)

“O COSTELETA JOSÉ ALEIXO SALVADOR”

Já não me lembro como é que o Aleixo me surgiu. Lembro-me do Zé Aleixo aí pelo terceiro ano. Mas isso é de somenos porque somos bons amigos. E o Aleixo conhece bem os meus amigos todos (lá da escola) e a recíproca também é verdadeira.

Fomos parceiros de carteira na aula da Irene Jacinto a Português. Íamos com o João Coelho Pencarinha o Colégio de S.Pedro, ver as moças. E quando o Vieguinhas ia buscar a bicicleta à caserna e passava pelo átrio da Escola era ver o ALEIXO a agarrar a bicicleta do Viegas pela grelha, enquanto este dava os celebérrimos “couces” obrigando o ALEIXO a largar a grelha.

O ZÉ ALEIXO é casado com a EMDUNDA, minha colega na Escola Comercial e no Magistério, a quem aproveito para saudar e eu estive lá no casamento deles. Festa bonita como o casal merece.

E ambos fizeram uma brilhante carreira na banca comercial..

Mas, aí por volta do 5º ano, o ALEIXO mandou lixar a malta. Apareceu por lá o Zé Cristo, vindo de Silves e aquilo foi amor à primeira vista. Andavam sempre juntos; pareciam duas p....

O camarada ALEIXO mandou uma história girissima, passada com o Manel de Odemira, esse mesmo que andava sempre a cantar as canções do Trio, marcou um golo na própria baliza quando jogava nos juniores do FARENSE.


Um muito obrigado ao ZÉ ALEIXO por me ter enviado a historia que aí vai.

O MANEL DE ODEMIRA E A BICICLETA DO ALEIXO


Hoje estive ao dar uma "olhada" ao que se passou no teu blog durante a semana passada e despertou-me a curiosidade acerca do diálogo estabalecido com o nosso antigo colega de escola, o Coelho Proença, não só por dele também não me lembrar mas sobretudo por outras coisas me trazer à memória, e boa foi essa história do 'paposseco' com manteiga, realmente é para sempre recordar.




Lembro-me que a dada altura, em S.Brás no Banco do Algarve, havia um funcionário que conhecia de vista por ter andado na escola, mas também já não me lembro dele. O gerente era o Delfim, e o caixa o Eusébio.Agora, a história que tenho para contar. Ai vai.



Durante quatro anos vim de S.Brás para Faro numa camioneta alugada ao Santos, em S.Brás chamavam-lhe a camioneta dos estudantes, poupava-se metade do preço em relação à da carreira.



Uma viagem na carreira custava 5$00, o que era bastante caro, pois um café custava 80 centavos.Entretanto, a dada altura, não me lembro porquê, acabou o aluguer. Um problema, dez escudos diários não era suportável, então em alternativa tive de fazer a deslocação de bicicleta.



No trajecto para Faro, meio caminho era a descer e o outro meio era recta pelas campinas, pouco custava. Pior era para S.Brás, pois a partir do Coiro da Burra era só subir. O meu pai dava-me diariamente 25 tostões para fazer a subida na carreira.




Todos os dias guardava a bicicleta na garagem do Santos, porque se a deixasse na escola não parava no sítio, havia malta que não tendo aulas aproveitava para dar umas voltas pela cidade.



Um deles era o Manuel Nobre Guerreiro, alentejano 'porreiro' de Saboia, que foi meu parceiro e estava hospedado em Faro.

No 5º. ano tinha uma aula semanal de contabilidade, que terminava às 7 horas. A última carreira para S.Brás era às 7 e 15, já noite. Nesses dias trazia a bicicleta para perto da escola, deixando-a encostada num passeio, numa das ruas circundantes, para que ninguém soubesse onde estava, especialmente o nosso amigo Manel, que nessa altura não era do meu ano, e sabendo que eu tinha aquela aula e trazia a bicicleta, corria as redondezas à sua procura, e por vária vezes a encontrava e de andar se fartava.



Mas quando da aula saía a bicicleta lá estava, e normalmante por nada de anormal dava

Naqueles dias saía da aula e, ou ía rapidamente apanhar a camioneta no Largo de S.Pedro, que no tejadilho as bicicletas dos passageiros transportava, ou ia de bicicleta até S.Brás, o que era uma grande estafa.




Um dia tinha mal gasto o dinheiro da camioneta, pego na bicicleta para ir para S.Brás e mal dou a primeira pedalada a corrente salta. Desmonto para pôr a corrente e muito frouxa verifico que ela estava.



O Manel, com tanto andar tinha-a alargado. Novamente colocava a corrente, dava uma pedalada e ela saltava. Por várias vezes isso aconteceu. Pois bem, a bicicleta estava partida, a camioneta tinha partido, o dinheiro do bilhete também tinha partido, as casas de bicicletas estavam fechads, não tinha outro remédio - com a máquina a reboque lá vou a pé 17 Kilómetros! Cheguei às onze e tal a S.Brás, com a família desesperada à minha procura, e lá arranjei uma boa desculpa para não culpar o amigo Manel.

Histórias da Escola e da vida.

Aproveito para desejar uma grande vitória ao Benfica na próxima terça-feira.

Com um abraço do

SALVADOR

POESIA; UM BREVE ESTUDO.


UM OBRIGADO A

HTTP://OSLIVROS.BLOGS.SAPO.PT


Aconselho vivamente uma passagem pelo blog oslivros.blogs.sapo.pt pois foi de lá que retirei este comentário de “o crítico”, acerca de um soneto que eu fiz e que está por lá, nos comentários ao post “De leitor a escritor...”

A seguir se transcreve o comentário:

De O Crítico a 15 de Setembro de 2007 às 17:21


Quando li o soneto fiquei admiradíssimo e muito contente por ter empregado o seu tempo na sua criação. Eu sou um leigo neste mundo, e como tal as minhas apreciações são meramente pessoais, mas se quer que lhe diga adorei a ideia, como já disse, e vejo que tem bastante jeito para a poesia! Os meus sinceros parabéns!

Vá passando por aqui.

Até Breve!

O soneto era assim:

OS LIVROS...

Gostei muito de visitar o seu espaço...
Porque fala de leituras e de escritores.
Ler e escrever é o que todo o dia faço
E é com prazer que visito os senhores.

Para lhes dizer que gostei de entender...
Que um livro para vós é importante!
E ainda porque fiquei também a saber
Que quem vos visita e lê é visitante...

E já agora que os considero simpáticos
E escolhem tão bem os assuntos temáticos
Fico visitante e gostava de perguntar?..

Se eu enviar trabalhos em verso ou prosa
Coisa da minha lavra .. coisa toda nova
Os senhores importar-se-ão de publicar?...

João Brito Sousa
http://bracosaoalto.blogspot..com/


O meu problema aqui é saber se é poesia o que faço...


Dizem os entendidos...que,

“.... se o autor o escreveu preocupado apenas com o significado – tendo apenas a sintaxe como guia – não é poesia!

Se alguém tem essa ideia de que o que realmente importa na poesia é o significado e de que o resto – o ritmo, a métrica, a rima – são detalhes, esta pessoa provavelmente teve pouco contacto com poesia encarando-a como se ela fosse uma espécie rebuscada ou enfeitada de prosa.

"A poesia é a arte de comunicar a emoção humana pelo verbo musical", diz René Waltz.
"A poesia é a expressão natural dos mais violentos modos de emoção pessoal", diz J. Middleton Murry.

"A poesia é o "extravasar espontâneo de poderosos sentimentos", diz William Wordsworth,
A Poesia é uma das sete artes tradicionais, através da qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos. O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético.


Parto do princípio que poesia não é matéria resultante da arte ou ofício de se fazer, como se faz um bolo, uma parede ou uma estrada.


A rigor, entendo que ninguém inventa poesia...

O que é a poesia?

Não há definição objectiva dela, mas a poesia é, talvez, a expressão de sentimentos, emocões e sentidos do poeta em relação àquilo que o rodeia ou pelo que toma como tema, revelada numa forma escrita, cuja sonoridade e estrutura, muitas vezes se assemelha a um cântico, a um apelo, etc.


Analisando-a no plano fónico, a poesia não é uma linguagem comum que serve somente para significar. Consegue criar um conjunto de sons agradáveis e melodiosos através da rima, do ritmo e de várias figuras de estilo como a repetição que é frequentemente utilizada


A poesia consegue tornar visível algo abstracto como os sentimentos, em realidades quase palpáveis.

Uma das formas mais representativas da poesia é o lirismo que não é mais do que a expressão do "eu".

Aliás, como o são os sentimentos, a poesia não é regida por um modelo generalizado: cada poeta tem a sua forma, o seu estilo, o seu método de escrever...

O poeta poderá também apresentar como tema aquilo que o rodeia. Interioriza o que lhe é externo e trata-o de uma forma sentida, expondo o resultado, de um modo geral, completamente transformado, à sua maneira: revela um mundo criado por si a partir de um mundo que lhe passa ao lado.


Agrada-me esta última definição e é com ela que vou conviver.

Poesia para mim,

será um modo de expressar sentimentos e emoções do seu mundo, com o auxilio de palavras dinâmicas, que, possuindo força própria, vão dar à frase (verso) a vida que um livro por vezes poderia não dar..

Para mim, poesia é dizer mais com menos palavras, melódica e esteticamente.

São características da poesia a rima, o modelo de apresentar os versos, a suavidade da mensagem, a musicalidade, sentimentos e emoções.

Poesia são palavras tratadas de forma sentida com harmonia e beleza...

Nunca a métrica. Número de sílabas?... o que é isso....

POESIA É... SENTIR


Ontem...passaste à tardinha pelo meu quintal...
E fizeste que ela se tornasse mais emocionante..
Porque senti que o meu coração te quer... afinal
E és o que na minha vida há de mais importante!..

Porque tu agora fazes parte de mim e do meu ser,
O meu coração sente isso... não me vai enganar!...
Verdade é que só com amor o homem pode viver
E só com sentimentos e emoções se pode amar...

A vida é amor... vive-se com amor...e por amor...
Seguindo esse caminho vamos bem sim senhor....
Por isso, encaremos a vida com optimismo e a sorrir

A vida é tudo o que quisermos que ela deva ser
É como um poema que para o ser deverá conter
Sentimentos expressos porque... poesia é sentir..

João Brito Sousa

domingo, 16 de setembro de 2007

POESIA


PORTO, 2007.09.16


UM POEMA PARA TODOS...


Está na hora de escrever um poema para todos...
E dizer coisas que sinto serem necessárias dizer!
Canalizar tudo melhor do que se gasta a rodos...
Em actividades mais úteis... para todos satisfazer..

Parece matéria simples de colocar em acção... será?...
Os patrões querendo... sim. Criar para todos trabalho
É o único caminho ... e é aqui que o Mundo deverá
Preparar as coisas não ficando ninguém fora do baralho.

Trabalhar... é indubitavelmente o caminho, a luz...
A forma correcta de funcionarmos... já disse Jesus.
Por isso .. meus amigos ... o trabalho é um direito!

E o Mundo inteiro terá a obrigação de proporcionar
Condições mínimas para que possamos trabalhar
E encontrarmos na vida motivação e proveito!...

João Brito Sousa.

PORQUE HOJE É DOMINGO



O domingo é normalmente um dia calmo, quer para uma pessoa que esteja o activo ou seja reformado.

Eu jogo no segundo team, por isso está tudo bem.

Como benfiquista que sou apetece-me hoje enaltecer algumas evidências do clube.

1) VANESSA FERNANDES

Aportuguesa Vanessa Fernandes, actual campeã mundial de triatlo, ganhou ontem a prova da Taça do Mundo em Pequim pelo terceiro ano consecutivo, reforçando as esperanças na conquista de uma medalha nos Jogos Olímpicos do próximo ano.

Vanessa foi a atleta mais forte no percurso olímpico de Changping, na última prova disputada no recinto antes das Olimpíadas, terminando em 200.35 horas os 1500 metros de natação, 40 quilómetros de ciclismo e os 10 quilómetros de corrida da 12.ª etapa do calendário de 2007.

A atleta do Benfica terminou à frente da australiana da Emma Snowsill, que gastou com mais 1.15 minutos do que Vanessa, e da norte-americana Laura Bennett, que ficou em terceiro lugar, a 1.30 minutos da atleta portuguesa. "Tenho muito a fazer, muito a trabalhar, muito a cumprir e muito para dar", disse Vanessa Fernandes, que assim festejou da melhor forma o 22.º aniversário, assinalado sexta-feira já na capital chinesa.

2) TELMA MONTEIRO

A portuguesa Telma Monteiro falhou a conquista do título mundial de judo na categoria -52 kg ao perder a final com a chinesa Junjie Shi, na competição que está decorrer no Rio de Janeiro.

Depois de afastar a brasileira Érika Miranda, a quem o forte apoio da "torcida" canarinha não chegou, nas meias-finais, a jovem atleta do Benfica não resistiu na final à chinesa e regressa a casa "apenas" com a medalha de prata, depois de ter trazido a de bronze, há 2 anos, do Cairo


3) BENFICA 3 NAVAL 0

Rui Costa parece já sentir o regresso a Milão. O maestro realizou ontem uma exibição entusiasmante, que apaixonou os cerca de 30 mil adeptos que se deslocaram à Luz, para verem a vitória do Benfica sobre a Naval (3-0).

O número 10 marcou um golão e mostrou toques de classe na condução do jogo da equipa, além de fazer sobressair outras figuras do conjunto, que prometem maior dimensão, especialmente Di María.

Depois de um início confuso, o onze benfiquista conseguiu acertar o passo. Um golo de Rodriguez inverteu o panorama e o triunfo ante a Naval foi consolidado numa segunda parte tranquila.José António Camacho introduziu duas alterações ao esquema que idealizou no confronto frente ao Nacional.


Edcarlos e Cristian Rodriguez estrearam-se no onze encarnado. Miguel Vítor e Cardozo foram os elementos preteridos.


Os motivos da modificação são naturalmente diferentes. A entrada do defesa brasileiro, na véspera do confronto de Milão, permitia ao espanhol observar o jogador na antecâmara do jogo da Champions, uma vez que recebera a garantia de que Luisão não se encontraria em condições de viajar para Itália.

COMENTÁRIOS :

Comentários para quê?


João Brito Sousa

sábado, 15 de setembro de 2007

BOM FIM DE SEMANA


PORTO, 2007.09.15


BOM FIM DE SEMANA


Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para a minha neta MARIANA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....


Aló PAUL SPATZ e filhas


Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA EM FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,


Para o CARLINHOS LOURO, meu primo e velho amigo.




aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...


Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.


Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,


Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel


Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos


Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos


FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.


Para: VIEGAS, DIOGO, PLÍNIO, ARNALDO SIVA, ZÉ GRAÇA, DIOGO TARRETA E REINALDO E SOLEDADE ...ainda há mais?... para todos


Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Estamos em: Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, os garndes amigos e colegas,
ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTODIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro.


http://bracosaoalto.blogspot.com/


http://braciais.blogs.sapo.pt/


http://bracadas.blogs.sapo.pt/


http://estudarfaro.blogspot.com/


Dêem uma vista de olhos.


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE


João Brito Sousa

APRESENTE-VOS

(Escola Comercial e Industrial de Faro; 1º Ano 4ª Turma de 52)
O “COSTELETA” COELHO PROENÇA

Apresento-vos hoje o Mário Coelho Proença Leonardo, nascido em Faro em 1941 e que foi meu contemporâneo na Escola Comercial e Industrial aí na cidade. Eu entrei em 52 e o Coelho Proença não sabe bem, diz que foi em 52 ou 53. Mas, mais coisa menos coisa, andámos por lá na mesma altura.

Apesar de andarmos na Escola na mesma época, viemos travar o nosso ainda precário relacionamento fora dela. È que o Coelho Proença é visitante do meu blog, apreciador e conhecedor de futebol, e apareceu-me aqui há dias a fazer um comentário acerca do desporto rei num post meu. E disse-me que era costeleta dos anos 50.

Não o conheci na altura nem o conheço ainda hoje. Dele sei que fez uma brilhante carreira na Banca Comercial ao lado do Ludgero Gema, que conheço muito bem, apesar de já não o ver há muitos anos. Mas ainda ontem o Carlos Barriga de Boliqueime me dizia .que o Coelho Proença é boa praça.

Das nossas conversas resultou que pedi ao Coelho Proença uma história. E ele já mandou e vou publicá-la hoje. E esta história do Proença vou dedicá-la aos nossos colegas e amigos da turma o Proença de 52, o célebre 1º ano 4ª turma.

Aí vão os nomes dos recordados de hoje, citados de cór:: Ludgero Gema, Zé Maganão, Bartolo, Carlos Gomes, Jacinto Bassora e Ventura de Olhão.... a quem peço igualmente me enviem uma história, para publicar aqui, dos tempos de costeleta em Faro.


Aí vai a história.

Texto do Coelho Proença..


“Foi na Escola Comercial e Industrial de Faro, que por volta de 1952 ou 1953 iniciei a 2ª fase da minha vida de estudante. A 1ª foi na escola oficial do Largo da Feira em Olhão.

Em Faro para onde me deslocava diáriamente no comboio das 7,45 h.lá passava o dia regressando a casa no comboio da 18,40 h. As aulas acabavam por volta das 17,00 horas pelo que aproveitávamos o tempo até ao comboio para jogar renhidos desafios no Largo de S. Francisco.

Também no recreio da escola que, naquela altura,era povoado de pequenos calhaus colocados por cima do pavimento de alcatrão jogavamos bons desfios. Foi, num dessas jogatanas que aconteceu o que lhes vou contar.Jogava eu a guarda-redes, quando me aperta a fome e, lesto, vou à pasta de cabedal branco buscar um papo-seco com manteida que todos os dias trazia de casa para lanchar.

Descuidado estava guardando a baliza, pois o jogo desenrolava-se na baliza adversária, quando, num repente, a outra equipa lança um contra.ataque rápido e vejo na minha frente o Carlos Gomes que à queima-roupa dispara forte remate que vem de encontro ao papo-seco carregado de manteiga.

Na aflição e sem saber o fazer, naquele momento, respiro fundo e entra-me pelo nariz toda a gordura comportada pelo pão. Fiquei sufocado e quase sem poder respirar. Jogo interrompido para assistir o guarda-redes comilão, que se recompõe com facilidade.

Com facilidade é uma força de expressão pois durante anos, nem pude cheirar manteiga a quilometros



Fico a aguardar história s como esta para publicação como esta.
Podem enviar para jbritosousa@sapo.pt.

Aí vai um abraço para todos do

João Brito Sousa

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

POESIA DE ÁLVARO DE CAMPOS


POESIA DE ÁLVARO DE CAMPOS.


Ler Álvaro de Campos é ler qualquer coisa de extraordinário Parece que até acreditamos na existência de Deus, porque o artista/poeta nos transporta para zonas desconhecidas que a gente parece conhecer bem ou que já lá esteve.

Umas serão assim; outras nem por isso ...

Sim, ser vadio e pedinte, como eu sou
Não é ser vadio e pedinte, o que é corrente
E ser isolado na alma, e isso é que é ser vadio
É ter de pedir aos dias que passem, e nos deixem, e isso é que é ser pedinte

Tudo mais é estúpido como um Dostoiewsky ou um Gorky.

Este Álvaro de Campos terá necessariamente de ser um homem diferente de todos os outros por escrever assim diferente dos outros e pensar assim diferente de todos...

Feliz o homem marçano
Que tem a sua tarefa quotidiana normal, tão leve ainda que pesada

.........................

Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.

.........................

Sempre, sempre, sempre,
Est angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...


Recolha de


João Brito Sousa

CIENCIAS SOCIAIS


(la grand place BRUXELAS)


O RESSURGIMENTO DA CIDADANIA E A IMPERIOSIDADE DA DEMOCRACIA

Os ideais que conduziram ao início do processo europeu sãoeminentemente políticos: afastar a possibilidade de conflitosarmados na Europa, substituir as rivalidades pela cooperação, partirdos interesses próprios para os interesses comuns, são objectivosválidos e pertinentes hoje como eram na década de cinquenta., só queagora não são um exclusivo da EUROPA.

Em Portugal como no resto da Europa a diminuição do apoio popular aoprocesso europeu não deve ser ofuscada pelo retomar do crescimentoeconómico. A exigência dos cidadãos de exercerem os seus direitos,tanto nos seus respectivos países como na União, é real e exigerespostas credíveis por parte dos governos e das instituiçõeseuropeias. A nova etapa do processo europeu, que Mastricht iniciou,deve ser reforçada; a Europa política só pode, naturalmente serdemocrática.
Quando em Janeiro de 1990, Jcques Delors exortava a ComunidadeEuropeia a responder à tremenda aceleração da História, provocada pelaqueda simbólica do muro de Berlim, pouca gente terá dado a devidaatenção ao profundo significado das suas palavras. Mas o visionárioque presidiu durante dez anos a comissão de Bruxelas sabia exactamente o que dizia ...

( texto retirado de uma obra da Biblioteca Almeida Garrett no Porto.)


O MEU COMENTÁRIO

Cidadania e Democracia são indispensáveis, sendo possível conciliar os seus interesses.

João Brito Sousa

COISAS INTERESSANTES

(universidade do PORTO)
- COISAS INTERESANTES.....


O PRINCÍPIO DA AUTORIDADE E OS MOTINS ANTIFISCAIS DE 1862



Entre Abril e Agosto de 1862 verificou-se em Portugal uma vaga deagitação antifiscal que com diferentes intensidades se expressou emmotins, assaltos a dependências fiscais, ataques a funcionários efogos postos.

Normalmente estes actos eram protagonizados pelas populações dasfreguesias rurais, que se juntavam ao tocar dos sinos e marchavam comestrondo em direcção à sede da comarca fiscal.

Os episódios de maior dimensão sucederam-se na região do Minho, nasBeiras e nos Açores, mas também se verificaram agitações em váriasterras de Trás- os - Montes, Coimbra e na serra do Algarve.

Apesar de o principal objecto de descontentamento terem sido asobrigações fiscais da nova contribuição territorial (predial), queafectava os proprietários agrícolas na Covilhã, protestou-se contra aContribuição industrial que era imposta aos assalariados da indústriados lanifícios e noutros lugares contra os impostos municipais, adesamortização dos bens das confrarias ou os pesos e medidas dosistema métrico decimal.

Além do mais no próprio contexto de agitação, várias povoações deViseu e Aveiro amotinaram-se e marcharam para destruir as instalaçõesdas minas de chumbo do Braçal a cujos fumos eram atribuídas às pragassofridas na horticultura, a praga de oidiun

Dadas as razões dos amotinados, as formas de acção e geografia, algunsobservadores consideraram este ciclo de insurgências uma nova «Mariada Fonte» ou, pelo menos, um fenómeno que ameaçava transformar-se emtal.Para o ser efectivamente faltou a este fenómeno uma articulaçãopolítica com um partido legitimista ( isto é, miguelista)suficientemente estruturado e entrada em cena, aproveitando amobilização, das Juntas urbanas da oposição liberal nas localidadesassediadas pelos amotinados.

Os governadores civis que tiveram de organizar a repressão dos motinsreferiam nos seus relatórios a participação de alguns padresmiguelistas nos tumultos, assim como de agitadores nãoidentificados.; no entanto simultaneamente afirmavam o carácterespontâneo dos motins e a inexistência de um plano de insurreiçãogeral.O pronunciamento militar de Braga de Setembro desse mesmo ano, chegouquando a agitação popular já se tinha acalmado, para alem de se terautodissolvido devido `a debilidade dos compromissos sobre queassentava.

No contexto europeu, estes motins englobam-se nos frequentes episódiosde resistência popular à penetração impositiva e administrativa dosEstados e à criação de espaços económicos e políticos nacionais; duascaracterísticas da transição do mundo moderno para o mundocontemporâneo.


Em Portugal estes motins, continuaram a verificar-se de forma pontuale dispersas durante todo século XIX com outro pico de conflituosidadecoincidente com os arrolamentos prediais de 1867-1870 (antes e depoisda Janeirinha).

Mesmo em 1899, a resistência popular


(texto retirado de uma revista da Universidade de Coimbra)

João Brito Sousa

FIGURAS DA LITERATURA


JOSÉ SAMPAIO (BRUNO)

A RAÇA... O MAL É DA RAÇA.



Texto retirado das Memórias (Tomo III ) de Raul Brandão.


JOSÉ PEREIRA DE SAMPAIO (BRUNO) foi um conversador extraordinário.

Uma vez, passeava altas horas pelas ruas denegridas e húmidas do PORTO, com dois ou três amigos, falando, parando, discutindo até alta madrugada.

Vinha tudo à baila: Deus, o Universo, os filósofos e a política.

Agregavam-se às vezes àqueles homens alguns rapazes que os ouviam fascinados. E diziam eles:

- Escusam de procurar... a nossa ruína não vem dos políticos nem do regime. Mudaremos o regime e ficaremos na mesma. O mal é mais profundo – o mal é da raça.
- A raça?... Mas, com esta raça descobrimos o mundo!...
- Sim, mas repare, se quisermos modificar o País, temos e fazer exactamente o mesmo que se faz com os cavalos, temos de mandar vir homens do Norte, ingleses, escandinavos ou suecos e de montar aqui e além postos de cobrição.

O homem será tanto maior quanto maior for a sua capacidade de sonhar. De sonho inútil. A única vida possível é a vida artificial, a vida que não existe, a vida que construímos ao lado da vida, a vida que nos afasta dos bichos.


Talvez a felicidade consista realmente em nos aproximarmos da natureza, em lavrar, em nos contentarmos com a enxerga, o colmo que nos cobre, em reduzirmos a vida às linhas essenciais.


A felicidade é comezinha Ouvi sempre dizer que os homens felizes não têm História...

A OBRA

A obra de Sampaio Bruno situa-se, temporalmente, na transição entre os séculos XIX e XX. Do ponto de vista filosófico foi um dos marcos do pensamento heterodoxo português, escrevendo toda a sua vida profundamente marcado pelo sentido da diferença, ao mesmo tempo que lutava arduamente pelo fim da monarquia e pelo advento do regime republicano, luta que dele fez um dos exilados do 31 de Janeiro.

A despeito dos seus primeiros escritos, marcados pela sedução do positivismo conteano (Análise da Crença Cristã (1874)), o qual viria rapidamente a abandonar e a criticar em O Brasil Mental (1898), constituiu núcleo essencial da sua obra a ideia da opacidade do mundo, do seu carácter misterioso, conferindo à linguagem a missão de traduzir essa mesma opacidade, vedada que estava a expressão da verdade na sua nudez singela.

Para Bruno, a verdade não é um absoluto dado, e nele se palpa, tanto no pensamento como na sua expressão escrita, o sentido do oculto, ou não fosse a verdade «o erro, aproximando-se indefinidamente da verdade verdadeira, desconhecida». Daí que seja habitualmente considerado um autor difícil, com uma prosa recortada, sinuosa e tantas vezes labirintica, nos antípodas da clareza dos geómetras.

Bruno abriu-se ao mito, à profecia, à revelação, às alucinações auditivas (de que disse ter sido alvo), às sociedades secretas, ao mesmo tempo que expurgou o messianismo do que considerava a sua dimensão acessória para o focar no essencial: a redenção do homem e, com ele e através dele, a redenção universal, acabando por nos traçar uma metafísica da redenção que parte do mistério das origens para terminar na redenção não só do homem, pois recusou a perspectiva antropocêntrica de um certo evolucionismo imperante que à luz do seu critério tem por imoral, mas a redenção universal e fraterna de toda a cadeia dos seres, da natureza no seu conjunto, num processo que se lhe apresentava como a revelação sucessiva de fins divinos, rumo à perdida perfeição de um absoluto misteriosamente alterado...

(texto retirado da net), por



João Brito Sousa