quarta-feira, 30 de julho de 2008

IMPRENSA /JN


Condenados a ser criativos
PEDRO IVO CARVALHO

O Porto tem de decidir o que quer ser: uma cidade que se projecta à custa do F.C. Porto, Património da Humanidade ou outra coisa qualquer, permeável às circunstâncias de cada momento?

Tragicamente para nós, que vivemos no Porto, somos, muitas vezes, apresentados como geneticamente regionalistas, parolos q.b., falantes de boca cheia e orgulhosos em permanecer acantonados nesta espécie de aldeia gaulesa, berrando exigências que, quando chegam ao segundo terço do mapa luso, são meros sussurros. A capital serve-se, não raramente, deste preconceito para não perder tempo a ouvir-nos. Porque, contemporizam alguns, Portugal é demasiado pequeno para ser partido em dois. E o que fazemos nós, no Porto, no Norte? Combatemos as assimetrias? Apresentamos alternativas? Ou andamos apenas e só distraídos a desembainhar espadas contra Lisboa?

Charles Landry, especialista mundial em levantar cidades das cinzas, lançou, há dias, na Fundação de Serralves, um alerta pertinente: o Porto precisa de "repensar os seus mitos".

No fundo, temos de decidir o que queremos ser. Uma cidade-região que se projecta à sombra dos êxitos desportivos do Futebol Clube do Porto?

Uma granítica e castiça urbe encostada ao pomposo título de Património da Humanidade (ou da desumanidade, se atentarmos em algumas nódoas do Centro Histórico)? Um santuário para o universo de apreciadores do vinho do Porto? Ou outra coisa qualquer, indefinida, permeável às circunstâncias de cada momento?

Defende este britânico que o Porto deve ser, acima de tudo, uma região criativa, onde se forme um cluster - ou seja, um pólo de competitividade - que absorva a melhor das matérias-primas, aliando cultura e economia, universidade e empresariado. Artistas. E políticos, já agora.

Confesso que a proposta, de tão criativa, me agrada. Mas também confesso que a palavra cluster me começa já a provocar urticária. Em pouco tempo, nesta região, o anglicismo popularizado pelo economista Michael Porter já esteve associado à saúde e às indústrias marinhas. E agora às indústrias criativas.

Temo, fundamentalmente, que o ar modernaço que estes projectos emprestam a quem a eles se associa acabe por não ter repercussão prática. Sobretudo porque a História nos mostra que aquela que foi, durante anos, a mais romântica ideia da região - o metro do Porto - continua aprisionada na criatividade das desculpas que o Governo vai dando para não aprovar o seu crescimento para Gondomar, Trofa, zona ocidental do Porto e a extensão, em Gaia, até Laborim.


E não parece adiantar muito protestar, como tem feito, e bem, Rui Rio, presidente da Junta Metropolitana do Porto. Há coisas que nos afectam a nós mas que dependem fatalmente dos outros. Estamos, está visto, condenados a ser criativos.
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COMENTÁRIO

Ora aqui está um bom assunto para debater. Não aceito que a cidade do Porto se pretenda projectar à sombra dos êxitos do FCPorto. Porque isso é faltar o respeito à cidade.

Texto de

João Brito Sousa

terça-feira, 29 de julho de 2008

IMPRENSA / SPORTINVESTE


OPINIÃO

O jurista JOSÉ GUILHERME DE AGUIAR atribuiu hoje à

“vaidade incomensurável” de Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar (CD) da Liga de Clubes,

as decisões de suspender Pinto da Costa e despromover o Boavista para a Liga Vitalis.

A Federação Portuguesa de Futebol decidiu hoje adoptar o parecer solicitado a Freitas do Amaral e vai proceder à respectiva declaração de interesse público e homologação dos campeonatos. Em causa está a reunião do Conselho de Justiça (CJ) de 4 de Julho, que decidiu a descida de divisão do Boavista para a Liga Vitalis e a suspensão de dois anos a Pinto da Costa, presidente do FC Porto, no âmbito do processo Apito Final.

Nesta reunião, decidida apenas por cinco conselheiros, não esteve presente o presidente do CJ da FPF, por considerar que não havia condições para prosseguir a reunião. Freitas do Amaral, convidado para perceber a legalidade das reuniões, entregou um parecer à FPF, que foi hoje adoptado, acabando assim por se decidir a suspensão de Pinto da Costa e a descida do Boavista.

Guilherme Aguiar, em declarações à Agência Lusa,

Afirmou:

1 - discordar em pleno do parecer de Freitas do Amaral, apelidando-o até de “sentença”, e explicou que pode estar prestes a explodir a “maior crise no futebol português de todos os tempos”.

2 - “O primeiro responsável é o presidente da CD da LPFP. Esse e a sua vaidade. Mas vamos ver o que acontece. Ele ficou muito bem na fotografia.

3 - Embora seja do Norte, não tem clube do Norte. A vaidade dele é incomensurável. Se ele for verdadeiro é capaz de dizer que é do Benfica. Se for mentiroso, se calhar diz que é da Académica”, afirmou

4 - O jurista, também membro efectivo do Conselho Superior do FC Porto e seu ex-vice-presidente, disse que Freitas do Amaral agiu como se fosse um “juiz” e que acredita “numas pessoas e não em outras”.

5 - “Até respeito a decisão de hoje da FPF, mas isso se houvesse algum fundamento legal nesse parecer. Se houvesse uma opinião isenta e bem estruturada”.

6 - Guilherme Aguiar lembrou também que pode haver perda de mandato na FPF e indemnizações avultadas, caso os recursos do Boavista e de
Pinto da Costa sejam validados. “Aquele encontro dos cinco conselheiros foi manifestamente ilegal. Isso só acontecia no tempo antes do 25 de Abril.

7 - Foram violados os direitos democráticos”. Desta forma, Boavista é despromovido para a Liga de Honra, ocupando o seu lugar o Paços de Ferreira, enquanto Pinto da Costa mantém-se suspenso por dois anos, em casos de corrupção consumada e tentada no âmbito do processo Apito Final


COMENTÁRIO

O Dr. José Guilherme de Aguiar, na minha opinião, não tem razão Porquê?

Porque,

a) – Depois de referir, penso que a despropósito, a “vaidade incomensurável” de Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar (CD) da Liga de Clubes, as decisões de suspender Pinto da Costa e despromover o Boavista para a Liga Vitalis.

Vem invocar, que, nesta reunião, decidida apenas por cinco conselheiros, não esteve presente o presidente do CJ da FPF, por considerar que não havia condições para prosseguir a reunião.

Sou de opinião que o presidente do CJ da FPF, não deveria estar presente,

A,a - porque o Presidente do CJ da FPF, ao encerrar a sessão de trabalhos sem ter concluído a agenda, feriu o princípio da liderança, porquanto é obrigação dos líderes, criar e manter um ambiente interno em que as pessoas se sintam envolvidas e interessadas na prossecução dos objectivos da reunião, estabelecer uma visão clara do que se pretende, criar e utilizar modelos de comportamento ético em todos os níveis da organização e promover a comunicação aberta e franca.
Ora parece-me que não foi isso que aconteceu ... o que me parece injusto....
B..b- porque é preciso saber quem são estas pessoas e qual o seu passado, sobretudo qual a finalidade subjacente à decisão de terminar aquela reunião de trabalho. E, parece-me que, quer Gonçalves Pereira quer Costa Amorim não têm um passado muito abonatório, visto que o primeiro foi trazido para esta área por Adriano Pinto da AFPorto, e o segundo foi o organizador da homenagem a Pinto da Costa na Assembleia da Republica, recentemente Parece-me ser esta a razão principal para o Presidente do CJ mandar encerar a sessão..
1 – Explodir, porquê, não vejo motivo.
2 - Vamos ver o que acontece? Porque ?

3 – se for verdadeiro!... Se for mentiroso...

4 - se o senhor Doutro é, também membro efectivo do Conselho Superior do FC Porto e seu ex-vice-presidente, não o terá esta posição influenciado seu ponto de vista.?.. pergunto....

5 - O senhor estará acusar de parcial o parecer do Dr. F.reitas do Amaral, quando diz, “Se houvesse uma opinião isenta e bem estruturada”.

6 – o senhor Dr, disse “Aquele encontro dos cinco conselheiros foi manifestamente ilegal. Isso só acontecia no tempo antes do 25 de Abril... . Parece-me grave....

7 - Foram violados os direitos democráticos” diz o senhor. Por quem?....


Texto de
JBS

segunda-feira, 28 de julho de 2008

IMPRENSA/ SOL


VAMOS OLHAR DE FRENTE
por Manuel Pizarro, secretário do Estado da Saúde


De 48 mil doentes operados em 2006, passámos a 60 mil em 2007. O número de utentes inscritos para cirurgia manteve-se em cerca de 30 mil, mas a mediana do tempo de espera baixou de 5,3 para 3,8 meses.

Mesmo o número dos que aguardam primeira consulta – 118 mil no fim do ano transacto – deve ser ponderado em relação ao número de primeiras consultas realizadas no mesmo ano, perto de 207 mil.

Se a distribuição regional e hospitalar fosse equitativa, significaria uma média de espera de cerca de meio ano, muito inferior às queixas que fomos ouvindo.

No entanto, dá-se o caso de que a média nacional, com claras melhorias, esconde uma marcada desigualdade regional. Em regiões inteiras – Algarve, Alentejo, alguns distritos do Norte e do Centro – foi-se acumulando um inaceitável bloqueio no acesso à primeira consulta de especialidade.

Conhecida a realidade, urgia dar-lhe resposta. O Programa de Intervenção em Oftalmologia garante um (muito) maior acesso à consulta de oftalmologia e à respectiva cirurgia, quando necessária. Pretende-se, assim, assegurar a equidade de acesso que deve caracterizar o SNS.

O Programa desenvolve-se através da contratualização de produção adicional com alguns hospitais do SNS. Num ano, a começar já em Julho de 2008, serão realizadas 30 mil cirurgias e 75 mil primeiras consultas a mais.

Mas atenção: a realização de produção adicional só será considerada quando o respectivo hospital aumentar o número de cirurgias praticado regularmente em 10%, 20% ou 30%, conforme uma avaliação prévia da produtividade. Outro aspecto inovador é a criação, em alguns hospitais, de Centros de Elevado Desempenho, para onde serão precocemente referenciados os doentes dos hospitais que não consigam dar resposta ao alargamento da procura.

O que distingue ainda este Programa é a sua monitorização por sistemas de informação robustos.

Por último, assinale-se a definição de metas objectivas. Elas dizem respeito não a número de doentes, visto que a resposta aumentada vai, desejavelmente, induzir a procura, mas a tempos de resposta. Pretende-se que, em Julho de 2009, o tempo máximo para aguardar por consulta seja de seis meses, de acordo com a prioridade clínica estabelecida.Este Programa será complementado por uma abordagem mais exaustiva de problemas complexos em relação à saúde da visão, designadamente o aumento das necessidades dos diabéticos neste domínio.

Há, ainda, que explicar a opção pelos hospitais do SNS. Existindo capacidade instalada subaproveitada, pareceu claro que era por aí que tínhamos de começar o esforço.Num cenário de escassez e envelhecimento relativo dos médicos, opção diversa fragilizaria, quiçá de modo irreversível, a presença da oftalmologia nos hospitais públicos. A escolha feita, pelo contrário, permitirá reforçar o SNS junto dos portugueses e dos profissionais de Saúde.

Manuel Pizarro, Secretário de Estado da Saúde

Publicação de
João Brito Sousa

domingo, 27 de julho de 2008

IMPRENSA/ JORNAL A BOLA


OPINIÃO

Por considerar os artigos de opinião, publicados ao longo de anos, pelas pessoas abaixo indicadas, como artigos de muito má qualidade, faz-se publicar neste espaço, parte do editorial do jornal ABOLA de ontem, da autoria do jornalista Fernando Guerra, com o qual estamos perfeitamente de acordo .


EDITORIAL DO JORNAL A BOLA

SÁBADO, JORNAL A BOLA ÚLTIMA PÁGINA
fguerra@abola.pt

O texto que vai a seguir, também é para tomada de conhecimento das seguintes entidades,

MST,
JORGE OLÍMPIO BENTO
RUI MOREIRA
MANUEL SERRÃO
RUI REININHO
ÁLVARO MAGALHÃES
JÚLIO MAGALHÃES
FRANCISCO JOSÉ VIEGAS
JOSÉ GUILHERME AGUIAR
LEITE PEREIRA
MANUEL TAVARES
GONÇALVES PEREIRA (CJ da FPF)


A ÚLTIMA PARAGEM

A partir de agora só continua com dúvidas quem quer ou quem vive em conflito com a seriedade. O parecer de Freitas do Amaral é ao mesmo tempo esclarecedor do ponto de vista do Direito e demolidor quanto ao comportamento do presidente suspenso do CJ, sendo sugerido até a possibilidade de um ilícito penal de abuso de poder...

È a última paragem da linha utilizada há tantos anos pelos traficantes de influências, pelos promotores da batota.

A batalha de Hermínio pela conquista do futebol rouba cada vez mais espaço a essa gente para se movimentar

... julgo que GILBERTO MADAIL, enquanto Presidente da FPF deve vincar a sua posição de inequívoco alheamento em relação aos dois «interesses privados» por que tanto se empenhou o suspenso presidente C.J.


publicação de
João brito Sousa

ALÓ BRACIAIS


TERRA VALENTE

Uma vez ....

Parece-me que foi em Novembro , ah, sim, foi, foi no dia de S. Martinho, ou na véspera. Nesse dia à noite armamos a rede na nora velha que havia perto da casa da minha mãe .

E apanhamos alguns pardais e fomos comê-los para casa do Zé Celestino, o filho da Lucinda que
é prima da minha mãe.

Os pardais ficaram salgados.

JOÃO



sábado, 26 de julho de 2008

DOC. PARA ESTUDAR NO FIM DE SEMANA

(as broncas, parece-me, começaram com este pardal...)
OPINIÃO


DA IMPRENSA/JORNAL RECORD


A DECISÃO DE TERMINAR UNILATERALMENTE, UMA REUNIÃO DE DECISÕES INADIÁVEIS A TOMAR, POR PARTE DO PRESIDENTE DO CONSELHO DE JUSTIÇA DA FPF, SOB A CAPA DE PRESIDENTE DO REFERIDO CJ, FERE O PRINCÍCPIO DA LIDERANÇA E TORNA O ACTO DE EFEITO NULO.



COMENTÁRIOS;


1 - REACÇÃO DO PRESIDENTE DO CJ GONÇALVES PEREIRA

1.1. - O presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), António Gonçalves Pereira, já reagiu ao parecer de Freitas de Amaral sobre a polémica reunião do CJ em que houve duas actas e contestou "profundamente" as conclusões do documento, apontando-lhe "múltiplas fragilidades".
1.2. - Em comunicado, aquele responsável diz ter ficado "bastante surpreendido" com o teor do parecer e revela que vai reunir "opiniões de reputadas personalidades do Direito" para demonstrar o que considera ser um "inequívoco".
1.3. - "Repudio totalmente as passagens e conclusões do parecer que são desfavoráveis às posições que assumi na condução da única reunião que existiu do CJ e à qual me vi forçado a pôr termo, na medida em que tais passagens e conclusões não incorporam factos, mas meros processos de intenção, alguns dos quais são até ofensivos para a minha pessoa", defende o líder do CJ.
1.4 - "Entendo que o mesmo padece de múltiplas e manifestas fragilidades (que a própria extensão do parecer pode camuflar...), as quais, oportunamente e no local certo, serão seguramente evidenciadas", adianta Gonçalves Pereira, acrescentando que se encontra de "consciência completamente tranquila" e que agiu "no estrito cumprimento de todo os deveres e no pleno respeito da legalidade".
1.5 - Recorde-se que Freitas do Amaral considerou válidas as decisões tomadas na reunião do CJ da FPF de 4 de Julho, que manteve os castigos a Pinto da Costa e ao Boavista, e criticou o presidente daquele órgão

2 – FREITAS DO AMARAL, AVALIZA TRABALHO DO CJ DEPOIS DA SAÍDA DO PRESIDENTE.

2.1. - A Federação Portuguesa de Futebol já publicou no site oficial o parecer sobre os acontecimentos de 4 de Julho.
2.2. - O especialista em Direito Administrativo considera o comportamento de António Gonçalves Pereira, presidente do Conselho de Justiça, ofensivo para "o princípio do Estado de Direito Democrático e o princípio constitucional da imparcialidade no exercício de funções públicas"
2.3. - Freitas do Amaral susta que "a decisão de encerramento (da reunião) tomada pelo presidente do CJ foi um acto nulo e de nenhum efeito".
2.4. - O ex-ministro conclui que as decisões tomadas posteriormente à saída de Gonçalves Pereira são "conformes à lei administrativa e processual", avalizando as decisões e criticando o presidente do Conselho de Justiça.
2.5. - "Não encontrei, em qualquer das decisões tomadas na terceira parte da reunião do CJ, qualquer ilegalidade orgânica, formal ou procedimental/processual", lê-se no documento do antigo governante e fundador e ex-presidente do CDS.
2.6. - Freitas do Amaral sugere ainda aos responsáveis da FPF a realização de eleições intercalares para o seu órgão jurisdicional, considerando-o "ferido de morte" e sem "condições, internas ou externas, para continuar a exercer as suas funções".


3 - COMUNICADO DA SAD DO PORTO


A SAD portista reagiu na noite desta sexta-feira ao parecer emitido por Freitas do Amaral sobre as decisões do Conselho de Justiça e defendeu que a opinião do jurista é "excessivamente parcial, nalguns pontos até tendenciosa". Os dragões consideram que existem demasiados "equívocos", "realces indevidos" e "esquecimentos incompreensíveis" no parecer pedido pela Federação Portuguesa de Futebol ao ex-ministro e admitem ter criado "expectativas demasiado ingénuas e otimistas" quando da escolha de Freitas do Amaral para essa tarefa.
Versão integral do comunicado SAD/PORTO
"Após ter tomado conhecimento de um parecer divulgado esta sexta-feira, o Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD vem por este meio comunicar o seguinte:

3.1 - Desde a primeira hora que registamos, com agrado, que fosse o Professor Freitas do Amaral a fazer uma avaliação dos factos sucedidos na reunião do Conselho de Justiça da FPF de 4 de Julho deste ano;

3.2 - Fizemo-lo na esperança de que tal pudesse constituir a forma idónea e independente de oferecer alguma luz a uma série de factos e de interpretações sobre os mesmos, que só vieram agravar o clima geral do futebol português e a sua respeitabilidade, dentro e fora das fronteiras nacionais;

3.3 - Fizemo-lo, ainda, na convicção de que o Professor Freitas do Amaral fosse a figura indicada para se colocar bem acima dos interesses em disputa, assumindo-se como aferidor equidistante dos acontecimentos, necessária e convenientemente apartado dos factos controvertidos;

3. 4 - Infelizmente, constatamos, após uma análise sumária do ‘Parecer Jurídico’ ontem entregue à FPF e que hoje foi divulgado publicamente, que as nossas expectativas eram demasiado ingénuas e optimistas, já que a opinião do Professor Freitas do Amaral nos parece excessivamente parcial, nalguns pontos até tendenciosa, sempre, do princípio ao fim, em favor da facção que optou por continuar a reunião do CJ após o seu encerramento pelo presidente desse órgão;

3.5 - Na verdade, a nossa estupefacção é crescente e alicerça-se, também, na questão de que das muitas opiniões emitidas por eminentes juristas, nem sempre coincidentes, acerca dos factos ocorridos na referida reunião, algumas pendiam mais a favor de uma posição e outras tendiam para o inverso – mas raramente se entendeu um juízo pensado e supostamente abalizado que, em mais de cem páginas, optasse por outorgar toda a razão a apenas um dos lados em disputa, deixando a outra posição completamente a descoberto de qualquer conforto legal ou doutrinário;

3.6 - Deste modo, para nosso espanto, consideramos o tom do ‘Parecer’ excessivo e o seu sentido parcial, tanto assim que o mesmo quase parece constituir uma ‘Consulta’ de uma das partes da questão e não uma opinião de quem procura descobrir a verdade e encontrar uma solução equilibrada e justa;

3.7 - Muitos são os equívocos, os realces indevidos e os «esquecimentos» incompreensíveis, na selecção dos factos que o Professor Freitas do Amaral optou por verter no seu ‘Parecer’ – para já, apenas nos referiremos a alguns:

a) O citado ‘Parecer’ considera «nula» a decisão de encerramento da reunião do CJ pelo seu presidente, pelo facto de, no seu entender, não encontrar motivos, circunstâncias excepcionais, que fundamentem esse encerramento antecipado;

b) Designadamente não considera que tivesse existido «tumulto», percorrendo, depois, o reputado professor, um longo percurso pela origem latina da expressão, para, de seguida, concluir, em língua portuguesa, que nada existia que justificasse a qualificação da reunião como «tumultuosa»;

c) Não precisamos de fazer excursões em qualquer língua morta ou viva, para além da nossa língua mãe, para percebermos que, no decurso de uma reunião de um órgão colegial composto por juristas, a utilização de expressões como «vai para o raio que te parta», dirigidas ao seu presidente ou a qualquer um dos seus membros não corresponde à normalidade dos factos, nem se adequa ao clima de tranquilidade indispensável para o funcionamento regular de um órgão com aquelas responsabilidades;

d) De tal modo assim é, que os cinco vogais que teimaram, obstinadamente, em prosseguir ulteriormente a reunião, levando a carta a Garcia, de acordo com o próprio ‘Parecer’, descreveram aqueles minutos como «de tensão», «nervosismo» e, ainda, «momentos difíceis»;

e) Tendo, aliás, um deles, o Dr. Mendes da Silva, já na suposta segunda parte da reunião, declinado a possibilidade de a ela presidir, dado o seu estado de indisposição…

f) Mas nem assim, pelos vistos, o Professor Freitas do Amaral julgou ver abalado o clima de normal urbanidade que possibilitasse o decorrer dos trabalhos de um órgão desta natureza;

g) Quase nos atrevemos a pensar que o Professor acaba por criar uma nova interpretação para o conceito de reunião de órgãos colegiais bastante distinta, por certo, daquele que consta no Código de Procedimento Administrativo de que foi o principal redactor em tempos, pelos vistos, já demasiado longínquos…

h) A predilecção pelas razões de uma das partes vai a tal ponto que o Professor Freitas do Amaral nem mesmo considera estranhos alguns comportamentos que se situam, a todos os níveis, fora do Direito, da sua lógica mais elementar e dos seus princípios mais basilares;

i) Por exemplo, o douto ‘Parecer’, tão ávido de reprovações e de censuras para apenas um dos lados, nada diz, nem sequer se pronuncia sobre o facto do Dr. João Abreu ter participado na votação acerca do seu próprio impedimento, votando a revogação de uma decisão do presidente que lhe dizia directamente respeito!

j) Não é preciso, sequer, ser jurista para saber que ninguém pode decidir em causa própria, participando activamente com o seu voto numa decisão em que é o principal interessado – mas nem mesmo este tão evidente, quanto elementar, arrepio do Direito impressionou o Professor Freitas do Amaral, que o preferiu silenciar…

4.8 - Lamentamos profundamente que este ‘Parecer’ tenha extravasado largamente o que foi requerido, tecendo comentários inadequados e não solicitados, de entre eles destacando-se os que foram feitos sobre o «caso julgado» e o carácter definitivo das «decisões»;

4.9 - Lamentamos ainda que não tenha contribuído minimamente para aclarar os factos, nem para serenar o ambiente turvado no futebol nacional;

4.10 - Felizmente, estamos perante uma mera «consulta», disfarçada de Parecer, que esperamos que seja como tal encarada pelo Cliente – a FPF – a qual, certamente, não esquecerá que a decisão sobre este assunto compete sempre, num Estado de Direito Democrático, aos Tribunais, onde, aliás, já está a ser discutida;

4.11- Na verdade, ao longo de muitas décadas, o País habituou-se a visualizar duas personalidades distintas na figura de Freitas do Amaral: o Professor moderado e, sobretudo nos últimos anos, o político que em quase tudo o que diz e faz parece apostado em desmentir a imagem do universitário. Infelizmente, estamos em crer que foi a figura do político que emergiu neste ‘Parecer’.

MEU COMENTÁRIO:

Em minha opinião, a chave do problema está na resposta `a questão colocada pela SAD do F.C.Porto, alínea i)

Assim, favor esclarecer porque é que,

1. - O Presidente do CJ interrompeu a reunião para questionar a presença do Dr. João Abreu, porquê? Para favorecer quem?...

2. - Foi que tanto incmodou o Presidente do CJ? Quem trouxe Dr. Gonçalves Pereira para o futebol? Quantos anos esteve o Dr. Adriano PINTO no futebol com o pelouro da arbitragem nas mãos.? E favoreceu quem?

Publicação de
João Brito Sousa

sexta-feira, 25 de julho de 2008

OPINIÃO /DO MEU PONTO DE VISTA


Para o Dr. José Guilherme de Aguiar

De acordo com a agência “Lusa”, José Guilherme Aguiar, embora "desconheça o conteúdo do parecer", considerou que a argumentação de Freitas do Amaral deve ser muito "fantasiosa", pelo facto de "dar como validada uma reunião contra a posição do presidente".

"Não conheço a construção do parecer, mas, a partir de agora, a figura do presidente será meramente de corpo presente para gerir, porque qualquer pessoa a seu bel-prazer poderá continuar as reuniões", referiu. Ainda de acordo com José Guilherme Aguiar, jurista e vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, "o parecer vem dar legitimidade a um grupo de conselheiros que decidiu reunir" contra o presidente.


Obs: É de estranhar este argumento do Dr. Aguiar, um jurista experimentado, que vem classificar de fantasiosa a argumentação de Freitas do Amaral, sem dizer porquê e sem ter tido tomado conhecimento do parecer.


Envio-lhe, senhor Doutor Aguiar o meu ponto de vista, que, apesar de não ser jurista, por acaso é coincidente com o que diz o Prof. Freitas do AMARAL.


A MINHA OPINIÃO SOBRE O PARECER DE MARCELO REBELO DE SOUSA

Não sou jurista nem tenho pretensões a tal. O que sei de Direito, que é muito pouco, aprendi como matéria acessória à minha licenciatura em Administração Fiscal.. Mas há certas coisas em Direito, que poderão ser analisadas através da experiência ganha na vida quotidiana.. Por isso, servindo-me de uma coisa e de outra, atrevo-me a opinar...

Vem isto a propósito, da opinião técnica, que o Prof. Catedrático Marcelo Rebelo de Sousa, proferiu, quando lhe perguntaram no domingo à noite na TV:-“ O Presidente do CJ da FPF ausentou-se da reunião de trabalho onde se encontrava com os restantes Conselheiros, tendo ficado alguns assuntos tidos como de decisão inadiável, por resolver. Em sua opinião poderá fazê-lo”?...

Marcelo Rebelo de Sousa espondeu que sim... precipitadamente, parece-me.

Porquê?...
Porque não teve em conta o princípio das decisões com base em factos, onde as decisões eficazes são baseadas na análise de dados e informações. MRS não se preocupou em recolher dados e informações relevantes que lhe dessem uma pista sobre o que aconteceu, nem procurou garantir se haveria mais dados ou não sobre a informação apresentada, não devendo assim poder pronunciar-se, por falta de elementos que explicassem mais exaustivamente qual a razão que assistiu ao Presidente do CJ para encerrar a reunião e decidiu a frio.
Porque foi uma informação seca e porque há sempre razões para uma atitude e MRS parece não querer saber.

Porque o Presidente do CJ da FPF, ao encerrar a sessão de trabalho sem ter concluído a agenda, feriu o princípio da liderança, porquanto é obrigação dos líderes, criar e manter um ambiente interno em que as pessoas se sintam envolvidas e interessadas na prossecução dos objectivos da reunião, estabelecer uma visão clara do que se pretende, criar e utilizar modelos de comportamento ético em todos os níveis da organização e promover a comunicação aberta e franca.

Ora parece-me que MRS não dispunha destes dados e deu assim o seu aval à decisão do Presidente do CJ.. Parece-me injusto....
Porque é preciso saber quem são estas pessoas e qual o seu passado, sobretudo qual a finalidade subjacente à decisão de terminar aquela reunião de trabalho. E quer Gonçalves Pereira quer Costa Amorim não têm um passado muito abonatório, no meu entender. O primeiro foi trazido para esta área por Adriano Pinto e o segundo, prece-me ter lido na imprensa, foi o organizador da homenagem a Pinto da Costa à Assembleia da Republica, recentemente Parece-me ser esta a razão principal para o Presidente do CJ mandar encerar a sessão..

Passou-se qualquer coisa que originou esta atitude do Presidente do CJ. E toda a gente sabe qual foi.. Só o Prof. não percebeu isso... porque não lhe disseram. Não dispunha de todos os dados.

A resposta do Prof. deveria ser não.

É o que me parece

JBS

BRACIAIS MINHA TERRA


HÁ SEMRE UM ADEUS DENTRO DE NÓS...

Tenho andado meio perdido à procura de me encontrar. Às vezes perco-me em matérias de somenos e perco a oportunidade de ser feliz.

Para isso, para conseguir estar bem é voltar à minha terra e falar com a malta. E chorar com els umas lágrimas de consolação.

Foi isso que aconteceu agora quando estive com o meu velho amigo Custódio do Clemente (seis meses cá e seis meses na Austrália), que foi meu colega na primária. A escola é uma saudade e o Custódio também.

Estive nos Braciais três ou quatro dias há pouco e estive no café do Bernardo Piriquito com o João Patuleia, que tem sempre uma história para contar. DDsta vez contou-me que forma ao carnaval a Loulé e enraram à borla porque começou a chover.

O meu primo Florival do Alviro, agora em França ia com eles.

Disseram-me que o Zé Celestino da Austrália está por aí. Será verdade?

Prometo falar mais dos Braciais.

Um abraço para todos, com o Zé Raimundo à cabeça ... ( grande defesa esquerdo a jogar dento da vinha do Martinho Jacinto)

JOÃO


quinta-feira, 24 de julho de 2008

ESTE MEU PORTUGAL


OPINIÃO

PONTO DE VISTA

O futebol está a ser vítima da ausência de autoridade de quem o dirige e da inércia do GOVERNO em matéria de desporto,

Falta dar um murro na mesa no futebol português e não há quem o dê. Tenho medo disto e penso que AQUI HÁ GATO

Vejamos:

1) OPA chinesa continua a ser investigada

MAIS DE UM ANO DEPOIS

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) continua a investigar a suposta OPA de investidores chineses à SAD do Benfica, revelou hoje uma fonte oficial da CMVM à agência Lusa.
Segundo as declarações, o processo de investigação não está concluído nem deverá ficar durante Julho.

Recorde-se que em 2007, e já depois da OPA de Joe Berardo, através da Metalgest, foi anunciado na comunicação social que investidores chineses estariam dispostos a lançar uma nova Oferta Pública de Aquisição com o preço de sete euros por acção, precisamente o dobro da oferta da Metalgest.

As declarações foram associadas ao empresário Vasco Pereira Coutinho, mas foram desmentidas pouco depois. Devido à subida acentuada das acções, a CMVM decidiu suspender a cotação dos títulos e pediu esclarecimentos à direcção do Benfica e ao empresário.

Recorde-se também que o Código de Valores Mobiliários estabelece, no seu artigo 379, que "quem divulgue informações falsas, incompletas, exageradas ou tendenciosas, realize operações de natureza fictícia ou execute outras práticas fraudulentas que sejam idóneas para alterar artificialmente o regular funcionamento do mercado de valores mobiliários ou de outros instrumentos financeiros é punido com prisão até três anos ou com pena

COMENTÁRIO: Segundo a imprensa, abriu-se o processo, interrompeu-se o processo e mais de um ano depois retomou-se o processo e já li algures que os resultados só daqui mais um ano

INCOMPREENSÍVEL Sr Secretário de Estado do Desporto. A malta do norte começa a especular com razão. Sou a favor da fiscalização com rigor.

2) Ministério Público tenta salvar depoimento de Carolina Salgado
Procuradora recorre e critica 'empenho' de juiz, que acusa testemunha de mentir para tentar tramar Pinto da Costa

O Ministério Público já recorreu da não ida a julgamento de Pinto de Costa no caso da "fruta".

Nas alegações, a procuradora responsável critica o juiz pelo "empenho" em investigar os passos de Carolina Salgado no dia do alegado crime.

A magistrada Olga Coimbra, do MP junto do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, considera que a ex-namorada do presidente do F. C. Porto pode não ter mentido quando disse ao juiz que estava ao lado de Pinto da Costa, pelas 13 horas de 24 de Janeiro de 2004, quando este recebeu o célebre telefonema do empresário António Araújo em que, através de expressões como "fruta" e "café com leite" terá sido combinada a oferta de um serviço de prostitutas ao árbitro Jacinto Paixão e respectivos fiscais-de-linha.

Isto para contrariar o que, através da análise da sequência das chamadas de Pinto da Costa interceptadas naquele dia pela PJ, foi classificado pelo juiz Artur Guimarães Ribeiro como fortes indícios de que Carolina, à hora do telefonema, estava algures entre a casa da mãe, em Gaia, e o cabeleireiro - não podendo, portanto, estar ao lado de Pinto da Costa -, o que até motivou a extracção de uma certidão por crime de falsas declarações.(continua ..JN)

COMENTÁRIO- Penso que isto é caricato .. uma vez que a decisão final caberá ao Tribunal da Relação do Porto.

3 ) O PRESIDENTE DO CONSELHO DE JUSTIÇA (JN)

O Dr Gonçalves Pereira, através de duas providências cautelares que colocou em Tribunal e que foram aceites, paralisou o futebol português.
O impensável aconteceu, diz a imprensa.

O Presidente do CJ da FPF Dr. António Gonçalves Pereira, advogado de 52 anos, encerrou na qualidade de Presidente do órgão a que presidia, uma reunião em que se deveriam tomar decisões importantes, direi, inadiáveis.

Mas isso de serem decisões importantes a tomar, não contou para nada para o Dr. GP O porquê dessa tomada de decisão não sei se ja foi dito.

O que se sabe é que o Dr. Gonçalves Pereira entrou para o dirigismo pela mão de Adriano Pinto que o convidou para liderar o CJ da A .F. Porto, em 94/95 ...

E em termos desportivos foi guarda redes do F.C.Porto...

Estará claro.... ou... será preciso mais alguma coisa para o governo intervir...

Publicação de
João Brito Sousa

quarta-feira, 23 de julho de 2008

CONTRA AS NORTADAS DE MST


OPINIÃO

AS CRÓNICAS DE MST SOBRE FUTEBOL

Entender a escrita de MST sobre futebol é mais difícil do que entender a teoria da relatividade de Enstein.

Nada melhor que o seu F. C. Porto. Em tudo. Ali raramente há quebras.. Mesmo que haja e na minha opinião há muitas , MST não as quer ver. É pena no que diz e como o diz. E é o homem jurista, escritor (bom) jornalista político (às vezes muito bom) jornalista desportivo (às vezes muito mau)

PORQUE SERÁ ?

Fiz uma entrevista a uma escritora portugesa para um jornal do ALGARVE e perguntei-lhe : "pode-se ser bom jornalista político e mau jornalista desportivo ..." e a resposta veio, pode-se sim senhor. Não se pode saber tudo..

Concluí que tinha razão ao pensar que MST não era um bom jornalista desportivo. E ainda penso ...

Mas na sua nortada de hoje na BOLA, tem lá umas verdadezinhas (coisinhas de nada quando comparadas com...) e uma verdade.

NÃO GOSTEI DE VER O BENFICA IR BUSCAR O JORGE RIBEIRO AO BOAVISTA NA VÉSPERA DO JOGO. PORQUE NÃO É BONITO, NEM ÉTICO NEM CORRECTO. O PRESIDENTE DEVERIA TER EXPLICADO COMO FOI ISSO...)

É claro que não adiar o jogo com o Leiria e pedir para adiar e conseguir o mesmo com o Marítimo e muitas outras coisas mais é muito pior. Mas será que MST as vê?:...


Não acredito.


texto de

João Brito Sousa


terça-feira, 22 de julho de 2008

A ENTREVISTA DO DR RUI MOREIRA

OPINIÃO

ENTREVISTA DE RUI MOREIRA/JN

Em minha opinião, o senhor Dr. Rui Moreira deu uma entrevista pobre, muito pobre mesmo ao JN de domingo. Entendo que tinha obrigação de fazer muito melhor. Quero dizer, ser mais justo e mais honrado.

Não o quis fazer e preferiu enveredar pelo antibenfiquismo primário; no Benfica é tudo mau e no FCPorto é que é tudo bom. Fantástica a conclusão deste homem de negócios, Presidente da maior Associação Comercial do País.

Em tempos não muito distantes, este ilustre senhor, por motivos de ódio, só pode ser, teve o descaramento de querer mandar investigar o Benfica. Sim senhor, eu até não me oponho. Mas o senhor tem algum indicador?

Em relação ao Benfica, diz na entrevista “que o Benfica só não desapareceu no tempo de Vale e Azevedo porque continua a ser visto um pouco como o clube do regime”.
Não senhor Dr Rui Moreira, o senhor é que o vê assim porque o quer destruir. Mas não consegue. O Benfica, quer o senhor queira, ou não queira, é o maior clube português. E sabe porquê?

Porque se rege por princípios éticos e democráticos. E há outros que não podem dizer isso....

Com LFV o projecto não falhou nada, a questão financeira está equilibrada, não se preocupe com isso e o assunto é connosco.

No relvado o Benfica falha porque não temos Jorge Nuno Pinto da Costa? Poderá explicar melhor se faz favor. Não percebo!.. Mas o que é que esse senhor faz dentro do relvado?... Acho que deveria explicar. ?...

Um ataque ao F.C.Porto?...Mas vamos atacar uma instituição que navega sem ética e antidemocraticamente... Mas para quê?... o que é que ganhamos com isso?...

A Champions ??... nunca duvidou da Champions. Mas o presidente da UEFA DUVIDOU.. Porque seria ?...

Texto de
MB

segunda-feira, 21 de julho de 2008

IMPRENSA/ EXPRESSO

NÃO PERCEBER, NÃO EXPLICAR
por DANIEL OLIVEIRA

A ditadura do politicamente incorrecto que recentemente se abateu sobre o debate político tem uma lei sagrada: explicar é justificar. E como não se pode explicar, não se pode compreender. E como não se pode compreender, não se pode prevenir ou resolver

Desconfia-se sempre da televisão. Faz o velho parecer novo. Vizinhos tratarem das suas desavenças à estalada e até ao tiro não é novidade. Era assim que se fazia nas aldeias deste país. Focos de violência entre diferentes comunidades também não. É assim desde que existe humanidade. Que a intolerância é a forma mais imediata de nos relacionarmos com quem é diferente é ainda menos novo. E não está escrito em lado nenhum que as vítimas da discriminação são imunes a sentimentos racistas. As proporções do que se passou na Quinta da Fonte é que são maiores do que o habitual.

Podia acrescentar a tudo isto algumas considerações: que o estilo de vida dos ciganos foi destruído pelas novas realidades económicas e que eles ficaram sem lugar numa terra que é também sua e que há cinco séculos os trata com desconfiança; que as segundas e terceiras gerações de imigrantes (que se envolveram neste conflito) tendem a devolver em ressentimento o desrespeito com que a sociedade tratou os seus pais e os seus avós; que os bairros de realojamento erguidos nas periferias são uma bomba-relógio que acumula todos os problemas no mesmo lugar; que o que vimos na televisão é, em Portugal, a excepção e não a regra.

Mas não posso dizer nada disto. A ditadura do politicamente incorrecto que recentemente se abateu sobre o debate político tem uma lei sagrada: explicar é justificar. E como não se pode explicar, não se pode compreender. E como não se pode compreender, não se pode prevenir ou resolver. E assim nos orgulhamos da nossa ignorância e da boçalidade transformada em doutrina. O resultado do politicamente incorrecto está à vista na Itália de Berlusconi: a recolha de impressões digitais dos cidadãos ciganos, crianças incluídas - informação de que estão isentos os restantes italianos. A mesma Itália que enviou ciganos para Auschwitz esqueceu o seu passado. Porque também ela não quer ser refém do ‘politicamente correcto’. Apesar deste ter sido, durante sessenta anos, uma eficaz barragem aos nossos piores fantasmas.

Omar

Omar Khadr é um cidadão canadiano e foi preso no Afeganistão quando tinha 15 anos. Vivia desde os 11 anos entre fundamentalistas e era menor quando foi acusado de matar com uma granada um soldado americano. Está há seis anos em Guantánamo e vimos agora um vídeo de um interrogatório que durou sete horas.

Tudo na história da sua prisão é uma aberração. É acusado de um crime de guerra por fazer o

que na guerra se faz: matar. Coisa que, como é evidente, o homem que ele terá morto por ali andava a fazer. É acusado de um crime de guerra apesar de não ser um prisioneiro de guerra e por isso a ele não se aplicar a Convenção de Genebra. Não teve direito à defesa e às garantias que o Estado de direito dá a qualquer arguido, porque, apesar de não ser um prisioneiro de guerra, também não é um prisioneiro comum. Era um soldado-criança mas é tratado como um perigoso terrorista. Na realidade, está preso porque o seu pai era amigo de Bin Laden. A história de Omar, que já passou um quarto da sua vida numa prisão ilegal, é o legado desta Administração americana: sete anos de atropelos à lei internacional e aos direitos humanos. Num mundo com alguma noção de justiça, George Bush seria julgado. Com todas as garantias de defesa, claro.

PUBLICAÇÃO DE

João Brito Sousa

domingo, 20 de julho de 2008

BOM FIM DE SEMANA


PORTO, 2008.07.20

BOM FIM DE SEMANA

Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para a malta do 1º ano 1ª Turma de 52/53

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRAALUNOSJosé Bartílio da PalmaLuís Rebelo GuimarãesHerlander dos Santos EstrelaReinaldo Neto RodriguesAntónio Inácio Gago ViegasHumberto José Viegas GomesManuel Cavaco Guerreiro.Joaquim André Ferreira da CruzJoão BaptistaJosé Mateus Ferrinho PedroJosé Vitorino Pedro RodriguesIvoFrancisco Gabriel Carvalho CabritasJoão António Sares ReisFernando Manuel MoreiraAntónio Manuel Ramos JoséFrancisco Paulo Afonso ViegasManuel GeraldesJoão Manuel de Brito de SousaJorge Manuel AmadoJoão Vitorino Mendes BicaCarlos Alberto Arrais CustódioJosé Júlio Neto ViegasManuelJoão dos SantosJosé Pedro SoaresJosé Marcelino Afonso Viegas


Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...

Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBAL PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

sábado, 19 de julho de 2008

IMPRENSA/ O SOL


O MUNDIAL-2018 e a ECONOMIA PORTUGUESA.
Por Fernando Gaspar, Economista

Houve uns rumores. Parece que o presidente da FPF sonha trazer para Portugal o Mundial de 2018. Terá mesmo desenvolvido contactos para promover uma candidatura conjunta com Espanha.

Estas breves notícias foram o suficiente para desencadear reacções negativas ao mais alto nível no país.

País curioso este! Sempre que alguém se atreve a pensar em sair da mediocridade surgem imediatamente os arautos do ‘não’! Não se pode fazer um Mundial enquanto as prioridades do país não estiverem resolvidas. Não se pode entrar nisso enquanto os problemas nucleares do futebol não forem solucionados.

Fazem lembrar o outro que dizia que não se podia fazer um aeroporto enquanto houvesse listas de espera para operações nos hospitais.

Então, é por causa do aeroporto que existem listas de espera? Caso não tenham reparado, o aeroporto não se fez e as listas subsistem. Só que, agora, foram informatizadas. E despediram-se os médicos que estavam a fazer muitas operações (e podiam assim reduzir essas listas), porque ganhavam demais…

Já com o Euro-2004 foi o mesmo. O investimento era demasiado, tínhamos coisas mais importantes a fazer, outras prioridades. Já agora… quais prioridades?

E, no entanto, as infra-estruturas necessárias até já estão feitas. Os únicos investimentos necessários seriam a organização e a promoção do evento e, mesmo esses, a dividir com os espanhóis.

Ou seja, Portugal até tem condições para realizar um evento de altíssima visibilidade com um investimento muito moderado e com condições para fechar as contas no positivo.

Claro que, à boa maneira portuguesa, os arautos do ‘não’ nunca se baseiam em estudos concretos, embora eles existam.

A título de exemplo, a International Association of Sports Economists publicou, em Julho do ano passado, um estudo de Wolfgang Maennig demonstrando que o último Mundial trouxe à Alemanha resultados muito positivos para o défice público (mais facturação nos serviços, especialmente no turismo, significou mais impostos), para o défice externo (só as receitas resultantes da ‘exportação’ das imagens televisivas foram de muitos milhões) e para o emprego (mesmo depois do evento, mantiveram-se milhares de novos empregos nas indústrias da cerveja, dos jogos electrónicos e dos fabricantes de ‘futebol de mesa’).

Para além do pormenor de a organização ter registado um lucro de €155 milhões, o mais importante, segundo o mesmo estudo, foi a contribuição para a auto-estima dos alemães e para a imagem externa do país. Não esquecer que a Alemanha foi, até ao ano passado, o maior exportador do mundo (até a China a ultrapassar).

E isso, para Portugal, que interesse tem?

É muito melhor pagar um balúrdio por ‘campanhaszinhas’ do tipo ‘Allgarve’. Isso sim, não coloca em causa as nossas ‘prioridades’.
Publicação de
João Brito Sousa

sexta-feira, 18 de julho de 2008

IMPRENSA/ VISÃO


TERRAMOTO DE LONGA DURAÇÃO
por boaventura sousa santos

“O fim de um sindicalismo independente e o agravamento caótico do protesto social beneficiará exclusivamente ao Clube dos Bilionários...”

Um terramoto está a assolar a Europa. Não é detectável nos sismógrafos convencionais porque tem um tempo de desenvolvimento atípico. Não ocorre em segundos se não em anos ou talvez décadas. Consiste na convulsão social e política que vai decorrer da destruição progressiva do chamado modelo social europeu uma forma de capitalismo muito diferente da que domina os EUA assente na combinação virtuosa entre elevados níveis de produtividade e elevados níveis de protecção social, entre uma burguesia comedidamente rica e uma classe média comedidamente média ou remediada; na eficácia de serviços públicos universais; na consagração de um direito ao trabalho que, por reconhecer a vulnerabilidade do trabalhador individual frente ao patrão, confere níveis de protecção de direitos superiores aos que são típicos no Direito Civil; no acolhimento de emigrantes baseado no reconhecimento da sua contribuição para o desenvolvimento europeu, e das suas aspirações à plena cidadania com respeito pelas diferenças culturais.

A destruição deste modelo é crescentemente comandada pelas instituições da União Europeia e pelas orientações da OCDE. Três exemplos recentes e elucidativos. A directiva europeia que permite o alargamento da semana de trabalho até às 65 horas. A chamada directiva de retorno, que permite a detenção de imigrantes indocumentados até 18 meses, incluindo crianças, o que virtualmente cria o delito de imigração. As alterações ao Código do Trabalho em vias de serem aprovadas no nosso país, cujos principais objectivos são: baixar os níveis de protecção ao trabalhador consagrados no Direito do Trabalho, já de si baixos pelos níveis de violação consentida; transformar o tempo de trabalho num banco de horas gerido segundo as conveniências da produção, por maiores que sejam as inconveniências causadas ao trabalhador e à sua família, com o objectivo de eliminar o pagamento das horas extraordinárias; desarticular o movimento sindical através da possibilidade da adesão individual às convenções colectivas por parte de trabalhadores não sindicalizados, o que abre as portas a todo o sindicalismo dependente e de conveniência.

Há em comum nestas medidas dois factos que escapam por agora à opinião pública. O primeiro é que, ao contrário do que aconteceu na legislação europeia anterior, a actual visa harmonizar por baixo, transformando os países mais repressivos em exemplos a seguir.

O segundo é o objectivo de fazer convergir o modelo capitalista europeu com o norte-americano. A miragem das elites tecno-políticas europeias muitas delas formadas em universidades norte- -americanas é que a Europa só poderá competir globalmente com os EUA na medida em que se aproximar do modelo de capitalismo que garantiu a hegemonia mundial deste país durante o século XX.

Trata-se de uma miragem porque concebe como causas dessa hegemonia o que os melhores economistas e cientistas sociais dos EUA concebem hoje como causas do seu declínio, fortemente acentuado nas duas últimas décadas.

A transformação do trabalhador num mero factor de produção e a transformação do imigrante em criminoso ou cidadão-fachada, esvaziado de toda a sua identidade cultural, são as duas fracturas tectónicas onde está a ser gerado o terramoto social e político que vai assolar a Europa nas próximas décadas.

Vão surgir novas formas de protesto social desconhecidas no século XX. A vulnerabilidade do Estado será visível em muitas delas, tal como aconteceu com a greve de camionistas, vulnerabilidade reconhecida por um primeiro-ministro cuja eventual ignorância da história contemporânea foi compensada pela intuição política: foi a greve de camionistas que precipitou a queda do governo de Salvador Allende.

A quem beneficiará o fim de um sindicalismo independente e o agravamento caótico do protesto social? Exclusivamente ao Clube dos Bilionários, os 1125 indivíduos cuja riqueza é igual ao produto interno bruto dos países onde vive 59% da população mundial.

publicação de
João brito Sousa

quinta-feira, 17 de julho de 2008

IMPRENSA / JN


OPINIÃO
Um Norte competitivo
por Luís Portela

Médico e Adm. de empresas

O JN de ontem publicou na área da opinião, um artigo do Dr. Luís Portela. Não estou de acordo com parte do artigo, pelo que o dividirei em partes e irei deixar assim o meu cmentário.
Assim:

1 - Se eu tivesse de formular dois desejos para um Norte de Portugal mais competitivo, indicaria uma Universidade de referência a nível internacional e uma dinâmica inovadora a nível empresarial.

COMENTÁRIO : Concordo plenamente

2 - Na sociedade do conhecimento, parece-me que será importante apostar numa grande Universidade, com duas ou três Faculdades de referência no contexto internacional, com muito bons professores de diversas nacionalidades, capaz de atrair bons alunos de qualquer ponto do país ou do estrangeiro, dispondo de alguns centros de investigação capazes de ombrear com o que de melhor se faz a nível mundial.

COMENTÁRIO: Concordo plenamente

3 - A Universidade do Porto, que é a maior do país, será, naturalmente, a que com menos dificuldade poderá atingir esse patamar. Tem algumas Faculdades já capazes de atraírem bons professores e alunos estrangeiros, tem alguns institutos de investigação que produzem ciência de grande qualidade e tem um Reitor que assumiu querer colocá-la entre as 100 melhores do mundo. Com um apoio solidário da Região, talvez isso seja possível.

COMENTÁRIO: Aqui é que já começo a não concordar com o senhor. Diz que a Universidade do Porto e a maior do País. Não a conheço por dentro e em pormenor. Mas conheço algumas pessoas que talvez tivessem andado por lá mas que não me têm demonstrado honradez nas atitudes enquanto cidadãos. O produto da Universidade é que nos diz se ela é ou não grande. É que eu entendo que as Universidades não são grandes apenas pelo número de alunos que a frequentam, mas sim pelo conhecimento que transmitem, não apenas em matérias do curso que se frequenta, mas também naquilo que ela contribuiu para a formação do homem. A Universidade deverá ter em conta o HOMEM e a sua conduta perante terceiros. Antes do técnico, a Universidade deverá preocupar-se com a sua componente humana. A Universidade só é grande se formar bons quadros sim, mas simultaneamente também homens que demonstrem no dia a dia possuir bons conhecimentos sociais de relacionamento, baseados nos valores da ética, E isso não acontece na maior instituição da cidade onde, segundo li na imprensa, o FCPorto elege o presidente em lista única há vinte e tal anos, na elegibilidade de órgãos internos concorrem duas listas com três elementos iguais, no jogo com o Leiria não adiou o jogo, beneficiando com isso e pediu adiamento ao Marítimo para jogar com o Liverpool, revelando-se como a equipa com maior falta de ética do campeonato, segundo os estudiosos e a imprensa da especialidade teve sempre o auxílio de Adriano Pinto, presidente da AFP, e parece ter pago viagens ao árbitro Calheiros... etc, etc,.. com o qual não concordo minimamente.

È caso para perguntar: “O TAS sabe disto?..”

4 - Por outro lado, é desejável que as empresas assumam uma dinâmica inovadora de produtos e serviços competitivos à escala global; bem como a constituição e o desenvolvimento de pequenas empresas de base tecnológica. Será importante que as empresas em geral se disponibilizem para criarem em si um núcleo inovador, responsabilizando-o por identificar o tipo de melhorias a introduzir nos seus produtos e serviços, para melhor servirem os seus clientes, em Portugal e no mundo. Os membros desse núcleo deverão ser capazes de ir junto dos centros de investigação, criando hábitos de diálogo e conquistando-os para os ajudarem a inovar. Se as empresas em geral investirem 5% do seu volume de negócios em inovação, imprimirão uma dinâmica competitiva sem precedentes no país. Assim poderão surgir duas ou três novas marcas portuguesas de grande sucesso internacional. E assim surgirão condições capazes de tornarem o Norte ainda mais atraente, quer para quem nele vive, quer para quem o visita, através de apropriados investimentos no desenvolvimento social, urbanístico, cultural e ambiental. Talvez a Junta Metropolitana do Porto possa assumir, cada vez com mais determinação, a liderança facilitadora de um tal processo de desenvolvimento

COMENTÁRIO: Nada a opor.

Publicação de
João brito Sousa

quarta-feira, 16 de julho de 2008

IMPRENSA/ JN


OPINIÃO

Ao Dr MIGUEL SOUSA TAVARES,

No jornal JN do Porto, de hoje, vem um comentário ao senhor atribuído, nestes termos: " MST comentou a decisão do TAS, em declarações ao JN." citando Michel Platini, presidente da Uefa, os batoteiros (leia-se Benfica e Vitória de Guimarães) não passarão....

COMENTÁRIO

Isto será verdade?


JBS

IMPRENSA/ EXPRESSO


RETROGRADOS E PASSADISTAS
José Carlos Espada

O líder do partido conservador britânico, David Cameron, condenou esta semana uma cultura de “neutralidade moral” que está a conduzir a Inglaterra para níveis sem precedentes de delinquência juvenil e criminalidade.

Cameron referia-se ao assassínio de um jovem de 14 anos nas ruas de Londres - o 19º só este ano. Observou que “a erosão nas últimas décadas do sentido de responsabilidade, de virtude social, de autodisciplina e de respeito pelos outros está a conduzir a uma cultura de gratificação instantânea e a uma sociedade desmoralizada, em que ninguém quer dizer a verdade acerca do que é bem e mal, certo e errado”..

Estas palavras são o eco quase literal dos trabalhos da historiadora norte-americana Gertrude Himmelfarb, que aqui tenho referido frequentemente. O ponto interessante é que a edição inglesa do penúltimo livro de Himmelfarb - ‘The Roads to Modernity: The British, French and American Enlightenments’ - acabou de sair com um prefácio do primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown.

O livro - que aqui referi há dois anos, na altura da edição americana -- sublinha as diferenças entre o Iluminismo inglês e americano, por um lado, e o francês, por outro. Basicamente, argumenta que o Iluminismo anglo-americano, ao contrário do francês, não se propunha destruir todas as instituições sociais que não pudessem ser demonstradas à luz da chamada ‘razão’. Por isso, os anglo-americanos viam a razão em diálogo com a fé e com a tradição, isto é, a experiência acumulada por gerações anteriores. Prezavam instituições espontâneas e intermédias, como a família, e viam-nas como garantes da liberdade ordeira.

As palavras de David Cameron e o prefácio de Gordon Brown revelam que as lideranças dos dois maiores partidos britânicos estão finalmente a descobrir o que os seus colegas americanos e australianos há muito descobriram: que não é possível travar a espiral de delinquência e criminalidade juvenil, sem denunciar os ataques politicamente correctos à família, ao casamento e às regras gerais de boa conduta.

É claro que muitas vozes se apressaram a criticar Cameron e Brown, acusando-os de retrógrados e dogmáticos. Mas a vacuidade dessas críticas é igualmente clara: retrógrados e passadistas são os que repetem a cartilha ideológica da ‘neutralidade moral’, em vez de enfrentarem os factos com abertura intelectual.

E os factos revelam uma correlação fortíssima entre aumento da criminalidade, aumento da pobreza, dependência do «welfare» e erosão da família. Só não vê quem não quer...

Publicação de
João brito Sousa

terça-feira, 15 de julho de 2008

DA IMPRENSA/ SAPO/ O JOGO


PORTO, 2008.07.15
OPINIÃO

João Nogueira da Rocha, (Árbitro português do TAS diz que decisão “é definitiva...

advogado do Sindicato de Jogadores e árbitro no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), considerou esta terça-feira, em declarações à RTP, que a decisão tomada por aquele órgão de justiça “é definitiva”.

“Não conhecemos a motivação da decisão.

As decisões da UEFA não seriam ilegais e manteve as decisões objecto de recurso, mantendo o FC Porto na Liga dos Campeões. O que se passar ao nível nacional, no Conselho de Justiça, não tem qualquer relevância directa nesta decisão. Foi tomada, será comunicada às partes nos próximos dias e é definitiva”, garantiu.


COMENTÁRIO

Parabens ao JOSÉ MANUEL MEIRIM especialista em Direito desportivo, por quem não tenho consideração alguma, a este senhor advogado João Nogueira da Rocha, português ???... (de onde?...) por quem igualmente não tenho consideração alguma e a todos aqueles que colocaram o FCPORTO no lugar onde não merece estar, por se constituir, em minha opinião, como equipa antidemocrática de comportamento eticamente reprovável e por me parecer nunca ter respeitado a competição.

JBS

A FRASE DE HERMÍNIO LOUREIRO


OPINIÃO

Hermínio Loureiro,

teceu, na segunda-feira à noite, duras críticas aos elementos do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol.

"Hermínio Loureiro foi ainda mais longe, considera que, até ao momento, estes são os únicos responsáveis por este mau momento do futebol luso...."

O Dr. HERMÍNO LOUREIRO, tem de explicar o porquê do futebol luso passar por um mau momento.... e não se deixar imobilbizar perante conceitos vagos... dos quais estamos nós fartos.O que se passou na reunião do CJ foi, em meu entender miserável e, se nada for feito, os que há mais de vinte anos têm sido beneficiados continuam na senda do previlégio... e assim não..

João Brito Sousa

sábado, 12 de julho de 2008

IMPRENSA / VISÃO


O DIREITO AO SUCESSO
por Áurea Sampaio

Maria de Lurdes Rodrigues entrou no Ministério da Educação (ME) como um autêntico furacão. A ideia de partida parecia ser a de elevar a exigência face a professores e a alunos e pôr ordem numa máquina asfixiante que, ao longo dos anos, mais não fez do que triturar a competência, promover a mediocridade e lançar o ensino num patamar miserável. Para o conseguir começou por fazer uma série de reformas que pareciam ir no caminho certo.
Fechar estabelecimentos com um número de alunos insuficiente, garantir maior presença dos professores nas escolas, introduzir as aulas de substituição, alargar o ensino do inglês, avançar com o estatuto do aluno e com a avaliação dos professores, etc., etc. Ao longo deste trajecto, houve imensa contestação. Docentes e discentes foram-se revezando em ataques à ministra, que culminaram na imensa manifestação dos professores, em Lisboa, em Março deste ano.

A quase unanimidade que inicialmente concitava junto da opinião pública a actuação da governante foi sendo beliscada aqui e ali, ora porque Lurdes Rodrigues parecia demasiado inflexível ora porque acabava por ceder ao peso do ruído da rua. Habilmente, os sindicatos foram instalando a ideia de que, por detrás dos ataques aos professores, se escondia, afinal, um único
objectivo: trabalhar apenas para as estatísticas. Custa a acreditar, mas os últimos acontecimentos são perturbadores. Além da reconhecida facilidade dos exames deste ano, soube- -se que altos funcionários do ME deram instruções para excluir da correcção das provas os professores «que se afastam da média». Razão: os alunos «têm direito a ter sucesso».

Se houver bodo aos pobres nos exames, a ministra dará bons trunfos para Sócrates apresentar na campanha eleitoral do próximo ano. Mas, antes disso, em Dezembro, a OCDE, através do PISA, vai dizer como está realmente o nosso ensino. Uma espécie de prova dos nove a estes métodos.

Caro Miguel Sousa Tavares: só mesmo de si essa ideia quixotesca de «dar o peito às balas» dos guardiães do politicamente correcto sobre a causa feminista. Mas não será preciso tanto. É certo que, hoje em dia, ainda há uma ou outra extremista impenitente que vocifera contra o «homem opressor» tal qual o velho Hobbes descrevia o homo homini lupus, mas são vozes isoladas, marginais. Nos tempos que correm, felizmente, há outras «armas» que permitem às mulheres irem conquistando, no terreno, o seu espaço de igualdade em direitos e deveres. Falo da educação, da cultura, da sua inserção no mundo do trabalho. Portanto, de mim, não conte nem com uma setinha de plástico para o ajudar a exibir a sua lendária coragem. Até porque concordo com quase tudo o que defende, na sua última crónica no Expresso. Questão das quotas incluída, contra a qual escrevi há muito, aqui mesmo na VISÃO, quando ainda era moda defendê-la.

Agora, considero intolerável qualquer equívoco sobre a necessidade de punir a violência, venha ela de onde vier, exercida sobre quem quer que seja homens ou mulheres. Finalmente, caro Miguel, deixe-me dizer-lhe, antes de lhe agradecer duas ou três linhas amáveis que me dirigiu, que a VISÃO é mesmo uma revista de referência. Sem aspas.

Publicção de
João Brito Sousa

sexta-feira, 11 de julho de 2008

IMPRENSA/ VISÃO


CONSENSO NACIONAL
por José Carlos Vasconcelos

Cerca de 14 anos depois de o PS de António Guterres ter combatido a chamada «política do betão» e a «insensibilidade social» do Governo do PSD, chefiado por Cavaco Silva, proclamando «Primeiro as Pessoas», uma das palavras de ordem que o faria chegar ao Governo, Manuela Ferreira Leite, a nova presidente do PSD, então ministra de Cavaco, inicia a sua liderança fazendo, no seu estilo próprio, proposta semelhante e o mesmo tipo de crítica ao Governo do PS, chefiado por José Sócrates, ex-ministro de Guterres... É assim e não é novo: a política à portuguesa dá muitas voltas para, no final das contas, em geral, acabar nos mesmos sítios, com os mesmos partidos e as mesmas pessoas...

De facto, o que sobressaiu nas intervenções de Manuela Ferreira Leite (MFL), no Congresso do PSD, em matéria programática, foi a proposta de privilegiar o «social», o apoio aos mais necessitados, e não as grandes obras públicas.

O que é em teoria certo, tendencialmente justo e eleitoralmente rentável.

Mas só a análise em concreto da importância para a nossa economia das obras de que se prescinda, da rentabilidade e reprodutividade dos investimentos, permitirá avaliar se constitui o melhor caminho. Inclusive para defender, como se impõe, os sacrificados de sempre. Prescindir do novo aeroporto? do TGV? de algumas projectadas auto-estradas, que já não serão uma necessidade mas um luxo?, de quê e com que resultados?

Esta posição da líder do PSD significa, e José Sócrates não o pode ignorar, haver um cada vez maior consenso nacional sobre a necessidade de medidas sociais para evitar a constante degradação da qualidade de vida dos mais pobres e da classe média, em particular a baixa, enquanto se mantêm ou aumentam os rendimentos, até os privilégios, dos supermilionários ou «tubarões». O que se vê em tudo, das ruas e dos restaurantes ao mercado de automóveis e de imobiliário.

Assim, urge fazer qualquer coisa que valha pelos resultados e mesmo pela carga simbólica. No mínimo, a criação do chamado «imposto Robin dos Bosques», que o primeiro-ministro anunciou iria estudar. No mínimo, taxar mais os lucros especulativos, excessivos, imorais, nas áreas dos combustíveis, financeira, alimentar, o que seja sem, claro, deixar repercutir nos consumidores essas taxas, punindo quem o faça ou tente fazer.

No mínimo, desenvolver uma acção fiscalizadora severíssima, e aprovar nova legislação, para, na medida do possível, pôr cobro aos escândalos vergonhosos, à fraude fiscal e ao branqueamento de capitais através dos off-shores. Utilizando as novas receitas para apoiar os mais necessitados.

Aliás, a propósito, surpreende-me, e lamento, a discrição, se não o silêncio, da Igreja portuguesa neste domínio, quando tantas pessoas sofrem e são gravemente postos em causa princípios da sua doutrina social, e não só.

Voltando ao Congresso do PSD, ele consagrou, mas sem grande convicção e muito menos entusiasmo, o regresso do partido a uma certa linha de credibilidade. Passos Coelho manteve sensivelmente o seu score, com a posição sensata de anunciar colaboração sem prescindir das suas posições, posicionando-se como a óbvia alternativa liberal pós-MFL. Santana Lopes soçobrou, porventura mais do que nunca (mas claro que vai continuar a andar por aí...), após os habituais episódios de sai e entra, fala ou não fala, a que a maioria dos media dão um relevo injustificável e pouco abonatório para o jornalismo, o que pode explicar o facto de as «agências de comunicação» terem tanta clientela.

Enfim, Ferreira Leite, apesar de apresentar listas com nomes sonantes e currículo, de ter conseguido apoios pontuais de delegados que, nas directas, estiveram com algum dos seus adversários, pouco melhorou os seus resultados em relação àquelas eleições. Mostrou a seriedade que se lhe (re)conhece, mas teve muito menos aplausos que noutros congressos (até no último, quando Menezes se lhe referiu), tudo evidenciando que a sua vida não vai ser fácil, num partido em que as divisões e feridas continuam bem vivas.

Publicação de
João Brito Sousa

quinta-feira, 10 de julho de 2008

IMPRENSA/ JN

E AGORA?...

RUI RIO: "Lisboa tem 400 milhões para a marginal e Porto tem ideias"

A reabilitação da frente ribeirinha do Porto será feita quarteirão a quarteirão e, sobretudo, com investimento privado. No dia em que o arquitecto Pedro Balonas foi distinguido, o presidente da Câmara apontou o dedo à discriminação do Governo.

Embora considere que a requalificação urbana dos centros do Porto e de Lisboa não pode nem deve ser realizada só à custa dos orçamentos do Estado e das autarquias, Rui Rio não deixa de criticar a disparidade de investimento governamental nos projectos nas duas cidades. A comparticipação estatal na Invicta será de 900 mil euros para repor 60% do capital da Porto Vivo.
O autarca defende a manutenção dos modelos das sociedades de reabilitação urbana e que a maior fatia do investimento seja privado.

"A frente ribeirinha de Lisboa tem 400 milhões de euros do Governo. Uma com dinheiro e sem ideias. Outra sem dinheiro e com ideias. Seria politicamente criminoso não mostrar esta diferença. Agora, vamos puxar da nossa criatividade, pegar nestas ideias e passá-las para o terreno", sentenciou, ontem, Rui Rio, na cerimónia de entrega dos prémios aos arquitectos vencedores do concurso internacional de ideias para a revitalização da frente ribeirinha.

A primeira posição coube à equipa, liderada pelo arquitecto Pedro Balonas, que recebeu 50 mil euros (ver as principais ideias do projecto no infográfico). A equipa, coordenada pela arquitecta Fátima Fernandes, foi distinguida com o segundo prémio de 20 mil euros, enquanto a terceira posição foi ocupada pelo ateliê de Niels Bennetzen, em Copenhaga (Dinamarca). Recebeu 15 mil euros.

A dinamarquesa Marianne Ingvartsen, o brasileiro Vinicius Hernandes de Andrade e os indianos Nisha e Soumitro Ghosh receberam menções honrosas. Vale a pena espreitar as 36 propostas interessantes, oriundas de 14 nações, na exposição no átrio dos Paços do Concelho do Porto.

Aliás, a futura reabilitação da frente ribeirinha, entre a ponte Maria Pia e Massarelos, não obedecerá apenas ao projecto vencedor de Pedro Balonas. "Estão aqui muitas ideias e não são de desprezar. Vamos aproveitar, predominantemente, as ideias do projecto vencedor, mas não só", entende Rio. A Porto Vivo fará, agora, os documentos estratégicos para os quarteirões da marginal, mas quer uma intervenção coesa.

"Pretendemos que a frente ribeirinha seja objecto de uma operação integrada de reabilitação, articulada com os quarteirões em que está inserida. Espero ter, dentro de poucos meses, um documento ou um conjunto de documentos estratégicos, que incorporem muitos dos contributos dados no concurso", garante Arlindo Cunha, presidente da Porto Vivo. Também Artur Santos Silva, presidente do Grupo BPI - um dos patrocinadores do concurso, a par da Administração dos Portos do Douro e Leixões - defendeu que as ideias dos concorrentes sejam "devidamente exploradas e aproveitadas" para tornar mais rico o cenário da linha de água.

COMENTÁRIO

Será que as coisas ficarão assim?...

Publicação de
JOÃO BRITO SOUSA

quarta-feira, 9 de julho de 2008

E AGORA?...

E AGORA? ...
por MÁRIO SOARES

Fui, como se sabe, partidário do Tratado de Lisboa. Não pela sua qualidade, que não é boa. É um Tratado confuso, que remete para os tratados anteriores e que não é claro nem simplificado, como queria Sarkozy. Pelo contrário, é complexo, longo e difícil de compreender.

Porque fui, então, a seu favor? Porque a União Europeia, depois do não francês e dinamarquês ficou paralisada e sem norte. Em consequência, cresceu o eurocepticismo e os cidadãos europeus cada vez se distanciaram mais de Bruxelas. Era preciso um novo impulso, dar ânimo e confiança à Europa e a aprovação do Tratado de Lisboa servia para isso.

Com efeito, os 27 países-membros, representados pelos seus chefes de Governo, subscreveram por unanimidade o Tratado de Lisboa, na cerimónia ocorrida no Mosteiro dos Jerónimos, com pompa e circunstância, dando um suspiro de alívio, mesmo os que chegaram atrasados como o Presidente Sarkozy e o primeiro-ministro inglês Brown. Mais contente do que todos estava o primeiro-ministro português José Sócrates com razão, diga-se que tanto trabalhou para isso e viu a presidência portuguesa coroada por esse incontestável êxito.

Lembro-me de ter escrito um texto, nessa altura, em que advertia: «Atenção, falta ainda o processo de ratificação e foi aí que o Tratado Constitucional encalhou», com os resultados negativos que se sabe.

A história repetiu-se. Agora com o não da Irlanda, ao referendo de ratificação, com 53,4% do «não» contra 46,6% do «sim», sendo a taxa de participação de 53,13 por cento. Foi um balde de água fria sobre os europeístas dos 27 países membros da União. Alguns proclamaram imediatamente (porventura com júbilo interior): «O Tratado de Lisboa, morreu.» Outros, como uma eurodeputada, foram mais longe (cito): «Foi uma derrota do Governo PS/Sócrates» e o resultado «contribui para travar um caminho muito perigoso das grandes potências europeias».
Enganou-se: nem uma coisa nem outra. Não foi uma derrota para o PS/Sócrates; foi uma derrota para a União Europeia, lançando-a num novo imbróglio, num momento internacional de crise gravíssima. Imbróglio que não aproveita a ninguém, nem sobretudo aos que se comprazem em fazer a política (perigosíssima) do «quanto pior, melhor».

E agora? Agora é preciso encontrar uma solução para o impasse a que se regressou. Mas não é fácil. Alguns disseram: cabe ao governo irlandês encontrá-la. Já uma vez, em 2001, por causa do Tratado de Nice, fizeram um referendo negativo e, em 2002, repetiram-no, com êxito. Mas no rigor dos princípios não se lhes pode exigir isso. É certo que o eleitorado da Irlanda representa 4 milhões de eleitores, 1% do eleitorado europeu. Mas, mesmo assim, as regras são para cumprir e não se devem subverter segundo os nossos interesses. Vejamos o que sairá da próxima reunião dos 27Š O projecto europeu é o mais original projecto político, voluntário e democrático, dos tempos posteriores ao fim da II Guerra Mundial. Mas tem vindo a estiolar e a perder força porque os cidadãos europeus estão cada vez mais distantes dos seus dirigentes. Não há clareza nem transparência nas decisões que tomam. Dirigentes ousados, corajosos e lúcidos, precisam-se.
Em consonância com as opiniões públicas. Será que irão aparecer?.

Publicação de
João Brito Sousa

terça-feira, 8 de julho de 2008

IMPRENSA/ VISÃO


UM MORTO COBRIDO DE DOR
por ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Pensava que uma das poucas qualidades que tinha era a ausência de inveja. Não é verdade. Invejo os poetas. O que eu queria mesmo, o que mais queria neste mundo, o que mais desejava mas não tenho talento, era ser poeta. Até aos dezanove, vinte anos, só escrevi poemas. Descobri que eram maus, que não era capaz, que me faltava o dom. Foi um achado tremendo para mim, a certeza que a minha vida perdera o sentido. E então, aflito, desesperado, a medo, comecei a tentar outra coisa, porque não me concebia sem uma caneta na mão.
Nunca fiz contos, nem diários, nem teatro, nem ensaios e contar lérias não me interessava. Interessava-me transferir o mundo inteiro para o interior das capas de um livro. E cheio de hesitações, recuos, influências, a certeza que ainda não era aquilo, ainda não era aquilo, dei início a este fadário.

Resignado com a minha ausência de talento para me exprimir em verso. Nos primeiros tempos ainda experimentei, ocasionalmente, redigi uns poemas: eram horríveis. Então conformei-me. O projecto de mudar o mundo através dos meus livros ajudava-me, romper com os cânones, a tradição, o passado, dizer o que nunca havia sido dito. A este sonho me amparo e com este sonho continuo.

No entanto a secreta inveja dos poetas permanece. Tento contorná-la ao exigir de mim o impossível: a quadratura do círculo das emoções. Conseguir uma obra que contenha tudo dentro. Tudo dentro. E assim ando. Claro que gostava de ter composto o Branco e Vermelho de Pessanha. A Toada de Portalegre de Régio. As canções de Camões. A Pavorosa Ilusão da Eternidade de Bocage.

Certas estrofes, certos sonetos de Sá Miranda, tanta coisa mais. Mesmo nos
vivos: invejo Vasco Graça Moura, António Franco Alexandre, Pedro Tamen, etc., que a lista é longa e toda a omissão é uma exclusão injusta. João Cabral de Melo Neto, Drummond: o Desaparecimento de Luísa Porto, por exemplo, é uma obra-prima. E eu aqui amarrado em busca do infinito, palavra a palavra, lento como um boi, a emendar, a voltar ao princípio, a emendar de novo, a voltar ao princípio de novo, a lograr uma linha, duas linhas, uma página por fim. Trabalho de oficina, excepto em momentos privilegiados em que a mão anda por si, e o texto encontra, como por milagre, o seu caminho.

No resto do tempo sinto-me como os velhos nas escadas, conquistando duramente cada degrau. Não me estou a queixar: tenho o que escolhi, faço o que quero, não trocava a minha vida por nada deste mundo. No ano passado achei-me de repente diante da minha finitude, num imenso assombro.

Considerava-me imortal; soube, com horrível violência, que o não era. Ter passado o que passei alterou-me por completo a existência e suponho que modificou também o que produzo. Os médicos não tratam: tornam a dar-nos a eternidade sob a forma de um infinito futuro, isto é uma porção limitada de dias que apesar de tudo acreditamos, contra a evidência, não terminar nunca.
Agora tenho essa eternidade. Por quanto tempo não sei; o silêncio rodeia-nos por toda a parte, quer dizer, a ameaça dele. Não podemos deixar que ele nos assuste. Gastei meses a encostar o ouvido à terra do meu corpo, tenso, à espera. Agora não: fico de pé na minha teimosa precariedade. Os exames afirmam que o meu corpo está bom: há alturas em que me apetece despi-lo, vogar sem ele, à deriva no meu lago de emoções, esperanças, desânimo ocasional, amor.

Sou muito mais capaz de amar agora. Não. Sou finalmente capaz de amar agora. Não me sinto apenas feito para escrever como um danado, sinto-me feito para amar como um danado, numa doce ferocidade. De engolir o universo. Cristovam Pavia, poeta que estimo imenso e se abraçou a um comboio aos trinta e cinco anos, publicou um único livro de poemas antes desse abraço.

O último verso do livro ficou para sempre na minha cabeça. Diz: Só há saída pelo fundo. De maneira mais ou menos obscura sempre achei isto verdade. Agora faz parte da minha carne: só há saída pelo fundo, realmente, mas há uma saída. E basta-me a certeza disso. Acabarei o livro que escrevo agora, escreverei mais livros. Até me tornar, não sei quando, um morto cobrido de amor, como na morna que o Vitorino me cantou um dia. Eugénio, neste momento lembrei-me de si, do seu repouso no coração do lume. Éramos tão amigos, gaita, teve para comigo tão delicadas atenções enquanto as palmeiras da Foz esbracejavam lá fora. Ou Alexandre O'Neill, a única pessoa que conheci que não gostava de ninguém. Nem de si mesmo, acho eu. Mau como as cobras, a rir um riso torto, devastador. Era uma época em que os escritores me fascinavam porque os olhava como mesas de espíritas, capazes de comunicarem com outra dimensão. Uma espécie de demiurgos, de feiticeiros.

Qualquer bom artista é uma mesa de espírita a receber mensagens do além, o que os torna, em certo sentido, quase irresistíveis: a quantidade de mulheres que sempre rodearam um monstro físico e moral como Sartre; Simenon gabava-se de ter dormido com quinze mil. Faz-me lembrar Billy The Kid afirmando haver morto dezoito homens. Acrescentava Não contando os mexicanos e esse tipo de proezas acabou para mim.

Deixou de interessar-me. Uma única mulher basta: ela é todas. Nem sequer é uma questão de maturidade, é uma questão de não ser parvo. Acabando esta crónica regresso ao livro: ali está ele à minha espera, fazendo negaças. Não tem sorte nenhuma: vou ganhar. Nem que a pele fique pelo caminho vou ganhar.

Mudá-lo-ei dúzias de vezes mas ganho. Só há saída pelo fundo. Eu encontro-a.
De onde me virá esta teimosia, esta firmeza? Não sei. Julgo que fui assim desde o início. As partes gelatinosas que tive vão-se tornando de pedra.

Cheio de ferro por dentro. Acabo de comer a torrada, vou-me embora.
Atravesso a rua para o sítio onde trabalho, pego na caneta, espero. Chamo caneta a uma esferográfica vulgar, qualquer que risque me serve. Terá sido a esferográfica que me riscou a testa com o tempo? Porque não voltas atrás e vês o que ficou escrito nela? Retratos, livros, papéis, eu a começar. O telefone soluça como um bebé e, dentro de mim, o teu nome. Vozes de crianças por trás e tudo de súbito fácil, perfeito. Não sei bem o que digo, não sei bem o que oiço.

Limito-mo a afogar-me em ti como no mar.

Pensava que uma das poucas qualidades que tinha era a ausência de inveja. Não é verdade. Invejo os poetas. O que eu queria mesmo, o que mais queria neste mundo, o que mais desejava mas não tenho talento, era ser poeta. Até aos dezanove, vinte anos, só escrevi poemas. Descobri que eram maus, que não era capaz, que me faltava o dom. Foi um achado tremendo para mim, a certeza que a minha vida perdera o sentido. E então, aflito, desesperado, a medo, comecei a tentar outra coisa, porque não me concebia sem uma caneta na mão.

Nunca fiz contos, nem diários, nem teatro, nem ensaios e contar lérias não me interessava. Interessava-me transferir o mundo inteiro para o interior das capas de um livro. E cheio de hesitações, recuos, influências, a certeza que ainda não era aquilo, ainda não era aquilo, dei início a este fadário.

Resignado com a minha ausência de talento para me exprimir em verso. Nos primeiros tempos ainda experimentei, ocasionalmente, redigi uns poemas: eram horríveis. Então conformei-me. O projecto de mudar o mundo através dos meus livros ajudava-me, romper com os cânones, a tradição, o passado, dizer o que nunca havia sido dito. A este sonho me amparo e com este sonho continuo. No entanto a secreta inveja dos poetas permanece. Tento contorná-la ao exigir de mim o impossível: a quadratura do círculo das emoções. Conseguir uma obra que contenha tudo dentro. Tudo dentro. E assim ando. Claro que gostava de ter composto o Branco e Vermelho de Pessanha. A Toada de Portalegre de Régio. As canções de Camões. A Pavorosa Ilusão da Eternidade de Bocage.

Certas estrofes, certos sonetos de Sá Miranda, tanta coisa mais. Mesmo nos
vivos: invejo Vasco Graça Moura, António Franco Alexandre, Pedro Tamen, etc., que a lista é longa e toda a omissão é uma exclusão injusta. João Cabral de Melo Neto, Drummond: o Desaparecimento de Luísa Porto, por exemplo, é uma obra-prima. E eu aqui amarrado em busca do infinito, palavra a palavra, lento como um boi, a emendar, a voltar ao princípio, a emendar de novo, a voltar ao princípio de novo, a lograr uma linha, duas linhas, uma página por fim. Trabalho de oficina, excepto em momentos privilegiados em que a mão anda por si, e o texto encontra, como por milagre, o seu caminho.

No resto do tempo sinto-me como os velhos nas escadas, conquistando duramente cada degrau. Não me estou a queixar: tenho o que escolhi, faço o que quero, não trocava a minha vida por nada deste mundo. No ano passado achei-me de repente diante da minha finitude, num imenso assombro.

Considerava-me imortal; soube, com horrível violência, que o não era. Ter passado o que passei alterou-me por completo a existência e suponho que modificou também o que produzo. Os médicos não tratam: tornam a dar-nos a eternidade sob a forma de um infinito futuro, isto é uma porção limitada de dias que apesar de tudo acreditamos, contra a evidência, não terminar nunca.
Agora tenho essa eternidade. Por quanto tempo não sei; o silêncio rodeia-nos por toda a parte, quer dizer, a ameaça dele. Não podemos deixar que ele nos assuste. Gastei meses a encostar o ouvido à terra do meu corpo, tenso, à espera. Agora não: fico de pé na minha teimosa precariedade. Os exames afirmam que o meu corpo está bom: há alturas em que me apetece despi-lo, vogar sem ele, à deriva no meu lago de emoções, esperanças, desânimo ocasional, amor.

Sou muito mais capaz de amar agora. Não. Sou finalmente capaz de amar agora. Não me sinto apenas feito para escrever como um danado, sinto-me feito para amar como um danado, numa doce ferocidade. De engolir o universo. Cristovam Pavia, poeta que estimo imenso e se abraçou a um comboio aos trinta e cinco anos, publicou um único livro de poemas antes desse abraço.
O último verso do livro ficou para sempre na minha cabeça. Diz: Só há saída pelo fundo. De maneira mais ou menos obscura sempre achei isto verdade. Agora faz parte da minha carne: só há saída pelo fundo, realmente, mas há uma saída. E basta-me a certeza disso. Acabarei o livro que escrevo agora, escreverei mais livros. Até me tornar, não sei quando, um morto cobrido de amor, como na morna que o Vitorino me cantou um dia. Eugénio, neste momento lembrei-me de si, do seu repouso no coração do lume.

Éramos tão amigos, gaita, teve para comigo tão delicadas atenções enquanto as palmeiras da Foz esbracejavam lá fora. Ou Alexandre O'Neill, a única pessoa que conheci que não gostava de ninguém. Nem de si mesmo, acho eu. Mau como as cobras, a rir um riso torto, devastador. Era uma época em que os escritores me fascinavam porque os olhava como mesas de espíritas, capazes de comunicarem com outra dimensão. Uma espécie de demiurgos, de feiticeiros.
Qualquer bom artista é uma mesa de espírita a receber mensagens do além, o que os torna, em certo sentido, quase irresistíveis: a quantidade de mulheres que sempre rodearam um monstro físico e moral como Sartre; Simenon gabava-se de ter dormido com quinze mil. Faz-me lembrar Billy The Kid afirmando haver morto dezoito homens. Acrescentava Não contando os mexicanos e esse tipo de proezas acabou para mim.

Deixou de interessar-me. Uma única mulher basta: ela é todas. Nem sequer é uma questão de maturidade, é uma questão de não ser parvo. Acabando esta crónica regresso ao livro: ali está ele à minha espera, fazendo negaças. Não tem sorte nenhuma: vou ganhar. Nem que a pele fique pelo caminho vou ganhar.

Mudá-lo-ei dúzias de vezes mas ganho. Só há saída pelo fundo. Eu encontro-a.
De onde me virá esta teimosia, esta firmeza? Não sei. Julgo que fui assim desde o início. As partes gelatinosas que tive vão-se tornando de pedra.

Cheio de ferro por dentro. Acabo de comer a torrada, vou-me embora.
Atravesso a rua para o sítio onde trabalho, pego na caneta, espero. Chamo caneta a uma esferográfica vulgar, qualquer que risque me serve. Terá sido a esferográfica que me riscou a testa com o tempo? Porque não voltas atrás e vês o que ficou escrito nela? Retratos, livros, papéis, eu a começar. O telefone soluça como um bebé e, dentro de mim, o teu nome. Vozes de crianças por trás e tudo de súbito fácil, perfeito. Não sei bem o que digo, não sei bem o que oiço.

Limito-mo a afogar-me em ti como no mar.

Publicação de
JjOÃO BRITO SOUSA