quinta-feira, 8 de novembro de 2007

CRÓNICA DE UMA MANEIRA GERAL

(eu e o aleixo)

CRÓNICA DE UMA MANEIRA GERAL.


Acabei de falar com “mon cousin” Robert.

PENSO, é o que faço agora, disse-me.

O Robert reside agora no Principado do Mónaco e está a trabalhar com o maior artista de lá. Está de férias, agora. Face a isso, perguntei-lhe o que é fazia e ele disse: PENSO. E dei comigo a pensar se “PENSO” poderia ser um bom título para esta crónica de uma maneira geral.. E penso que sim.

PENSO em ti meu amor. Penso naquilo que uma esposa pensa esperar de um marido. E sem esforço analiso sobretudo o lado guerreiro (também há) da nossa vida. E concluo que numa relação é mais fácil ceder do que dobrar os outros; há muito que me convenci disso. Mas penso também que não há situação nenhuma em que uma pessoa não possa ser feliz.

PENSO que nunca deverei estar melhor do que estou agora. Quando ouço uma campainha a tocar, quando recebo uma carta ou, muito simplesmente, quando acordo, tenho medo. Porque quero viver a plenitude da minha situação actual, de que tanto gosto, e receio que alguma coisa possa mudar. E assusta-me se isso puder vir a acontecer, que alguma coisa possa mudar.

PENSO que a vida devia ser sempre assim para todos e se existisse algures outra espécie de felicidade, essa, não deveria ser maior do que aquela que agora desfruto. Em realidade sou feliz, mas atormenta-me a ideia de que essa felicidade me não custe nenhum esforço nem nenhum sacrifício.

PENSO que podemos colocar a fasquia nesta máxima: de manhã estarmos alegres, ao meio dia dignos e à noite ternos Para isso, quero lutar, preciso que sejam os sentimentos a guiar-nos a vida, em lugar de ser a vida a guiar os nossos sentimentos.

PENSO não estar disponível para uma vida vazia porque gera aborrecimento. Quero andar para diante e que todos os dias, a toda a hora, aconteça algo de novo. Como no ano em que te conheci, em que passava as noites inteiras sem dormir e a pensar em ti, criando o meu amor e a ver como ele crescia.

PENSO ser possível numa noite qualquer aparecerem cada vez mais estrelas no céu.

PENSO que te amarei sempre.

João Brito Sousa

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