quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

VAMOS FALAR DE FUTEBOL

BOM ANO NOVO PARA TODOS

VAMOS FALAR DE FUTEBOL.

Os grandes conhecedores do espectáculo futebol aqui na cidade do Porto, são, entre outros, os escritores Miguel Sousa Tavares, Álvaro Magalhães e Francisco José Viegas.

È verdade que são pessoas como nós. Mas o MST , escreve e a sua literatura vende, o que não está ao alcance de qualquer e é um escritor premiado, Álvaro Magalhães idem no panorama juvenil e FJV é escritor e tem um programa de literatura na TV.

Todos eles são sócios ou pelo menos adeptos do FCPORTO, o que é uma vantagem.

O assunto que me ocorreu trazer aqui para discussão é o título da entrevista dada por Pedro Emanuel e que vem hoje publicada na página 9 do jornal “O JOGO”, onde se pode ler:

PEDRO EMANUEL CANSADO DE NÃO VER RECONHECIDOS OS ÊXITOS NACIONAIS E INTERNACIONAIS; RENDAM-SE AO PORTO.

Através de inquéritos telefónicos (página VI do suplemento do mesmo jornal “o JOGO”), 54,4 % dos Portugueses votaram num FCPORTO já campeão. Ora, se votaram e reconheceram a equipa já campeã, o reconhecimento está explicitado nesse inquérito e não se percebe muito bem qual o reconhecimento que o jogador Pedro Emanuel pretende ter . Não tem razão.

Na última linha da segunda coluna e na terceira coluna da entrevista da página 9, o jogador diz: “Acumulam-se exemplos em que as pessoas não dão relevância ao que fazemos. E que dariam se fossem outras equipas. Essa é a minha principal mágoa ... Rendam-se : o FCPorto é que se tem afirmado nacional e internacionalmente. nos últimos anos....”

O MEU COMENTÁRIO.

Antes de mais, dizer que gostava de ter aqui os comentários de MST, Álvaro Magalhães e FJV, a quem vou tentar pedir que o façam. Seria interessante discutir estes assuntos porque o futebol, como já disse, é uma lição de vida. E podemos aprender todos com ele. A única preocupação que devemos ter é não machucar o futebol.

Assim sendo, a minha interpretação acerca das palavras do jogador Pedro Emanuel, é que ele não conhece a cultura portuense. O Porto é uma cidade que se sente injustiçada e reclama por tudo e por nada. Se na rua X um cego estiver a tocar no Acordeón a música “cheira a Lisboa” é o suficiente para que o tripeiro resmungue e vá chatear o cego para mudar de música e toque “cheira a Porto” que não existe.
Daqui se infere, que a população do Porto não aceita ser secundarizada, mas também é verdade que não faz nada para acabar com essas chamadas injustiças. Por tudo e por nada a cidade diz sentir-se vítima perante tal estado de coisas.. Esta choradeira que vem desde a construção em 1865 do Palácio de Cristal, agudizou-se na 1ª República e chegou até hoje
Ainda há pouco tempo, o Primeiro Ministro esteve por aqui, numa reunião no Palácio da Bolsa a prometer fundos comunitários pedindo aos empresários que mostrassem o que valiam. E aconteceu que foi visível (parece-me) a ausência do Engº Ludgero Marques da AIP, ou seja o patrão dos empresários. Era assunto para empresários e o "BOSS" não estava pprsente. É perceptível isto.
Devemos acrescentar a isto, senhor Pedro Emanuel que há no Porto cidade, algumas dezenas de investigadores do melhor que há no Mundo, mas que não se disponibilizam para aparecer e defender os interesses da cidade. A excepção é ANTÓNIO MANUEL PINA

Dois exemplos o Dr. António Coutinho, investigador da Gulbenkian é hoje em dia um dos melhores 250 investigadores do Mundo na sua área dos últimos 20 anos . O médico Manuel Pais Clemente foi seleccionado pelo Instituto Biográfico Americano (ABI) para integrar o livro «Great Minds of the 21st Century», sendo o único português que integra uma secção especial dedicada às mentes mais brilhantes (Greatest Minds) deste século. Quem é que na cidade do Porto sabe disto?

Aqui sim, o senhor tinha razão para se insurgir. E nesta matéria qual o seu contributo para elevar bem alto o valor dos cientistas do PORTO?

O que o senhor Pedro Emanuel pretende ver reconhecido, não tem nenhuma razão de ser, porquanto o FCPorto não pode ser analisado apenas pelo futebol praticado pela equipa principal mas sim pelo seu todo.

Coloco-lhe a seguinte questão: o senhor acha que se pode reconhecer como ganhador um clube onde algumas vitórias estão contidas num processo, que parece-me, estão em curso de análise nos tribunais?

E a eleição do presidente em lista única parce que há vinte e cinco anos não o incomoda?
Mas que reconhecimento é possível dar?... o quê e a quem. Não estou de acordo.

João Brito Sousa

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