quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A POLÍTICA AMERICANA


CRISE DE MERCADOS E RISCO DE RECESSÃO NOS EUA

Pré-candidatos democratas criticam medidas de Bush; republicanos propõem ampliação no corte de impostos

Patrícia Campos Mello, WASHINGTON

A crise econômica e a turbulência dos mercados transformaram-se no tema central da campanha presidencial americana, na medida em que aumenta a probabilidade de o próximo presidente dos Estados Unidos herdar um país em recessão.

Os democratas criticam o pacote de estímulo à economia proposto pelo presidente George W. Bush e o corte de juros emergencial anunciado ontem, e pedem acções mais vigorosas para evitar a recessão. Já os republicanos mantêm sua posição de menor intervenção do governo na economia, e pregam mais cortes de impostos. “Pelo segundo dia seguido, bolsas de valores de todo o mundo inteiro estão despencando porque os países temem que os EUA não farão o suficiente para evitar uma recessão”, disse o senador Barack Obama, pré-candidato do Partido Democrata.

“Esperamos que o corte de juros anunciado nesta manhã restabeleça parte da confiança e diminua o estrago, mas o medo ainda existe.” A senadora democrata Hillary Clinton, que vem se apresentando como a mais preparada para lidar com uma desaceleração econômica, afirmou que o mundo está passando por uma “crise global” e pediu mais medidas para o mercado imobiliário. “Ainda não ouvi nenhuma medida significativa que será adoptada pela Casa Branca para lidar com a crise das hipotecas”, disse Hillary.

“Precisamos de um pacote que seja uma combinação de estímulo fiscal, regulamentação do mercado imobiliário e restituição de impostos.”Os candidatos democratas querem que o pacote de restituições de impostos de Bush passe a incluir uma parcela maior da população de baixa renda.

E eles pregam também uma expansão nos benefícios para desempregados. Já os republicanos tentam se mostrar menos pessimistas em relação à economia e apresentam propostas menos radicais. O senador John McCain, líder da disputa republicana, continua apostando nos cortes de impostos como forma de estimular a economia, em vez de injecção de recursos. “Os problemas do mercado financeiro aumentam a urgência de cortarmos impostos e adoptarmos medidas que incentivam o crescimento; o papel do Fed (banco central americano) é garantir que tenhamos um mercado financeiro eficiente, que estimule a economia, e eu acredito que os cortes de juros de hoje vão ajudar a atingir este objectivo”, disse Mc Cain. Menos pessimista que os democratas, McCain acredita que a economia dos EUA é muito “resistente” e, com ajuda de um bom líder, vai superar as turbulências financeiras. O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani afirmou que o governo precisa agora adoptar medidas fiscais para acompanharem a nova política monetária do Fed.

“Reduzir gastos, encontrar possíveis reduções de impostos e eliminar regulamentações que estão prejudicando a competitividade dos EUA” são algumas das medidas propostas por Giuliani. Mitt Romney pediu medidas “agressivas”, embora tenha elogiado o corte de juros do Fed. Nas últimas semanas, a maioria dos candidatos apresentou pacotes para reactivar a economia . Entre os republicanos, McCain é o mais céptico em relação a pacotes de incentivo fiscal. “Controlar gastos é o primeiro passo, depois tornaremos os cortes de impostos permanentes.” FRASESSenadora Hillary Clintonpré-candidata democrata“Precisamos de um pacote que seja uma combinação de estímulo fiscal, regulamentação do mercado imobiliário e restituição de impostos”Senador John McCainpré-candidato republicano“Os problemas do mercado financeiro aumentam a urgência de cortarmos impostos ”

O MEU COMENTÁRIO

O problema é igual em todo o mundo e terá de ser resolvido da mesma maneira em todo o mundo, passando pela criação de emprego e ao pagamento de salários compatíveis com as necessidades.

A economia americana é um grande barco mas é competente e dispõe de técnicos com competência suficiente para evitar a restituição de impostos. È sabido que o mercado imobiliário é fundamental na manutenção de uma sã economia.

Agora o novo Presidente tem um grande problema para resolver.É que a população americana está endividada e o circuito financeiro parou o que está a conduzir a economia para uma recessão.

João BRITO SOUSA

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