sábado, 5 de janeiro de 2008

POESIA

(a minha Terra)

FINS DE SEMANA MUITO IGUAIS

Meus fins-de-semana são muito iguais
Inundados de bolsas de um oxigénio impuro
Respiro-o com terrível dificuldade
Minhas ideias adoecem
Sinto-me entre a multidão
Mas sempre apertado pela solidão
Finjo que sonho
Tento despistar minha melancolia
Mas por vezes nem suponho
Porque de mim se esconde a alegria…
Sorrio às pessoasAceito o que me oferecem:
Afecto rígido e protocolar…
Desvio os silvados do meu caminho
Abraço-me às amoras maduras e boas
Esforço-me por aprender a relativizar
quando encontro falta de verdade
De meu coração faço ninho
Tento ver conforto onde tudo é duro…
Apenas sou mais um entre marginais!....

Roberto Afonso


QUERO QUE....

O POETA ROBERTO AFONSO se erga e diga....
“Sou eu o maior poeta da minha geração!...”
Porque é uma possibilidade e talvez ele consiga
Convencer-se que a sua poesia entra no coração,

De toda a gente... no próprio, no meu e no de todos
Porque o poeta autêntico é nosso e a nós pertence
E ROBERTO AFONSO... tu, que tens energia a rodos
Crê que não és um perdedor mas homem que vence.

ROBERTO... vem daí comigo e vamos a casa do Esteves
Vamos lá matar o porco e voltaremos mais vezes
E se for preciso.. bebamos... sempre... mais e mais...

Não tem mal nenhum isso... às vezes é indispensável
Deixemos de lado essa mania de ser bonito e agradável
E manda tudo à merda para ver se dessa estadia sais...

João Brito Sousa

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