
POR AMOR
D. Inês de Castro foi assassinada faz hoje 653 anos. Interesses e intrigas levaram a tal desfecho. Acredito num amor do tipo até à morte, como foi o do Príncipe D. Pedro por ela. Há muitas versões sobre este amor de Pedro e Inês. A que eu li, era de um autor espanhol que, do ponto de vista literário, me pareceu meritório. O Príncipe vinha de uma caçada e cruzou-se com a futura rainha e respectiva aia, que vinham de Espanha. em comitiva. E ficou com qualquer coisa especial dentro de si. Diz quem escreveu que era AMOR.
E pode ser que sim. Eu acredito nesse tipo de amor, chamado de à primeira vista, mas não sei se será esse o mais nobre de todos. Parece que quero dizer que há vários tipos de AMOR. Nada disso, até porque não sendo eu um especialista na matéria não poderei alargar-me muito neste domínio.
Todavia, uma coisa me chamou a atenção É que, quando li Raul Brandão, um autor que considero extraordinário e que recomendo, sobretudo pelas interrogações que coloca e que nos leva a pensar e isto, sim, do meu ponto de vista é que é o escritor (e esta vai para o Álvaro Magalhães), porque nos questiona e nos torna mais sensível às coisas, o Raul disse, em relação à esposa que... “foi ela quem lhe ensinou o que era o AMOR”....
Ora aqui estão dois conceitos diferentes de AMOR. Um deles, mais virado para o aspecto da satisfação biológica pessoal, para não dizer outra coisa.. O outro, que não terá necessariamente essa componente, poderá ter ou não, mas se tiver, deverá ser uma consequência do entusiasmo,
No AMOR do Raul, tudo é encanto e mordomia, sorrisos e ás vezes lágrimas, palavras bonitas e encantamento. O outro é mais bruto e selvagem. Mas pode ser AMOR ... analisado pelo ângulo da entrega.
O Amor de Pedro e Inês parece que possuía uma mistura dos dois tipos que aqui cito.
Será assim Prof. Doutor Júlio Machado Vaz?
Será assim Prof. Doutor Júlio Machado Vaz?
João Brito Sousa
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