sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

COMENTÁRIO TRANSFORMADO EM POST


O TRATADO DE LISBOA
por ARNALDO SILVA

Referendá-lo?Porquê?! Para quê?!

Eu estou de acordo aqui com o amigo Brito quando ele diz que "a política tem os dias contados! "E

até estou de acordo, por via da concordância supra citada, com o autor do artigo quando refere:

"Acabem-se as eleições e os partidos. Fazemos um concurso público para governar o Pais e ganha o consórcio que apresentar a solução mais barata."Teríamos assim gestores muito mais responsáveis e responsabilizáveis. Responsabilizáveis e imputáveis judicialmente sempre e quando houvesse desvios dos propósitos anunciados aquando da sua candidatura.

Não bastaria ir à AR, deixar ditas umas tretas sobre os porquês dos desvios da inflacção ou do défice ou de qualquer outro incumprimento eleitoralista e regressar ao convívio dos amigos com o espírito e a arrogância de que "o debate de hoje foi vencido", "destrocei os argumentos da oposição!".

Civil e judicialmente condenáveis pelos erros cometidos; não apenas politicamente condenáveis, nas urnas das eleições seguintes ao terem deixado o país de tanga! Gostaria de ver! Votaria nesse sistema!

Não votaria num referendo ao Tratado de Lisboa! Simplesmente porque não o conheço! E, ainda mais, porque não o quero conhecer! E ainda porque não voto por simpatia partidária mas, em consciência, naquilo que compreendo e julgo conhecer. Por esta mesma razão, defendo que algo como o Tratado de Lisboa não deve ser sujeito a referendo porquanto não é matéria que a generalidade dos portugueses votantes conheça e compreenda com capacidade suficiente para ajuizar dos seus interesses ou desvantagens para o País.

Dou razão ao autor do artigo quando opina que as 230 "cabecinhas pensadoras - e, presume-se!, naturalmente conhecedoras - que os portugueses colocaram lá na AR, em sua representação, com dever de procuração para bem decidirem por eles, têm todo o direito a tomar a decisão de votar a favor ou contra o tal Tratado.Referendá-lo, porquê?!

Deixámos de acreditar nas "cabecinhas pensadoras"?!

Referendá-lo, para quê?!

Para consumir mais uns largos milhares de Euros a este empobrecido país, receber os votos cegos dos seguidores partidários e deixar que uma faixa dos "partidáriamente não comprometidos" decida para que lado caia o resultado do referendo?!Não! Penso que o estar na Europa exige mais do que uma leviandade dessas.

Disse!

Arnaldo silva/Felizmente reformado

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