quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

O PORTO É UMA NAÇÃO

(chafariz)

O PORTO é uma Nação,

dizia-me o meu compadre e advogado, o Dr. Henrique Silva. . Eu, retorquia.. mas ouça lá, agora têm lá no Porto essa coisa do ”APITO DOURADO” ou lá o que é.. como é que reage a isso, o quê ...essa coisa da fruta, dizia-me ele, sim, disse eu, isso não dá nada, vai ver, o Presidente resolve tudo, ele tem-se safo sempre bem e gora não vai deixar de ser assim..

É o novo Porto e a nova mentalidade portuense. No passado, o PORTO tinha a sua .glória e o seu orgulho, porque tinha no seu alfobre feitos de grande significado. A cidade do Porto é um dos destinos turísticos mais antigos da Europa e um destino de eleição de muitos turistas e visitantes. A riqueza do seu património monumental e artístico, as caves do Vinho do Porto, os vastos espaços dedicados ao lazer e a vida cultural, são apenas alguns dos motivos que convidam a visitar o Porto. Pela sua autenticidade o PORTO exige respeito. Mas respeitar a cidade é tratar a cidade com profunda deferência. Sentir orgulho nela.

É esta a sua breve história:

“A área ocupada hoje pelo Porto foi cenário da vida humana desde o Paleolítico superior. Não existe ainda consenso onde surgiu o núcleo da antiga cidade inserindo-se aqui o problema da discussão de Cale e Portucale. Cale (Calem) aparece no Itinerário de Antonino ( séc. II. d.C. ). Para Sousa Machado, Cale será apenas o ponto de passagem entre as duas margens do Douro e terá o sentido de abrigo, isto é, de Porto.

A Cale os romanos juntaram portus ( Portuscale, Portucale), segundo o mesmo autor, Cale, como povoação arcaica pré-romana não terá existido. Mendes Correia, situa Cale no morro do Corpo da Guarda, na área mais tarde designada Cividade, como local de povoamento pré romano que precede o Porto. Perto, o morro de Pena Ventosa, onde se levanta a Sé, teria segundo este autor, igualmente uma ascendência pré-romana. Portucale ficaria ainda junto do Douro na zona ribeirinha. Existindo ainda outras opiniões, parece ser consenso admitir a importância do morro de Pena Ventosa na origem da cidade no período pré-romano, na romanização e posteriormente, ( tese mais tradicional ). Imensas descobertas arqueológicas permitem atribuir relevo especial ao morro de Pena Ventosa.

Aí, certamente o lugar da antiga Cale e, por isso, a origem do Porto. A confirmar estará a origem da própria palavra, à qual têm sido atribuídos muitos sentidos, mas que no seu étimo ( Cal, Kal ) significa pedra, rocha, lugar elevado e rochoso, Portuscale ( do nome romano Portus + Cale), Portucale era de principio o Porto de Cale, que ficava naturalmente, junto do Douro , na foz do rio de Vila. Alguns séculos mais tarde, ( documentalmente desde o 1º quartel do séc. XII, mas na prática já antes ) a cidade passou a designar-se por Portus, Porto com o 1º elemento do nome, caindo a parte final.

De verdade histórica indiscutível, é a existência de dois muros defensivos no Porto, ambos medievais: A muralha dita sueva ( cerca velha ) e a muralha fernandina ( cerca nova ), das quais existem ainda hoje vestígios. Situam-se nos mais recuados séculos da idade média a época em que se ergueu a primeira muralha em volta da cidade no modesto povoado castrense no alto do morro da Pena Ventosa. Atribui-se aos Reis Suevos, a construção dessa primitiva cerca e terá sido sobre os alicerces dessa fortificação sueva , arrasada pelo chefe mouro Almançor em 825 , que o Gascão Moninho Viegas, ( trisavô de Egas Moniz ), ajudado pelos cristãos, no tempo da Reconquista, mandaria reconstruir os muros do burgo . Na acção da reconquista do território aos mouros, conhecida como Presúria do Porto, ( no ano de 868 ), foi importante o papel do Conde de Vimara Peres, considerado pelos historiadores o " restaurador da cidade de Portucale e fundador da terra portucalense", recordado desde 1968, na estátua equestre erguida junto á catedral portucalense.

Designada também "Castelo do Porto" em muitos documentos antigos, a cerca velha, data pois, da Alta Idade Média e existia ainda em 1120, aquando da doação do Burgo Portucalense ao Bispo D. Hugo. De facto, no documento de doação de D. Teresa, referem-se territórios "extra muros", que integravam, para além do Castelo propriamente dito, o couto doado ao primeiro bispo da diocese definitivamente restaurada.

Esta cerca primitiva, erguia-se no morro da Pena Ventosa, á volta da Sé e de algumas construções que formavam o núcleo do primeiro burgo portucalense.
No tempo de D. Afonso Henriques foi o Bispo D. Pedro Pitões que recebeu junto á Sé os cruzados nórdicos que , em 1147, entraram na barra do Douro, convencendo-os a auxiliarem o Rei Português na conquista de Lisboa.
(breve história do Porto retirada da net)

Texto de
João Brito Sousa

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