quarta-feira, 12 de setembro de 2007

HAVERÁ HERÓIS NA GUERRA?...


GUERRA E... HERÓIS DE GUERRA...

Acerca do meu post “POESIA NA GUERRA DA GUINÉ”, aqui colocado no passado dia 8 Setembro, o Adolfo Pinto Contreiras, comentou o meu post, nos seguintes termos:

JOÃO,
Exactamente pelos motivos que agora evocas também eu considerei(está preto no branco no meu livro de 2003,"O Esquadrão 149, A Guerra e os Dias)os meus camaradas de guerra como heróis.Foi contra esse ponto de vista que opinaste e de tal modo que pensei que tinhas um pensamento estruturado contra a guerra tal como um pacifista ou religioso fundamentalista(quero dizer com fundamento filosófico).


Era respeitável.Mas no teu comentário de Maio tudo o menos que fizeste foi passar a mão pelo pelo da palavra herói, pelo contrário cortáste-lhe a cabeça, braços e pernas duma penada.Os teus heróis,tal como os meus,provém duma actitude de guerra, contudo ns altura tanbém disseste:-"O orgulho perante uma situação de guerra não é muito normal,porquanto a actitude guerreira não colhe no sentido humano da vida.


"Por fim rematas com:-"A guerra não é um produto da minha paixão.Sou contra.Sou mais pela solidariedade."-Todos somos contra a guerra e pela solidariedade o problema é que também somos todos mais solidários com uns do que com outros.Um abraço do Adolfo


A MINHA RESPOSTA FOI:


Para responder cabalmente ao teu comentário sobre o meu post “A POESIA DA GUERRA NA GUINÉ”, dividi-o em sete pontos.

O que se passa aqui, no fundo, é saber se “UM HOMEM MOBILIZADO PARA A GUERRA E MATA ... PODERÁ SER TIDO COMO UM HERÓI?....

Teremos que começar por dizer que, este militar, no cenário em discussão, se não matar pode morrer. . Portanto o militar em questão tem de matar para sobreviver. No fundo ele não vai à guerra para matar... vai para vencer uma guerra e isso só se consegue matando.

Assim sendo, o acto de matar não é deliberado nem cruel. É uma atitude de defesa o que a torna como normal.

O herói vem de seguida se as em que aluta se desenrolou são abissalmente diferenciadas. Condições. Isso acontece na guerrilha, uma guerra surpresa com muitos qui pró quos...

Passemos à análise, ponto por ponto.


1) Exactamente pelos motivos que agora evocas também eu considerei(está preto no branco no meu livro de 2003,"O Esquadrão 149, A Guerra e os Dias)os meus camaradas de guerra como heróis.

Resposta - Concordo.

2) Foi contra esse ponto de vista que opinaste e de tal modo que pensei que tinhas um pensamento estruturado contra a guerra tal como um pacifista ou religioso fundamentalista(quero dizer com fundamento filosófico).Era respeitável.


Resposta: Se opinei contra, foi no sentido pacifista do termo, como dizes, porque entendo que a guerra não deveria ter lugar e, consequentemente os heróis também não. Mas a guerra existe; logo há a possibilidade de haver heróis.

3) Mas no teu comentário de Maio tudo o menos que fizeste foi passar a mão pelo pelo da palavra herói, pelo contrário cortáste-lhe a cabeça, braços e pernas duma penada.


Resposta: Aceito mas peço-te e aceites isso na óptica de que o óptimo era não haver guerras ...


4) Os teus heróis, tal como os meus, provém duma atitude de guerra..

Resposta: Sim

5) contudo na altura também disseste:- "O orgulho perante uma situação de guerra não é muito normal, porquanto a atitude guerreira não colhe no sentido humano da vida."


Resposta: Eu quis dizer que tenho dificuldade em considerar-me orgulhoso por vencer uma guerra, se bem que a malta de La Lys se tivesse sentido orgulhosa disso. Eu penso que teria dificuldades... mas aceito...


6) Por fim rematas com:- "A guerra não é um produto da minha paixão. Sou contra. Sou mais pela solidariedade."-


Resposta: MANTENHO

7) Todos somos contra a guerra e pela solidariedade o problema é que também somos todos mais solidários com uns do que com outros.

Resposta: Correctíssimo.


Gostei dos teus argumentos. Aceita um abraço do

João Brito Sousa

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