sexta-feira, 31 de agosto de 2007

POESIA


PORTO, 2007.08.30

A HABITAÇÃO DELE...

Em frente à casa onde vivo, há... em terra batida,
Um largo.... onde “residem” automóveis ali deixados
Pelos proprietários que ali os abandonaram na ida
Utilizando-os no regresso a casa por já cansados.

Mas todos estes que se deslocam e deixam o carro aí
Têm a sua habitação própria para onde vão agora.!...
Mas no Largo há uma viatura que está sempre por ali
E serve de residência a um trabalhador que lá mora

Uns têm tudo e outros ... mas isto funciona assim
E a sociedade nada faz quer a coisa seja boa ou ruim
Cada um que se desenrasque e deixe tudo até a pele..

E se desse trabalho não se vir o resultado esperado
Só temos um caminho a seguir é trabalhar dobrado
Como faz o trabalhador do carro que habita nele..

João Brito Sousa

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