quinta-feira, 16 de agosto de 2007

DA IMPRENSA


JN/PORTO

"Governo é o campeão das desigualdades"
Jerónimo de Sousa considera Portugal "o triste campeão das desigualdades sociais". Ontem, num piquenique-convívio do PCP em Monte Gordo, Vila Real de Santo António, o líder comunista traçou um panorama negro da situação no país, a tal ponto que que "não é coisa de que este Governo se possa gabar".


O líder do PCP criticou outros "tristes recordes" do país, como o nível do desemprego, a precariedade do trabalho, o "ataque" aos salários e o aumento "inaceitável" do custo dos bens e serviços essenciais.


"O Governo promete convergir em 2009. É sempre lá mais para a frente, sempre para um dia que nunca mais chega", afirmou.No seu discurso perante os mais de 200 apoiantes que participaram no encontro na mata de Monte Gordo, o dirigente comunista acusou o Governo de José Sócrates de seguir uma "política de direita".Jerónimo de Sousa apontou o dedo à "ofensiva diversificada e profunda do PS" em diversos sectores, como a educação, a saúde, a segurança social e os direitos dos trabalhadores, nomeadamente com a flexigurança.


"Não pode ser de esquerda um Governo que combate e reprime quem luta e exerce os direitos constitucionais consagrados", defendeu. A política seguida pelo executivo de Sócrates, sustentou Jerónimo de Sousa, cria uma "contradição insanável" no seio do PSD. "O PSD não pode fazer oposição a uma política que seguiria se estivesse no Governo.


No que é estruturante, o PSD com ou sem Marques Mendes tem um problema não é capaz de ser alternativa porque o PS é o melhor instrumento do capital para levar por diante a política de direita, de regressão e de injustiça", sublinhou. Jerónimo de Sousa criticou também o ministro das Finanças pelos resultados do crescimento de 1,6% da economia portuguesa no segundo trimestre do ano.


"O ministro das Finanças ficou ontem (terça-feira) contente com a subida lenta, lenta da nossa economia, que comparou a um balão. Não conhecem a expressão 'ó patego, olha o balão', ficamos a olhar para o balão que nunca mais sobe", disse Jerónimo de Sousa, acrescentrando que o PCP "reforça a sua argumentação e alarga o seu recrutamento", com a entrada de 4.500 novos militantes, dos quais mais de um terço com menos de 30 anos.

O MEU COMENTÁRIO

Totalmente de acordo com Jerónimo de Sousa

João Brito Sousa

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