sábado, 3 de maio de 2008

NA LOJA DO MESTRE VIEGAS

JOGO INTERNACIONAL CONTRA A MALTA DE PADERNE
Foi a geração a seguir à minha, a rapaziada que tem hoje 60 anos que aguentou o barco e também ia `a loja do Mestre Viegas.

São desse tempo o Rogério Matinhos, um grande jogador de futebol do SCPatacão, camisa 10, jogador pensador, irmão dos gémeos Custódio e o outro, que foram para França e eram netos do Tio Matinhos, sapateiro com oficina a seguir ao Mestre Serafim, barbeiro e vendedor de sementes de cenouras e hortaliças e coisas assim.

A loja do Mestre Matinhos era onde hoje é a loja do Jorge Albricoque.

Este Rogério era muito habilidoso para tudo e a jogar a bola tinha um pé esquerdo maravilha e também ia à do Mestre Viegas.

Deste tempo é também o Fernando Estanco, bom jogador de futebol a segundo ponta de lança, era também o Alfredo Lili ou o Di Stefano, médio ala e taxista, o Etelvino Cristina irmão do Tomé, o Agostinho Marques, irmão do Zé, talvez o Filipe do Zé da Cova, talvez o Rogério irmão do Victor Coimbra e o capitão da equipa, o defesa direito João Patuleia.

Todos estes jovens e jogadores do clube da terra iam à Loja do Mestre Viegas.. E jogavam aos bonecos.

Um dia houve um jogo internacional na Loja . Contactaram o Marinho Guerreirão para árbitro e obrigaram-no a ir treinar ao mato do Gregório, depois da venda do leite.

A equipa, primeiramente era constituída por Di Stefano e Matinhos. O Hermínio Correia veio e anulou a convocatória, com o argumento, que o Di Stefano e o Matinhos tinham pouco peso. Fez-se nova convocatória, apareceu o Joaquim João que disse, vamos jogar em profundidade e, como dizia o Cabrita do Olhanense, vamos a eles como tarzões, portanto, quem vai jogar é o João Patuleia e o Agostinho Marques.

E deu a táctica.

Agostinho, dominas a bola atrás e depois alongas para a ponta que o João manda para o meio e faz golo.
Vieram os homens.

A equipa era de Paderne, calmeirões a sério. Equipavam à Louletano e traziam as bolas.

O Marinho apalpou-as e disse ok.

O Patacão equipava à Sporting.

Havia uma TAÇA de cinquenta escudos em jogo. Era à melhor de cinco.

Às tantas estavam 4 a 4. Fomos para o jogo decisivo. Nove bolas para jogar. Havia vinte minutos de jogo e havia quatro a quatro. Faltava uma bola. Havia nervos. O Agostinho apanha uma bola cá atrás na defesa, segura-a com o calcanhar, limpa o suor, olha para a baliza contrária, mede a distância e remata.

È golo e o Marinho acaba o jogo. O MESTRE VIEGAS aplaude e abraça os dois jogadores.

O Zé dos Santos fartou-se de rir nesse dia.

JOÃO

Sem comentários:

Publicar um comentário