quinta-feira, 29 de maio de 2008

É ASSIM NO PORTO


PORTO, 2008.05.29

OPINIÃO
A MINHA QUESTÃO É:

Em “VENHAM MAIS VOZES”, de 21. Maio p.p. o articulista e senhor arquitecto Gomes Fernandes, diz:

“Ou seja, veio colocar-se ao lado do presidente da Câmara, adversário político mas presidente eleito pela maioria dos portuenses, numa questão essencial, que é lembrar ao Governo a pouca atenção que tem dado ao Porto. Acertada postura que só peca por escassa e tardia, mas que é um sinal de que há questões em que o interesse da cidade e da região se deve colocar acima das divergências partidárias. Seria bom que houvesse um mais alargado entendimento na exigência de atenção política para o Porto por parte da Administração Central, quer dizer do Governo, e que PSD e PS, pelo menos, olhassem a cidade com vistas largas e horizontes amplos e consertassem projectos estruturantes e a prazo, independentemente das alternativas no exercício do poder.”

E o assunto ficou assim, parado na prateleira. E agora volta em 28 de Maio a denunciar só e só. Não actua.... no Porto lamuria-se continuadamente e isto já vem desde 1865, passou por Garrett e Ramalho, que disse:

“O portuense não gosta de Lisboa. Não gosta da polícia. Não gosta da autoridade. Da autoridade vinga-se, desprezando-a. Da Polícia vinga-se, resistindo-lhe. De Lisboa vinga-se, recebendo os lisboetas com a mais amável hospitalidade e com a mais obsequiada bizarria”....
Ora, se este modelo de denúncia não resolve nada, ter-se-à que encontrar outro modelo de actuação. Ou não será?
É que, em, 28.05.2008, no ponto 2) a seguir, vêm mais lamúrias e tentar resolver, nada...
Vejamos, então...

2 )REGIONALISMO E REGIONALIZAÇÕES,
texto de 2008.5.28, o fado, seja a lamúria continua e actuar nada .. parece interessar a lamúria.

Vejamos o que se diz a páginas tantas no texto citado acima no ponto 2)

“É preciso que este tema seja mais discutido e que os Partidos do "arco do poder", PS e PSD, sejam confrontados pela sociedade civil com o problema grave que temos,

a fragilização progressiva do Porto e do Norte em relação à Galiza. Qualquer dia não seremos cabeça dessa eventual Euro-Região, mas só um apêndice com reduzido poder de influência.
Já acontece isso bastante no nosso posicionamento interno, em que o Porto e o Norte têm cada vez menos influência e "as vozes" que daqui se levantam já não provocam "pneumonias em Lisboa". Só falta agora que elas qualquer dia já não sejam ouvidas em Santiago.
E acreditem, caros leitores, já estivemos bem mais longe disto, do que hoje! “

Em termos de comentário, o Porto parece estar mais perto da lamúria do que outra coisa. Só denunciar não chega.
Ou não será assim?

Texto de
João Brito Sousa

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