sexta-feira, 21 de março de 2008

O TIGRÓ

ERA O NOME DO CÃO,

que o meu padrasto tinha lá em casa aí nos nos 63 em diante. O cão era um animal muito inteligente e valente para defender o património da casa. Defendia-a bem. Uma vez, parece que foi lá o homem da luz fazer uma contagem qualquer e, não medindo bem as distâncias, o Tigrô deu-lhe.

Não me lembro de haver muitos cães de guarda lá na nossa casa na horta. Mas o cão é o meu animal preferido São animais fiéis ao seu dono e nessa matéria a fidelidade é sagrada.

Uma vez, já trabalhava em Almada, vim de férias, creio que pelo Natal e não tendo chave, tive que entrar pelas traseiras e passar perto do animal. E o cão quase que me cumprimentou apesar de ter pouco contacto comigo..

O meu sogro é que era muito amigo de cães e já agora, das pessoas também. Era espectacular observar o carinho que o meu sogro dedicava aos animais. Um cão houve que lá tinha em casa que, à chegada do trabalho lhe confiava a chave do camião, a ferramenta de trabalho que utilizava e o cão lá ia colocar a chave no cesto, todo radiante.

E ainda houve a Luar, uma cadela corpulenta que a minha mulher possuiu em tempos idos..

Como disse Victor Hugo;: “quanto melhor conheço os homens mais gosto dos cães.”

João Brito Sousa

O NOSSO PAÍS NO TEMPO DOS BRANDÕES

(museu dos BRANDÕES)

O NOSSO EXÉRCITO,
Estava cheio de oficiais ingleses, aqui colocados e impostos por Sir William Carr Beresford, delegado do governo de Inglaterra, que pretendia transformar Portugal num protectorado, como no Egipto, e que arrancava ao erário público todo o dinheiro da nação empobrecida e em extremo estado de miséria, resultando daqui que começou a nascer uma ideia de reacção a este estado de coisas, pois ainda não se tinha perdido o brio nacional.

O espírito de independência estava bem vivo no nosso País, que, acompanhado de perto pelos ideais da liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa de 1789 (que tinham percorrido toda a Europa) encontrara um bom acolhimento em Portugal, mais a Constituição espanhola de 1808 e mais tarde de 1817, fez nascer em Portugal a suprema aspiração de um regime livre, que tivesse por base uma lei fundamental e sacudisse de vez o jugo estrangeiro que nos perdia e humilhava ao extremo e à vista de todo o Mundo.

Em favor destas ideias e correndo a par e passo com elas, estavam as tais sociedades secretas, que se iam formando em diferentes pontos do País e onde os franco-maçons ou pedreiros livres, como vulgarmente se designavam, se esforçavam por dar uma direcção aos protestos contra o Lord Protector e contra os Ingleses egoístas e absorventes.

A primeira associação foi denominada «Supremo Conselho Regenerador de Portugal, Brazil e Algarves» que não tardou a ser descoberta e severamente punida pelo despotismo dominante.

Onze dos seus membros subiram ao patíbulo no Campo de Santana e o General Gomes Freire de Andrade sofreu morte ignominosa, sendo enforcado na esplanada da torre de S. Julião da Barra, porque houve medo de o mandar fuzilar pelas tropas, com receio de que estas se indisciplinassem.

Rodrigo da Fonseca Magalhães salvou-se, disfarçado em aguadeiro, para o que muito lhe valeu saber falar bem o dialecto galego.

Foi um desastre esta primeira tentativa do País se livrar do domínio inglês.

Mas apesar disso, não tardou muito que, na cidade do Porto, se formasse outra associação secreta com o mesmo fim e de que faziam parte, Manoel Fernandes Tomás, José Ferreira Borges, José da Silva Carvalho, Ferreira Viana e Duarte Leça, que agregaram muitos outros associados e todas as classes, entre os quais se conta o Dr. Roque Ribeiro Abranches Castelo Branco, mais tarde Visconde de Midões.

Esta associação, cerca de dois anos mais tarde, fez a revolução liberal de 24 de Agosto de 1820, de cujo movimento saiu a Constituição Política de 1822, que João VI jurou e mandou cumprir..

Texto de
João Brito Sousa

quinta-feira, 20 de março de 2008

DA IMPRENSA /JN PORTO


O CANTINHO DO PINA


Uma questãofracturante

Por outras, palavras,

Manuel, António, Pina

Foi precisa uma questão fracturante (ou, mais rigorosamente, perfurante) como a dos "piercings" para cair por terra a "teoria do eucalipto", segundo a qual Sócrates teria secado tudo à sua volta quanto à possibilidade de debate ideológico no PS.

Se em questões menores como a educação, a saúde ou a justiça, o pensamento (chamemos-lhe assim) parlamentar do PS, com uma ou outra fífia, invariavelmente marcha em ordem unida, já a proibição de "piercings" na língua e tatuagens nas partes pudendas teve o condão de provocar um verdadeiro sobressalto ideológico no partido, com a JS a reclamar o direito à tatuagem dos maiores de 16 anos e o próprio primeiro-ministro a intervir lembrando que, "em matéria de costumes, o Estado deve meter-se o menos possível".

Três dias depois da sua apresentação na AR, o projecto de lei já foi alterado (ou os seus subscritores já "admitiram" alterá-lo) três vezes, tudo indicando que, pelo menos em matéria de "piercings", haverá amplo consenso nacional e não será necessário fazer-se um referendo.

Os "piercings" de vão de escada terão os dias contados, as tatuagens serão feitas em locais e por pessoal devidamente credenciado e depois de pré- -aconselhamento, e os adolescentes portugueses não terão que ir a Badajoz para se esburacaR.


Publicação de

João Brito Sousa

AS HORTAS DA MINHA TERRA


A HORTA DO TI XICO QUINTAS.


Quem vai do PATACÃO para MAR E GUERRA, à direita, em frente à horta do António Mascarenhas ou do Joaquim Madeira, fica a horta do Ti Xico Quintas.

Semeava - se aí de tudo. Milho para possivelmente ser mais tarde vendido no grémio da Lavoura e que servia também de alimento e engorda do porco que ia abaixo no Natal, para as galinhas e para moer na mó de casa, de cuja farinha se fazia o xarém ou papas de milho

O xarém era servido com sardinhas amarelas ou estibadas, compradas na venda do Zé Manelinho. Também se servia o xarém com conquilhas, que o Dionísio Lobacota ia comprar à praça de Faro e depois vinha vender ao campo..

O Ti Xico Quintas era um velhote amoroso e muito meu amigo. Dava-me conselhos. Era um homem de respeito. E conhecia bem a minha família toda. Ainda me lembro de o ver no funeral do meu avô. Muito bem vestido, imponente, quase diria, lá estava ele. Velho seco e enxuto.

Vivia do rendimento da horta que amanhava com o auxílio dos filhos, o Zé e o Agostinho. A Maria José ou a Zézinha, como a mãe lhe chamava, andava a aprender costura no atelier da minha tia Silvina.

As hortas morreram todas porque as pessoas emigraram à procura de melhores condições de vida. O Zé foi para a Austrália e já regressou à Terra, creio que ainda trabalha num Hotel em Albufeira e o Agostinho emigrou para os Estados Unidos da América do Norte. A Zezinha esteve na Austrália e também já regressou.. Está tudo bem.

Da primeira vez que o Zé Quintas veio cá da Austrália, o meu padrasto foi com ele e mais uns amigos dar uma passeata até Quarteira e tal, aí para essas zonas. A minha ligação ao Zé, foi quando ele veio cá uma vez e comprou um Simca Aronde e demos por aí umas voltas

O Agostinho continua nos Estados Unidos e a Zezinha reside nos Braciais..

E a horta lá esta.

João Brito Sousa

quarta-feira, 19 de março de 2008

OPINIÃO


SAIU-ME O TIRO PELA CULATRA.

Levantei-me às sete e tal da manhã de hoje, para vir até ao meu local de trabalho falar sobre a crónica de MST no jornal “A BOLA” de ontem.

Já tinha engendrado o plano, que passava por atacar o MST pela sua não referência à cacetada do central Bruno Alves no jogador do Leixões Jorge Gonçalves, mas li no jornal RECORD de hoje, que afinal o citado Bruno não foi elegível como um dos castigados.

Nem me pergunto porquê. Por um lado eu não vi o lance, portanto não tenho opinião, li apenas no jornal que tinha sido grosseiro. O Cruz dos Santos na Bola é que escreveu sobre isso, portanto, espero agora que ele se interrogue.

Por outro lado, não vale a pena especular. É um jogador do FCPorto e no FCPorto não se trabalha em cima do joelho, disse hoje o Presidente.

Portanto, terei que tentar remendar o meu plano. Felizmente que MST nos dá sempre a possibilidade de estarmos contra.. Então é assim:

Desta vez, MST em Nortada de uma página, só dá FCPorto e, claro, a crónica tem a qualidade intragável que quase sempre MST nos brinda.

Desta vez atira-se aos liners e diz: “Refiro-me aos foras de jogo mal assinalados pelos nossos bandeirinhas que, de tendência já passaram a praga..... e porque decidir contra o FCPorto parece ser condição de subida na carreira para árbitros e assistentes . “

Simplesmente intragável e sem comentários

E depois...”E é verdade que o segundo golo do Porto contra o Paços de Ferreira nasceu de um fora de jogo e contra o Leixões talvez que o segundo jogo também tenha sido obtido em fora de jogo...

Ora o que MST deveria dizer é que, a vitória do FCPorto sobre o Leixões foi obtida, como algumas outras já esta época, através de um golo irregular.

E não vir dizer que talvez o segundo golo do Porto, no jogo com o Leixões, tenha sido obtido em fora de jogo. É que dito assim o impacto é menor.

Será por isso.

A mim, a conduta de MST como jornalista desportivo, preocupa-me, porque vê só para um lado Não só nos ofsides, de que acabou por beneficiar o seu clube, como a ausência de comentário acerca do lance do Bruno Alves.

Um jornalista com credibilidade comentaria o caso.

É só.

João Brito Sousa.

OS VELHOS DOS BRACIAIS


OS VELHOS DOS BRACIAIS

" A velhice é uma noite maravilhosa onde brilham as estrelas."
Teixeira de Pascoais.

Depois do meu avô José Apolo que já falei aqui, falemos hoje de outros velhos, velhos porreiros e amigos, como o velho MANUEL GARROCHO, pai da Custódia e sogro do Joaquim Rebola, que tinha um neto que nunca mais soube nada dele, nem dos pais nem de ninguém.

O Ti Garrocho era um homem da cultura, sabia ler, sabia portanto o que os outros não sabiam. Um dia, encontrou o meu tio Luís Alcantarilha Filho e perguntou-lhe, como já disse aqui uma vez, óh Luís, não viste por aí o ferroviário?... e o Luís perguntou-lhe o que é isso senhor Manuel... então não sabes o que é um ferrroviário?... não, disse o meu tio .. óh homem tu és um analfabeto...

O velhote mais porreiro lá dos Braciais era o ti Manuel Simão, pai do Domingos, do Manuel e do Zé Simão, gente boa e trabalhadora do Monte Sheriff. O ti Manel andava ali pelas hortas, trabalhava na agrícola e uma vez falei com ele, encostado `a enxada e sentado na aberta. Então Ti Manel o que é que me conta?...e ele, olha João só te sei dizer que muito tempo não posso durar. Nunca mais me esqueci desses minutos que estive a falar com o tio Manel Simão. Mas não vamos falar disso agora.

No Monte Sherif vivia também a Tia Luísa Apolo, irmã do meu avô e Mãe do nosso primo, actor e cantor Manuel Patuleia e do Zé Patuleia, que vivia com a velhota Encarnação pois já não lhe conheci o marido.

A velhota Encarnação morreu, porque pôs um bocado de cal de caiar paredes em cima de uma ferida uma pé e foi-se. O Primitivo, filho do Amaro que era asmático, pegou num arame de fardo de palha, foi ao palheiro da Tia Luísa, deu-lhe um laço numa das traves do telhado e foi-se embora.

A Tia Luísa ia almoçar muitas vezes a casa do meu avô, eram dois temperamentos fortes e brigavam por tudo e por nada. Dizia a Tia Luísa para o meu avô:- o que é que queres Zé?.. Dá-me o pão, dizia o meu avô. E ela, não queres mais nada?... `E o meu avô logo, óh sua santa dê o pão se puder....

Em frente ao meu avô morava o ti Carrega, o pai do Joaquim e da Felisbela, casado ou junto, não sei bem, com a Tia Felicidade. Um dia o meu tio Felício que era ainda rapazote, foi-se às parreiras do Ti Carrega e arrancou umas uvas, o velhote veio atrás dele e, não o conseguindo alcançar gritou-lhe: -Ó Felício levas todas... não. Ti Carrega, velho amigo.

Texto de
João Brito Sousa


A VELHICE É UMA NOITE MARAVILHOSA

Um dia chegará, não tenhas pressa...
Entretanto... vive conforme puderes.
A vida são dias não te esqueças dessa...
E a morte é noite se assim o quiseres.

Não tenhas medo desse dia desgraçado
Onde vai acabar tudo aquilo que começou
Vive sempre como um homem honrado
E nunca digas que o tempo não te chegou

A vida e a morte são dois grandes aliados
Chegamos nus e vimos ao Mundo desarmados
E morremos um dia quando ela quiser...

Mas ter dívidas ou não... isso pouco importa
Ela pode não avisar... entra e não bate à porta
E é nesse dia que se acaba todo o nosso ser.

JOÃO BRITO SOUSA

terça-feira, 18 de março de 2008

CANÇÃO AÇOREANA por Zeca Medeiros

(ilha do CORVO)

CANTIGA DA TERRA

Quero ver o que a terra me dá
Ao romper desta manhã
O poejo, o milho e o araçá o
A videira e a maçã.

Ó mãe de água, ó mãe de chuvas mil
Já não quero o teu aguaceiro
Quero ver a luz do mês de Abril
A folia no terreiro.

E vou colher inhames e limões
Hortelã e alecrim
E vou cantar charambas e canções
P´ra te ver ao pé de mim.

E nos requebros deste teu “bailhar”
Quero ser o cantador
E vou saudar a várzea desse olhar
Ao compasso do tambor.


Publicação de
João brito SOusa

BRACIAIS A MINHA TERRA

(na horta das Barradas, lavoura)
A HORTA DOS BRITOS.

Fica no coração dos BRACIAIS a horta dos Britos.
Quem vem do Patacão para Mar e Guerra, na primeira curva à direita começa os Braciais, ou melhor, um bocadinho antes, na venda do Zé Raimundo.

A riqueza dos Braciais provem das remessas da emigração, dos rendimentos da agricultura e do comércio.

Os países para onde mais emigram os Braciasenses são os Estado Unidos da América (onde tenho muitos familiares), Austrália, França, Canadá e por aí fora.

A horta dos Britos, mais propriamente, fica entre a horta do Ti Carrega e a horta do Ti Xico Quintas. Chegou a ser uma grande área de cultivo e criação de gado bovino e suíno, mas hoje, limita-se à exploração de alguns pomares de laranjeiras.

Todavia, talvez se deva dizer, que os Britos começam a seguir à casa onde morou o António Serrenho, o pai do Totói, do Rui e da Ludovina, pois esse terreno aí, era pertença de meu avô José Apolo, que por sua vez casou com uma Brito, donde a minha Mãe e depois eu, fomos buscar o apelido.

O terreno em causa foi herdado por meu tio e padrinho António Apolo, irmão da minha Mãe, cujos herdeiros o transaccionaram a terceiros e hoje, no terreno de regadio que foi outrora, foi construído um prédio de habitação e um armazém comercial onde se vendem produtos de apoio à agricultura. .

A seguir a este terreno, vem a casa agrícola do meu avô, que se estendia para Norte, em direcção ao Moinho e à casa dos Marujos, do Florival, da Idalina, do Manel, do Armando, da Zeza, do Zé da Cova, do Zé Basílio e do Amorim, do Zé Graça e do mudo Valente.

Na casa do meu avô, a agricultura era trabalhada em regime de pequenos agricultores ou minifúndio, dispondo a horta de uma nora para retirar a água para as regas. Essa água era retirada com o esforço dos animais, gado bovino e muar, nomeadamente, num regime de exploração muito lento apesar da existente não dispor de grande caudal.

Os animais eram “engatados” ao engenho, pois era assim que se chamava aquela geringonça, através de dois tirantes( de corda ou de correntes) que por sua vez se ligavam à almanjarra e era este sistema que fazia mover duas grandes rodas dentadas que faziam girar as cordas, carregadas de alcatruzes, que por sua vez estavam colocados numa roda grande.

Os animais andavam à roda num circuito preparado para tal efeito e, desse andamento à roda faziam girar o engenho e levar os alcatruzes ao fundo da nora, para que no regresso, trouxessem a água,

Era com este esforço todo que se regavam as hortas, trabalho que se fazia muitas vezes de noite, aproveitando o luar e o menos calor.

João Brito Sousa

DA IMPRENSA /JN PORTO

(A.M.P.)

O CANTINHO DO PINA


CRIMINOSOS DE FRALDAS
Por outras, palavras,
Manuel, António, Pina


A ideia é inglesa e antiga, primeiro a sentença, depois o julgamento, e só depois o crime. E, se não chegar a haver crime, tanto melhor, como diria a Rainha a Alice. Assim, noticia "The Observer", as autoridades policiais inglesas propõem-se recolher amostras de ADN das crianças das escolas primárias cujo comportamento indique que "podem vir a ser criminosos".

A ideia é de Gary Pugh, director da Scotland Yard: com a ajuda dos professores e educadores de infância, identificar, ainda de fraldas, os "criminosos potenciais" que "irão possivelmente tornar-se um perigo para a sociedade".

A lógica criminológica da coisa é simples: quem rouba a pastilha elástica ao colega de carteira, acabará "possivelmente" a assaltar o Banco de Inglaterra, quem parte um vidro da escola à pedrada estará um dia a atirar aviões contra o World Trade Center.

Segundo Rugh, "é possível identificar marcas de futuros criminosos em crianças a partir dos cinco anos" e, por isso, cadastrá-las e segui-las desde logo (ou, mais radicalmente, pôr-lhes logo uma pulseira electrónica ou metê-las na cadeia) evitará que sejam cometidos crimes.

Com um pouco de sorte, quem sabe?, talvez se possam também identificar "marcas de futuros directores carrollianos da Scotland Yard a partir dos cinco anos

Publicação de
João Brito Sousa

segunda-feira, 17 de março de 2008

IMPRENSA/JN PORTO

(M.A.Pina)
O CANTINHO DO PINA

CINCO ANOS DEPOIS
Tesxto de Manuel Anónio Pina

Cinco anosdepoisPor outras, palavras, Manuel, António, PinaFoi há cinco anos, feitos ontem, a "cimeira dos Açores" em que, à margem da ONU e do Direito Internacional, Bush, Blair e Aznar (com Durão Barroso no triste papel de mestre de cerimónias) declararam guerra ao Iraque.

Uma guerra longamente preparada a partir de mentiras e provas forjadas. Segundo estudos independentes, só entre 2001 e 2003, Bush, Powell, Rumsfeld, Cheney, Condoleezza Rice e mais membros da Administração americana proferiram um total de 935 declarações falsas (incluindo fotos forjadas e informações fabricadas) sobre a existência de armas biológicas no Iraque.

Cinco anos e três biliões de dólares depois (a estimativa é de Joseph Stiglitz, Nobel da Economia em 2001), o Iraque continua mergulhado numa sangrenta carnificina civil, a Democracia está mais longe que nunca e a corrupção e o terrorismo campeiam.

A invasão, que fez soltar "lágrimas furtivas" de emoção a alguns, traduziu-se na maior catástrofe de sempre da política externa americana. Mas o saldo de vidas iraquianas é ainda mais devastador centenas de milhares de mortos e um número inimaginável de exilados.

Neste quadro de terror e mentira impunes, não deixa de ser chocante que, nos Estados Unidos, um governador seja forçado a demitir-se por ter mentido… sobre a sua vida sexual.

Publicação de
João britoSousa

PARABENS AO CAMPEÃO


OPINIÃO

CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL

É AGORA...

Desportivamente a cidade do Porto parece-me sádica. Citando uma expressão, que o MST utiliza nas suas crónicas, na sua qualidade de portista, o orgulho portista sente-se saciado quando eles ou outros por eles “esmagam” o SPORT LISBOA BENFICA.

Ontem fui ver o jogo MRÍTIMO 1 BENFICA 1, a um Centro Comercial aqui da cidade.

É impressionante ver, a vontade de algumas pessoas que lá estavam, que teriam poucas possibilidades de ser adeptos do Marítimo, acompanhar o jogo, sofregamente, exclamando até uns É AGORA.. quando o Marítimo atacava.

Esta malta do PORTO...

Mas nem todo é mau aqui no PORTO. o JORNALO jogo, diz acerca do jogo do BENFICA:- “Em vantagem desde os 26 minutos, graças a um golo, à ponta-de-lança, de Cardozo, o Benfica teve, durante toda a primeira parte, a possibilidade de aumentar a vantagem e cimentar o triunfo frente ao Marítimo, mas o (inexplicável) recuo protagonizado na etapa complementar permitiu o empate à equipa insular - que até acabou por estar mais perto do triunfo. “

Subscrevo inteiramente este comentário porque é verdadeiro.

Já a portista imprensa de Lisboa diz (o Record)

JOVEM YTALO DÁ EMPATE (1-1) AO MARÍTIMO NA ESTREIA
O Benfica apenas conseguiu empatar (1-1) nos Barreiros mas regressou ao 2.º lugar na Liga, embora com os mesmos pontos do V. Guimarães, já a 16 do líder FC Porto. Um golo de Cardozo (26') deu vantagem aos benfiquistas, com o jovem estreante Ytalo a fazer a igualdade aos 75', segundos depois de ter entrado.

O FCPORTO CAMPEÃO

Neste momento o FCPORTO leva dezasseis pontos a mais ...mas isso resulta de
ajudas dos árbitros nos jogos, com o Belenenses (1 p), com o Sporting (2 P) com a Académica (golo oferecido por Pedro Roma, diz o jornal o JOGO 2 p) e golo fora de jogo com o Leixões na última jornada (2 p) Só aqui por alto vão sete pontos.

Não quero deixar de referir que considero a equipa do FCPORTO a melhor do campeonato em curso.

João Brito Sousa

EU GOSTO DE OLHÃO


(Mercado de OLHÃO)

EU GOSTO DE OLHÃO

OLHÃO é futebol e futebol em Olhão é CASSIANO.

Venho do lado das hortas para falar de Olhão. A minha terra é “Os Braciais”, que fica antes de chegar ao Patacão para quem vai de Mar e Guerra, a terra do Ti Manuel Garrocho, do caiador Manuel Piedade e do João Patuleia, o homem mais rico da terra pelos amigos que tem.

Nos Braciais produzimos as batatas e os tomates, as cebolas, as couves e demais verduras, que vamos vender à praça de Olhão e que servem de acompanhamento às boas sardinhas que se comem naqueles restaurantes ao pé da praça.
.
Olhão é porto de pesca de bom peixe, e é a terra do clube de futebol onde jogaram o Arcanjo, Parra, Poeira e Nuno, Grazina, Abraão e Loulé, Tamanqueiro, Abreu e Delfim.. . e Manuel Gancho.

Olhão é simpatia de gente bem como aquela linha avançada formada pelo Manuel da Costa, Joaquim Paulo, Cabrita, Salvador e Eminêncio..

Uma vez no estádio de S. Luís em Faro, num jogo para a Taça de Portugal, jogava-se o Sporting Clube Farense contra o Sporting Clube de Portugal. .Ás tantas, um cavalheiro atrás de mim ia tecendo alguns comentários e dizia: No meu tempo, era Pai contra Filho eu e o Zé Águas. E ele não levava a melhor.

Esse cavalheiro era o Grazina que jogava a back centro no Olhanense.

Grazina era o maior. Tinha tudo; colocação no terreno, visão de jogo, qualidade no passe, poder de elevação e de antecipação ... tudo... tudo...

Mas Olhão tem mais, tem o seu povo marinheiro, os marítimos, como diz Raul Brandão na sua obra, “Os Pescadores”. Há cinquenta anos atrás, diz ainda Raul Brandão, os que .não eram marítimos eram filhos ou netos de marítimos, eram pescadores costeiros ou pescadores do alto que iam à cavala ao Norte de África..

A pesca costeira em Olhão, era para o cachucho, o goraz, o safio, a carocha, o ruivo, a abrótea e a pescada. Para formar a equipa da pesca, toda a noite o chamador batia, de porta em porta com um cacete, dizendo... arriba com Deus ó mano . Nesta arte ia ao mar quem queria .. e as mães diziam às filhas:- Ó filha, Deus queira que não olhes para home que ande na arte!...

O marítimo de Olhão tem, como nenhum outro, um grande sentimento de igualdade: estende a mão a toda a gente. Em todas as casas há uma gaiola com um pintassilgo. Os homens do mar sempre tiveram grande ternura pelas aves. As mulheres até à pouco tempo usavam bioco.

A soteia é o seu encanto: sítio esplêndido para respirar, eira para a alfarroba e o figo e quarto para dormir no Verão sob um pedaço de vela.

Olhão, terra de gente séria e honrada. Terra do Zé Viegas ou Zé da Mónica, dos Mestres Manuel Gomes, Zé Coelho, Zé Farroba e do Mestre Fadagulha.


João Brito Sousa

domingo, 16 de março de 2008

A OUTRA VENDA DO REINALDO PAPO SECO

(se estamáquina falasse o Sr. REINALOD estaria lixado.)

"AINDA A VENDA DO Sr. REINALDO"

Foi depois do Patacão que o Sr. Reinaldo rumou a Faro, tendo comprado o trespasse de uma taberna (venda), situada na Estrada da Penha, próximo da Oficina do Sr. José Francisco Custódio (já falecido) dos furos de captação de água.

Aí se estabeleceu igualmente na companhia da sua esposa Dª. Lídia, com esta sempre na gerência do negócio, e senhora, suponho, de idade mais avançada.

Volvidos mais de quarenta anos, continuo a recordar perfeitamente a figura do Sr. Reinaldo; a sua maneira muito própria de falar, tipo brincalhão, sempre bem vestido e de cabelo sempre bem penteado e “abrilhantinado”.

Sempre pronto para as suas “passeatas” montado na sua “FLORETT” de cor creme – uma boa motorizada para a época (início dos anos sessenta). Era também aí, na venda do amigo Reinaldo, mas quase sempre atendidos pela Dª. Lídia, que a malta ia comprar os tais cigarrinhos avulso, (das marcas “Porto”;”Sagres”;”SG” etc. eram 4 por um escudo; das marcas sem Filtro: “Sporting”; “Português Suave”;”Paris”etc. eram 5 por igual preço).

Outros tempos!!!

Cumprimentos
A.GABADINHO
Publicação de
João Brito Sousa

sábado, 15 de março de 2008

BOM FIM DE SEMANA


PORTO, 2008.03.15

BOM FIM DE SEMANA

Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para a malta do 1º ano 1ª Turma de 52/53

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRAALUNOSJosé Bartílio da PalmaLuís Rebelo GuimarãesHerlander dos Santos EstrelaReinaldo Neto RodriguesAntónio Inácio Gago ViegasHumberto José Viegas GomesManuel Cavaco Guerreiro.Joaquim André Ferreira da CruzJoão BaptistaJosé Mateus Ferrinho PedroJosé Vitorino Pedro RodriguesIvoFrancisco Gabriel Carvalho CabritasJoão António Sares ReisFernando Manuel MoreiraAntónio Manuel Ramos JoséFrancisco Paulo Afonso ViegasManuel GeraldesJoão Manuel de Brito de SousaJorge Manuel AmadoJoão Vitorino Mendes BicaCarlos Alberto Arrais CustódioJosé Júlio Neto ViegasManuelJoão dos SantosJosé Pedro SoaresJosé Marcelino Afonso Viegas


Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...

Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBAL PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

sexta-feira, 14 de março de 2008

HISTÓRIA DA BEIRA ALTA

(Trerras d abeira alta)

OS BRANDÕES

O povo da Beira, criado por entre as penedias toscas, que povoam esta pitoresca região, afastado dos lugares populosos e desprovidos de comunicações, é naturalmente sincero e leal, violento e destemido.

Os beirões são descendentes dos Lusitanos e habitam uma parte do território destes conservando em toda a sua pureza, o conceito elevado da sua independência.

O sangue de Viriato, rude pastor da Estrela, que tão alto fez erguer o valor da sua raça ferve ainda nas veias desse povo em defesa da sua terra que ama como a si próprio.

E tem dado sobejas provas disso, tanto na guerra da Restauração como na guerra da Península em que as hostes de Napoleão encontraram na sua província os mais valiosos e denodados combatentes.

Na retaguarda do exército anglo-luso e confundindo-se algumas vezes com este nos combates, caminharam ordenadamente os batalhões populares, chamados os do chuço, que eram formados por homens de todas as idades e até por mulheres, conduzindo toda a espécie de armamento, desde a espingarda caçadeira ao cajado do pastor, sempre dispostos a animar o ardor das lutas e a rápida execução dos legionários inimigos, que se desagregavam do montante das suas colunas e ficavam desgarradas para traz.

Parece que a um desses aguerridos batalhões populares pertenceu, como soldado raso, Manoel Rodrigues Brandão que devia a esse tempo ter aproximadamente 26 anos de idade.

Foi nessa luta patriótica que ele recebeu os primeiros baptismos de fogo, que o purificaram para as futuras campanhas da liberdade, em que se bateu com valentia e heroicidade.

No começo do ano de1814, a guerra peninsular estava próxima do fim tendo-se feito a paz em 30 de maio do mesmo ano

O exército português e os batalhões do povo, que chegaram a arvorar a gloriosa bandeira das quinas em Tolosa e Bordeus, regressaram à Pátria com as armas cheias de flores, animados de caloroso entusiasmo, por entre as festas patrióticas, na disposição de as depor, e retomar o trabalho dos campos para restituir à nação as energias perdidas durante os sangrentos combates, que duraram alguns anos.

Os Brandões teriam começaram nestes batalhões populares, chamados de os chuços.

Texto de

João brito Sousa

O MEU AVÔ JOSÉ APOLO


O MEU AVÔ JOSE APOLO.

Nunca tive ocasião de desfrutar do convívio fraterno que desejaria ter tido com o meu avô José Apolo, o Pai da minha Mãe. Tenho esse desgosto atravessado. Com a Mãe da minha Mãe também não tive essa possibilidade, porque a senhora faleceu cedo. Do lado do meu Pai a coisa foi pior ainda, pois nunca conheci os meus avós, que terão falecido muito cedo. Sobrou a madrasta da minha Mãe a quem a gente chamava a avó Brita. Carinhos a avó Brita não dava muitos, dava mais porrada, mas não foi coisa por aí além. Deu par que ficássemos amigos.

Quando conheci o meu avô já ele estava muito velhote e já não trabalhava. É esta a primeira recordação que tenho dele. Eu e os meus primos, brincávamos muito lá em casa do meu avô e ele saia do quarto aí pelas dez horas da manhã. Era na mesa grande da cozinha que tomava o pequeno almoço que, não me lembro bem, mas que deveria ser preparado pela avó Brita. No campo costumava-se tomar ao pequeno almoço um grande tigela de café acompanhado de pão com manteiga.

Depois disso, o meu avô, apoiando-se numas canas que serviam de muletas, dirigia-se para a casinha do motor (assim se chamava esta zona onde o meu avó se sentava) e esperava que alguém viesse falar com ele. Gostava de ter sido eu um desses que lá tivessem ido falar com ele, mas nunca o fiz, não só por falta de à-vontade mas de assunto também e lamento isso. Às vezes encontrava-o na venda e deixava-lhe pago um copinho de aguardente. Não sei de onde é que me vinha tal ideia, inclusivamente o dinheiro para tal, pois isso foi muito anos antes de eu começara trabalhar aos dezoito anos. Mas foi assim.

Hoje eu já sou avô. E a situação repete-se pois estou longe da minha neta que também não me vê. Nem eu a ela. E a minha neta Mariana até me chama AvôDão. Mas gosto muito da minha neta e às vezes compro-lhe coisas. Vou com ela às lojas que eu e ela gostamos e digo-lhe, Mariana podes escolher, vê lá o que é que gostas e ela logo se aproxima daqueles modelos que mais a cativa. Normalmente, escolhemos roupas no pronto a vestir e, da última vez, a minha neta Mariana disse-me: Avô, eu gosto desta blusa sem costas. Recuei um pouco dizendo esta não Mariana, mas não adiantou nada, a Mariana disse, sim Avô, é esta mesmo... e lá foi .Uma vez ouvi esta frase de um avô:- os pais são para educar e os avôs são para deseducar. Não vou discutir isso mas a minha vocação vai precisamente nessa direcção.

Gosto muito da minha neta e vou sabendo notícias dela pela minha filha que me diz ser a Mariana muito aplicada na escola. Quando estou com ela, a Mariana nos primeiros dez minutos quase não fala, mas depois soltasse - lhe a língua e até dá gosto passear com a Mariana. E vamos passear os dois de mãos dadas nas avenidas do Centro Comercial. Coisa que nunca fiz com o meu avô mas que tenho a certeza que ele gostaria de ter feito comigo. Quanto mais não seja levar-me até ao jardim, que é o local onde quase todos os avôs levam os netos.

Por enquanto tenho só uma neta mas o meu avô deveria ter tido aí uns vinte, já que tinha dez filhos e por sua vez todos tiveram filhos também. Mas o meu avô nunca foi passear com os seus netos ao jardim. Mas eu já fui.

Não é verdade MARIANA?...

João Brito Sousa

quinta-feira, 13 de março de 2008

O REBANHO E O VENCESLAU


O REBANHO ...

Quando eu era puto, tinha um grande fascínio pelo rebanho de ovelhas que passava à porta da casa da minha mãe. O rebanho era de propriedade do homem do talho dali da terra, o senhor “Inaicinho” e o pastor era o Venceslau, um camarada aí da minha idade ou talvez um ano ou dois mais velho do que eu. Já era calvo apesar de jovem, mas tinha tido uma doença qualquer. Apesar disso, era, além de pastor, um grande atleta de fundo no atletismo e nesta disciplina batia-se com os melhores. Tinha outra particularidade: não sabia ler nem escrever e gostava muito de ir ao cinema ver filmes de cowboys americanos com legendas. E dizia, quando ia ao cinema: foi daqui, enquanto apertava o fundo da orelha com o polegar e o indicador simultaneamente.

Mas o melhor que o Venceslau tinha era o manejo da funda de pastor. A funda mais o cão, são duas ferramenta indispensáveis para o pastor conduzir o rebanho. Nem sempre o Venceslau era acompanhado do cão mas a funda era indispensável. Manejava-a como um campeão. Ovelha que saísse tresmalhada logo o Venceslau lhe dava o avio, com uma pedrada no meio do lombo. Éhi oveeeelha... vem cá oveeeelha... óih... e a ovelha vinha ao sítio. Mas a beleza da operação estava na utilização da funda, que, diga-se, tem a sua arte. Mas para o Venceslau, que não sabia ler e percebia melhor que muitos, as legendas em português de um filme de cowboys tipo “RIO BRAVO” com o John Wayne, Dean Martin, Ricky Nelson e o velho cowboy que guardava o xerifado, falado em inglês, aquilo era canja. A bala (pedra ou outra coisa qualquer, um torrão....por exemplo), era apanhado do chão, com elegância única, e era introduzida no fundo da funda. De seguida, uniam-se as extremidades da dita, que no fundo era uma corda com aí um metro de comprimento que tinha uma boceta no meio- com o intuito de aconchegar a pedra ou torrão- que iriam ser utilizados como balas. Então era ver o pastor colocar a pedra no sítio e dar três voltas à funda, largando uma das hastes depois, para dar a possibilidade à pedra de sair, acto acompanhado de um... aí oveeeelha. Era um momento de rara beleza. Era por causa disso que eu gostava de ser pastor.

Ainda comecei a treinar o manuseio da funda com o Aníbal Conquilha mas cedo verifiquei que não tinha futuro como pastor, pois não dava nada naquele exercício. Decididamente, a arte nunca teve nada a ver comigo.

Havia ainda outras espécies de fundas de brincar, como a funda de David, que eram feitas pela miudagem, e essas eu sabia fazer e era assim. Cortava-se uma pernada de um árvore que tivesse uma derivação em vê e depois, arranjava-se uns elásticos e um bocado de cabedal, que funcionava como buceta e era onde se colocavam as pedras a atirar. Depois com os apetrechos em nosso poder, ligavam-se os elásticos à pernada da árvore em vê, que já tínhamos, e faziamos o mesmo à buceta e a funda ficava assim operacional. Penso que perceberam.

O Aníbal Conquilha era barra nisso de atirar pedras com a funda e uma vez disse-me: Ó João, põe-te lá aí com este bocado de ardósia na mão que eu com a funda despedaço isso tudo. E eu, garbosamente, homem corajoso, peguei na ardósia com a mão direita e estiquei o braço. E o Aníbal escaqueirou a ardósia. Quando me lembro disto arrepio-me todo... pois o Aníbal podia ter-me escaqueirado a mim. Mas não tinha que ser.

Os rebanhos e as fundas ... coisas da minha infância. Ó tempo volta para trás. Dá-me tudo o que eu perdi...

João Brito Sousa

DA IMPRENSA/ JN PORTO


O CANTINHO DO PINA
Sr. Contente & Sr. Infeliz
Por outras, palavras,

por Manuel, António, Pina

Ontem, que o Governo fez três viçosos anos, foi dia de balanços. Do balanço que o PS faz dos três anos de Governo do PS encarregou-se embaladamente (citando números) o dr. Vitalino Canas "Quando se fazem balanços é, certamente, para realçar aquilo que se fez bem.

E foram tantas as coisas que fizemos bem que não temos de perder tempo com o que fizemos mal". O balanço que, por sua vez, o PSD faz dos mesmos três anos do mesmo Governo, anunciado no dia em que divulgou o "lifting" do partido, será (citando os mesmos números) expectavelmente diferente: "Quando se fazem balanços é para realçar aquilo que se fez mal. E foram tantas as coisas que o Governo fez mal que não temos de perder tempo com o que tiver feito bem".

Ainda só estamos no intervalo, mas não custa a crer que, na "flash interview" final, os balanços se repitam. Os treinadores de futebol, ao menos, coçam o nariz e admitem às vezes que as suas equipas "estiveram menos bem", que alguns jogadores "não estão a atravessar um bom momento de forma" ou até que o adversário é "uma grande equipa". A superioridade moral do futebol sobre a política partidária resulta de que, no futebol, os números significam qualquer coisa e não há palavras que cheguem para transformar um 0-3 num 3-0 e vice-versa

Publicação de
João brito Sousa

HISTÓRIA DA BEIRA ALTA


(museu dos BRANDÕES)
OS BRANDÕES

para o meu amigo JOÃO PATULEIA

Os Brandões são da Beira Alta.

Havia dois ramos dos Brandões: Os Brandões de Midões e os Brandões do Casal.

À volta de 1870, JOSÉ BRANDÃO, partiu da povoação da Aldeia Nova que fica mesmo em frente da antiga vila de Pombeiro da Beira, a cuja freguesia pertence e foi estabelecer-se com forja de ferreiro em Midões, onde casou com Maria Rosa, de ocupação doméstica..

Deste casamento parece que só houve dois filhos, um chamado de José Joaquim Brandão e outro de nome Manoel Rodrigues Brandão. Ambos aprenderam o ofício de serralheiro com o pai e trabalharam nele durante muito tempo..

O primeiro destes, o José Joaquim Brandão, apesar do fraco ofício que exercia, veio a casar em Midões com D. Tereza de Jesus da Silva Prata Veiga.

O segundo filho, Manoel Rodrigues Brandão casou com Antónia Rita, do Casal da Senhora, filha de José Rodrigues e de Josefa Maria, para casa de quem foram viver, uma pequena povoação junto da vila de Midões, no caminho que vai para Tábua.

Foram estes matrimónios bem distintos e, pelo andar do tempo, bem irredutíveis que deram origem a dois ramos da família dos Brandões. O ramo dos Brandões de Midões e o ramo dos Brandões do Casal., que desempenharam ambos um papel de muita nomeada nos anais da província da Beira Alta, onde foram muito discutidos, principalmente durante as lutas liberais em que tanto se envolveram.

O grupo dos Brandões de Midões, formado pelos descendentes de José Joaquim Brandão, que eram quatro filhos e três filhas, cresceu e multiplicou-se dando origem a novas gerações que se sucederam.

O mesmo aconteceu com o grupo dos Brandões do Casal, formados pelos descendentes de Manoel Rodrigues Brandão, que eram, como os de seu irmão José Joaquim quatro filhos e três filhas, que também deram origem a diferentes gerações.

Esta é a história dos Brandões do Casal da Senhora, cujo progenitor, o mencionado Manoel Rodrigues Brandão, veio a falecer pelas 9 horas da noite no dia 19 de Maio de 1861, com a idade de 86 anos. Antónia Rita morreu pelas 8 horas da manhã de 7 de Novembro de 1874, com a invejável idade de 97 anos. em seu perfeito juízo e deixou testamento.

A História não fala dos Brandões que ficaram em Pombeiro, porque estes não intervieram em lutas políticas, nem criaram ódios e nem lhes são atribuídos crimes. entregues ao labor dos campos, obscuros e ignorados, têm levado a vida tranquilamente, sem paixões nem sobressaltos.

Os cronistas e os novelistas não têm perdido tempo com este outro ramo dos Brandões, cujas ligações com os anteriores lhes são inteiramente desconhecidas. E se agora falo deles, é tão somente para mostrar que nem toda a família dos Brandões abandonou a terra dos e nascimento e nem toda foi acometida do vírus da política que arrastou os de Midões para o embate dos partidos e para o ódio das paixões.

O primeiro assento conhecido da família dos Brandões é o lugar de Aldeia – Nova, onde fixou residência noutro ponto, a três quilómetros de Pombeiro, na margem direita do rio Alva, na freguesia de S. Martinho, no lugar de Vale de Espinho que fica situado no alto de uma pequena eminência que de longe se avista..

Nesta povoação nasceu Bernardo Brandão, que, pela aproximação de datas devia ser irmão do serralheiro José Brandão, que, partindo da Aldeia Nova foi casar a Midões. Este Bernardo era conhecido como o patriarca dos Brandões do ramo de Pombeiro, foi casar a Priados, pequeno lugarejo da freguesia de Pombeiro, com Maria Luís, de cujo casamento nasceram três filhos.

E assim fica descrito a traços largos o ramo dos Brandões de Pombeiro.

Texto de
João brito Sousa

quarta-feira, 12 de março de 2008

IMPRENSA JN PORTO


CANTINHO DO PINA

Democracia com 0,3% de impureza
Por outras, palavras,

por Manuel, António, Pina

A notícia passou desapercebida porque a capacidade de nos surpreendermos com as particularidades democráticas da Madeira tem limites. Alberto João Jardim foi reeleito pela 12ª vez presidente da Comissão Política Regional do PSD-M com 99,7% dos votos, pulverizando (como se diz em linguagem desportiva) todos os recordes anteriores, incluindo os das saudosas votações nos Congressos do PCUS e na Assembleia Nacional iraquiana de Saddam Hussein.

A proeza é ainda mais digna de registo porque se tratou de eleições directas, com um universo eleitoral de 7 830 eleitores. Só que, neste momento, Jardim estará a cogitar sombriamente sobre quem serão os 0,3% que lhe estragaram a festa democrática. Noticia a agência Lusa que, apesar de haver apenas uma lista concorrente, a do próprio Jardim, a participação no emocionante acto eleitoral foi altíssima (78,3%), o que significa que votaram 6 130,89 pessoas.

Dando de barato aquele perplexo 0,89 de pessoa, os 0,3% de votos que faltaram a Jardim para os 100% representam 18 pessoas mais uns trocos (aproximadamente mais meia pessoa). A oposição a Jardim no PSD-M conta-se, pois, como a de Luís Filipe Meneses no PSD nacional, pelos dedos de duas mãos. Não chega sequer para formar uma tendência, a não ser uma tendência suicida

Publicação de
João Brito Sousa

A MINHA TERRA

(é na costa da caprica)
BRACIAIS, a minha terra.

Quem vem de Faro e chega ao Patacão, tem três alternativas: ou segue na estrada nacional 125, frente esquerda em direcção a Loulé, ou vai em frente em direcção a Santa Bárbara de Nexe, a terra do meu Pai, ou vira à direita em direcção a Mar e Guerra e, passados uns mil metros está nos BRACIAIS.

Braciais onde eu nasci...
Sítio...que nem aldeia és!.
Mas foi aí que eu cresci
E quero voltar a por os pés.

O melhor “poeta” serei eu mas as mais importantes figuras do sítio, serão os Nobre Rodrigues, onde o mais velho deles, o António José se doutorou em Londres e foi Vice Reitor numa Universidade em Lisboa. E depois há os meus primos Brito Louro Rodrigues, dois engenheiros de máquinas e um licenciado em Contabilidade. O meu primo Sebastião Brito é o homem da “massa” (dezasseis apartamentos alugados...). O meu avô José Apolo, que esteve emigrado na Argentina foi almocreve quando regressou aos Braciais. Casou com uma senhora da linha dos Britos, que faleceu muito nova e ficaram três filhos: a minha mãe Maria de Brito, o meu tio José Felício Apolo, acordeonista e o meu tio e padrinho António de Brito Apolo, almocreve como o pai.

O meu avô “casou de novo” e vieram sete irmãs. Dizem elas, que o meu avô quando as ia baptizar, dizia na despedida ao senhor Prior: até daqui a nove meses senhor Prior. As minhas tias são o que de melhor há no mundo. Qualquer dia voltarei a falar delas.

Gente importante dali são ainda os Carrega. O Joaquim está na Austrália e uma sua sobrinha foi uma ilustre professora em Faro, a Natércia, casada como professor Xico Zambujal, ilustre caricaturista e homem muito popular em Faro.

Não fomos amigos dos Braciais, pois quase todos de lá saímos em demanda de novas soluções de vida, primeiro estudo e depois trabalho. Mas hoje os Barciaisenses estão bem, quase toda a gente tem dinheiro resultado da emigração....

João Brito Sousa

LITERATURA

(Aquilino Ribeiro)
MARIA SALOMÉ
Aquilino Ribeiro

MARIA SALOMÉ é uma das seis novelas contidas no livro CAMINHOS ERRADOS de Aquilino Ribeiro, onde o homem é o tema central. Grande bicho é o homem!, diz o autor em tom jocoso. Bate-se e morre de sorriso nos lábios por disparates. Trilha sendas ásperas e espinhosas, atrás de miragens, como se pisasse as mais fofas tapeçarias.

Em MARIA SALOMÉ, o autor conta a linha caprichosamente descrita por um punhado de figuras, movidas, nos labirintos da vida, pela bússola da sua própria inquietude e da sua sede de aventura..

«Sem o erro» diz-nos o autor, «a Terra, tornar-se-ia uma morna e desolada charneca, ou pelo menos uma paradisíaca e rotunda pasmaceira.

Evaristo, jovem e frustrado erra na procura do amor, que julgara encontrar em Maria Salomé, o Lambru erra quando, vencidos tormentos sem conta, vê a mulher que trazia nas meninas dos olhos casada com o homem que o atirara para o inferno da guerra.

Há uma certa melancolia nesta novela. Mas fala de amor com ênfase quando diz que Maria Salomé provara o mais saboroso da vida. Refartara-se de amor, pleno de amor. E diz, “ Nada experiente das relações carnais, que poderia ele assegurar quanto a tal e tal circunstância? Tudo quanto sabia da matéria era livresco.


Livresco ou bebido da tradição que vale o mesmo.”

O autor, revela grande apego a cidade do PORTO, a capital do Norte do País quando diz: “ No Porto não se pode ser diferente, tanto pela cara como pelas botas. Se se e´, vem a suspeição. O Porto quer saber. Antes o Porto precisa saber..” e apela à autenticidade e diz:”


Para se sentir medo é forçoso ter o corpo são e a alma livre Ambos esses bens lhe minguavam.”....

Aquilino é um homem do interior e conhecedor da beleza dos costumes das gentes que vivem do amanho das terras, que tem uma maneira de ser própria, aquele que vai comprar gado ás feiras e que os cria habitando quase paredes meias com eles.

Filho de padre e inicialmente destinado ao sacerdócio que viria a não subscrever, o autor observa as relações entre os habitantes das aldeias do Norte e conta-as aqui.

É um grande autor e uma boa obra.

texto de

João BRITO Sousa

OPINIÃO


A NORTADA
de Miguel Sousa Tavares.

Ao ler hoje o artigo de opinião de MST no jornal “ABOLA”, fiquei um bocado triste porque desta vez, MST fala mal do Benfica, é um facto, mas fala pouco. Doze linhas apenas.

Tanto que eu queria que ele falasse as tais duas colunas do costume, dizendo como de costume mal do BENFICA...

Ensinei-lhe coisas e lixei-me...

Mas mesmo assim, o MST, ainda deixou lá umas abertas E diz no seguimento aos comentários sobre o Benfica... "até quando o discurso do apito dourado continuará a conseguir desviar as atenções....”

Qual é o seu problema, face ao Benfica querer saber a verdade dos factos, acerca de um assunto que corre nos tribunais?

O senhor disse na TVI, que não queria saber das declarações de Carolina Salgado, a base do processo do apito dourado, porquê?.... Será que posso concluir daqui que o senhor Dr. MST não está interessado em saber a verdade da coisa desportiva?

Só assim se entende a sua perturbação acerca de o Benfica querer saber essa verdade... e olhe que quanto aquilo que o senhor diz que a imprensa de Lisboa está ligada aos rivais, não vejo as coisas por esse prisma. E acho que não estão.

Agora a sua melhor frase, a grande frase, é aquela onde o Dr. MST, do alto do seu pedestal, diz:"...e agora o que faz um portista reduzido á tristeza deste campeonato....”

Dr. MST, isso não será, como dizer, arrogância a mais?

O senhor faz grandes considerações acerca do jogo FCPorto/ Schalke 04, na prova onde o seu clube foi eliminado e omite um dos mais importantes aspectos do jogo, que foi a não marcação de um livre directo contra o Porto à entrada da área, porque aí o guarda redes Helton jogou a bola com as mãos e deveria ter sido expulso e não foi.

O senhor não falou deste caso, o treinador do seu clube aparentemente também não falou. Sobre o assunto silêncio absoluto.

E sobre esta matéria diz o seu colega Cruz dos Santos na sua coluna “VIVÓ ÁRBITTRO.”,

E é assim que se compromete a credibilidade . Vê-se só para um do lados

Se eu vi bem, o senhor não comentou o lance do Helton. Portanto, meu caro Dr. MST o senhor vê só para um dos lados; o senhor comprometeu a sua credibilidade. Ou por outras palavra; o senhor naõ é um jornalista credível.

E mais, nos lançamentos da linha lateral está provado segundo o seu colega Cruz dos Santos, o FUCILE é pior que Bynia.

O senhor viu... sabia diso???... parece-me que não, claro. Mais uma vez a sua credibilidade deixou muito a desejar

Outra coisa, peço-lhe que analise as declarações de Víctor Oliveira. o treinador do Leiria, depois do jogo com o PORTO e depois do jogo com o Benfica..

Tem coragem de fazer isso? Se tiver ainda gostava de saber o seu pensamento.

Já agora sabe o que aconteceu no Leiria Porto da primeira volta ou não sabe.?..

E outra coisa, o jornal “O JOGO” de ontem, dizia: “ROMA ofereceu o golo ao Porto...

È deste lado da barricada que o senhor está?

Lamento.

Eu não estou..

João Brito Sousa


terça-feira, 11 de março de 2008

DA IMPRENSA/ JN PORTO


O CANTINHO DO PINA

POR OUTRAS PALAVRAS
Apesar de tudo, move-se
Manuel, António, Pina

Toda a gente, artista, amante, político, ou até só quem não foi a tempo de registar o Euromilhões numa sexta-feira de "jackpot", tem um dia a desagradável impressão de que chegou demasiadamente tarde.

O pior é que, exceptuando o caso do Euromilhões, a maior parte das vezes não faz a mínima ideia daquilo a que terá chegado demasiadamente tarde. A situação tem uma segunda versão, igualmente desconfortável, o sentimento de que se chegou cedo de mais, e de que ninguém contava que aparecêssemos.

Foi o caso de Meneses e do PSD. O PSD era um comboio fantasma que toda a gente esperava que se espatifasse em 2009 para ficar com os salvados. Encontrar uma ideia no PSD que Meneses herdou de Santana e de Marques Mendes era procurar um gato preto num quarto às escuras. O truque de Meneses, nestes últimos quatro meses, apesar de patentemente não haver gato nenhum que encontrar, tem sido gritar dia sim dia não "Agarrei-o!", "Agarrei-o!". De tal modo que, a um ano de eleições, os fantasmas começam a inquietar-se: "E se ele encontrou de facto alguma coisa?".

E, de repente, a traquitana parece ter saído do estado comatoso em que hibernara, ninguém querendo chegar tarde a qualquer coisa. Nisso, Meneses tem razão: não se trata de vitalidade crítica, mas de "borbulhagem".

Publicação de
João Brito Sousa

O MEU BENFICA


VAMOS GANHAR

Empatou o jogo com o Leiria e ocupou os noticiários dos telejornais e horas e horas de televisão.

Outros tidos como grandes e são-no mesmo, perderam o jogo e nem dez minutos tiveram de serviço noticioso.

O Benfica é um grande clube e uma grande instituição. Falam tanto mal do Benfica, tanto por ódio como por ignorância.. Mas o que é preciso é que falem.

Pessoas estranhas ao clube criticam o Presidente por insistir no apito dourado. Os benfiquistas sabem bem o que se passou. Mas não interessa ... somos grandes. E não temos medo.

Por isso vamos sempre a jogo não é como outros que parecem que...

Quarta ou quinta feira vamos jogar a Espanha para ganhar. É só. Não há outra hipótese.

Fernando é para ganhar e PARA FICAR

Adjunto: MOZER.
João Brito Sousa

LITERATURA

(António L-Antunes)

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

(texto retirado daVisão)

Não digas nada, dá-me só a mão. Palavra de honra que não é preciso dizer nada, a mão chega.

Parece-te estranho que a mão chegue, não é, mas chega. Quantos são hoje? Nunca sei às que ando, confundo tudo, perco-me sempre, os dias, as horas, às vezes cumprimento pessoas que não conheço, há uma semana ou isso entrei num antiquário, sentei-me a uma mesa D. João V e quando a senhora da loja veio, de uns armários franceses ou lá o que era, pedi-lhe que me servisse um uísque.

Uma senhora com mais pulseiras que tu e anéis caros, de maquilhagem a lutar com a idade e a perder. Ficou a olhar para mim de cara ao lado. Depois perguntou-me se eu estava bêbado e depois começou a medir a distância entre ela e a porta a fim de chamar por socorro. Numa das paredes paisagens emolduradas a talha, o retrato de uma viscondessa decotada, estampas de cavalos com legendas em francês.

A viscondessa usava um anel no indicador rechonchudo e tinha cara de jantar bicos de rouxinol todos os dias, servindo-se dos talheres como se cada dedo fosse um mindinho, desses que a gente enrola para beber o café. A minha irmã, pelo menos, enrola. Eu sou mais para o género de o esticar, tipo antena. Educações.

Tu não enrolas nem esticas, deixas a mão inerte na minha. Não te apetece apertar-me, não tens vontade de ser terna? Gostava que ma apertasses três vezes, depois eu apertava três vezes, depois tu apertavas quatro vezes, depois eu apertava-te quatro vezes e ficávamos que tempos assim, num morse de namorados. Fantasias. Desejos. Se calhar sou uma pessoa carente. Se calhar nem sequer sou carente, sou só parvo. Segundo a minha irmã sou só parvo. A propósito de tudo e de nada
- És tão parvo

e eu, mudo, a dar-lhe razão no fundo de mim, lembrando-me que na escola era um castigo com a Geografia, capitais e rios e países tudo misturado. Continuo a misturar. Não me peças, por exemplo, para mostrar a Noruega num mapa. E conheci em rapaz uma norueguesa na praia, a pôr creme nas costas de uma amiga. Passados os primeiros embaraços pôs-me a mim também.

Espero que tivesse os mindinhos enrolados. Ofereci--me para lhe pôr a ela. Por gestos fez que não com a cabeça e o brinco esquerdo caiu. Acho que começou a ceder quando o procurámos ambos na areia, uma argola com coisinhas penduradas. O que me atrai nos brincos não é as mulheres terem-nos, é o momento em que os prendem na orelha, de queixo esticado e olhos vazios.
A mesma expressão, aliás, ao procurarem as chaves na carteira. Parece que se ausentam. Depois voltam a estar ali ao rodarem a fechadura. Esfrego sempre os sapatos no capacho antes de entrar
(educações)
e avanço devagarinho pelo tapete quase persa fora à medida que lhes percebo uma expressão de
- Como é que me vejo livre deste?
a aumentar, a aumentar. Também é nisso que pensas, responde?
- Como é que me vejo livre deste?
e a tua mão cada vez mais pequena sobre a minha, o teu lábio inferior a cobrir o superior ou seja
- Para que me fui meter num sarilho?
as tuas pernas longe, o teu corpo longe, a tua bochecha longe a gritar em silêncio
- Deus queira que não me faça uma festa
os olhinhos a espiarem-me de banda, alerta, assustados, com receio de mim, eu que não faço mal a uma mosca, nasci pacífico, hei-de morrer pacífico e no intervalo entre o nascimento e a morte sou um paz de alma. Nem entendo a reacção da senhora do antiquário, se calhar neta da viscondessa do anel. Ou bisneta. Ou filha, que a maquilhagem, coitada, pouco conseguia. Deve haver dúzias de centenários por aí, refugiados atrás dos cremes, vacilando nos joelhos magros.

Dentaduras postiças a dar com um pau, aparelhos para ouvir, lentes de contacto que se esforçam, se esforçam
- Não te vejo bem, rapaz
pobres misérias cuidadosamente ocultas. Ainda sou novo apesar da hérnia, devo ter mais uns tempitos à minha frente e o que farei com eles? Sento-me aqui, mendigo a tua mão ou aborreço-me sozinho? Não leio jornais, não me distraio com nada, aqueço um prato desses já feitos, lavo a loiça, volto ao sofá, derrotado. Ignoro quem me derrotou. Se calhar eu mesmo, se calhar a minha irmã, distantantíssima agora Tão parvo chegada dos limbos da infância com as suas sardas e a pupila torta que o doutor não curou. Na minha opinião a pupila torta não me achava tão parvo assim, compreendia-me. Há uma parte nos outros, defeituosa, frágil, que me compreende, se enternece comigo.

Quantos são hoje? Não digas nada. Tanto faz. Um dia qualquer, não me ralo com isso: a minha vida feita de dias quaisquer a amontoarem-se uns sobre os outros, indistintos, moles, idênticos. A fotografia da minha mãe na estante, a censurar-me. De quê? Que mal fiz eu? Chamo-me João.

Era para ser Arnaldo como o meu padrinho mas o meu pai insistiu no João.
De vez em quando sorria-me
- João
e ficava a repetir
- João
numa cisma contente. Dás-me licença que te beije? Não? Não te vás embora ainda, deixa-te estar.

Apesar de tudo passámos um bocado agradável, não foi? A mim agradou-me. Gosto do teu cheiro. Se te apetecer voltar toca a campainha três vezes e carrego naquele botão que abre a porta da rua. E se me avisares com antecedência compro um bolo. Quando não estiveres cá e me sentir sozinho como as migalhas que sobrarem. Vou contar-te um segredo: há alturas em que as migalhas ajudam.

Publicação de
João Brito SOUSA

segunda-feira, 10 de março de 2008

OPINIÃO

FALANDO DE FUTEBOL

A COMPETIÇÃO ESTÁ VICIADA

A competição desportiva do campeonato nacional de futebol da primeira divisão está viciada.

Pelo menos assim me parece.

Ontem o FCPorto venceu no seu estádio a Académica de Coimbra por 1 a zero, numa oferta escandalosa de Pedro Roma..

O jornal “o JOGO”, jornal afecto ao FCPorto diz que o golo de QUARESMA, foi um golo feliz. No final das contas diz quase a mesma coisa que eu digo.

No jornal citado pode ler-se: “Foi um jogo de sentido único por parte dos portistas que tiveram nos seus adversários uma equipa bem arrumada, estóica até, no capítulo defensivo, mas que pouco preocupou as linhas recuadas dos “azuis e brancos”. Superioridade incontestada e incontestável do FC Porto, que dispôs naturalmente de mais oportunidades para marcar, esbanjou umas e outras defendeu Pedro Roma, e acabou por ser feliz no golo que obteve, da autoria de Quaresma.

É verdade que o FCPorto falhou uma série de oportunidades de golo de baliza aberta, como diz o jornal, mas pareceu-me nítido o propósito da entrega da vitória ao FCPorto por parte do adversário.

Isto apesar do treinador da Académica andar a semana inteira a dizer alto e bom som que vinha ganhar ao FCPorto mais isto e mais aquilo... tangas para disfarçar a malta. Mas não conseguiu disfarçar a entrega da vitória de bandeja ao FCPorto

A mim parece-me não ter havido respeito pela competição. Teria havido outra coisa... feia... claro.

E da Federação ninguém vê nada... o FCPorto vence sem honra nem glória mas tudo bem... siga a Marinha...

O Benfica ontem empatou com a União de Leiria, o que num certo sentido é normal, porque simplesmente houve respeito pela competição, quer dizer, a equipa de Leiria bateu-se com garra pelos seus interesses.

E nos dois jogos que já realizou com o FCPorto, teve a mesma actuação? Quer dizer, bateu-se como ontem se bateu com o Benfica.?..

A resposta é não..

No primeiro jogo em Leiria, a equipa vinha debilitada de Israel onde fora jogar e, não conseguindo fazer com que o FCPorto acedesse ao adiamanto do jogo, como seria eticamente normal e não acedeu (apesar de depois ir pedir exactamente o mesmo ao Marítimo e ter conseguido o adiamento, por causa do jogo com o Liverpool), no jogo de Leiria, dizia, a vitória do FCPorto foi conseguida contra uma equipa cansada (ler crónica no JN sobre o jogo), ainda por cima com a validação irregular do segundo golo, apesar de haver um golo limpo mal anulado ao FCPorto.

No segundo jogo o Dragão, a vergonha foi igual, a tal ponto que o treinador Vítor Oliveira não conseguiu explicar a derrota dos quatro a zero. Mas ontem, depois do jogo já soube dizer que o objectivo é dignificar a camisola.
E o panorama é este.. mas só dignificar a camisola contra o Benfica, porquê?
É que este Leiria, aparentemente, nos jogos ocm o FCPorot não a diginificou.
Não haverá por aí nenhem departamento que veja isto..?
No Porto é assim.... mas não o é para mim. .

O FCPorto é claramente beneficiado na competição, quer através dos árbitro quer através da falta de competitividade dos seus adversários, principalmente nos jogos com os adversários tidos como mais fracos..

O meu BENFICA ontem, atrasou-se mais, na hipótese da conquista do título ( que ainda é possível se a Federação julgar bem o caso de Leandro Lima, que supostamente falsificou a idade).

O clube não venceu mas suponho honrou as camisolas, conseguindo virar um resultado negativo.

Há problemas no BENFICA. Há, certamente que há. Mas o problema é nosso, dos sócios do Benfica que tem de mostrar se são capazes de dar a volta ou não ao assunto.

Temos que mostrar isso, porquanto os pergaminhos do clube assim o exigem.

Por enquanto ainda temos a cara lavada e é isso que me interessa. A HONRA e o respeito pela competição são atitudes que exijo ao meu clube.

Chalana vai pegar na equipa e vai ganhar a Madrid. Sou dos que acreditam no milagre.. E gostava que Chalana continuasse à frente da equipa até se concluir que há outro melhor.

Mas esta crise do Benfica tem provocado aqui no Porto uma onda propaganda negativa em desfavor do meu clube. Não falam noutra coisa. Mas isso é bom para o Benfica, na óptica daquela frase: “não importa que falem mal de mim; o que importa é que falem”

Mas deixo uma pergunta `a malta do Porto: saberão por acaso quem foi ADRIANO PINTO.?

È que eu sei

BENFICA, sempre ..

Texto de
João brito Sousa

COISAS DA MINHA TERRA


AS VENDAS DO PATACÃO

A VENDA DO PAPO SECO..

As vendas eram lugares de comércio onde o pessoal do campo ia fazer as suas compras ou beber um copo de manhã, à tarde ou à noite. As vendas ou locais de venda, eram estabelecimentos onde se vendiam bens alimentares e bebidas alcoólicas avulso, tendo desempenhado bem o seu lugar na zona onde estavam inseridas. No Patacão havia aí umas quatro ou cinco; a do Papo Seco, a do Bernardo Piriquito, a do Rolim, a do José de Sousa e a do Passos.

A venda do senhor Reinaldo, a quem a ente chamava o Papo Seco, ficava ali à direita de quem vem de Faro, antes do Mestre Serafim, o barbeiro que cortava o cabelo à gente por três escudos e era o Pai da Lurdes que casou com o Manel Piedade, filho do caiador e que mais tarde havia de ser contínuo na Universidade do ALGARVE e que morreu sem me dizer nada. O Manel era boa praça e quando se ria dava umas gargalhadas enormes e lá ia. Os outros irmãos da Lurdes era o Artur que chegou a Oficial do Exército, outra era a Fernanda e outra que era a Lucrécia que vive no Canadá e ainda o Custódio que vive e trabalha também no Canadá e que ganhou lá um totobola ou totoloto no valor de dois milhões de dólares.

Na venda do Papo Seco quem servia as cervejas era uma rapariga nova que trabalhou lá muito tempo ao balcão e tinha muito jeito para o negócio. Quem era lá um assíduo frequentador da venda era o Joaquim Portela que passava lá quase as tardes todas, bebia uma cerveja ou duas e conversa com a donzela para a frente. A venda servia também almoços aos camionistas que por lá passavam, entre eles o meu sogro que trabalhava no Aeroporto.

O castiço era quando chegava o Ti Manel Catrunfa, fazia a sua despesa e depois ao pagar, perguntava, quanto é a despesa menina?... é cinquenta, dizia ela. E ele, o Ti Manel, muito inchado perguntava-lhe: ó menina, então diga lá de que qual algibeira quer que tire o dinheiro para pagar a despesa?... e a menina dizia.. olhe, pode ser dessa algibeira ai ao pé dos tomates.... e o Ti Manel ria e a coisa ia....

O Ti Manel Catrunfa era um velhote giro, escorreito, magro e devia de ter sido um rapaz com pinta nos seus tempos de juventude. Era um homem agora aí dos seus setenta anos, boa gente e tinha cinco ou seis filhos. Era muito amigo do senhor Reinaldo e da mulher, a D. Lídia que era quem geria o restaurante, pois o Reinaldo, sempre muito bem vestido e penteado, andava sempre na gandaia, mas era boa gente.

A venda tinha um snooker e quem jogava lá muito era o António Borrego, que era cunhado do Joaquim Mestre. O outro era o Julião, o filho da professora. O José dos Santos, o Custódio Mariano, o Zé Quintas... era tudo malta que aparecia lá.

E lá para as dez horas da noite íamos para cima da ponte, da parte de trás do senhor Martins, ouvir oZé Navalhas imitar o Clementino Baeta.. Assim,

Estas putas dum cabrão
Não me deixam alomoçar
Ora palha ora carvão.
Não me deixam descansar.

João Brito Sousa

DA IMPRENSA JN PORTO


O CANTINHO DO PINA

AINDA OS PROFESSORES
Por outras, palavras,
Texto de Manuel, António, Pina

100 000 dos 140 000 professores portugueses manifestaram-se em Lisboa exigindo a demissão da ministra. Mas, para esta, "o país não tem escolha". Por isso, "continuará a trabalhar".

Anteriormente, em várias localidades do país que não tem escolha polícias à paisana andaram pelas escolas a perguntar quem iria manifestar-se a Lisboa, "coisa - para o porta-voz do PS, Vitalino Canas - perfeitamente normal", com a PSP a cumprir "simplesmente as suas funções".

Por sua vez, na área de serviço de Aveiras, a BT, também cumprindo simplesmente as suas funções, interceptou 20 autocarros cheios de professores impedindo-os de chegar a tempo à manifestação, para confirmar se todos traziam os cintos de segurança devidamente postos.

Em Chaves, um perplexo ministro, confrontado com mais manifestantes, informou-os de que "a liberdade é algo que o país deve a Mário Soares, Salgado Zenha, Manuel Alegre. Não deve a Álvaro Cunhal nem a Mário Nogueira".

Excluiu-se modestamente a si próprio da lista de credores do país mas cumpriu também simplesmente as suas funções, e Chaves é um sítio como outro qualquer para reescrever a História.

Como os xadrezistas de que fala a lenda, o Governo parece tão absorvido no seu próprio jogo que não dá conta de que a cidade está em chamas

Recolha de
João Brito Sousa

REFLEXÃO FILOSOFIA

(René Descarte)
DISCURSO DO MÉTODO
DESCARTES

O DISCURSO DO MÉTODO, tem como objectivo principal, o cumprimento do bom uso da razão.

A obra marca uma época na história do pensamento humano.

Modernamente, o pensamento humano confunde-se com conhecimento. O homem é a preocupação do próprio homem..

Razão e senso é coisa que se encontra em cada um de nós, dado ser a coisa que nos torna homens e nos distingue dos animais... A comparação entre o ser racional e o ser irracional é um bom indicador para arrumar as ideias, no sentido em que há alguns animais cujo comportamento serve de referência ao homem, como é o exemplo do sentido colectivista das formigas.. .

O Método de Descartes é habilidoso e vingou porque foi elaborado com premissas sérias e credíveis. Quando não está no nosso poder discernir as opiniões mais verdadeiras, devemos seguir as mais prováveis que se constitui como uma verdade certíssima.

Descartes foi rigoroso na construção do método porque em primeiro lugar ele deveria estar convencido daquilo que dizia, por ser mais natural mudar os seus conceitos, ainda não testados, do que a ordem do Mundo.

A nossa vontade tende naturalmente a desejar apenas as coisas que o nosso entendimento lhe representa de algum modo como possíveis.

O objectivo era empregar toda a vida a cultivar a razão e avançar com segurança, na direcção do conhecimento da verdade.

Na expressão” penso, logo existo”, não há absolutamente nada a garantir-me que digo a

verdade a não ser que vejo muito claramente que para pensar é preciso existir

O sentido da vista não nos garante menos a verdade dos seus objectos do que os do olfacto e do ouvido, ao passo que nem a nossa imaginação nem os nossos sentidos nos podem jamais dar a certeza de qualquer coisa se o nosso entendimento não intervier.

Como é que se sabe que os pensamentos surgidos em sonhos são mais falsos do que os outros quando muitas vezes eles não são menos vivos e expressos?... pergunta Descartes.

Uma grande obra.

publicação de
João Brito Sousa