segunda-feira, 21 de abril de 2008

POESIA DE ANTÓNIO SIMÕES


AO MEU CACHIMBO
Oh! meu amigo, meu insigne companheiro das noites de insónia, passadas em vão, que tal a nossa vida ?
Tal o fumo derradeiro da nossa ridente e desfeita ilusão ?

Quando chora o coração, a dor mais aperta...teu fumo azulado em zig-zag, noite escura,se eleva no espaço... minha alma desertade sois e esperanças, de carinhos e ternura !

De noite, janela aberta, olhando a rua silenciosa... e iluminada p'la lua, ficamos quedos e sós, a meditar tristemente.

E no ar paira uma sombra obscurecida que não sei se é fumo, ilusão desta vida, ou um olhar que interroga mansamente.
Publicação de
João Brito Sousa

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