sábado, 8 de setembro de 2007
FALECEU O SENHOR RODRIGUES DA LOJA
Era a Loja de pronto vestir masculino mais ctual em Faro nos anos 50.
Lá da loja, o meu grande amigo era o empregado, alentejano de Castro Vedre, João Fava, a quem peço para apresentar à exma família os meus sentidos pêsames.
A HISTÓRIA QUE ME CONTARAM DO RODRIGUES....
... e logo lhe saiu a história do Rodrigues, grande cabeça nos tempos de escola deles. O Rodrigues saiu da escola e empregou-se numa loja de fazendas em Silves, que nem mais, era do avô do Francisco Louçã, o do Bloco. Às tantas já conhecia o negócio tão bem, por fora e por dentro, e como da cepa torta não saía, abala para Faro e monta uma loja de pronto-a-vestir na Rua de Santo António, uma das primeiras do género a "Casa Rodrigues", que durante muito tempo se manteve próspera mas a dada altura começou a andar às portas da falência. Não é que o Rodrigues teve sorte, e entretanto não é que lhe sai a sorte grande na lotaria! Ele que até então era um lojista conhecido e conceituado começou a esbanjar à grande e a francesa. A loja moderniza-se, não olha a gastos, e não é que vai mesmo à falência! Mas ainda lá existe,
João Brito Sousa
APETECIA-ME ESCREVER...
por EDUARDO GRAÇA (Dr)
Uma das medidas que, em breve, deverá obter consagração legal, no âmbito da reestruturação do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) é a que transformará o INATEL em “fundação de direito privado e utilidade pública”
“Quando se meditou muito sobre o homem, por ofício ou vocação, acontece-nos sentirmos nostalgia dos primatas. Esses ao menos não têm segundas intenções.”Albert Camus
Apetecia-me escrever acerca das relações entre a idiossincrasia dos povos e o mercado; entre a opressão e a criatividade; entre os regimes políticos e a economia; entre a liberdade e a justiça social.
Apetecia-me descrever uma visita de férias a Cuba, incensar o seu belo povo, mais as suas conquistas sociais menos a falta de liberdade.
Apetecia-me escrever acerca de falências e taxas de juro, “modelos de governação” e “mercados de risco”, compras e vendas, salários e desemprego. Apetecia-me transcrever o poema “Uma sepultura em Londres”, de Jorge de Sena e a nota em que ele diz que, em 1969, “não podia anotar-se, para notícia dos distraídos, que esta sepultura era obviamente a de Karl Marx”.
Estranho não é?
Estávamos no tempo da ditadura.
Apetecia-me escrever, à saída de férias, acerca do clima. Das inundações nos países ricos e nos países pobres. De terramotos. De incêndios. De calamidades naturais, suas origens e trágicas consequências, que não escolhem nem os hemisférios nem os indicadores de desenvolvimento sócio económico dos países. Será o “desenvolvimento sustentável” levado a sério na agenda do futuro G8/13?
Apetecia-me escrever acerca da guerra do Iraque e da “tocata e fuga, ou “fuga sem tocata”, do quarteto dos Açores.
Das mentiras planetárias inventadas para a justificar. Dos políticos vulgares que esquecem as promessas, mentem e se contorcem ao sabor das quotas de popularidade, fazendo do verbo omitir a sua religião de todos os dias. Sou dos que ainda acreditam que na política, a “boa moeda” haverá de expulsar a “má moeda”. Imaginem!
Apetecia-me escrever que uma das medidas que, em breve, deverá obter consagração legal, no âmbito da reestruturação do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) é a que transformará o INATEL em “fundação de direito privado e utilidade pública”, consagrada no PRACE (”Programa para a Reestruturação da Administração Central do Estado”) da seguinte forma:
“ Deixa de integrar o MTSS saindo da Administração Central do Estado: O Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores, I. P. - INATEL, sob a forma de fundação de direito privado e utilidade pública.”
Apetecia-me escrever que esta reforma está atrasada uns sete anos, uma minudência, e, desculpem a imodéstia, tem direitos de autor pois foi elaborada, do princípio ao fim, com detalhe técnico e consenso com os parceiros sociais, no tempo em que eu próprio era presidente daquela instituição da qual saí vai para cinco anos.
Apetecia-me escrever, com detalhe, acerca do caso em apreço, que é somente um entre muitos que mostram como as reformas da administração pública, em Portugal, sempre se atrasam, prisioneiras de preconceitos ancestrais e cinismos beatos, e ai daqueles que as quiserem prontas, em tempo útil, que o Estado estrebucha, os privados salivam e o povo geme
O MEU COMENTÁRIO.
APETECIA-ME ...
Apetecia-me dizer ao Eduardo Graça que li o seu texto , APETECIA-ME ESCREVER , como se de um poema se tratasse.
Apetecia-me dizer que enquanto lia o texto, me vieram à mente os trabalhos de âmbito social de Pablo Neruda, de Vinicius de Morais ou do Zé Maria Oliveira, que não conheço mas sei que tem um potencial enorme para fazer grandes coisas...
Apetecia-me pegar numa guitarra, dedilhá-la e acrescentar: amigo... esta noche pago yo.
Apetecia-me rever toda a poesia de Antero de Quental e de Florbela Espanca....
Apetecia-me cantar Zeca Afonso, menino sem condição... irmão de todos os nús.. tira os olhos do chão vem ver a luz.... .
Apetecia-me recitar “O cântico negro” do José Régio e dizer bem alto ...não... não vou por aí.
Apetecia-me ir acordar Che Guevara y lhe comunicar: amigo tenemos de partir, nuestro pueblo nos aguarda.
Apetecia-me tanta coisa..
Apetecia-me enviar ao Eduardo Graça, um abraço de parabéns pela beleza do texto publicado.
João Brito Sousa..
Uma das medidas que, em breve, deverá obter consagração legal, no âmbito da reestruturação do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) é a que transformará o INATEL em “fundação de direito privado e utilidade pública”
“Quando se meditou muito sobre o homem, por ofício ou vocação, acontece-nos sentirmos nostalgia dos primatas. Esses ao menos não têm segundas intenções.”Albert Camus
Apetecia-me escrever acerca das relações entre a idiossincrasia dos povos e o mercado; entre a opressão e a criatividade; entre os regimes políticos e a economia; entre a liberdade e a justiça social.
Apetecia-me descrever uma visita de férias a Cuba, incensar o seu belo povo, mais as suas conquistas sociais menos a falta de liberdade.
Apetecia-me escrever acerca de falências e taxas de juro, “modelos de governação” e “mercados de risco”, compras e vendas, salários e desemprego. Apetecia-me transcrever o poema “Uma sepultura em Londres”, de Jorge de Sena e a nota em que ele diz que, em 1969, “não podia anotar-se, para notícia dos distraídos, que esta sepultura era obviamente a de Karl Marx”.
Estranho não é?
Estávamos no tempo da ditadura.
Apetecia-me escrever, à saída de férias, acerca do clima. Das inundações nos países ricos e nos países pobres. De terramotos. De incêndios. De calamidades naturais, suas origens e trágicas consequências, que não escolhem nem os hemisférios nem os indicadores de desenvolvimento sócio económico dos países. Será o “desenvolvimento sustentável” levado a sério na agenda do futuro G8/13?
Apetecia-me escrever acerca da guerra do Iraque e da “tocata e fuga, ou “fuga sem tocata”, do quarteto dos Açores.
Das mentiras planetárias inventadas para a justificar. Dos políticos vulgares que esquecem as promessas, mentem e se contorcem ao sabor das quotas de popularidade, fazendo do verbo omitir a sua religião de todos os dias. Sou dos que ainda acreditam que na política, a “boa moeda” haverá de expulsar a “má moeda”. Imaginem!
Apetecia-me escrever que uma das medidas que, em breve, deverá obter consagração legal, no âmbito da reestruturação do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) é a que transformará o INATEL em “fundação de direito privado e utilidade pública”, consagrada no PRACE (”Programa para a Reestruturação da Administração Central do Estado”) da seguinte forma:
“ Deixa de integrar o MTSS saindo da Administração Central do Estado: O Instituto Nacional para Aproveitamento dos Tempos Livres dos Trabalhadores, I. P. - INATEL, sob a forma de fundação de direito privado e utilidade pública.”
Apetecia-me escrever que esta reforma está atrasada uns sete anos, uma minudência, e, desculpem a imodéstia, tem direitos de autor pois foi elaborada, do princípio ao fim, com detalhe técnico e consenso com os parceiros sociais, no tempo em que eu próprio era presidente daquela instituição da qual saí vai para cinco anos.
Apetecia-me escrever, com detalhe, acerca do caso em apreço, que é somente um entre muitos que mostram como as reformas da administração pública, em Portugal, sempre se atrasam, prisioneiras de preconceitos ancestrais e cinismos beatos, e ai daqueles que as quiserem prontas, em tempo útil, que o Estado estrebucha, os privados salivam e o povo geme
O MEU COMENTÁRIO.
APETECIA-ME ...
Apetecia-me dizer ao Eduardo Graça que li o seu texto , APETECIA-ME ESCREVER , como se de um poema se tratasse.
Apetecia-me dizer que enquanto lia o texto, me vieram à mente os trabalhos de âmbito social de Pablo Neruda, de Vinicius de Morais ou do Zé Maria Oliveira, que não conheço mas sei que tem um potencial enorme para fazer grandes coisas...
Apetecia-me pegar numa guitarra, dedilhá-la e acrescentar: amigo... esta noche pago yo.
Apetecia-me rever toda a poesia de Antero de Quental e de Florbela Espanca....
Apetecia-me cantar Zeca Afonso, menino sem condição... irmão de todos os nús.. tira os olhos do chão vem ver a luz.... .
Apetecia-me recitar “O cântico negro” do José Régio e dizer bem alto ...não... não vou por aí.
Apetecia-me ir acordar Che Guevara y lhe comunicar: amigo tenemos de partir, nuestro pueblo nos aguarda.
Apetecia-me tanta coisa..
Apetecia-me enviar ao Eduardo Graça, um abraço de parabéns pela beleza do texto publicado.
João Brito Sousa..
UM BOM FIM DE SEMANA
PORTO, 2007.09.08
BOM FIM DE SEMANA
Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para a minha neta MARIANA
Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,
Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO
Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA EM FERREIRAS.
Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível
Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.
Para o Engº Manuel Carvalho e esposa
Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.
Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO
e para o Guilherme, Marta esposo e filho,
Para o CARLINHOS LOURO, meu primo e velho amigo.
Para os meus irmãos em NEWARK, USA
Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....
Aló PAUL SPATZ e filhas
Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá
aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,
Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...
Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.
Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,
Tia Amélia.
Tias Alzira e Ti Manel
Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos
Silvina e Luís Alcantarilha e filhos
Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS
Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos
FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.
Para: VIEGAS, DIOGO, PLÍNIO, ARNALDO SIVA, ZÉ GRAÇA, DIOGO TARRETA E REINALDO E SOLEDADE ...ainda há mais?... para todos
Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E ZÉ MAGANÃO e SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Estamos em: Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, os garndes amigos e colegas,
ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.
Para o JORGE CUSTODIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro.
http://bracosaoalto.blogspot.com/
http://braciais.blogs.sapo.pt/
http://bracadas.blogs.sapo.pt/
http://estudarfaro.blogspot.com/
Dêem uma vista de olhos.
UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE
João Brito Sousa
BOM FIM DE SEMANA
Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para a minha neta MARIANA
Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,
Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO
Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA EM FERREIRAS.
Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível
Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.
Para o Engº Manuel Carvalho e esposa
Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.
Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO
e para o Guilherme, Marta esposo e filho,
Para o CARLINHOS LOURO, meu primo e velho amigo.
Para os meus irmãos em NEWARK, USA
Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....
Aló PAUL SPATZ e filhas
Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá
aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,
Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...
Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.
Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,
Tia Amélia.
Tias Alzira e Ti Manel
Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos
Silvina e Luís Alcantarilha e filhos
Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS
Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos
FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.
Para: VIEGAS, DIOGO, PLÍNIO, ARNALDO SIVA, ZÉ GRAÇA, DIOGO TARRETA E REINALDO E SOLEDADE ...ainda há mais?... para todos
Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E ZÉ MAGANÃO e SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Estamos em: Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, os garndes amigos e colegas,
ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.
Para o JORGE CUSTODIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro.
http://bracosaoalto.blogspot.com/
http://braciais.blogs.sapo.pt/
http://bracadas.blogs.sapo.pt/
http://estudarfaro.blogspot.com/
Dêem uma vista de olhos.
UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE
João Brito Sousa
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
POESIA
(ilha do PICO)PORTO, 2007.09.06
A VITÓRIA
As pessoas daqui entendem a vitória!...
A qualquer preço; só interessa ganhar.
Seja com uma exibição de má memória
Ou jogando com a vontade de triunfar...
Devemos ser justos na apreciação!
Porque nos doem as coisas viciadas,
Vejemos as coisas à luz da razão...
Deixemos de lado as coisas erradas.
Se for justa e clara a vitória sabe bem!...
Se não o for prejudica sempre alguém...
E não é isso que afinal... o que se quer...
O importante é clareza e honestidade!...
Que a vitória se baseie na verdade,
E não naquilo que se tem visto fazer....
João Brito Sousa
O EVANGELHO DE SARAMAGO
EVANGELHO ... DE SARAMAGO
No DESTAK de hoje, o economista e professor universitário João César das Neves, escreve, em artigo de opinião, a divergência que opõe Saramago ao Senhor Presidente da Republica.
Às tantas diz,
.... a imperdoável ofensa foi que o Governo omitiu um dos títulos de Saramago, o Evangelho segundo Jesus Cristo, nomeadamente, numa candidatura a um prémio literário. Em 1992 o subsecretário de estado da cultura, Sousa Lara, a quem competia seleccionar a lista portuguesa de livros endereçados ao Prémio Literário Europeu, decidiu escolher vários volumes não sendo nenhum escrito por Saramago.
Foi só isto.
O governante não tinha de apresentar razões da omissão. Quando muito poderia explicar os méritos dos escolhidos mas não o fez..
Por este motivo o responsável perdeu o emprego.
Saramago sente-se ainda hoje com direito a esse prémio, e assegurou ao último Expesso ( Única, 1/Set), que não perdoa a Cavaco. Nem se dignará cumprimentá-lo se um dia o encontrar.
O MEU COMENTÁRIO
O livro de Saramago em causa, que li e adorei, não belisca em nada a opinião dos católicos. Todavia, não tenho competência para saber se o livro devia ou não concorrer ao Prémio Europeu.
Acontece que o livro não foi seleccionado para concurso, porque o senhor Secretário de Estado da Cultura assim o entendeu....mal.. bem.. é um assunto do foro da Secretaria de Estado da Cultura..
Saramago ao dizer que não cumprimentaria o actual senhor Presidente da República, se hoje o encontrasse , seria certamente por outras razões.
Por esta do livro, não...
No DESTAK de hoje, o economista e professor universitário João César das Neves, escreve, em artigo de opinião, a divergência que opõe Saramago ao Senhor Presidente da Republica.
Às tantas diz,
.... a imperdoável ofensa foi que o Governo omitiu um dos títulos de Saramago, o Evangelho segundo Jesus Cristo, nomeadamente, numa candidatura a um prémio literário. Em 1992 o subsecretário de estado da cultura, Sousa Lara, a quem competia seleccionar a lista portuguesa de livros endereçados ao Prémio Literário Europeu, decidiu escolher vários volumes não sendo nenhum escrito por Saramago.
Foi só isto.
O governante não tinha de apresentar razões da omissão. Quando muito poderia explicar os méritos dos escolhidos mas não o fez..
Por este motivo o responsável perdeu o emprego.
Saramago sente-se ainda hoje com direito a esse prémio, e assegurou ao último Expesso ( Única, 1/Set), que não perdoa a Cavaco. Nem se dignará cumprimentá-lo se um dia o encontrar.
O MEU COMENTÁRIO
O livro de Saramago em causa, que li e adorei, não belisca em nada a opinião dos católicos. Todavia, não tenho competência para saber se o livro devia ou não concorrer ao Prémio Europeu.
Acontece que o livro não foi seleccionado para concurso, porque o senhor Secretário de Estado da Cultura assim o entendeu....mal.. bem.. é um assunto do foro da Secretaria de Estado da Cultura..
Saramago ao dizer que não cumprimentaria o actual senhor Presidente da República, se hoje o encontrasse , seria certamente por outras razões.
Por esta do livro, não...
João Brito Sousa
DA IMPRENSA

À ATENÇÃO DO ENGº MANUEL CARVALHO,
que gostava desse uma explicação sobre o assunto que segue.
DO JORNAL " A BOLA"
Futebol
FC Porto-Marítimo antecipado para sábado
O Marítimo aceitou o pedido formulado pelo FC Porto no sentido de antecipar para sábado, dia 15 de Setembro, o jogo da quarta jornada do campeonato, no Estádio do Dragão.
A razão prende-se com o facto de o FC Porto defrontar o Liverpool na terça-feira seguinte, também no Estádio do Dragão, na primeira ronda da Liga dos Campeões
O MEU COMENTÁRIO
Se no jogo com o União de Leiria a Instituição FC PORTO não acedeu a alterar a data do jogo para o dia a seguir, constituindo isso um aproveitamneto escandaloso da situação ( o Leiria não podia com uma gata pelo rabo, durante jogo, como disse toda a imprensa), que levou o FC PORTO a ganhar o jogo sem honra nem glória, porque para além dessa falta de ética demonstrada ganhou o jogo com um golo irregular, conforme disse toda a imprensa...
Telefonou-me um amigo há pouco, a pedir que fizesse uma correcção, ou seja, disse-me que o FC PORTO marcou um golo limpo aos 3 ou 4 minutos, que foi invalidado pela equipe de arbitragem, o que lamento não ter referido isso, tão pouco que o árbtro tenha anulado o golo limpo.
De qualquer maeira a questão de fundo mantem-se, ou seja, vir agora pedir adiamento ao Marítimo, é no mínimo vergonhoso, atendendo ao que se passou com a União de Leiria nesse aspecto.
O FC PORTO não é digno de discutir o título da primeira Liga, porque não respeita a competição.
Este clube nunca pode ser campeão de nada.
João Brito Sousa
REFLEXÃO FILOSÓFICA
REFLEXÃO FILOSÓFICA
O texto que se segue é de Marguerite Yourcenar, in 'Memórias de Adriano' e etm como título ,
AS VIRTUDES DE CADA UM..
O TEXTO AÍ VAI:
“Não desprezo os homens. Se o fizesse, não teria direito algum nem razão alguma para tentar governá-los. Sei que são vãos, ignorantes, ávidos, inquietos, capazes de quase tudo para triunfar, para se fazer valer, mesmo aos seus próprios olhos, ou simplesmente para evitar o sofrimento.
Sei muito bem: sou como eles, pelo menos momentaneamente, ou poderia tê-lo sido. Entre outrem e eu, as diferenças que distingo são demasiado insignificantes para que a minha atitude se afaste tanto da fria superioridade do filósofo como da arrogância de César.
Os mais opacos dos homens também têm os seus clarões: este assassino toca correctamente flauta; este contramestre que dilacera o dorso dos escravos com chicotadas é talvez um bom filho; este idiota partilharia comigo o seu último bocado de pão. Há poucos a quem não possa ensinar-se convenientemente alguma coisa.
O nosso grande erro é querer encontrar em cada um, em especial, as virtudes que ele não tem e desinteressarmo-nos de cultivar as que ele possui.
O texto que se segue é de Marguerite Yourcenar, in 'Memórias de Adriano' e etm como título ,
AS VIRTUDES DE CADA UM..
O TEXTO AÍ VAI:
“Não desprezo os homens. Se o fizesse, não teria direito algum nem razão alguma para tentar governá-los. Sei que são vãos, ignorantes, ávidos, inquietos, capazes de quase tudo para triunfar, para se fazer valer, mesmo aos seus próprios olhos, ou simplesmente para evitar o sofrimento.
Sei muito bem: sou como eles, pelo menos momentaneamente, ou poderia tê-lo sido. Entre outrem e eu, as diferenças que distingo são demasiado insignificantes para que a minha atitude se afaste tanto da fria superioridade do filósofo como da arrogância de César.
Os mais opacos dos homens também têm os seus clarões: este assassino toca correctamente flauta; este contramestre que dilacera o dorso dos escravos com chicotadas é talvez um bom filho; este idiota partilharia comigo o seu último bocado de pão. Há poucos a quem não possa ensinar-se convenientemente alguma coisa.
O nosso grande erro é querer encontrar em cada um, em especial, as virtudes que ele não tem e desinteressarmo-nos de cultivar as que ele possui.
QUEM É MARGUERITE YOURCENAR?...
Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (anagrama de Yourcenar) (8 de junho de 1903, Bruxelas, - 17 de dezembro de 1987, Mount Desert Island, Maine, EUA) foi uma escritora belga de língua francesa. Foi a primeira mulher eleita à Academia francesa em 1980, após uma campanha e apoio ativos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão.
Marguerite Yourcenar, pseudônimo de Marguerite Cleenewerck de Crayencour (anagrama de Yourcenar) (8 de junho de 1903, Bruxelas, - 17 de dezembro de 1987, Mount Desert Island, Maine, EUA) foi uma escritora belga de língua francesa. Foi a primeira mulher eleita à Academia francesa em 1980, após uma campanha e apoio ativos de Jean d'Ormesson, que escreveu o discurso de sua admissão.
Ela foi educada de forma privada e de maneira excepcional: lia Jean Racine com oito anos de idade, e seu pai ensinou-lhe o latim aos oito anos e grego aos doze.
Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949.
As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).
Em 1939 mudou-se para os Estados Unidos, onde passou o resto de sua vida, obtendo a cidadania estado-unidense em 1947 e ensinando literatura francesa até 1949.
As suas Mémoires d´Hadrien (Memórias de Adriano), de 1951, tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Œuvre au Noir (A Obra em Negro, 1968), uma biografia de um herói do século XVI, chamado Zénon, atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atracção pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou La vision du vide (1981) e Comme l´eau qui coule (1982).
O MEU COMENTÀRIO.
O texto vale sobretudo pelo seu último parágrafo quando diz: - “O nosso grande erro é querer encontrar em cada um, em especial, as virtudes que ele não tem e desinteressarmo-nos de cultivar as que ele possui. “
Parece estar aqui um dos grandes males da Humanidade. Toda a gente faz isto; exige o desenvolvimento das capacidades que cada um não tem e ignorando as capacidades que cada um tem.
Em casa de um amigo, talvez consigamos arranjar um exemplo que caiba aqui.A esposa “exige” que ele coma devagar, que parta as quantidades de peixe ou carne em pequenos bocados, que, diz ela, tora tudo mais fácil.
Ele responde : mas este é o meu modelo. Sou tal e qual o António Lobo Antunes que diz que também não sabe comer.
È preciso harmonizar os interesses e não exigir do outro que tenha uma actuação eficiente num terreno em que ele tem lacunas e falhas de adaptação.
É` importante conhecermo-nos bem, seja, conhecer os nossos erros e virtudes e procurar actuar dentro daquele ambiente que nos é favorável.
João Brito Sousa
O texto vale sobretudo pelo seu último parágrafo quando diz: - “O nosso grande erro é querer encontrar em cada um, em especial, as virtudes que ele não tem e desinteressarmo-nos de cultivar as que ele possui. “
Parece estar aqui um dos grandes males da Humanidade. Toda a gente faz isto; exige o desenvolvimento das capacidades que cada um não tem e ignorando as capacidades que cada um tem.
Em casa de um amigo, talvez consigamos arranjar um exemplo que caiba aqui.A esposa “exige” que ele coma devagar, que parta as quantidades de peixe ou carne em pequenos bocados, que, diz ela, tora tudo mais fácil.
Ele responde : mas este é o meu modelo. Sou tal e qual o António Lobo Antunes que diz que também não sabe comer.
È preciso harmonizar os interesses e não exigir do outro que tenha uma actuação eficiente num terreno em que ele tem lacunas e falhas de adaptação.
É` importante conhecermo-nos bem, seja, conhecer os nossos erros e virtudes e procurar actuar dentro daquele ambiente que nos é favorável.
João Brito Sousa
O BANCO NACIONAL ULTRAMARINO ANOS 60

O BNU NOS ANOS SESSENTA
Os trabalhadores bancários que operavam em Lisboa na rua Augusta no BNU, anos sessenta, muitos deles eram provenientes da Escola Comercial e Industrial de Faro e da Escola de Silves, onde havia grandes professores de contabilidade
Um dos mais antigos colaboradores do Banco era o João Ramos que viera de Silves com o Barradas, gente séria, incapaz de enganar o patrão. Funcionários exemplares, cumpridores na entrada nas instalações do Banco e creio que também na saída.
O João Ramos quando se reformou, ficou a trabalhava numa qualquer organização de reformados dentro do Banco e ia passar os fins de semana a Silves., a sua terra natal. Para isso, tinha reservado para todas as semanas um lugar na Mundial de Turismo, que era o primeiro banco da frente, para se deslocar `a santa terrinha. Este João tinha cada uma...
O Barradas era aquele homem frio e sem sorriso. Todo ele era profissionalismo. Uma vez estava com uma malta amiga em Almada e apareceu o Barradas que também lá morava Conversa para aqui conversa para ali e diz um... ó Barradas, tens sabido do Machado? Esse do Seixal, perguntou o Barradas, sim esse.... é pá esse gajo chegava sempre atrasado ao Banco e ia dizer ao chefe que chegava atrasado porque o barco dançava.... no mar, e ele tinha medo....
De Silves havia ainda o Ladislau Calvário, benfiquista e que jogou a ponta de lança no clube desportivo da terra, sempre muito bem aperaltado mas que trabalhou em Almada e que às vezes ia à sede fazer uns biscates.
Constava lá por Faro, nos meios académicos que a malta da Escola de Silves tinha muito bom aproveitamento em Contabilidade , pois havia lá bons professores da área, como o Dr. José Correia, o Dr. Serôdio e a Drª Alcina Palmeira
Da minha Escola de Faro é que havia muita malta a trabalhar na banca, principalmente no BNU em Lisboa.
O mais antigo que eu conheci foi o Zé Clérigo do Passo da Fuzeta, que quando aluno na Escola do Magistério Primário foi contemporâneo do Franklim Marques, do João Manjua, do Francisco Zambujal, do Luís Cassito de Beja e de outros... e já possuía um carro para passear as raparigas. O Zé começou como professor primário tendo ido para o banco mais tarde. Trabalhava nos serviços de Contencioso do banco quando se reformou.
Depois o Zeca Bastos, El Pepe, que era como lhe chamavam por jogar muito bem à bola, sempre muito penteadinho e sempre com as botas muito engraxadas o Pepe era um talento. Uma vez , à noite, foi treinar ao Seixal para assinar contrato de profissional mas as coisas correram para o torto e não pôde ser nada.. profissionalmente o Zeca era super asseado. Como trabalhava na Contabilidade tinha a secretária sempre com muitos papéis, mas tudo super arrumado. Uma vez comprou um casaco de lã de carneiro australiano que durou alguns vinte anos e o Zeca já estava danado com o casaco. Nunca mais a traça entrava no casaco...Era capaz de estar até às três da manhã, `a espera dela. Não desgrudava. Na equipa de futebol da Escola jogava a médio com o Julião de Carvalho
.O Alexandre, que estava nos serviços pessoal e é irmão do Donaldo e dizem que ia passear aos domingo para Cascais.
O Daniel Mendonça, que se licenciou em Direito, à noite e foi Director de Recursos Humanos no Banco e foi ele que organizou em Lisboa o primeiro almoço dos antigos alunos da Escola a que eu tive o grato prazer de estar presente, ao lado do Dr. Honorato Viegas e em frente do Prf. Doutor Aníbal Cavaco Silva.
(continua)
João Brito Sousa.
Os trabalhadores bancários que operavam em Lisboa na rua Augusta no BNU, anos sessenta, muitos deles eram provenientes da Escola Comercial e Industrial de Faro e da Escola de Silves, onde havia grandes professores de contabilidade
Um dos mais antigos colaboradores do Banco era o João Ramos que viera de Silves com o Barradas, gente séria, incapaz de enganar o patrão. Funcionários exemplares, cumpridores na entrada nas instalações do Banco e creio que também na saída.
O João Ramos quando se reformou, ficou a trabalhava numa qualquer organização de reformados dentro do Banco e ia passar os fins de semana a Silves., a sua terra natal. Para isso, tinha reservado para todas as semanas um lugar na Mundial de Turismo, que era o primeiro banco da frente, para se deslocar `a santa terrinha. Este João tinha cada uma...
O Barradas era aquele homem frio e sem sorriso. Todo ele era profissionalismo. Uma vez estava com uma malta amiga em Almada e apareceu o Barradas que também lá morava Conversa para aqui conversa para ali e diz um... ó Barradas, tens sabido do Machado? Esse do Seixal, perguntou o Barradas, sim esse.... é pá esse gajo chegava sempre atrasado ao Banco e ia dizer ao chefe que chegava atrasado porque o barco dançava.... no mar, e ele tinha medo....
De Silves havia ainda o Ladislau Calvário, benfiquista e que jogou a ponta de lança no clube desportivo da terra, sempre muito bem aperaltado mas que trabalhou em Almada e que às vezes ia à sede fazer uns biscates.
Constava lá por Faro, nos meios académicos que a malta da Escola de Silves tinha muito bom aproveitamento em Contabilidade , pois havia lá bons professores da área, como o Dr. José Correia, o Dr. Serôdio e a Drª Alcina Palmeira
Da minha Escola de Faro é que havia muita malta a trabalhar na banca, principalmente no BNU em Lisboa.
O mais antigo que eu conheci foi o Zé Clérigo do Passo da Fuzeta, que quando aluno na Escola do Magistério Primário foi contemporâneo do Franklim Marques, do João Manjua, do Francisco Zambujal, do Luís Cassito de Beja e de outros... e já possuía um carro para passear as raparigas. O Zé começou como professor primário tendo ido para o banco mais tarde. Trabalhava nos serviços de Contencioso do banco quando se reformou.
Depois o Zeca Bastos, El Pepe, que era como lhe chamavam por jogar muito bem à bola, sempre muito penteadinho e sempre com as botas muito engraxadas o Pepe era um talento. Uma vez , à noite, foi treinar ao Seixal para assinar contrato de profissional mas as coisas correram para o torto e não pôde ser nada.. profissionalmente o Zeca era super asseado. Como trabalhava na Contabilidade tinha a secretária sempre com muitos papéis, mas tudo super arrumado. Uma vez comprou um casaco de lã de carneiro australiano que durou alguns vinte anos e o Zeca já estava danado com o casaco. Nunca mais a traça entrava no casaco...Era capaz de estar até às três da manhã, `a espera dela. Não desgrudava. Na equipa de futebol da Escola jogava a médio com o Julião de Carvalho
.O Alexandre, que estava nos serviços pessoal e é irmão do Donaldo e dizem que ia passear aos domingo para Cascais.
O Daniel Mendonça, que se licenciou em Direito, à noite e foi Director de Recursos Humanos no Banco e foi ele que organizou em Lisboa o primeiro almoço dos antigos alunos da Escola a que eu tive o grato prazer de estar presente, ao lado do Dr. Honorato Viegas e em frente do Prf. Doutor Aníbal Cavaco Silva.
(continua)
João Brito Sousa.
NAQUELE TEMPO ( I I )

SOU DO TEMPO DO VIEGUINHAS.,
De Pechão
A MALTA,
A minha convivência com o Zé Bartílio no Magistério foi de muito boa qualidade. Éramos do mesmo grupo pedagógico, preparávamos os planos de lição juntos, falávamos de filosofia, de literatura, de arte e outras coisas mais.
Foi no Magistério que comecei a sentir a necessidade de escrever e recordo-me que ainda escrevi um conto ou dois para um jornal que havia lá na escola . Nas aulas práticas fazíamos versos em papelinhos que depois chutávamos uns para os outros e lá íamos passando o tempo.
Uma vez, numa dessas versalhadas que fizemos, ataquei o Zé Bartílio de tal maneira que o Zé, já meio bravo, defendeu-se assim:
BRITO DE SOUSA amigo caro
Ruma para a delicadeza
Que num deslizo não reparo
Mas em muitos concerteza.
Fizemos o curso ambos com nota final de catorze valores e lá partimos rumo a vida . Eu fiquei colocado em Almada para poder frequentar o Instituo Comercial de Lisboa (o maior erro da minha vida e um dia quero falar nisto)e Zé partiu não sei para onde. Às vezes vemo-nos apesar de já não nos vermos à muito tempo.
Sabemos que somos amigos e.... isso basta-nos.
O Zé fez o percurso profissional na banca, BNU, nomeadamente e reformou-se aí. Hoje, disseram-me que é «boss» num imobiliária..
Terá filhos? Não sei... mas é casado..
O Luís Guimarães népia ... não sei nada nem nunca ma o vi.
O Reinaldo de Estoi, de seu nome completo Reinaldo Rodrigues Neto, é industrial em Estoi mas não sei de quê.
Herlander dos Santos Estrela, um dos maiores sucessos profissionais dessa turma. È licenciado em Economia e fez a carreira profissional na banca, onde foi administrador de vários bancos (pelo menos mais do que um) e creio que se reformou na qualidade de Vice Governador do Banco de Portugal.
Humberto José Viegas Gomes, fez carreira na banca, Totta nomeadamente e foi um grande desportista, especialmente na disciplina de basket onde chegou a treinador..
Segue-se o Vieguinhas, mas isso é um blog só para ele.
(continua)
João Brito Sousa
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
HOMENAGEM AO ARQ. HERMÍNIO
(o arquitecto HERMÍNIO era natural do PORTO)O ARQUITECTO HERMÍNIO.
Soube do falecimento do arquitecto Hermínio Oliveira através da crónica do Viegas Gomes publicada no “A DEFESA DE FARO”.
Conheci-o bem apesar de nunca ter falado com ele. Mas admirava-o e reconhecia-lhe competência intelectual. Às vezes havia a possibilidade de o ouvir falar sobre qualquer assunto e era muito interessante.
O que me liga ao arquitecto Hermínio é a questão de ambos termos sido professores primários no início das nossas carreiras profissionais
E por ele ser poeta e eu um candidato a isso. Por isso aí vai um poema para ele.
AO ARQUITECTO
A Hermínio Oliveira
Com os fatos e sapatos sempre a rigor
Todo ele era requinte, elegância e fascínio...
O laço azul, dava-lhe o ar de professor,
De que se orgulhava tanto o Prof. Hermínio.
Imponente, sóbrio vertical e duro...
O arquitecto era um homem respeitado,
Culto, intelectual e com argumento seguro
Era por todos um homem admirado!...
Vais-te embora ó arquitecto.. está na hora...
Deixa lá ... um dia iremos todos daqui para fora
È uma questão de espaço, já não temos lugar...
Mas toma nota ó Hermínio, tu vais mas deixaste
À cidade o grande espólio do que nos ensinaste
Por isso, um lugar eterno para ti vamos reservar
Soube do falecimento do arquitecto Hermínio Oliveira através da crónica do Viegas Gomes publicada no “A DEFESA DE FARO”.
Conheci-o bem apesar de nunca ter falado com ele. Mas admirava-o e reconhecia-lhe competência intelectual. Às vezes havia a possibilidade de o ouvir falar sobre qualquer assunto e era muito interessante.
O que me liga ao arquitecto Hermínio é a questão de ambos termos sido professores primários no início das nossas carreiras profissionais
E por ele ser poeta e eu um candidato a isso. Por isso aí vai um poema para ele.
AO ARQUITECTO
A Hermínio Oliveira
Com os fatos e sapatos sempre a rigor
Todo ele era requinte, elegância e fascínio...
O laço azul, dava-lhe o ar de professor,
De que se orgulhava tanto o Prof. Hermínio.
Imponente, sóbrio vertical e duro...
O arquitecto era um homem respeitado,
Culto, intelectual e com argumento seguro
Era por todos um homem admirado!...
Vais-te embora ó arquitecto.. está na hora...
Deixa lá ... um dia iremos todos daqui para fora
È uma questão de espaço, já não temos lugar...
Mas toma nota ó Hermínio, tu vais mas deixaste
À cidade o grande espólio do que nos ensinaste
Por isso, um lugar eterno para ti vamos reservar
João Brito Sousa
AGRADECIMENTO PÚBLICO

Aos meus amigos Zé MANTA e à esposa, a ISABEL MANTA
A MINHA ESTADIA EM ÁFRICA
.
Se eu tivesse o talento para escrever como gostaria de ter, ficava pelo menos com a certeza que faria justiça às qualidades humanas do casal MANTA, que conheci em ANGOLA., na Lunda Norte, Dundo, Portugália, Serra do Camatundo... etc e tal... nos anos de 1984/87, quando por lá andei.
A minha, de certo modo longa estadia em África, nomeadamente na Companhia de Diamantes de Angola, está directamente ligada ao bom relacionamento e total apoio logístico, humano e todos os outros de toda a espécie, que recebi, desinteressadamente diga-se, do ZÉ e da ISABEL MANTA.
Eu e África seria sofrimento e dor se não houvesse o casal MANTA.
No avião que me conduziu de Luanda à Lunda Norte senti os primeiros calafrios daquilo que viria a ser um ataque de paludismo ou ataque de malária. Foi o diabo mas como a resoquina lá me consegui safar..
Nessa altura ainda não conhecia os MANTA, isso veio a seguir, mas já não me lembro como. Só sei é que todas as noites depois do jantar íamos cair na residência dos MANTA, onde se passaram momentos muito agradáveis, inesquecíveis mesmo Nos MANTA havia sempre um cafézinho para a malta e, sobretudo, havia uma boa amizade e muita solidariedade entre nós todos.
Foi na casa do ZÉ MANTA, que conheci um homem maravilhoso e electricista competente que foi o FERNANDO PEDRO, afinal meu vizinho em ALMADA mas que cá não conhecia, que um dia apareceu na casa do Zé com o MARGELINO.
Outro grande camarada que também conheci na casa do Zé, foi o ROSA MARQUES, grande oficial de armazéns e guarda redes nos jogos da piscina aos sábados e aos domingos.
E muitos outros...
Do nosso team, que tinha assento garantido na casa do ZÉ, era eu, o Filipe e um tipo bacano que era lá electricista mas que não me lembro agora o nome.
E se me permitissem gostava de recordar aqui um amigo de toda a gente lá no Dundo e que me ajudou bastante também; refiro-me ao ilustre camarada e amigo JOÃO ALMEIDA.
E já agora, recordar só mais um; o grande CAEIRO RAMOS. Ah... e o meu grande amigo MÁRIO BARBOSA e o outro grande amigo o MARIO ??? dos recebimentos e que era Chefe do Fernando Donito....
E o Dr. Mortal e os meus Chefes de Gabinete, o Dr. Manuel Rodrigues e o bom do Manuel Machado.
A todos, e mais aqueles que porventura me esteja a esquecer, como os médicos e amigos Drs. Azenha e Carlos Sousa, o cirurgião dos sobas, aí vai um abraço.
Mas hoje é dia dos amigos ZÉ MANTA e ISABEL MANTA, a quem agradeço publicamente, todo o apoio recebido, para que naquelas terras quentes me conseguir aguentar.
Trago-os no coração e fica aí um até breve do
João Brito Sousa
A MINHA ESTADIA EM ÁFRICA
.
Se eu tivesse o talento para escrever como gostaria de ter, ficava pelo menos com a certeza que faria justiça às qualidades humanas do casal MANTA, que conheci em ANGOLA., na Lunda Norte, Dundo, Portugália, Serra do Camatundo... etc e tal... nos anos de 1984/87, quando por lá andei.
A minha, de certo modo longa estadia em África, nomeadamente na Companhia de Diamantes de Angola, está directamente ligada ao bom relacionamento e total apoio logístico, humano e todos os outros de toda a espécie, que recebi, desinteressadamente diga-se, do ZÉ e da ISABEL MANTA.
Eu e África seria sofrimento e dor se não houvesse o casal MANTA.
No avião que me conduziu de Luanda à Lunda Norte senti os primeiros calafrios daquilo que viria a ser um ataque de paludismo ou ataque de malária. Foi o diabo mas como a resoquina lá me consegui safar..
Nessa altura ainda não conhecia os MANTA, isso veio a seguir, mas já não me lembro como. Só sei é que todas as noites depois do jantar íamos cair na residência dos MANTA, onde se passaram momentos muito agradáveis, inesquecíveis mesmo Nos MANTA havia sempre um cafézinho para a malta e, sobretudo, havia uma boa amizade e muita solidariedade entre nós todos.
Foi na casa do ZÉ MANTA, que conheci um homem maravilhoso e electricista competente que foi o FERNANDO PEDRO, afinal meu vizinho em ALMADA mas que cá não conhecia, que um dia apareceu na casa do Zé com o MARGELINO.
Outro grande camarada que também conheci na casa do Zé, foi o ROSA MARQUES, grande oficial de armazéns e guarda redes nos jogos da piscina aos sábados e aos domingos.
E muitos outros...
Do nosso team, que tinha assento garantido na casa do ZÉ, era eu, o Filipe e um tipo bacano que era lá electricista mas que não me lembro agora o nome.
E se me permitissem gostava de recordar aqui um amigo de toda a gente lá no Dundo e que me ajudou bastante também; refiro-me ao ilustre camarada e amigo JOÃO ALMEIDA.
E já agora, recordar só mais um; o grande CAEIRO RAMOS. Ah... e o meu grande amigo MÁRIO BARBOSA e o outro grande amigo o MARIO ??? dos recebimentos e que era Chefe do Fernando Donito....
E o Dr. Mortal e os meus Chefes de Gabinete, o Dr. Manuel Rodrigues e o bom do Manuel Machado.
A todos, e mais aqueles que porventura me esteja a esquecer, como os médicos e amigos Drs. Azenha e Carlos Sousa, o cirurgião dos sobas, aí vai um abraço.
Mas hoje é dia dos amigos ZÉ MANTA e ISABEL MANTA, a quem agradeço publicamente, todo o apoio recebido, para que naquelas terras quentes me conseguir aguentar.
Trago-os no coração e fica aí um até breve do
João Brito Sousa
A MANEIRA DE PENSAR DO PORTO

PORTO, 2007.09.05
O Dr. Manuel Serrão escreve este naco de prosa no JN de hoje:
“Não vale a pena dar ouvidos aos "velhos do Restelo" (já devíamos ter arranjado uma expressão regionalizada que substituísse o Restelo por uma coisa mais nossa...) que nestas ocasiões gostam de vir dizer que ainda há casas degradadas e outros focos de miséria. Não desconhecendo toda essa verdade, não é menos verdade que uma cidade, e uma região, que só for capaz de olhar para esse triste umbigo, cada vez mais se afundará na sua mediocridade.”
O MEU COMENTÁRIO
MANUEL SERRÃO, é uma pessoa que interfere e participa de algum modo, nas melhorias requeridas para esta cidade do PORTO. Critica... pelo menos. Não o tenho visto na televisão.
Penso tratar-se de uma pessoa que não é muito considerado por estas bandas. Ao que me parece, tem escritório e actividade profissional em Lisboa. Mas escreve no jornal daqui a desafiar o poder central. Ou o poder de Lisboa. Não sei bem qual é o destinatário dos queixumes.
O Porto é, na minha opinião uma cidade de queixumes. Não queria dizer isto, já o evitei dizer por várias e muitas vezes, mas é o que realmente penso. Apesar de há muito pouco tempo parece que disse ao contrário.
Aqui há dias, folheando na Biblioteca local um livro sobre a construção do Palácio de Cristal, vim a constatar que esse ódio ou desconfiança de Lisboa vem, pelo menos de 1865. E as coisas continuam a mesma. O Porto continua a mandar recados inofensivos para os jornais. Como o Manuel Serrão fez hoje. Creio que o modelo de reivindicação terá de ser outro. Se não for outro... não será eficaz.
Diz Manuel Serrão na sua crónica de hoje, acerca da clássica expressão “velhos do Restelo", que, “já devíamos ter arranjado, no Porto, uma expressão regionalizada que substituísse o Restelo por uma coisa mais nossa”... Ora o que será que isto quer dizer?...
Na minha leitura, a antiquíssima expressão “Velho do Restelo”, que tem o significado de travar a veleidade de alguns, seria transferida para uma expressão que tivesse precisamente o mesmo significado mas utilizando palavras ou expressões ou outra coisa qualquer que tivesse o som do Norte e fosse de uso aqui.
Portanto o problema do meu ponto de vista não é do significado da expressão que se pretende manter mas sim da utilização das palavras por serem de origem lisboeta.
Do mesmo modo se estranha a crítica ao olhar da cidade para o seu próprio umbigo. Claro que não deve olhar “apenas” para o seu próprio umbigo.... mas também não deverá deixar de olhar, porque a cidade está, em primeiro lugar, disponível para os seus habitantes e utilizadores..
E não é nenhuma mediocridade uma cidade atender aos seus utilizadores.
È o que em parece.
João Brito Sousa
O Dr. Manuel Serrão escreve este naco de prosa no JN de hoje:
“Não vale a pena dar ouvidos aos "velhos do Restelo" (já devíamos ter arranjado uma expressão regionalizada que substituísse o Restelo por uma coisa mais nossa...) que nestas ocasiões gostam de vir dizer que ainda há casas degradadas e outros focos de miséria. Não desconhecendo toda essa verdade, não é menos verdade que uma cidade, e uma região, que só for capaz de olhar para esse triste umbigo, cada vez mais se afundará na sua mediocridade.”
O MEU COMENTÁRIO
MANUEL SERRÃO, é uma pessoa que interfere e participa de algum modo, nas melhorias requeridas para esta cidade do PORTO. Critica... pelo menos. Não o tenho visto na televisão.
Penso tratar-se de uma pessoa que não é muito considerado por estas bandas. Ao que me parece, tem escritório e actividade profissional em Lisboa. Mas escreve no jornal daqui a desafiar o poder central. Ou o poder de Lisboa. Não sei bem qual é o destinatário dos queixumes.
O Porto é, na minha opinião uma cidade de queixumes. Não queria dizer isto, já o evitei dizer por várias e muitas vezes, mas é o que realmente penso. Apesar de há muito pouco tempo parece que disse ao contrário.
Aqui há dias, folheando na Biblioteca local um livro sobre a construção do Palácio de Cristal, vim a constatar que esse ódio ou desconfiança de Lisboa vem, pelo menos de 1865. E as coisas continuam a mesma. O Porto continua a mandar recados inofensivos para os jornais. Como o Manuel Serrão fez hoje. Creio que o modelo de reivindicação terá de ser outro. Se não for outro... não será eficaz.
Diz Manuel Serrão na sua crónica de hoje, acerca da clássica expressão “velhos do Restelo", que, “já devíamos ter arranjado, no Porto, uma expressão regionalizada que substituísse o Restelo por uma coisa mais nossa”... Ora o que será que isto quer dizer?...
Na minha leitura, a antiquíssima expressão “Velho do Restelo”, que tem o significado de travar a veleidade de alguns, seria transferida para uma expressão que tivesse precisamente o mesmo significado mas utilizando palavras ou expressões ou outra coisa qualquer que tivesse o som do Norte e fosse de uso aqui.
Portanto o problema do meu ponto de vista não é do significado da expressão que se pretende manter mas sim da utilização das palavras por serem de origem lisboeta.
Do mesmo modo se estranha a crítica ao olhar da cidade para o seu próprio umbigo. Claro que não deve olhar “apenas” para o seu próprio umbigo.... mas também não deverá deixar de olhar, porque a cidade está, em primeiro lugar, disponível para os seus habitantes e utilizadores..
E não é nenhuma mediocridade uma cidade atender aos seus utilizadores.
È o que em parece.
João Brito Sousa
POESIA
Porto, 2007.09.06
NÃO TENHO A CERTEZA...
Será que esta porra da humanidade vai melhorar?...
Os indicadores são maus e falo só dos disponíveis....
E não vendo nada nem ninguém para os contrariar
Receio que se venham a atingir os piores níveis !...
A vida está aí na rua a saltitar continuando a exigir
Que a alimentemos a ela e ainda as suas exigências!...
Mas para que isso aconteça terei de lhe falar e pedir
Trabalho para desenvolver as minhas competências..
Isso para todos não há... e é aí que está o problema!
Não há que hesitar, assumamos que é este o dilema
Como ouvi à pouco dizer na TV a Madre Teresa.
Se DEUS acha que não podemos ficar todos ocupados...
Então, do mal o menos, far-nos-ia todos remediados
Mas era bom de mais, e não tenho disso a certeza.
João Brito Sousa
NÃO TENHO A CERTEZA...
Será que esta porra da humanidade vai melhorar?...
Os indicadores são maus e falo só dos disponíveis....
E não vendo nada nem ninguém para os contrariar
Receio que se venham a atingir os piores níveis !...
A vida está aí na rua a saltitar continuando a exigir
Que a alimentemos a ela e ainda as suas exigências!...
Mas para que isso aconteça terei de lhe falar e pedir
Trabalho para desenvolver as minhas competências..
Isso para todos não há... e é aí que está o problema!
Não há que hesitar, assumamos que é este o dilema
Como ouvi à pouco dizer na TV a Madre Teresa.
Se DEUS acha que não podemos ficar todos ocupados...
Então, do mal o menos, far-nos-ia todos remediados
Mas era bom de mais, e não tenho disso a certeza.
João Brito Sousa
A ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAO DE FARO

A ESCOLA COMERCIAL E INDUSTRIAL
È a minha grande referência.
A minha estadia na Escola (1952/61), sita paredes meias com a Alameda João de Deus, foi precisamente à João de Deus, que em Coimbra., levou dez anos a tirar um curso, cujo duração efectiva era apenas de cinco.
Falar da Escola Comercial e Industrial é falar de grande parte da minha vida, ou de quase toda.
A Escola Comercial e Industrial é uma saudade.
Começar por onde?
Por relembrar aquela jogada genial do João Cuco, que num jogo treino de andebol, no átrio da Escola, quando o professor de ginástica apitou para iniciar o treino, o João fez este trabalho maravilhoso: agachou-se, apanhou a bola com a mão esquerda, prendeu-a à mão, levantou o tronco, ensaiou o movimento para trás do braço esquerdo com a bola segura e atirou a bola para Alameda João de Deus.
Mais harmonioso movimento de braço e tronco nunca foi visto em lugar nenhum do Universo..
De tal forma que o jogo treino acabou logo ali. Mais beleza para quê?
Ou começar por referenciar, aquela defesa que eu fiz no campeonato inter turmas de andebol, estava eu no 2º quarta do Curso Geral de Comércio, era o keeper e defrontámos a equipa do Vicente, da Industria, parece-me, um que diziam namorava a Lita e era jogador da equipa representativa da Escola nos campeonatos da Mocidade Portuguesa.
Às tantas o Vicente entra na área com a bola controlada e, em salto no ar, mandou a bola de raiva (estávamos zero a zero) para o meu lado direito, próximo do poste, a bater um palmo antes do risco de baliza (os entendidos sabem que é jogada fatal) e eu, keeper anónimo, desconhecido no mundo inteiro, em voo decidido, qual falcão a cortar os ares, evitei que a bola entrasse na baliza.
Simplesmente genial.
Ou começar por referir as cenas de porrada que havia no recreio entre o Nogueira e o Zé Filipe de Olhão, entre o Reinaldo Neto de Estoi e o Zé Pedro Soares da Fuzeta, entre mim e o Rodrigues de Olhão, entre o Alfredo Teixeira e o Guy... ambos de Albufeira, o Ferro e o Salsinha...e outros...
Que combates extraordinários.!...
A Escola no meu tempo também era isto.
Aliás quem tiver dúvidas acerca do que acabo de dizer, é ler o Dr. Daniel Sampaio em “Voltei à Escola”, onde o professor fala de muitas coisas comuns e do Dr. Raimundo, o professor de Geografia a quem a malta chamava o Ratimundo.
Alcunhas aos professores, sim, também fizemos isso, obrigado.
Ao Dr. Rebelo da Silva, de Inglês alcunhamo-lo de ”O Fonética”, pois dizia ele que Inglês só a partir da fonética. Hoje. à distância, direi que era um homem sem qualquer aptência para lidar com jovens rebeldes.
Aliás foi na aula dele, que o Macedo e o Edménio levaram a pistola de plástico, numa brincadeira de ameaça de morte, que deu brado na Escola..
Mais coisas:
Na aula do Dr. Cruz, aula mista de inglês, a lição era Correios e selos de correio, que se colocavam no canto superior direito do envelope... a malta lia ... I put the stamp in the corner…. e o Cruz corrigia…I put the stamp in the cóna,.. não dava mesmo.. risada de morte...
Quando eu dei um track na aula de Física, creio que com a Nariguda, e ... fazendo-me de espantado... olhei para trás e o Zé Lúcio Beatriz Dias foi para a rua
Quando na aula do Zè Uva, um aluno deixou cair a caneta, e o velho disse: você aí, abaixe-se, apanhe a caneta, em frente marche, esquerda volver, alto, abra a janela, estique o braço, abra a mão...
Ou quando o Zé Vitorino se dirigia ao Dr. Passos e perguntava-lhe: senhor Doutor, esta palavra lê-se tomorrow ou tomórrow?...
Ou quando o Daniel de Almancil chamou de atletista afanado ao Firmino Cabrita por ter feito o quarto lugar numa prova de atletismo, no Liceu contra o campeão daquele tempo, o Negrão Belo..
Tanta coisa....
(continua)
João Brito Sousa
È a minha grande referência.
A minha estadia na Escola (1952/61), sita paredes meias com a Alameda João de Deus, foi precisamente à João de Deus, que em Coimbra., levou dez anos a tirar um curso, cujo duração efectiva era apenas de cinco.
Falar da Escola Comercial e Industrial é falar de grande parte da minha vida, ou de quase toda.
A Escola Comercial e Industrial é uma saudade.
Começar por onde?
Por relembrar aquela jogada genial do João Cuco, que num jogo treino de andebol, no átrio da Escola, quando o professor de ginástica apitou para iniciar o treino, o João fez este trabalho maravilhoso: agachou-se, apanhou a bola com a mão esquerda, prendeu-a à mão, levantou o tronco, ensaiou o movimento para trás do braço esquerdo com a bola segura e atirou a bola para Alameda João de Deus.
Mais harmonioso movimento de braço e tronco nunca foi visto em lugar nenhum do Universo..
De tal forma que o jogo treino acabou logo ali. Mais beleza para quê?
Ou começar por referenciar, aquela defesa que eu fiz no campeonato inter turmas de andebol, estava eu no 2º quarta do Curso Geral de Comércio, era o keeper e defrontámos a equipa do Vicente, da Industria, parece-me, um que diziam namorava a Lita e era jogador da equipa representativa da Escola nos campeonatos da Mocidade Portuguesa.
Às tantas o Vicente entra na área com a bola controlada e, em salto no ar, mandou a bola de raiva (estávamos zero a zero) para o meu lado direito, próximo do poste, a bater um palmo antes do risco de baliza (os entendidos sabem que é jogada fatal) e eu, keeper anónimo, desconhecido no mundo inteiro, em voo decidido, qual falcão a cortar os ares, evitei que a bola entrasse na baliza.
Simplesmente genial.
Ou começar por referir as cenas de porrada que havia no recreio entre o Nogueira e o Zé Filipe de Olhão, entre o Reinaldo Neto de Estoi e o Zé Pedro Soares da Fuzeta, entre mim e o Rodrigues de Olhão, entre o Alfredo Teixeira e o Guy... ambos de Albufeira, o Ferro e o Salsinha...e outros...
Que combates extraordinários.!...
A Escola no meu tempo também era isto.
Aliás quem tiver dúvidas acerca do que acabo de dizer, é ler o Dr. Daniel Sampaio em “Voltei à Escola”, onde o professor fala de muitas coisas comuns e do Dr. Raimundo, o professor de Geografia a quem a malta chamava o Ratimundo.
Alcunhas aos professores, sim, também fizemos isso, obrigado.
Ao Dr. Rebelo da Silva, de Inglês alcunhamo-lo de ”O Fonética”, pois dizia ele que Inglês só a partir da fonética. Hoje. à distância, direi que era um homem sem qualquer aptência para lidar com jovens rebeldes.
Aliás foi na aula dele, que o Macedo e o Edménio levaram a pistola de plástico, numa brincadeira de ameaça de morte, que deu brado na Escola..
Mais coisas:
Na aula do Dr. Cruz, aula mista de inglês, a lição era Correios e selos de correio, que se colocavam no canto superior direito do envelope... a malta lia ... I put the stamp in the corner…. e o Cruz corrigia…I put the stamp in the cóna,.. não dava mesmo.. risada de morte...
Quando eu dei um track na aula de Física, creio que com a Nariguda, e ... fazendo-me de espantado... olhei para trás e o Zé Lúcio Beatriz Dias foi para a rua
Quando na aula do Zè Uva, um aluno deixou cair a caneta, e o velho disse: você aí, abaixe-se, apanhe a caneta, em frente marche, esquerda volver, alto, abra a janela, estique o braço, abra a mão...
Ou quando o Zé Vitorino se dirigia ao Dr. Passos e perguntava-lhe: senhor Doutor, esta palavra lê-se tomorrow ou tomórrow?...
Ou quando o Daniel de Almancil chamou de atletista afanado ao Firmino Cabrita por ter feito o quarto lugar numa prova de atletismo, no Liceu contra o campeão daquele tempo, o Negrão Belo..
Tanta coisa....
(continua)
João Brito Sousa
AO LUÍS CUNHA

FELIZARDO & GLORINHA,
A propósito do meu post Ti Felizardo e Ti Glorinha, que enviei e foi publicado no blog adefesadefaro e que também publiquei aqui no meu braçosaoalto, o meu amigo Luís Cunha, colocou no primeiro blog, o seguinte comentário:
“Caríssimo JBS,
Este teu depoimento sobre os meus tios Felizardo e Glorinha, comoveu-me até às lágrimas e deixa-me sem palavras.”
Face a isso aí vai a minha resposta:
Ao Luís CUNHA,
Em referência ao teu comentário ao meu post colocado no espaço adefesadefaro, ocorreu-me o seguinte.
O MEU DEPOIMENTO
Luís, o que relatei acerca dos teus tios
Foi aquilo que realmente me ficou...
Foi o contacto de muitos anos a fio
Com essa gente boa que muito ajudou...
Montanheiros... era connosco e sabíamos tudo
E vejam bem... chegámos à cidade para nos formar!...
Queríamos ser como os outros e ter um canudo
Que nos ajudasse pela vida fora a prosperar.
Felizardo e Glorinha dois que nos ajudaram
A ultrapassar dificuldades que nos surgiram
Têm o direito a um pouco do contentamento.
Que nós sentimos por chegar ao fim da jornada
E para o Felizardo e sobretudo para a sua amada
Quis deixar toda a gratidão nesse depoimento.
“Caríssimo JBS,
Este teu depoimento sobre os meus tios Felizardo e Glorinha, comoveu-me até às lágrimas e deixa-me sem palavras.”
Face a isso aí vai a minha resposta:
Ao Luís CUNHA,
Em referência ao teu comentário ao meu post colocado no espaço adefesadefaro, ocorreu-me o seguinte.
O MEU DEPOIMENTO
Luís, o que relatei acerca dos teus tios
Foi aquilo que realmente me ficou...
Foi o contacto de muitos anos a fio
Com essa gente boa que muito ajudou...
Montanheiros... era connosco e sabíamos tudo
E vejam bem... chegámos à cidade para nos formar!...
Queríamos ser como os outros e ter um canudo
Que nos ajudasse pela vida fora a prosperar.
Felizardo e Glorinha dois que nos ajudaram
A ultrapassar dificuldades que nos surgiram
Têm o direito a um pouco do contentamento.
Que nós sentimos por chegar ao fim da jornada
E para o Felizardo e sobretudo para a sua amada
Quis deixar toda a gratidão nesse depoimento.
João Brito Sousa
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
REFLEXÃO FILOSÓFICA
REFLEXÃO FILOSÓFICA
O texto que se segue é de Baptista- Bastos, retirado do Jornal de Negócios
O texto que se segue é de Baptista- Bastos, retirado do Jornal de Negócios
“Não pertenço à falange dos que lisonjeiam a juventude como bálsamo para todos os males. Essa de os jovens serem o futuro, tem que se lhe diga.
Na verdade, o futuro da juventude – é a velhice.
E há quem nasça velho.
Mas gosto muito dos mais novos, do irrespeito sem planificação que corporizam, da ignorância atrevida que não dissimulam, da sua inteligência mais demolidora do que crítica.
Gosto muito dos mais novos porque não permitem que eu envelheça.”
QUEM É BAPTISTA-BASTOS
Armando Baptista-Bastos (Lisboa, 27 de Fevereiro de 1934) é um jornalista e escritor português.
Armando Baptista-Bastos (Lisboa, 27 de Fevereiro de 1934) é um jornalista e escritor português.
Iniciou a sua carreira profissional, aos dezanove anos, em O Século, após ter realizado os estudos secundários na Escola de Artes Decorativas António Arroio e no Liceu Francês Charles Le Pierre, em Lisboa.
Pertenceu, também, aos quadros redactoriais de outros jornais: República, O Diário, Europeu, Almanaque, Seara Nova, Gazeta Musical e de Todas as Artes, Época e Sábado.
Desempenhou funções de redactor da Agence France Press, em Lisboa. Trabalhou no vespertino Diário Popular durante duas décadas, tendo assinado reportagens, entrevistas e crónicas.
Como cronista colaborou com o Jornal de Notícias, A Bola, o Tempo Livre e, como crítico, com o Jornal de Letras, Artes e Ideias, o Expresso, o Jornal do Fundão e o Correio do Minho.
Publicou o seu primeiro livro de ensaio, O Cinema na Polémica do Tempo, aos vinte e cinco anos de idade. Em 1969 destaca-se As Palavras dos Outros.
Em 1996 apresentava o seu programa televisivo na SIC, intitulado Conversas Secretas.
A convite do jornal Público, realizou uma série de dezasseis entrevistas sob a designação «Onde é que você estava no 25 de Abril?», posteriormente publicadas em CD-ROM.
A convite do jornal Público, realizou uma série de dezasseis entrevistas sob a designação «Onde é que você estava no 25 de Abril?», posteriormente publicadas em CD-ROM.
Fundou ainda o semanário O Ponto, periódico que registou uma série de entrevistas semanais.
Actualmente é colunista do Público e do Diário Económico.
O MEU COMENTÁRIO
Tenho muita pena que o meu amigo Adolfo Pinto Contreiras não encontre em Baptista-Bastos o talento de um grande escritor.
Eu encontro isso na prosa do ARMANDO BAPTISTA-BASTOS.
Na frase que aqui trago para reflexão, creio que Baptista-Bastos não remete para a juventude todos os males de que enferma a sociedade de hoje, mas, simultaneamente, também não espera da juventude grande coisa.
BAPTISTA-BASTOS encontrou aqui uma maneira airosa de dizer, que, no fim das contas, somos todos culpados pelo panorama do mundo actual.
E recusa-se a ser velho, desafiando a juventude, que é o que eu acho mais importante na frase.
Por isso, parabéns Baptista-Bastos.
João Brito Sousa
O MEU COMENTÁRIO
Tenho muita pena que o meu amigo Adolfo Pinto Contreiras não encontre em Baptista-Bastos o talento de um grande escritor.
Eu encontro isso na prosa do ARMANDO BAPTISTA-BASTOS.
Na frase que aqui trago para reflexão, creio que Baptista-Bastos não remete para a juventude todos os males de que enferma a sociedade de hoje, mas, simultaneamente, também não espera da juventude grande coisa.
BAPTISTA-BASTOS encontrou aqui uma maneira airosa de dizer, que, no fim das contas, somos todos culpados pelo panorama do mundo actual.
E recusa-se a ser velho, desafiando a juventude, que é o que eu acho mais importante na frase.
Por isso, parabéns Baptista-Bastos.
João Brito Sousa
POESIA
PORTO, 2007.09.04
SEMPRE A SORRIR ...
Um princípio elementar para vencer a vida
É encará-la de frente... vai dar tudo certo!
Mas com confiança e não de atitude fingida...
Depois é pôr tudo a andar... e o olho aberto...
Se fizeres assim terás estrada para andar...
E só terás de te convencer a ti que sim...
E trazer um sorriso para te acompanhar
E deixar fluir...que é melhor para ti assim...
E quando os dias caem e o amor não chega
Sorri igual... não desiludas essa alma cega
O amor quando é amor não deixa mentir...
Põe amor em tudo o que fazes na vida
Vais ver que levas tudo e todos de vencida
E vive alegremente e sempre a sorrir!...
João Brito Sousa
ESTABELECIMENTO COMERCIAL

FELIZARDO & GLORINHA
Quando eu cheguei a Faro em 52 o estabelecimento comercial FELIZARDO & GLORINHA, já lá estava instalado de armas e bagagens na rua da PSP, como veio esclarecer agora o Luís Cunha.
O estabelecimento era dividido, se bem me lembro, em duas áreas comerciais, uma de mercearias e outra, digamos assim, de comes e bebes.
Além de toda a clientela do bairro, havíamos nós, os alunos da Escola Comercial e Industrial, que consumíamos da zona dos comes e bebes, as célebres sandes de atum, de cavala e de outros.
Para nós, a designação do estabelecimento era indiferentemente chamado de estabelecimento do Ti Felizardo ou o estabelecimento da Ti Glorinha. Dizer vamos à do Ti Felizardo ou dizer vamos a da Ti Glorinha era a mesma coisa.
Todavia, em termos de carinho recebido da parte do patronato, a D. Glorinha era como se fosse a nossa mãe, sempre atenta à nossa estadia ali, sempre preocupada com o que nos pudesse acontecer na cidade, sendo que, esta atenção, era mais direccionada para os montanheiros, como eu e éramos muitos, que não percebíamos nada do que era a Escola nem o que era a vida na cidade
È claro que faziam lá o seu negócio, como faziam também o senhor Manuel dos bigodes e o Coelhinho, que lá iam vender sorvetes e pinhões e um tipo de Olhão, que ia lá vender ratos, um rebuçado grande feito à base de mel, que a gente gostava muito.
Mas na loja da Ti Glorinha é que era bom e a gente ia lá tratar da nossa saúde. Comíamos umas sandes, bebíamos qualquer coisa e toca a andar.
Ainda hoje, falando com os alunos da Escola do meu tempo, quando nos encontramos, lá vem sempre uma referência de saudade das sandes da TI GLORINHA e do TI FELIZARDO.
Por isso tudo, o que quero realçar nesta crónica é o acolhimento que nós recebíamos dessas pessoas, digo FELIZARDO e GLORINHA, que antes de serem comerciantes eram seres humanos e que igualmente nos tratavam como tal A nossa vida estava mais facilitada com a sua presença no terreno. Em caso de necessidade nós sabíamos que eles estavam lá.
Não é porque nos emprestassem dinheiro a juros, não é porque nos vendessem as sandes fiado, não é porque os fizessem descontos nas encomendas ... nem por quaisquer outras milhares de razões... Nada disso.... nada
Nós íamos à do Ti FELIZARDO porque dos proprietários deste estabelecimento recebíamos... tão só... um pouco de carinho e amor ou seja, um pouco mais de calor humano... que foi muito importante para todos nós, que nos estávamos a iniciar na complicada caminhada da vida.
Agora que já terminei esse percurso e estou reformado, quero dizer-lhes muito obrigado Ti FELIZARDO e TI GLORINHA.
É a minha opinião e recordo-os com saudade.
Estejam lá onde estiverem, aí vai para eles, um ALABI... ALABÁ... BUM.. BÁ....que era o grito dos costeletas lá da Escola Comercial, onde aprendemos os rudimentos do Comércio ou os rudimento da Indústria.
Mas o outro aspecto da vida, começámos a aprender no TI FELIZARDO.
O que é que queres?
Cinco tostões de cigarros, Ti FELIZARDO.
E lá vinham três Hight Life, ou três Três Vintes, ou três Paris, que eram as marcas de tabaco mais populares desse tempo.
Eram outros tempo.
Agora já não fumo mas o estabelecimento ainda lá está, gerido agora por um neto, a quem peço o favor de honrar a memória dos avós.
Respeitosamente
João Brito Sousa
Quando eu cheguei a Faro em 52 o estabelecimento comercial FELIZARDO & GLORINHA, já lá estava instalado de armas e bagagens na rua da PSP, como veio esclarecer agora o Luís Cunha.
O estabelecimento era dividido, se bem me lembro, em duas áreas comerciais, uma de mercearias e outra, digamos assim, de comes e bebes.
Além de toda a clientela do bairro, havíamos nós, os alunos da Escola Comercial e Industrial, que consumíamos da zona dos comes e bebes, as célebres sandes de atum, de cavala e de outros.
Para nós, a designação do estabelecimento era indiferentemente chamado de estabelecimento do Ti Felizardo ou o estabelecimento da Ti Glorinha. Dizer vamos à do Ti Felizardo ou dizer vamos a da Ti Glorinha era a mesma coisa.
Todavia, em termos de carinho recebido da parte do patronato, a D. Glorinha era como se fosse a nossa mãe, sempre atenta à nossa estadia ali, sempre preocupada com o que nos pudesse acontecer na cidade, sendo que, esta atenção, era mais direccionada para os montanheiros, como eu e éramos muitos, que não percebíamos nada do que era a Escola nem o que era a vida na cidade
È claro que faziam lá o seu negócio, como faziam também o senhor Manuel dos bigodes e o Coelhinho, que lá iam vender sorvetes e pinhões e um tipo de Olhão, que ia lá vender ratos, um rebuçado grande feito à base de mel, que a gente gostava muito.
Mas na loja da Ti Glorinha é que era bom e a gente ia lá tratar da nossa saúde. Comíamos umas sandes, bebíamos qualquer coisa e toca a andar.
Ainda hoje, falando com os alunos da Escola do meu tempo, quando nos encontramos, lá vem sempre uma referência de saudade das sandes da TI GLORINHA e do TI FELIZARDO.
Por isso tudo, o que quero realçar nesta crónica é o acolhimento que nós recebíamos dessas pessoas, digo FELIZARDO e GLORINHA, que antes de serem comerciantes eram seres humanos e que igualmente nos tratavam como tal A nossa vida estava mais facilitada com a sua presença no terreno. Em caso de necessidade nós sabíamos que eles estavam lá.
Não é porque nos emprestassem dinheiro a juros, não é porque nos vendessem as sandes fiado, não é porque os fizessem descontos nas encomendas ... nem por quaisquer outras milhares de razões... Nada disso.... nada
Nós íamos à do Ti FELIZARDO porque dos proprietários deste estabelecimento recebíamos... tão só... um pouco de carinho e amor ou seja, um pouco mais de calor humano... que foi muito importante para todos nós, que nos estávamos a iniciar na complicada caminhada da vida.
Agora que já terminei esse percurso e estou reformado, quero dizer-lhes muito obrigado Ti FELIZARDO e TI GLORINHA.
É a minha opinião e recordo-os com saudade.
Estejam lá onde estiverem, aí vai para eles, um ALABI... ALABÁ... BUM.. BÁ....que era o grito dos costeletas lá da Escola Comercial, onde aprendemos os rudimentos do Comércio ou os rudimento da Indústria.
Mas o outro aspecto da vida, começámos a aprender no TI FELIZARDO.
O que é que queres?
Cinco tostões de cigarros, Ti FELIZARDO.
E lá vinham três Hight Life, ou três Três Vintes, ou três Paris, que eram as marcas de tabaco mais populares desse tempo.
Eram outros tempo.
Agora já não fumo mas o estabelecimento ainda lá está, gerido agora por um neto, a quem peço o favor de honrar a memória dos avós.
Respeitosamente
João Brito Sousa
A VIDA NAS CIDADES
A VIDA NAS CIDADES
Dizia-me o meu afilhado João Manuel, há uns anos atrás em Paris, que, se os automóveis que andavam em circulação a uma determinada altura do dia ou da noite, parassem todos à mesma hora, que não haveria lugar de estacionamento para todos na cidade.
È isto é a vida das cidades.
Num certo sentido é um lugar em constante desassossego.
“Pensando bem, de que são a final construídas as cidades? E de que matérias são feitos os sonhos das suas grandezas e as perversões das suas misérias? E quais as ficções que dão conteúdo à ideia de um espaço- usufruto dos homens, moldado de angústias, renúncias e expectativas? E como conciliar os projectos ambicionados para o progresso da urbe com as contradições dos interesses escondidos por detrás de cada intenção”?
O texto do último parágrafo pertence ao escritor portuense Helder Pacheco que o escreveu em crónicas do Porto.
Falar das cidades é falar dos homens que nelas habitam, das profissões mais típicas, das empresas...do homem da farmácia tal e tal... falar de hábitos e costumes. locais.
Na cidade de Faro, que conheço razoavelmente, uma pessoa lá importante é o Domingos Dias dos caixões, aquele que trata da ultima viagem, como eles dizem. Toda a gente da cidade e dos arrabaldes conhece e sabe onde é o estabelecimento do Domingos.
Porque um dia vai ser preciso.
Quase toda a gente conhece também os restaurantes, os cafés e as esplanadas da cidade onde o tempo se passa com mais comodidade.
Um domingo na cidade, pauta-se por uma ida à missa das 10, ir almoçar às Duas Sentinelas nas Quatro Estradas de Loulé, mais uma passeata da parte da tarde no Calçadão de Quarteira e um regresso a casa para ver o futebol
Num certo sentido a vida torna-se mais facilitada na cidade onde há mais pontos de contacto e de reunião.. As pessoas sabem que no café tal param fulano e sicrano e sabem que podem deslocar-se com total segurança de lá encontrarem um amigo para a conversa ou para um negócio.
Outro local de reunião importante é na praça das hortaliças e do peixe, onde as pessoas se deslocam para adquirir desses bens alimentares e dar um bocado de conversa com algum compadre conhecido, seja ele do campo ou da cidade.
A vida das cidades é mais ou menos assim.
João Brito Sousa
Dizia-me o meu afilhado João Manuel, há uns anos atrás em Paris, que, se os automóveis que andavam em circulação a uma determinada altura do dia ou da noite, parassem todos à mesma hora, que não haveria lugar de estacionamento para todos na cidade.
È isto é a vida das cidades.
Num certo sentido é um lugar em constante desassossego.
“Pensando bem, de que são a final construídas as cidades? E de que matérias são feitos os sonhos das suas grandezas e as perversões das suas misérias? E quais as ficções que dão conteúdo à ideia de um espaço- usufruto dos homens, moldado de angústias, renúncias e expectativas? E como conciliar os projectos ambicionados para o progresso da urbe com as contradições dos interesses escondidos por detrás de cada intenção”?
O texto do último parágrafo pertence ao escritor portuense Helder Pacheco que o escreveu em crónicas do Porto.
Falar das cidades é falar dos homens que nelas habitam, das profissões mais típicas, das empresas...do homem da farmácia tal e tal... falar de hábitos e costumes. locais.
Na cidade de Faro, que conheço razoavelmente, uma pessoa lá importante é o Domingos Dias dos caixões, aquele que trata da ultima viagem, como eles dizem. Toda a gente da cidade e dos arrabaldes conhece e sabe onde é o estabelecimento do Domingos.
Porque um dia vai ser preciso.
Quase toda a gente conhece também os restaurantes, os cafés e as esplanadas da cidade onde o tempo se passa com mais comodidade.
Um domingo na cidade, pauta-se por uma ida à missa das 10, ir almoçar às Duas Sentinelas nas Quatro Estradas de Loulé, mais uma passeata da parte da tarde no Calçadão de Quarteira e um regresso a casa para ver o futebol
Num certo sentido a vida torna-se mais facilitada na cidade onde há mais pontos de contacto e de reunião.. As pessoas sabem que no café tal param fulano e sicrano e sabem que podem deslocar-se com total segurança de lá encontrarem um amigo para a conversa ou para um negócio.
Outro local de reunião importante é na praça das hortaliças e do peixe, onde as pessoas se deslocam para adquirir desses bens alimentares e dar um bocado de conversa com algum compadre conhecido, seja ele do campo ou da cidade.
A vida das cidades é mais ou menos assim.
João Brito Sousa
terça-feira, 4 de setembro de 2007
SONETO DAS NOVE DA MANHÃ
PORTO, 2007.09.04
ÀS COSTAS DO MARRECO.
De um camarada marreco (perdoa-me amigo!...)
Que é inteligente e conhece muito bem a vida.
(Peço perdão sincero se aqui invoco o teu castigo)
Vou contar uma história honrada com ele ocorrida
Uma tarde... um da terra perguntou-lhe a brincar....
Ó camarada ...levas-me às costas ... até à cidade?
Às costas não te levo porque assim não poderia andar
Mas levava-te de arreata com todo o à vontade...
E concluí que a resposta do que como burro foi tido
Alterou as regras do jogo deixando o adversário batido
Que ficou no seu canto arrasado e de semblante seco...
Por isso, eu considero que a rapidez no raciocínio
È uma boa arma para se atacar logo de início
Deixando o adversário como o inimigo do marreco.
João Brito Sousa
OS TRABALHOS NAS HORTAS
(horta das palmeiras do Bartolomeu em Pechão)Quando os trabalhadores chegavam às hortas, aí pelas seis da manhã, o proprietário e o criado de servir, como se chamava neste tempo a este serviçal, já estavam acordados e andavam por ali.
Normalmente, o primeiro trabalho a fazer era dar de comer aos animais, bois, vacas e mula que estavam na ramada ou cabana, e ao porco, que estava na pocilga.. Todos os lavradores daquele tempo, tinham pelo menos um porco para matar no Inverno e alguns tinham dois ou três.
Também era de manhã que se procedia `a limpeza das instalações, cabanas ou pocilgas.
E dava-se comida às galinhas ( aqui no Norte chamam “pitas”) que era aí uma mão cheia de milho outras vezes cevada e vigiava-se a ver se a gineta tinha vindo dar a golpada.
Era giro quando a ninhada de pintos vinha, a mãe dava-lhes toda a atenção e ensinava-lhes os perigos da vida e se algum punha a pata na poça, sofria as consequências disso.
Às sete horas já toda a gente estava nas courelas nos trabalhos de rega ou apanha de frutas da época ou fazendo outro serviço qualquer. Entretanto, a minha mãe que também fazia parte do grupo operário, deixava uma panela a cozer o repolho, batatas e algum toucinho que era a base da alimentação no Inverno.
Esta confecção era para o jantar, porque para o almoço, normalmente, era uma refeição de peixe, que se adquiria aos vendedores que passavam na estrada com as canastras carregando o dito. e as pessoas chamavam de arrieiros.
A mim também me coube o desempenho de algumas tarefas agrícolas, nomeadamente a rega. Dos outros trabalhos nunca cheguei aprender nada, apesar de serem muitos e variados.
As regas começavam cedo por causa do calor. Sobretudo, era na rega do milho onde o calor mais se fazia sentir e onde o homem da rega não se via dentro do milheiral, que lá para as sete horas da manhã tudo começava a girar. Eu era um dos homens de serviço às regas do milheiral..
(continua)
Normalmente, o primeiro trabalho a fazer era dar de comer aos animais, bois, vacas e mula que estavam na ramada ou cabana, e ao porco, que estava na pocilga.. Todos os lavradores daquele tempo, tinham pelo menos um porco para matar no Inverno e alguns tinham dois ou três.
Também era de manhã que se procedia `a limpeza das instalações, cabanas ou pocilgas.
E dava-se comida às galinhas ( aqui no Norte chamam “pitas”) que era aí uma mão cheia de milho outras vezes cevada e vigiava-se a ver se a gineta tinha vindo dar a golpada.
Era giro quando a ninhada de pintos vinha, a mãe dava-lhes toda a atenção e ensinava-lhes os perigos da vida e se algum punha a pata na poça, sofria as consequências disso.
Às sete horas já toda a gente estava nas courelas nos trabalhos de rega ou apanha de frutas da época ou fazendo outro serviço qualquer. Entretanto, a minha mãe que também fazia parte do grupo operário, deixava uma panela a cozer o repolho, batatas e algum toucinho que era a base da alimentação no Inverno.
Esta confecção era para o jantar, porque para o almoço, normalmente, era uma refeição de peixe, que se adquiria aos vendedores que passavam na estrada com as canastras carregando o dito. e as pessoas chamavam de arrieiros.
A mim também me coube o desempenho de algumas tarefas agrícolas, nomeadamente a rega. Dos outros trabalhos nunca cheguei aprender nada, apesar de serem muitos e variados.
As regas começavam cedo por causa do calor. Sobretudo, era na rega do milho onde o calor mais se fazia sentir e onde o homem da rega não se via dentro do milheiral, que lá para as sete horas da manhã tudo começava a girar. Eu era um dos homens de serviço às regas do milheiral..
(continua)
João Brito Sousa
REFLEXÃO FILOSÓFICA
(Urbano)
O TEXTO QUE SE SEGUE,
“O AMOLECIMENTO PELA SOCIEDADE DE CONSUMO, é de Urbano Tavares Rodrigues, in "Ensaios de Escreviver" .
“O AMOLECIMENTO PELA SOCIEDADE DE CONSUMO, é de Urbano Tavares Rodrigues, in "Ensaios de Escreviver" .
AÍ VAI O TEXTO.
“Nos países subdesenvolvidos, a arte (literatura, pintura, escultura) entra quase sempre em conflito com as classes possidentes, com o poder instituído, com as normas de vida estabelecidas.
Em revolta aberta, o artista, originário por via de regra da média e da pequena burguesia ou mais raramente das classes proletárias, contesta o statu quo, propõe soluções revolucionárias ou, quando estas não podem sequer divisar-se, limita-se a derruir (ou a tentar fazê-lo pela crítica, violenta ou irónica) o baluarte dos preconceitos, das defesas que os beneficiários do sistema de produção ergueram contra as aspirações da maioria.
“Nos países subdesenvolvidos, a arte (literatura, pintura, escultura) entra quase sempre em conflito com as classes possidentes, com o poder instituído, com as normas de vida estabelecidas.
Em revolta aberta, o artista, originário por via de regra da média e da pequena burguesia ou mais raramente das classes proletárias, contesta o statu quo, propõe soluções revolucionárias ou, quando estas não podem sequer divisar-se, limita-se a derruir (ou a tentar fazê-lo pela crítica, violenta ou irónica) o baluarte dos preconceitos, das defesas que os beneficiários do sistema de produção ergueram contra as aspirações da maioria.
Nas sociedades industriais mais adiantadas, o artista pode permanecer numa atitude idêntica de inconformismo; porém, os resultados da sua actividade de criação e reflexão tornam-se matéria vendável e, nalguns casos, matéria integrável.
O consumo do objecto artístico, seja ele o livro, o quadro ou o disco, quando feito sob uma tutela de opinião, que os meios de comunicação de massa, em escala larguíssima , exercem, torna-se, senão totalmente inócuo, pelo menos parcialmente esvaziado do seu conteúdo crítico. Despotencializa-se.
O consumo do objecto artístico, seja ele o livro, o quadro ou o disco, quando feito sob uma tutela de opinião, que os meios de comunicação de massa, em escala larguíssima , exercem, torna-se, senão totalmente inócuo, pelo menos parcialmente esvaziado do seu conteúdo crítico. Despotencializa-se.
Amolece.
É o que se verifica, por exemplo, em boa parte, nos Estados Unidos. A ideologia repressiva da liberdade no mundo capitalista monopolista torna-se tanto mais perigosa quanto absorve, ou procura absorver, as próprias formas políticas de exercício das liberdades ditas essenciais, quando aceita no seu seio o escritor, acusador iconoclasta por natureza, recuperando-o em banho asséptico, limando-lhe os dentes.
Mas, entendamo-nos, nem sempre o artista se dá conta dessa operação, até porque nem sempre, de facto, é ele próprio o paciente da operação que lhe reduz a perigosidade, senão que o é, sim, a sua obra, a qual, pelo poder diminutivo de uma dada comercialização, se rectifica”.
É o que se verifica, por exemplo, em boa parte, nos Estados Unidos. A ideologia repressiva da liberdade no mundo capitalista monopolista torna-se tanto mais perigosa quanto absorve, ou procura absorver, as próprias formas políticas de exercício das liberdades ditas essenciais, quando aceita no seu seio o escritor, acusador iconoclasta por natureza, recuperando-o em banho asséptico, limando-lhe os dentes.
Mas, entendamo-nos, nem sempre o artista se dá conta dessa operação, até porque nem sempre, de facto, é ele próprio o paciente da operação que lhe reduz a perigosidade, senão que o é, sim, a sua obra, a qual, pelo poder diminutivo de uma dada comercialização, se rectifica”.
QUEM É URBANO TAVARES RODRIGUES
Nasce em Lisboa no ano de 1923 e passa a infância no Alentejo, próximo do Rio Ardila, perto de Moura. Licencia-se em Filologia Românica, doutorando-se em 1984 com uma tese sobre Manuel Teixeira Gomes.
Foi leitor de português em várias Universidades estrangeiras - Montpellier, Aix e Paris - entre os anos de 1949 e 1955, época em que se encontrava impedido de exercer docência universitária em Portugal por motivos políticos.
Depois da Revolução de 1974 retoma, em Portugal, a actividade docente.
Em 1993, jubila-se como Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mas continua a exercer a docência na Universidade Autónoma de Lisboa onde dirige a cadeira de Literatura Portuguesa do segundo ano do Curso de Línguas e Literaturas Modernas.
Na mesma Universidade fez parte de um Curso de Escrita Criativa e também do Mestrado de Estudos Portugueses.
É membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e membro correspondente da Academia Brasileira de Letras.
A sua vasta obra está traduzida em várias línguas. A sua ficção tem como característica principal a tomada de consciência do indivíduo face a si mesmo e aos outros, processo que se desenvolve até ao reconhecimento de uma identidade social e política.
Foi leitor de português em várias Universidades estrangeiras - Montpellier, Aix e Paris - entre os anos de 1949 e 1955, época em que se encontrava impedido de exercer docência universitária em Portugal por motivos políticos.
Depois da Revolução de 1974 retoma, em Portugal, a actividade docente.
Em 1993, jubila-se como Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Mas continua a exercer a docência na Universidade Autónoma de Lisboa onde dirige a cadeira de Literatura Portuguesa do segundo ano do Curso de Línguas e Literaturas Modernas.
Na mesma Universidade fez parte de um Curso de Escrita Criativa e também do Mestrado de Estudos Portugueses.
É membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e membro correspondente da Academia Brasileira de Letras.
A sua vasta obra está traduzida em várias línguas. A sua ficção tem como característica principal a tomada de consciência do indivíduo face a si mesmo e aos outros, processo que se desenvolve até ao reconhecimento de uma identidade social e política.
Já foi distinguido com vários galardões literários: Ricardo Malheiros, da Academia das Ciências de Lisboa com a obra Uma Pedrada no Charco em 1958 (de salientar que seu pai Urbano Rodrigues já tinha vencido este prémio na edição do ano de 1948 com a obra O Castigo de D. João ; Aquilino Ribeiro e Fernando Namora; Prémio da Associação Internacional de Críticos Literários; Prémio da Imprensa Cultural; Prémio Vida LLiterária - atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores; O Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco.
O MEU COMENTÁRIO.
O conflito surge em quaisquer países, sub desenvolvidos ou não, entre a classe dos artistas, chamemos-lhe intelectuais e o poder instalado.
Todavia o conflito arranca quando os intelectuais têm origens nas classes baixas das populações. que são conhecedores das carências autênticas.
Quando esta classe social abdica de lutar ou de fazer prevalecer os seus direitos, deixa de ter acompanhamentos à altura e a qualidade da luta perde-se..
Daí ao amolecimento é um passo.
João Brito Sousa
O conflito surge em quaisquer países, sub desenvolvidos ou não, entre a classe dos artistas, chamemos-lhe intelectuais e o poder instalado.
Todavia o conflito arranca quando os intelectuais têm origens nas classes baixas das populações. que são conhecedores das carências autênticas.
Quando esta classe social abdica de lutar ou de fazer prevalecer os seus direitos, deixa de ter acompanhamentos à altura e a qualidade da luta perde-se..
Daí ao amolecimento é um passo.
João Brito Sousa
CASA MATEUS JOAQUIM DA SILVEIRA

A casa de Mateus da Silveira, que noutros tempos se situava na periferia da cidade, ocupa hoje o gaveto das Ruas Infante D. Henrique, Gomes Freire e Conselheiro Sebastião Teles.
Trata-se de uma casa de quinta urbana, construída nos finais do século XIX, por um abastado proprietário de vinhos e madeiras. Que foi o senhor Mateus Joaquim da Silveira.
Em 1888, foi colocado nesta casa um dos primeiros telefones d a cidade.
As antigas cocheiras ficavam no outro lado da Rua Infante D. Henrique, num edifício mais pequeno, entretanto desanexado da casa e hoje transformado em taberna..
Nos últimos anos teve obras de recuperação e foi adaptada a novas funções, sendo ocupada pela Casa de Saúde de Santa Maria
A Quinta de Marchil também foi neste século propriedade da família Mateus Joaquim da Silveira, estando nela instalada, desde 1976, a Associação dos Comandos.
Para além de casa de habitação, com dois pisos e telhados de quatro águas, destacam-se, pelo extraordinário efeito cenográfico, os três portões monumentais inseridos no muro envolvente.
João Brito Sousa
Trata-se de uma casa de quinta urbana, construída nos finais do século XIX, por um abastado proprietário de vinhos e madeiras. Que foi o senhor Mateus Joaquim da Silveira.
Em 1888, foi colocado nesta casa um dos primeiros telefones d a cidade.
As antigas cocheiras ficavam no outro lado da Rua Infante D. Henrique, num edifício mais pequeno, entretanto desanexado da casa e hoje transformado em taberna..
Nos últimos anos teve obras de recuperação e foi adaptada a novas funções, sendo ocupada pela Casa de Saúde de Santa Maria
A Quinta de Marchil também foi neste século propriedade da família Mateus Joaquim da Silveira, estando nela instalada, desde 1976, a Associação dos Comandos.
Para além de casa de habitação, com dois pisos e telhados de quatro águas, destacam-se, pelo extraordinário efeito cenográfico, os três portões monumentais inseridos no muro envolvente.
João Brito Sousa
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
POETANDO
PORTO, 2007.09.03
PENSO ... LOGO EXISTES.
Cheguei, estou por aqui e por aqui ando...
Nesta terra que escolhi para viver!...
Uns dias passo-os rindo outros cantando
Mas não fui obrigado; estou por querer.
Em qualquer lugar temos de estar...
Por isso, façamos então por estar bem...
Num lado qualquer vamos ter de acabar
Mas façamos para ser felizes também...
Faz o que tens a fazer que está tudo feito
Tudo foi estudado e orçamentado a preceito
E depois de estar tudo feito vê se resistes.
E não partas sem dizer ... não é simpático!
Vê a vida pelo lado mais belo e mais prático
Porque se eu penso... é que logo existes. ..
JOÃO BRITO SOUSA
LITERATURA
JAIME BATALHA REIS.
Nas memória s de Raul Brandão (Tomo III, Volume I) , vem uma evocação ao Jaime Batalha Reis, um académico e diplomata contemporâneo do Eça de Queiroz., que eu acho espectacular.
É assim,
“Cada dia que passa, acho este homem mais extraordinário do que nunca. Por dentro e por fora. Levanta-se fresco como um rapazote e com uma força e lógica novas para discutir com os outros.
O que ele quer é discutir...
Se tem quem o ature, está a pé toda a noite. De manhã toma um banho de água fria, conserva-se uma hora em pêlo, ao ar, e dá um passeio de léguas; de tarde, exaure os rapazes e os homens que vivem na York House com ele - o Pascoaes, o Justino, os poetas Toda a noite! Toda a noite! E logo de manhã é o primeiro a levantar-se, sempre com o mesmo viço e frescura. Vive para raciocinar, para discutir todos os problemas - para construir uma filosofia uma estética: - O fim da arte não é o belo, é o indefinido..
Às vezes pesa arrobas, porque nunca se cala. Duma vez, ia com o Soveral, para França, no comboio e, quando chegaram ao Entroncamento, o Soveral, que não podia mais e não era caco para semelhantes discussões, disse-lhe:
_ Batalha Reis, vamos fazer uma combinação: nós agora, até Paris, fingimos que temo as relações cortadas...
O pior que há na vida, diz Batalha, sem amargura, é o irremediável. Ao falar assim faz recordar essa gente admirável do Senado. Homens tremendos! Geração tremenda! Este, só cabeça, só engenho, só concepção- é duma força e nos deixa exaustos. É uma mola de aço sempre nova, Diz:
Vou amanhã para Torres, Quinta da Viscondessa onde vivo, vou, porque tenho lá as minhas filhas e porque o meu vinho ainda está na mãe e preciso de trasfegá-lo...
O MEU COMENTÁRIO.
Dá-me particular prazer saber novas desta geração, que, mais ou menos, encaixou na Geração de 70.
Jaime Batalha Reis não era um génio da Literatura; foi apenas contemporâneo dos Mestres.
Diz Raul Brandão que o batalha gostava de discutir. Eu acho isso óptimo porque eu próprio as procuras. Duma maneira geral, a malta não gosta. Mas este era o terreno favorito do Batalha.
Discutir é trocar ideia sobre determinadas matérias e defendê - las. E isso dá esta
malta.
Eu gosto,
E tu, não és Batalha Reis?
João Brito Sousa
Nas memória s de Raul Brandão (Tomo III, Volume I) , vem uma evocação ao Jaime Batalha Reis, um académico e diplomata contemporâneo do Eça de Queiroz., que eu acho espectacular.
É assim,
“Cada dia que passa, acho este homem mais extraordinário do que nunca. Por dentro e por fora. Levanta-se fresco como um rapazote e com uma força e lógica novas para discutir com os outros.
O que ele quer é discutir...
Se tem quem o ature, está a pé toda a noite. De manhã toma um banho de água fria, conserva-se uma hora em pêlo, ao ar, e dá um passeio de léguas; de tarde, exaure os rapazes e os homens que vivem na York House com ele - o Pascoaes, o Justino, os poetas Toda a noite! Toda a noite! E logo de manhã é o primeiro a levantar-se, sempre com o mesmo viço e frescura. Vive para raciocinar, para discutir todos os problemas - para construir uma filosofia uma estética: - O fim da arte não é o belo, é o indefinido..
Às vezes pesa arrobas, porque nunca se cala. Duma vez, ia com o Soveral, para França, no comboio e, quando chegaram ao Entroncamento, o Soveral, que não podia mais e não era caco para semelhantes discussões, disse-lhe:
_ Batalha Reis, vamos fazer uma combinação: nós agora, até Paris, fingimos que temo as relações cortadas...
O pior que há na vida, diz Batalha, sem amargura, é o irremediável. Ao falar assim faz recordar essa gente admirável do Senado. Homens tremendos! Geração tremenda! Este, só cabeça, só engenho, só concepção- é duma força e nos deixa exaustos. É uma mola de aço sempre nova, Diz:
Vou amanhã para Torres, Quinta da Viscondessa onde vivo, vou, porque tenho lá as minhas filhas e porque o meu vinho ainda está na mãe e preciso de trasfegá-lo...
O MEU COMENTÁRIO.
Dá-me particular prazer saber novas desta geração, que, mais ou menos, encaixou na Geração de 70.
Jaime Batalha Reis não era um génio da Literatura; foi apenas contemporâneo dos Mestres.
Diz Raul Brandão que o batalha gostava de discutir. Eu acho isso óptimo porque eu próprio as procuras. Duma maneira geral, a malta não gosta. Mas este era o terreno favorito do Batalha.
Discutir é trocar ideia sobre determinadas matérias e defendê - las. E isso dá esta
malta.
Eu gosto,
E tu, não és Batalha Reis?
João Brito Sousa
DESERTIFICAÇÃO E AMBIENTE
(Papa Bento XVI)"PAPA DIZ AOS JOVENS PARA SALVARA TERRA"...
Bento XVI apelou, ontem, a uma multidão de meio milhão de jovens para que ajudem a salvar o planeta "antes que seja demasiado tarde". O Papa falava no santuário do Loreto, em Itália, para onde confluiu um encontro que assinalou o Dia de Salvação da Criação.
No encontro de jovens tudo foi pensado para ser reciclável e recolhido sem deixar rasto de resíduos. Até foram fornecidas lanternas sem pilhas e que se carregam manualmente. O Papa, na homilia pronunciada ontem no Loreto, exortou os participantes a que façam "as escolhas certas para restabelecer o delicado equilíbrio entre a Terra e o Homem". Com paramentos de cor verde, o chefe da Igreja Católica apelou aos jovens seguidores "Não sigam o caminho do orgulho, mas o da humildade.
Vão em contracorrente, não ouçam as numerosas vozes que propagandeiam modelos de vida baseados na arrogância, violência, bens materiais e sucesso a todo o custo
COMENTÁRIO ( I )
A propósito deste assunto, retiro do JN do Porto de ontem, o seguinte:
“Mais de dois mil especialistas de 191 países reúnem-se sob a égide da ONU, a partir de amanhã (hoje), em Madrid, para elaborarem um plano de acção de dez anos contra o avanço da desertificação, que ameaça dois mil milhões de pessoas em todo o Mundo.
Segundo um relatório publicado pela ONU, em Junho, a desertificação afecta directamente 200 milhões de pessoas. No entanto, existem cerca de dois mil milhões de pessoas – um terço da população mundial - que vivem em zonas áridas, ameaçadas, na China, na Índia, no Paquistão, na Ásia Central e no Médio Oriente, assim como em grande parte da África e da América do Sul (Argentina, Chile e Brasil)..
A Espanha é um dos mais vulneráveis países da Europa, já que um terço do seu território, corre “um risco significativo” de desertificação (segundo o Ministério Espanhol do Ambiente), sobretudo o sudeste rural e o arquipélago das Canárias
“A maior parte das pessoas não tem consciência do impacto de um fenómeno que parece agigantar-se rapidamente” diz o principal autor do relatório da ONU, Zafaar Adeel.
A desertificação afecta todos os continentes, onde se estima ser de 47.6 milhões de euros o valor dos prejuízos económicos, por ano, em termos de degradação de solos.
Especialistas, políticos e representantes de 800 organismos não governamentais (ONG) participam em Madrid, até ao próximo dia 14, na 8ª Conferência Internacional da UNCDD, aprovada em Paris, em 1994.
COMENTÁRIO ( II )
As preocupações reveladas não têm eco nas populações. Ainda este fim de semana houve um espectáculo com aviões no Porto onde 600 mil mirones estiveram a aplaudir e a conspurcar ambiente.
E por esse mundo fora, deverão haver muitas mais manifestações de falta de respeito pelo ambiente e pela desertificação.
Estas são pequenas tentativas sem qualquer êxito por não haver sintonia de interesses.
João Brito Sousa
COMENTÁRIO ( I )
A propósito deste assunto, retiro do JN do Porto de ontem, o seguinte:
“Mais de dois mil especialistas de 191 países reúnem-se sob a égide da ONU, a partir de amanhã (hoje), em Madrid, para elaborarem um plano de acção de dez anos contra o avanço da desertificação, que ameaça dois mil milhões de pessoas em todo o Mundo.
Segundo um relatório publicado pela ONU, em Junho, a desertificação afecta directamente 200 milhões de pessoas. No entanto, existem cerca de dois mil milhões de pessoas – um terço da população mundial - que vivem em zonas áridas, ameaçadas, na China, na Índia, no Paquistão, na Ásia Central e no Médio Oriente, assim como em grande parte da África e da América do Sul (Argentina, Chile e Brasil)..
A Espanha é um dos mais vulneráveis países da Europa, já que um terço do seu território, corre “um risco significativo” de desertificação (segundo o Ministério Espanhol do Ambiente), sobretudo o sudeste rural e o arquipélago das Canárias
“A maior parte das pessoas não tem consciência do impacto de um fenómeno que parece agigantar-se rapidamente” diz o principal autor do relatório da ONU, Zafaar Adeel.
A desertificação afecta todos os continentes, onde se estima ser de 47.6 milhões de euros o valor dos prejuízos económicos, por ano, em termos de degradação de solos.
Especialistas, políticos e representantes de 800 organismos não governamentais (ONG) participam em Madrid, até ao próximo dia 14, na 8ª Conferência Internacional da UNCDD, aprovada em Paris, em 1994.
COMENTÁRIO ( II )
As preocupações reveladas não têm eco nas populações. Ainda este fim de semana houve um espectáculo com aviões no Porto onde 600 mil mirones estiveram a aplaudir e a conspurcar ambiente.
E por esse mundo fora, deverão haver muitas mais manifestações de falta de respeito pelo ambiente e pela desertificação.
Estas são pequenas tentativas sem qualquer êxito por não haver sintonia de interesses.
João Brito Sousa
A FRASE DE HOJE

“PASSAR MUITO TEMPO A ESTUDAR É PREGUIÇA"
Francis Bacon
QUEM É FRANCIS BACON.
Francis Bacon (Londres, 22 de Janeiro de 1561 — Londres, 9 de abril de 1626) foi um político, filósofo e ensaísta inglês, barão Verulam, visconde de St. Albans. Desde cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.
QUEM É FRANCIS BACON.
Francis Bacon (Londres, 22 de Janeiro de 1561 — Londres, 9 de abril de 1626) foi um político, filósofo e ensaísta inglês, barão Verulam, visconde de St. Albans. Desde cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.
Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618). Neste mesmo ano, foi nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de St. Albans. Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção e condenado ao pagamento de pesada multa e proibido de exercer cargos públicos.
Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica para o homem. Em suas investigações, se ocupou especialmente com a metodologia científica e com o empirismo. É muitas vezes chamado de fundador da ciência moderna. Sua principal obra filosófica é o Novum Organum.
Francis Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes rosacruzes e também um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).
O MEU COMENTÁRIO
O que o autor quer dizer é que, estudar durante muito tempo sem testar o resultado desse trabalho é negativo, porquanto, o estudante em causa, não assumiu ainda ser detentor de um estatuto de Mestre, que não será, agora, o estatuto de aprender mas sim de ensinar.
Não passando para o patamar de Mestre e continuando no de aluno, o estudante está a revelar-se preguiçoso.
O MEU COMENTÁRIO
O que o autor quer dizer é que, estudar durante muito tempo sem testar o resultado desse trabalho é negativo, porquanto, o estudante em causa, não assumiu ainda ser detentor de um estatuto de Mestre, que não será, agora, o estatuto de aprender mas sim de ensinar.
Não passando para o patamar de Mestre e continuando no de aluno, o estudante está a revelar-se preguiçoso.
O estudante, que não passa para o patamar de prof, continuando no patamar de estudante, ou não se interessa pela matéria, ou não aproveita dos seus estudos e isso é derivado da preguiça...
É como eu penso.
João Brito Sousa
É como eu penso.
João Brito Sousa
domingo, 2 de setembro de 2007
sábado, 1 de setembro de 2007
CRÓNICA DE SÁBADO
PORTO, 2007.09.01
COMO ELA BATE.!...
Às tardes, quase todas, venho até `a biblioteca da cidade onde sacio a minha vontade da escrita. Gosto de vir aqui porque disponho de boas condições para escrever os meus textos e os meus versos.
Faço simplesmente o que gosto e assim passo o tempo com alguma tranquilidade.
O ambiente é bom. Boa luz, boas instalações, boas ferramentas de trabalho, juventude quanto baste, diga-se estudantada. mas tem dois senão: Um é o americano que está a tirar fotocópias a um livro grande, utiliza a máquina e enquanto tal, vai falando com tal timbre que me incomoda; o outro é a minha amiga aqui do lado direito que bate no teclado de tal forma que parece estar zangado com ele.
É isto que me aborrece nas repartições do Estado; não há ninguém que diga ao americano a e à menina aqui do lado, que o ruído é a doença do século. E eles continuam felizes e contentes numa de chatear a vizinhança.
Comecei esta crónica ontem e vou terminá-la agora para a publicar ainda hoje. E hoje há mais motivo para alarme, há os aviões a roncar no Douro, entrada dez euros e já lá estiveram ontem 250 mil visitantes, nos treinos. Hoje vão lá estar mais . Menos eu.
Vou até ao café tomar a bica, ler um bocado do “Pensar” do Vergílio Ferreira e mais logo vamos almoçar fora.
C’est la vie.
O ambiente é bom. Boa luz, boas instalações, boas ferramentas de trabalho, juventude quanto baste, diga-se estudantada. mas tem dois senão: Um é o americano que está a tirar fotocópias a um livro grande, utiliza a máquina e enquanto tal, vai falando com tal timbre que me incomoda; o outro é a minha amiga aqui do lado direito que bate no teclado de tal forma que parece estar zangado com ele.
É isto que me aborrece nas repartições do Estado; não há ninguém que diga ao americano a e à menina aqui do lado, que o ruído é a doença do século. E eles continuam felizes e contentes numa de chatear a vizinhança.
Comecei esta crónica ontem e vou terminá-la agora para a publicar ainda hoje. E hoje há mais motivo para alarme, há os aviões a roncar no Douro, entrada dez euros e já lá estiveram ontem 250 mil visitantes, nos treinos. Hoje vão lá estar mais . Menos eu.
Vou até ao café tomar a bica, ler um bocado do “Pensar” do Vergílio Ferreira e mais logo vamos almoçar fora.
C’est la vie.
João Brito Sousa
FADO DE AGOSTO

PORTO, 2007.08.31
FADO DE AGOSTO
Fado.... Palavra mágica para quem aprecia
Uma boa mensagem imbuída em boa voz...
Ouve-se a história com interesse e simpatia
E sente-se bem a felicidade dentro de nós.
Uma boa mensagem imbuída em boa voz...
Ouve-se a história com interesse e simpatia
E sente-se bem a felicidade dentro de nós.
Fado... é canção que nos vem tranquilizar
E traz-nos ideias de outros casos vividos!...
E o fado de Agosto cujo mês está a terminar
É o que nos deixa a nós mais enriquecidos..
E traz-nos ideias de outros casos vividos!...
E o fado de Agosto cujo mês está a terminar
É o que nos deixa a nós mais enriquecidos..
É a hora da seara na herdade sem fim...
E tu meu amor, vens para o pé de mim
E assim preparamos o futuro com gosto
E tu meu amor, vens para o pé de mim
E assim preparamos o futuro com gosto
A brisa vem e as tardes caem no horizonte
O trabalho findou e juntos vamos à fonte
E trocamos um beijo à hora do sol-posto.
O trabalho findou e juntos vamos à fonte
E trocamos um beijo à hora do sol-posto.
João Brito Sousa
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