segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

OPINIÃO SOBRE OS NOSSOS RICOS


NÓS, OS RICOS

Hoje em dia é um bocado complicado saber quem é o rico, quem é a pessoa que tem direito à utilização desse título, será mesmo um titulo?.... talvez não, talvez seja tido mais como um designativo.

Consideremos um rico aquele cuja designação vem no dicionário, para que tenhamos uma referência ( não será a única, mas é uma) de um de alguns significados da palavra. De lá retiro que rico “é aquele que possui muitos bens, muito dinheiro e/ou muitas coisas de valor.”.

E penso que este é um conceito ultrapassado, porquanto o termo rico, deveria ter um significado noutra direcção, com outra amplitude contendo em si outros valores, porque parece ser muito fácil hoje em dia alguns terem muito dinheiro embora não tenha sido adquirido da melhor forma possível.

O meu entendimento de rico, vai na direcção da honradez, no cumprimento dos valores que a sociedade consagro como idóneos.

O que pensará um homem como Isaltino de Morais, ao ler na imprensa o seguinte:

“O Tribunal da Relação confirmou hoje a decisão do tribunal de primeira instância de julgar o autarca de Oeiras por suspeitas de corrupção, abuso de poder fraude fiscal e branqueamento de capitais.
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, vai mesmo a julgamento responder pelos crimes de corrupção, abuso de poder, fraude fiscal e branqueamento de capitais.
Contacto pelo Económico, Isaltino Morais remeteu-se ao silêncio, dizendo que "não me pronuncio sobre essa matéria". "Isso é para os comentadores", sublinhou.
O autarca terá de responder por um crime de participação económica em negócio, três de corrupção passiva para acto ilícito, um de branqueamento de capitais, um de abuso de poder e outro de fraude fiscal.
O presidente da Câmara Municipal de Oeiras foi constituído arguido em Junho de 2005, num processo relacionado com contas bancárias na Suíça (não declaradas ao Fisco nem ao Tribunal Constitucional) e, também, num banco de Bruxelas.
Isaltino Morais esteve à frente da Câmara de Oeiras durante 16 anos, cargo que deixou para assumir a tutela do ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente no Executivo de Durão Barroso. Mas, em Abril de 2003, deixou o Governo quando foi tornado público que estava a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), na sequência de uma denúncia.
Apesar das suspeitas sobre si, Isaltino Morais candidatou-se como independente à Câmara de Oeiras, nas autárquicas de 2005, como independente, e voltou a ser eleito. Nas autárquicas de 2009, Isaltino Morais já anunciou que pretende recandidatar-se.

COMENTÁRIO

Perante todas estas considerações é espantoso que estas personalidades consigam andar por aí como se fosssem uns heróis.

Mas não são heróis.

JOÃO BRITO SOUSA

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