sexta-feira, 14 de novembro de 2008

VAMOS DEBATER?




EXPLICAÇÃO .

Caros Amigos,

Decidi demitir-me do blogue http://oscosteletas.blogspot.com/, porquanto, colocando eu no referido blogue um post a sugerir a comemoração do aniversário dos vinte anos da morte do nosso Dr. Zeca Afonso, recebi no meu mail, jbritososua@sapo.pt quatro ou cinco linhas a dizer-me que as comemorações dos vinte anos do Zeca já tinham sido comemoradas na Escola com as presenças do Norberto Cunha e do Joaquim Teixeira.

OK, mas se já comemorámos os vinte anos vamos preparar as coisas para se comemorar os vigésimos primeiro, segundo, terceiro e por aí fora. Aqui.... Zeca sempre.

Queria convidar para colaborar aqui connosco aquele costeleta de renome que me intitulou de «EGOCÊNTRICO», porque aqui autorizo-o a manter anonimato e a todos quanto o quiserem fazer

Ao Jorge Tavares que não acredito que esteja zangado comigo e que apareça. Ao Maurício Severo, se quiser fazer o favor. Ao Mário Fitas se quiser, à Lídia Machado e ao António, à Maria José Fraqueza se quiser.. .

VAMOS DISCUTIR:

1 - Vou coloca uns versos do António Machado de V .R .Santo António para primeira discussão.

Boa tarde !Estes versos são da autoria do costeleta António Machado e, referem-se ao pessoal da "pesada" que tem saído das universidades nos últimos anos.Felizmente há grandes e honrosas excepções; não podemos nem devemos medir todos pela mesma "bitola

"Está Portugal assolado
Com tal maré de "doutores"
E de tal modo atrasado !...
O pior, entre os piores.

Há tanto licenciado
Com diploma dado a murro,
Que mais sai dignificado
Esse animal que é o Burro !

A "reforma" vergonhosa
Que no ensino se fez,
Só forma gente vaidosa
Que nem sabe português !

Umas nódoas em gramática,
Certa gente da "pesada"
Não pescam de matemática,
E não sabem tabuada !

E assim por este andar,
Digam-me lá meus senhores
Onde vai isto parar
Com tal maré de "doutores " ?

Cumprimentos daLídia Machado

MEU COMENTÁRIO: Em meu entender o mal está no sistema de ensino que não ensina e permite que se chegue à licenciatura sem saber nada.

2- O NORTE E O DESEMPREGO

Prenúncio de morte
Texto de Pedro Ivo Carvalho

O Norte empreendedor, o Norte capital do trabalho, o Norte terra da iniciativa, o Norte berço da indústria está a dar lugar, progressivamente, ao Norte desempregado, ao Norte desmotivado, ao Norte sem saída.

Um estudo da Comissão de Coordenação que se debruçou sobre a evolução do desemprego na região mostra como têm sido ineficazes as tentativas dos vários agentes (locais e nacionais) para suster a escalada da última década. E a força centrífuga da tempestade é tal que os seus efeitos não olham a géneros, idades, habilitações literárias ou zonas de residência.

Vamos aos números do nosso descontentamento: no final do ano passado, o Norte era a região do país que registava a maior taxa de desemprego. No total, cerca de 186 mil pessoas não tinham ocupação permanente numa área geográfica que concentra um terço da oferta de mão-de-obra nacional.
Equivale isto a dizer que quase metade dos desempregados portugueses tem pronúncia do Norte.
Indo mais fundo na análise, deparamo-nos com realidades, no mínimo, preocupantes. Uma delas permite concluir que ter um curso superior já não significa ter um emprego. Isto porque foi entre os licenciados que, em 2007, mais se agravou a taxa de desemprego média anual.

Mais há mais: o salário dos trabalhadores do Norte é, em média, 10% mais baixo do que nas outras regiões do país; o número de trabalhadores precários aumentou (quase 12% da população empregada); mais de um terço dos trabalhadores tinha completado, no máximo, o Primeiro Ciclo do Ensino Básico, e quase três quintos da população activa não tinha cumprido a escolaridade mínima obrigatória.

A ascensão da mulher no mercado de trabalho é, porventura, a única boa notícia desta análise arrasadora. Mas mesmo as boas notícias encerram um lado perverso: se elas são em maior número no universo laboral, também são a maioria entre os desempregados.

Ora, chegados a esta espécie de ponto de não retorno, impõe perguntar: como é que se sai daqui? Não há soluções milagrosas, mas a Comissão de Coordenação fornece uma pista: a economia regional tem que ajustar-se aos novos tempos, apostando mais na base tecnológica e menos num tecido empresarial que não se renova. Que, acrescento eu, vive há muitos anos refém de uma mão-de-obra farta, pouco qualificada e mal paga.

Mas não devemos exigir apenas aos empresários argúcia e esforço. A classe política nortenha não pode olhar para estes números e assobiar para o lado. Não pode, sobretudo, continuar a alimentar o espírito umbiguista e de quinta que muitas vezes a caracteriza. Não pode continuar agarrada ao chavão "o melhor dos mundos para mim e o que sobrar para quem estiver à volta".

Porque, no país em que vivemos, na região a que gostamos de chamar nossa, as coisas estão a mudar mais depressa do que gostaríamos. E não estão a mudar para melhor.

REVOLTA QUASE A TRANSBORDAR PARA AS RUAS

PORTO

Lesados pelas cheias esperam por indemnização há dois anos. Associação vai pedir reunião com ministro

Fartos de esperar, os lesados das cheias do Douro de há dois anos admitem avançar com protestos na rua e reiteram a intenção de processar o Estado. Antes, ainda vão pedir uma reunião ao ministro da Administração Interna.

"Estão-se nas tintas para as pessoas", desabafa, revoltado, Albano Correia, que viu culturas destruídas numa quinta na Régua. É um dos 82 lesados que constam do dossiê elaborado pelo gabinete criado na altura das cheias, em Novembro de 2005, pela Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP), em colaboração com a Câmara Nacional de Peritos Reguladores.

No total, foram contabilizados 82 lesados e 163.919,81 euros de prejuízo. "Houve mais pessoas a queixarem-se, mas isto diz respeito apenas aos casos de quem assinou os valores avaliados pelos peritos", explicou António Fonseca, presidente da ABZHP. O dossiê foi enviado ao Governo e à Comissão Europeia, numa candidatura ao Fundo de Solidariedade. Dois anos depois, ainda ninguém recebeu um cêntimo.

"Ficámos sem trabalhar cerca de três meses", lembrou António Pinto, do restaurante "Ora Viva", na Ribeira do Porto, lembrando que as inundações sucederam-se durante vários dias, o que impossibilitou qualquer tentativa de abrir portas. "Arrumávamos as coisas, mas, três ou quatro dias depois, o rio voltava a subir", contou.

"É uma sensação horrorosa, ver a água a inundar tudo sem podermos fazer nada", recordou Maria Teresa, dos "Vinhos de Quinta", na mesma zona. Tinha aberto o estabelecimento há pouco tempo e foi logo "baptizada" com cheias de dimensões consideráveis. O desânimo com a falta de apoio é tal que admite deixar o espaço na zona ribeirinha do Porto.

"Nunca recebi nada", assinalou Artur Queirós, há 51 anos na serralharia "A Conquistadora", em Miragaia. No Inverno de 2005, os três armazéns foram inundados, estragando material. A serralharia propriamente dita não foi afectada. Aliás, quando há cheias, Artur Queirós ajuda os vizinhos, guardando ali muitos artigos retirados das casas inundadas" "Também costumo dar luz", indicou.

A Manuel Andrade, com ateliê de artesanato em Miragaia, foi precisamente a vizinha de cima que lhe valeu no Inverno de 2005. Deixou-o pôr em casa dela o forno e muitas peças que foram resgatadas à água que invadiu o ateliê "Arcos de Miragaia". "Foi espectacular", reiterou Manuel Andrade, que também continua à espera da indemnização pelos prejuízos.

"Ainda não obtive qualquer resposta", contou Maria Eugénia Rocha. As inundações destruíram o cais da casa de turismo rural que possui em Alpendorada (Marco de Canaveses). Ao JN, assinalou a importância de haver monitorização do nível das águas e das albufeiras ao longo do Douro, para permitir, através de modelos, obter previsões mais rigorosas sobre possíveis cheias.

O atraso na concretização de medidas que evitem as cheias nas zonas ribeirinhas, designadamente através da construção de mais barragens (cuja carência já foi admitida por responsáveis da EDP), poderá levar a ABZHP a apresentar uma queixa contra o Estado. Uma ameaça que já foi feita no início deste ano e com a qual a associação volta a acenar. O processo avançará caso não haja resultados positivos da reunião com o ministro da Administração Interna.
"Se não houver solução, as pessoas estão disponíveis para fazer acções de protesto na rua, caso seja necessário", afirmou Fonseca. "A revolta é muito grande", sintetizou Albano Correia.

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Texto de
João Brito Sousa


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