sábado, 22 de dezembro de 2007

UM VOTO E UM DESEJO

(natal no verão)

UM VOTO E UM DESEJO A CUMPRIR

Gostava mais do NATAL quando era puto. Era uma altura em que havia mais ilusões, havia muito espaço para viver ainda e dava para não se levar as coisas a sério. Era o que fosse. Era num tempo em que a gente podia imaginar.... e sorrir. A nossa forma de estar era não ligar puto a nada. O Natal só era Natal porque a tia Serafina fazia as empanadilhas com batata doce. E eu gostava muito daquilo ... e da tia Serafina também.

Na minha casa a minha Mãe nunca armou o presépio. Nunca lhe perguntei mas tenho quase a certeza que ela não percebia nada das imagens. Sabia efectivamente qual era o burro, as ovelhas, o palheiro... dessas coisas todas ela percebia. Mas não se atrevia a movimentar aquelas figurinhas. Penso que não tinha jeito..

Era uma mulher cómica a minha MÃE. Contava historias com graça e era carinhosa comigo. Uma vez, foi lá uma malta comer a casa, amigos do meu tio, parece-me e às tantas acabou-se a comida. E, mesmo com a panela vazia a minha Mãe perguntou para os convidados. Alguém quer mais?.. e um deles disse, não obrigado. Apanhei um susto dos diabos....

Nesse tempo, parece que o mês de Dezembro era mais simpático, apesar de mais frio, muito mais, um frio que dava nas orelhas da gente e que me obrigava a dormir com uma samarra vestida para me livrar dele, Agora, que já me esqueci desse frio todo, digo que o Dezembro desse tempo era mais simpático, mas se calhar não era. O que eu tinha era menos cinquenta e tal anos que tenho hoje..

Nesse alltura, subia a uma laranjeira mesmo em Dezembro que fosse e comia dez ou quinze laranjas descascadas à mão!... e depois ia dar de comer aos bezerros e às galinhas... que a minha Mãe possuía no galinheiro. Os ovos eram porreiros para cozinhar com tomate. A minha Mãe deixava aquilo torriscar um pouco Era bom... era muito bom e tenho saudades desses tempos e desses Natais que não eram nada...

Sim.. o sapatinho ia para a chaminé Eu punha logo umas botas grandes.. para receber muito.. e recebia tudo menos chocolates que era o que eu gostava. E depois ia queixar-me à minha Mãe, que se fartava de rir comigo.

Hoje já não me rio. Sinto-me um bocado com pena de mim. E ainda me pergunto se é mesmo Natal Olho à minha volta e não vejo as empanadilhas da Tia Serafina...E onde é que está o frio e as samarras para eu me vestir?.. Nem frio nem samarras!..

Então não é este o Natal que eu gosto...

Mas faço um voto e deixo um desejo.

UM BOM NATAL E UM BOM ANO PARA TODOS.

João Brito Sousa

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

O LARGO DO CARMO EM FARO

(igreja do carmo)
O LARGO DO CARMO.

Quem vem do Posto da Polícia de Trânsito para o Mercado, passa pelo Refúgio Aboim Ascensão que fica à esquerda e logo a seguir, vem o Largo do Carmo à direita., ficando situado em frente à Recauchutagem Leopoldo.

O Largo do Carmo tem coisas que são de sua exclusiva propriedade, coisas únicas, que são só dele, como por exemplo, a alfarrobeira toda viçosa que está ao pé da Igreja. O Largo teve há alguns anos um clube de futebol, chamado FAMILIA TRAPP, que atingiu alguma notoriedade em jogos não federados onde a figura principal era o Capitolino, um razoável jogador de futebol que alinhava no meio campo.

O Largo tem a estação dos Correios, tem a Igreja do Carmo carregada de História, um monumento histórico de visita obrigatória e tem a Escola Primária onde eu fiz o meu estágio com o Professor Amável.

Este Professor, nesse tempo já estava um pouco velhote mas, foi, sem tirar nem por, uma grande figura cultural da cidade. E a cidade não pode perder de vista aqueles que foram grandes. Além destes situações naturais havia a feira anual em Junho onde o pessoal do campo iam vender as primeiras melancias da colheita do ano. O forte da feira era à noite, onde se vendiam produtos hortícolas e havia toda a espécie de diversão que normalmente existe nas feiras.

Há muitas ruas que vêm desembocar no Largo do Carmo. São as ruas que vem da Cadeia, do Largo de São Sebastião, do Largo de S. Pedro e da rua que nos leva até `a estrada que vai para São Brás de Alportel. cujo percurso se fazia através da frota da camionagem Santos.

Hoje o Largo sofreu algumas melhorias e, se houver feira ainda, ela está a chegar, pois realizava-se no mês de JUNHO . Tenho a impressão que vou lá estar.

Sendo assim, até lá.

João Brito Sousa

O BENFICA GANHOU BEM?...

(sport lisboa e benfica)

Porto, 2007.12.20

O BENFICA GANHOU BEM?...

O Estrela da Amadora jogou bem... de mais!
A velocidade colocada em jogo foi de espantar.
Este, penso que deveria ser um jogo dos tais
Que a Judiciária deveria seriamente investigar..

Porque nunca se viu o Estrela jogar assim! ..
Rápido, com destreza, objectividade e porrada
Até podia estar a ganhar à meia hora... sim
Houve penalty a seu favor e o árbitro nada...

Os golos do Benfica foram bons e o resultado?...
O Benfica sofreu e o Amadora foi derrotado
Mas o árbitro parece que ajudou e assim não...

Mas como é que o Amadora jogando assim
Está tão mal classificado e perto do fim!..
Não haverá falta de respeito à competição?..

João brito Sousa

CRÓNICA DE WASHINGTON

(militar na defesa do ultramar portugês)
CENAS EM TEMPO DE GUERRA
Por Diogo Tarreta

Foi no LUMEJE, pequena terra entre Luso e Teixeira de Sousa, junto ao caminhode ferro de Benguela, uma pequena avenida com uns 500 metros de comprido, não longe da estação do dito caminho de ferro, com as casas dos brancos em cada lado e lá atras, muito atrás as sanzalas indígenas.

Falava-se que se contrabandeavam diamantes, é possível, não dei por isso mas a área era rica e continua a ser rica nessas pedras mas, o que ai assisti nos primeiros dias da nossa estadia fez-me duvidar da verdadeira missão para que nos haviam doutrinado. E perguntei a mim mesmo, "QUE FAÇO EU AQUI" e, passo a descrever:
"Um português tinha o seu estabelecimento no extremo Este da dita avenida, não longe da estação do caminho de ferro e consistia na habitação e de um enorme armazém por detrás onde ia armazenando o que comprava o que era naquela época milho

E abastecia a população negra das suas necessidades onde avultava os tais panos de que fala o poeta e bicicletas que nunca mais esqueço que no dialecto local se chamavam CHINGAS

Ora acontece que logo nos primeiros dias de lá estar decidi comprar uma bicicleta e, lá fui ao português que, também fornecia o exercito de viveres e combustíveis.

E assisti á cena que segue.

Um homem negro, alto, forte entrou vergado no estabelecimento pelo peso de um alguidar enorme cheio de milho, mostrou-o ao português, que com um gesto lhe indicou o armazém, o sujeito voltou passado um minuto e o nosso português, esperto que nem um alho, estendeu-lhe 25 tostões, o homem reclamou no seu dialecto ao que o comerciante respondeu no mesmo mas de nada adiantou....ele mostrou-lhe o caminho da porta e para mim acabara de ser testemunha de uma atitude incorrecta.

MEU COMENTÁRIO

O português no estrangeiro, só tinha uma missão: ganhar dinheiro. Num certo sentido, o comerciante português, não prejudicava os locais que pagavam com géneros a presença dos portugueses nesses territórios. Não tenho a certeza se isto será bem assim.. O comerciante português prejudicou o habitante local?. Mas quem atira a primeira pedra...

Em princípio esta errado.. mas não estou à vontade.

João Brito Sousa

DA IMPRENSA

(estádio do sport lisboa e Benfica, O glorioso)
Claques ilegais levam clubes a jogar em estádios vazios

1) Os clubes que mantenham o apoio aos grupos organizados de adeptos não legalizados serão penalizados com a realização dos seus jogos à porta fechada.

2) Esta é uma das penalizações previstas no projecto diploma para o combate à violência, racismo e xenofobia da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto (SEJD), que ainda carece de discussão e aprovação.

3) Se a nova legislação já estivesse em vigor, por exemplo, Benfica e Vitória de Guimarães jogariam os seus encontros em "casa" sem público, o que representaria um enorme prejuízo financeiro.

4) É que, ao contrário do que se passa com as claques do Sporting e do FC Porto, as dos encarnados e as do Vitória não estão registadas nem tão pouco avançaram com o processo junto do Conselho para a Ética e Segurança no Desporto.

5) Aliás, neste momento, umas dez claques, num universo de quase três dezenas, estão em situação legal, e outras tantas têm o processo em andamento.

O MEU COMENTÁRIO.

O problema das claques de futebol são um problema em todo o Mundo. Do meu ponto de vista são válidas e estou convencido que o futebol deves-lhe muito.

Todavia o ponto 3 da notícia dada hoje no DN, na minha opinião, é vergonhosa e tem um destinatário: BENFICA.. Repito aqui o que diz o parágrafo 3) “Se a nova legislação já estivesse em vigor, por exemplo, Benfica e Vitória de Guimarães jogariam os seus encontros em "casa" sem público, o que representaria um enorme prejuízo financeiro.”

É triste. Mas qual é a ideia do “se”, para quê utilizá-lo sem qualquer fundamento se o que se passa no Benfica está de acordo com a Lei.. Para quê ameaças. Os senhores jornalistas não têm essa liberdade de criar cenários irrealistas,.

O futebol não pode alimentar estes jornalistas menores, pessoas que me parecem ignorantes e amigos da intriga. O futebol não pode arcar com tudo. Que as claques sejam legalizadas sim senhor, de acordo. Agora o que era preciso era averiguar porque razão o Benfica não ter legalizado as claques e informar.

O BENFICA AINDA É UM GRANDE CLUBE !...

João Brito Sousa

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

UM AMIGO ESPECIAL

(paisagem alentejanana)
REINALDO SOUSA, a quem devo um euro.

Quando nos encontramos é uma festa pegada. Gosto de conversar com o REINALDO TARRETA. É um homem que se fez a si próprio e que entrou bem na vida. E ganhou a aposta. Tenho toda a consideração por ele.

Encontramo-nos por aí as vezes em almoços com amigos comuns, Vieguinhas, João Mocho e Companhia e tenho sempre deste homem, um sorriso aberto e um aperto de mãos à minha espera.

O ponto alto da nossa conversa é quando recorda o PAI, que admirou muito e considera uma grande injustiça ter sido levado tão cedo para a outra margem da vida. Tinha quarenta e dois anos, diz... e uma lágrima teimosa vem.. e abraçamo-nos.

Tivemos juntos no casamento do filho do Dr. António Viegas de Pechão, e aí falou-me do filho, o engº Rui, que por sua vez é amigo do meu amigo Engº João Filipe de ALBUFEIRA.

Foi ao Reinaldo, a quem eu disse há tempos, que tinha acabado de conhecer uma pessoa extraordinária, o sobrinho Engº aero espacial João Paulo Sousa. E ele, lá do seu canto, com aquele sorriso sereno e acolhedor deixou sair estas palavras... o meu amigo Paulinho..

Parabéns ao João Paulo por ter um tio assim O Reinaldo é dos nossos. E quero o Reinaldo na minha mesa...

Sempre..

João Brito Sousa

DECLARAÇÃO DE DÍVIDA

Eram onze horas da manhã e em boa hora
Apareceste ao pé de mim com dinheiro na mão
Eu disse-te é pá quero pagar o parque agora
Mas trocados não tenho aqui nem um tostão

E tu velho amigo logo te disponibilizaste
Para me emprestar o euro com que o paguei
E no Aliança para onde fomos não deixaste
Que eu pagasse a bica que contigo tomei.

Meu amigo, lembro-me muitas vezes de ti
E penso que em breve estaremos juntos aí
Sabes que eu não esqueço a velha malta

Para mim é importante a tua boa amizade
Porque tu és uma pessoa de qualidade
E é de pessoas assim que o Mundo tem falta.

João Brito Sousa

POESIA


(será aqui...)

Porto, 2007.12.19

IR AO ESPAÇO

Um amigo diz-me ...que isto não fica assim!...
Que a vida vai ter nova vida e fora daqui...
Eu estou por tudo e nada me espanta a mim
E até não me desagradaria nada de ir para aí.

Para esse lugar virgem onde tudo está por fazer !...
E onde certamente há um Deus novo p’rá gente!...
Que venha falar connosco e se dê a conhecer
Para termos a certeza que é amigo e não mente.

Porque é certezas... que nós precisamos ter
Para que aqui, nesta planeta, possamos viver
Em condições de permanência razoável! .. .

E quando vier o dia desgraçado e fatal
Termos a certeza que a viagem será normal
O não sabermos nada disso... é imperdoável....

João Brito Sousa

DA IMPRENSA

(em direcção `a Lua)

Turismo espacial; construções de Hotéis na LUA
Do JN de 23 Fevereiro de 2006


Este texto, retirado do JN do Porto, é para o Engº aero espacial JOÃO PAULO SOUSA, que faz o favor de ser meu amigo.

"Sinto mais o facto de ser o primeiro português a viajar no espaço, do que a ideia de participar num capítulo da História mundial", diz Mário Ferreira, um dos 100 membros-fundadores da Virgin Galactic. O título traduz-se nisto o empresário integra o clube que transformará o turismo espacial numa realidade. A viagem inaugural está prevista para o final de 2008 ou início de 2009. "Já viu bem? Vou sair do Mundo e voltar..."

Mário Ferreira, presidente da Douro Azul, estava nos Estados Unidos da América quando a televisão nacional transmitia em directo a viagem experimental. Nesse inesquecível 4 de Outubro de 2004, "inscrevi-me imediatamente para ser fundador", recorda. O impulso não se justificou tanto pelo "fascínio do espaço - mais, mas muito mais pela novidade 'turismo espacial'!"

Entre dezenas de milhares de inscrições, foram 100 os contemplados para a experiência inédita, em que a "capacidade de transportar pessoas sem prepará-las durante meio ano com um custo de dezenas de milhares de dólares" a torna num "momento de agora e não do futuro", segundo a Virgin Galactic. Isto significa que bastam "seis dias de testes médicos e de familiarização pré-espacial para preparar os turistas espaciais deste década". O único português entre os eleitos acompanha todo o projecto desde que foi seleccionado. "Seis dias antes da partida, ficaremos hospedados na Virgin Galatic Space Resort e, todos os dias, iremos até ao 'spaceport'", conta. É nesse local que terão a possibilidade de falar com peritos, simular voos ou fazer testes de tolerância de gravidade.

Este porto espacial foi projecto pelo designer Philippe Starck e será construído no Novo México. A base tem a curiosa forma de um olho humano "A iris nebulosa representa as possibilidades deste projecto e significa a nossa oportunidade de olhar para a Terra a partir do espaço com os nossos próprios olhos pela primeira vez", justifica o criativo. Mário Ferreira conheceu Starck no primeiro jantar do clube de fundadores - "estavam presentes 20 europeus", em Londres: "É, sem dúvida, o mais excêntrico de todos!"Outra das possibilidades deste estágio no 'spaceport' é voar na nave-mãe que, em menos de dez segundos, atinge o espaço a uma velocidade três vezes superior à velocidade do som.

É nesta nave-mãe que será acoplado o aparelho que levará os turistas ao espaço. Não sucederá a descolagem tradicional desde o solo - antes em pleno voo. O aparelho será libertado da nave rumo ao espaço a uma velocidade superior a uma bala disparada. Objectivo "Uma vista de milhares de quilómetros em qualquer direcção" que os tripulantes poderão gozar através de janelas panorâmicas.

Quanto custa o sonho? "200 mil dólares", revela Mário Ferreira, esclarecendo que "essa quantia paga por todos os fundadores não se destina apenas para o bilhete, sendo um investimento em todo o processo". Sonho? "É preciso investir na tecnologia para que ela se torne acessível. A construção de hotéis na Lua será uma realidade do nosso tempo. Tem dúvidas?". O empresário não tem. Nem relativamente à segurança da experiência. "está garantida. Aliás, o Richard Branson (presidente da Virgin Galactic) vai levar a família..."

Recolha de
João Brito Sousa

QUERO QUE ESTE ESPAÇO SEJA POLÉMICO

(equipa de futebol de FCPORTO)

É MINHA PRETENSÃO NO BLOG
Ser polémico.
Mas deixar as pessoas à vontade para exprimirem o seu ponto de vista. Às vezes, há a tendência para comunicar utilizando a via do insulto. Quero que o meu espaço seja de todos, mas apelo à participação apenas daqueles que querem construir algo de positivo e que tenham educação para isso. Não vou permitir que as pessoas se ofendam umas às outras nem que digam palavrões nem que profiram outras formas de ofensa. Quem é educado sabe que há outros processos para dizer não.

O meu espaço tem de ter honra e ensinar às pessoas como deve ser a sã convivência entre elas.

Quando um falhar o outro tem a obrigação de trazer o primeiro para o bom caminho. E se for eu a falhar desde já peço que quero ser tratado igual aos outros. Aqui os valores têm de vir à tona e, quem não sabe, vai aprender aqui connosco a ser solidário e homem de bem

Gosto de futebol e às vezes trago a terreiro esse assunto. Sou benfiquista assumido e sócio com as quotas em dia. Mas não sou um Yes Benfica. Digo muitas vezes não ao comportamento do meu clube. Penso que sou justo e luto contra as injustiças, doa a quem doer, sejam elas contra quem for, porque quero um mundo melhor. Todavia, não é o jogo em si o que mais me interessa
É o que dele resulta . ..

O futebol é uma actividade desportiva que vende emoções. E é neste controlo das emoções que o futebol dá o seu contributo na formação do homem. É evidente que no futebol temos o nosso clube que queremos que ganhe sempre e que seja o melhor.
Mas o futebol educa-nos a saber perder sem azedumes e molda-nos o espirito. No futebol temos a oportunidade de sermos justos, estando contra decisões que favorecem os outros clubes e igualmente contra as que favorecem o nosso.

O futebol tem todas as possibilidades de fazer de nós ou grandes canalhas ou homens de bem. A escolha é nossa.

Além do mais o futebol, contem em si a beleza suficiente para atrair multidões que se apaixonam pela competição, em que o futebol está envolvido e possibilita o extravasar das emoções que invade os assistentes. O atleta praticante de futebol, cultiva o respeito pelo adversário, o respeito pela entidade empregadora, o respeito por si próprio, o respeito pelo jogo do ponto de vista em que o jogador é antes de mais um atleta que terá de realizar em campo as tarefas que lhe estão confiadas etc... etc... etc...

O futebol exige competência profissional, dedicação, entrega e conhecimentos do jogo e de outros aspectos de quase toda a ordem. Há algumas pessoas que na vida nunca fizeram nada de relevante e vêm encostar-se ao futebol para o dirigir, o que é de desconfiar, porque se nada fizeram de útil em lado nenhum porque raio o hão-de fazer no futebol?...E se ainda por cima ganham jogos e campeonatos quando em outros desempenhos da vida nada ganharam...o assunto complica-se.
É que temos que dizer a esses senhores que o futebol é HONRADEZ. Porque eles não sabem.

Saberão efectivamente outras coisas.. que não deviam entrar no futebol..

João Brito Sousa

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

QUE JORNALISTA É MST?

(MST)

Porto, 2007.12.18


O FALHANÇO DE MST


"O que CAROLINA SALGADO diz, a mim, entra-me por um ouvido e sai por outro" disse MST no telejornal da TVI de ontem a noite.

MST recusou-se a investigar (como me parece que devia o fazer, não só como jornalista mas também como simpatizante do FCPORTO), o que diz CAROLINA SALGADO, sem justificar nada.

Parece-me que MST não pode ser tido como jornalista porque rejeitou investigar o assunto, infringindo o código deontológco da profissão.

É esta, penso eu, a única forma de ver as coisas, HONRADAMENTE.

João Brito Sousa

A REALIDADE

(esta é uma realidade)

QUAL É A REALIDADE REALIDADE...


A aldrabice parece que faz bem. A minha sogra é que sabia, ia comprar peixe `a porta de casa à canastra do arreeiro e pedia sempre um descontozinho. Já a minha Mãe tinha receio de ser enganada e comprava sapatos na Atlas na rua de Santo António, ao pé da livraria Silva que era a preço fixo.

Eu então sou cá um jeitoso para a golpada que nem imaginam. O meu padrinho do crisma, o Padre José Gomes de S. Pedro é que apertava comigo e me dizia: João toma cuidado. Mas sou um azelha. Quando vou compara alguma coisa ou mesmo vender, em quaisquer das circunstâncias sou um analfabeto. Mas o pior não é isso; o pior é que toda a gente vê que eu sou um atado.

Por isso é que eu digo que o negociador é que está bem na vida. O meu compadre que é advogado é que é bom nisso. Uma vez pôs-se a negociar com o industrial das cervejas José Sousa Sintra e era vê-los com a matreirice toda a tentar enganar um ao outro Quando a coisa vale cem o Sintra lançava 75 e andavam nisto. Parece que não chegaram a vias de facto mas o negócio é assim mesmo.. .

O Sousa Sintra chegou a ser Presidente do Sporting mas no fim trouxe o dinheirinho todo. Dizem. Quando esteve no Brasil, tinha uma imobiliária instalada num andar com duas janelas e, disse ele, numa comprava e noutra vendia, sem saber nada das condições dos imóveis. Era o “feeling” dizia o Sintra.

Na vida é preciso um bocadinho de sorte para ajudar e mais um bocadinho de aldrabice, penso eu, que esta é que é a realidade..

Por isso é que o Mundo não se endireita. .

João Brito Sousa

POEMA

(janela da Igreja Matriz em Ponta Delgada)


Porto, 2007.12.19

LEMBRANÇA DOS AÇORES


São nove ilhas tão perto... e tão longe...daqui...
Que tanta vontade tenho em nas voltar a visitar.!..
Recordo tua cor e luz quando me cheguei a ti....
E tenho saudades de voltar a ver o teu luar.!.

Porque nos agarras tanto e tanto nos prendes?..
E me fazes pensar que além deste há outro mundo?..
Continuas com o ar senhorial com que te defendes.
De seres mais que umas ilhas nesse mar profundo..

Tu tens muito para nos dar Açores.. e para contar!..
Mas para mim... toda a interrogação está nesse mar
Que te envolve, te rodeia e te beija e te abraça...

Quero perceber a tua relação com o mar e as Lagoas
E depois como te chegaram essas coisas boas..
Para te dizer se sempre vou aí ou não assentar praça....

João Brito Sousa

SÍTIO DAS FEREIRAS

(parece a zona do café Pescada mas não é)

VAMOS FALAR DAS FERREIRAS

e de pessoas que foram costeletas como eu, que estudaram em Faro e no Instituto Comercial de Lisboa, hoje ISCAL.

Ferreiras é uma freguesia portuguesa do concelho de Albufeira, com 24,64 km² de área e de 4 951 habitantes (2001) de densidade: 200,9 hab/km².., pessoas que frequentaram
Costeletas daí (aluno da Escola Comercial e Industrial de Faro), é a Drª Maria Alcina Palmeira, economista e professora do Ensino Secundário em Silves onde foi colega do Dr. José Manuel Serôdio, o “Charrinho” de Albufeira, igualmente “costoleta”, que vestia aquele fato azul escuro com a camisola de gola alta branca.... e era cá “um nice....”.

A Drª Maria Alcina enquanto estudante no Instituto Comercial de Lisboa em Lisboa, foi aluna do menos dois ( - 2), o Dr. Armando Gonçalves, um professor de Cálculo Financeiro que toda a Lisboa Académica conheceu e era um caso sério por ser baixote. No dia da apresentação das aulas, o Armando mandava uns palpites e acabava assim: - e olhem que eu não sou bailarino.... numa alusão ao provérbio, homem pequenino, ou velhaco ou dançarino. Foi assim, nesta de velhaco, que o Armando chumbou três vezes o costoleta Vieguinhas de Pechão, o que o obrigou a ir acabar o curso ao INSTITUTO COMERCIAL DO PORTO. A mim deu-me doze na oral. Dizer ainda que o Serôdio, o Charrinho já citado, também foi aluno do Instituto Comercial de Lisboa no ano em que foi publicado internamente “As INSTITUTAS”, uma versalhada feita pelos estudantes contra os professores. A quadra ao Armando seria mais ou menos assim:

Armando Gonçalves Pereira
Como tu não há mais nenhum
E estamos a estudar a maneira
De passares de menos dois a menos um.

Quem sabe bem isto é o Serôdio, pois parece que foi ele que fez a quadra.

A Drª Maria Alcina Palmeira devia ter sido dos primeiros alunos do Algarve a frequentar o Instituto Comercial de Lisboa. Depois foram estudar para lá, da Escola Comercial de Faro, o Brasinho de Faro e filho do competente Mestre mecânico António Brás, o Francisco Machado Valente igualmente de Faro e filho do Sr. Machado que foi encarregado na Casa Verde, o Aníbal António Cavaco Silva, filho do sr. Teodoro da bomba de gasolina de Boliqueime e hoje o Senhor Presidente da República, depois foram o Rabeca, o Gil Vieira, o Ludgero Roque e o Alfredo Teixeira, filho dos Claudinos das Fontainhas, que foi campeão nacional dos quatrocentos metros barreiras e foi quem uma vez numa antecipação surpreendente, apanhou-me uma bola no recreio e foi futebolada de morte no recreio que nunca mais vi abola. O Vitélio filho do Mestre Arnaldo sapateiro do Cerro de Ouro também lá andou, o Hélio de Loulé que hoje é ROC eu sei lá....E depois foram o Vieguinhas de Pechão, o Firmino Longo das Fontainhas, a Celina Pereira de Olhão, o Mota Pereira e eu que fui também dois anos depois.

João Brito de Sousa

PARABÉNS S. BRAS DE ALPORTEL


(Prof. doutor nuno leonardo)

S.BRAS DE ALPORTEL está de parabéns pelo doutoramento de um aluno da terra, numa altura em que o ensino está posto em causa em PORTUGAL e cujos agentes nele envolvidos estão em oposição à respectiva titular da pasta ministerial.

Retirei do jornal “NOTÍCIAS DE S. BRAZ”, este brilhante “curricullum” académico de um aluno da terra, doutorado nos EUA e presentemente a trabalhar como Investigador num Laboratório internacional na Suíça

Estando as coisas neste pé, ocorre-me perguntar: se os alunos fossem melhores o ensino estaria melhor?

Seguem algumas notas retiradas do jornal citado, acerca do INVESTIGADOR NUNO LEONARDO que exerce a sua profissão no Large Hadron Collider em Geneve

NUNO LEONARDO, iniciou os seus estudos em S.Brás de Alportel e desde cedo mostrou a sua elevada capacidade e fascínio pela Matemática e Ciências Naturais Frequentou o Liceu de Faro onde foi o melhor aluno.

Em 1993 entrou no Instituo Superior Técnico onde se licenciou em engenharia física tecnológica sendo no 3º ano convidado como professor assistente no Departamento matemática No 4º ano foi convidado para se deslocar ao CERN, o laboratório europeu de física de partículas, tendo concluído curso como o melhor aluno

No ano seguinte, foi aceite na Universidade de Cambridge em Inglaterra para frequentar um prestigiado curso de mestrado em matemática e física teórica, que costuma descrever-se como "a parte culminante do mas antigo e mais famoso exame em matemáticas do mundo” tendo conseguido trabalho nesse departamento do Colégio Stephen Hawking.

Em 1999, deslocou-se para os EUA onde iniciou o doutoramento no Massachusetts Institute of Technology, conhecido por MIT onde completou com sucesso os “qualifying exams” e outros requisitos para o prosseguimento do grau de doutor. Conseguiu o grau de doutor nos dois anos seguintes e voltou à Suíça como Investigador do CERN, onde trabalha actualmente.

Como membro do CERN está envolvido numa das experiências designadas CMS..

Recolha de

João Brito Sousa

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

CRÓNICA DE TERÇA FEIRA


Notas soltas `A TERÇA FEIRA

Pinto da Costa fez um «balanço positivo» da época em curso: «Obviamente, o balanço é positivo. Temos dez pontos de avanço ....(da imprensa de hoje)

Ora o FCPORTO com Pinto da Costa à frente dos seus destinos nunca pode ter dez pontos de avanço sobre ninguém, a não ser que a imprensa se refira a outro campeonato, que não o da honradez onde o FCPORTO não tem entrada. É que honradez e fruta não ligam nada bem.

Como me dizia um associado azul: “A saída pela porta pequena.. espera-vos.. e não há nenhum MST que vos salve”

É verdade, hoje é dia de MST no jornal A BOLA. Nem compro, o MST deve vir furioso com os dez pontos e mais uns comentários dúbios defendendo o indefensável. As suas crónicas, a mim não me parecem ser de um homem de bem.. mas sim de uma pessoa permanentemente marcada pelo ódio aos que estão no campo da lealdade e honradez. O MST parece estar do lado da fruta.

Quem não percebeu ainda porque é que o mundo é constituído por um conjunto de atitudes impensáveis, não vá mais longe, tente perceber as atitudes incoerentes do MST, um homem que parece residir em Lisboa e fala bem da cidade do Porto onde não reside, que devia hoje dar um palpite sobre a noite do PORTO e da candidatura do chefe da claque dos dragões ao próximo tiro, que isto sim é notícia de honra com que o senhor MST se devia preocupar, esclarecer e informar.. não é vir hoje, supostamente, dizer que o Chelito já foi.. para o Olyimpique e outras coisas mais, sem pés nem cabeça

Aproveito para felicitar o escritor Álvaro Magalhães pelo novo rumo que deu à sua escrita, no seu “VISTO DO SOFÁ” de domingo, que faz publicar no JN daqui

Deixemos o futebol que não induca... o que é natural e é esperado devido aos agentes que como o MST o (des)promovem .

Falemos de Literatura, MST incluído.

O historiador e crítico literário Vasco Pulido Valente, publicou agora o “IR PRÓ MANETA”, a revolta contra os Franceses (1808). É um livro com honra que enobrece as atitudes do povo contra o inimigo.

Diz o historiador:

Quem fez a «heróica», a «gloriosa», a «inesquecível» revolução que libertou Portugal da «garra do tirano» francês?

A história passa-se no tempo da ocupação francesa pelo general JUNOT

Aconselho.

João Brito Sousa

UM POETA NOSSO COLEGA NA ESCOLA

(casimiro de brito)
CASIMIRO DE BRITO.

Foi meu colega na Escola Comercial e Industrial de Faro. Se bem que mais velho do que eu e mais adiantado nos estudos, ainda acompanhei com ele num certo período da sua vida. Não conheci o seu valor como aluno, nem nunca supus que o Casimiro chegasse tão longe na poesia. Hoje é um valor seguro na cultura portuguesa. Seguem alguns dados pessoais.

Nasceu em Loulé, em 1938. Viveu a sua infância na região algarvia e frequentou a Escola Comercial de Faro. Depois de uma passagem por Londres, em 1958, fundou e dirigiu com António Ramos Rosa os Cadernos do Meio-Dia (1958-60), onde se revelaram os poetas do grupo Poesia 61.
Fixou-se em Lisboa em 1971, desempenhando funções no sector bancário, depois de ter vivido três anos na Alemanha.

Poeta, romancista e ensaísta, tem cerca de 40 livros publicados. Foi Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Escritores e é actualmente Presidente do Pen Club. Dedica-se hoje exclusivamente à escrita e continua a desenvolver uma intensa actividade como divulgador da poesia nacional e internacional. É co-director da revista luso-brasileira Columba e responsável pela colaboração portuguesa na revista internacional Serta.
Entre outros prémios, Casimiro de Brito recebeu o Grande Prémio de Poesia APE pelo livro Labyrinthus (1981) e o Prémio Internacional de Poesia Léopold Senghor (2002).


DO POEMA

O problema não é
meter o mundo no poema; alimentá-lo
de luz, planetas, vegetação. Nem
tão-pouco
enriquecê-lo, ornamentá-lo
com palavras delicadas, abertas
ao amor e à morte, ao sol, ao vício,
aos corpos nus dos amantes —

o problema é torná-lo habitável, indispensável
a quem seja mais pobre, a quem esteja
mais só
do que as palavras
acompanhadas
no poema.


João Brito Sousa

BOAS FESTAS

(um Bom Natal e Bom Ano Novo para o meu amigo Diogo e excelentíssima família)


PORTO, 2007.12.18



BOM NATAL E BOM ANO NOVO
(para todos)


Os anos passam
E em todos eles o dia 25 de Dezembro lá está.!...
Há 64 anos, anh!....
É obra...
E às vezes chego a pensar se não serão já anos
De sobra.

Porque já passei por 64 Natais
E as coisas continuam rigorosamente iguais.

Insonsas... todas elas
É esse sacana do homem a dar cabo delas

Viver .... sim, já que estamos cá..
Vivamos...
Mas não nos podemos esquecer dos desgraçados
Que também há...
E que estão aí como nós estamos.

Alguns estão na rua
Estamos ao luar ... dizem eles para se consolar.
Nous sommes come les clochard de Paris
Papa Noel ne vient pas ici
E com estes desgraçados que há por ai....
Sobra essa paisagem de miséria para ti

Que nada fizeste para alterar o modelo

HOMEM... diz-me, o que é que fizeste ontem e hoje
Para o modificar
Acaso tentaste fazer alguma coisa para
Ajudar
A arranjar
Outra coisa diferente.?...

Não metas medo à gente... ó filho da puta
Amanhã... tal como tu ó meu sacana
Quero almoçar bacalhau, ou carapau, besugo ou truta
Porque tenho os mesmos direitos que tu
Ó grande canzil...

SIM... foste tu que deste cabo disto tudo
E ainda te queixas.. ó meu grande malandro...
O que tu és é um grande sortudo..

Mas diz lá... ainda estás disponível
Para acertar o passo e fazer o possível
para melhorar
o que andaste por aí a estragar ?...


João Brito Sousa

DA IMPRENSA

(com a minha filha alexandra em sintra)
DA IMPRENSA

Saúde Mental: Estudo vai analisar dificuldades e experiências de familiares de pessoas com doenças graves

Porto, 17 Dez (Lusa) - As necessidades e experiências dos familiares de pessoas com doenças mentais graves serão analisadas em Portugal através de um estudo da Federação Mundial para a Saúde Mental, foi hoje anunciado.
Segundo o médico João Marques Teixeira, director do Centro Hospitalar Conde Ferreira, no Porto, e responsável por este estudo em Portugal, serão inquiridas "face a face" cerca de 100 famílias de todo o país, conforme a densidade populacional de cada região.
"O objectivo é avaliar as condições das famílias que têm a seu cargo doentes mentais", disse, acrescentando que se pretende essencialmente perceber "que sobrecargas têm, quer a nível financeiro como social e pessoal".
Portugal junta-se assim a outros oito países de todo o mundo que participam neste estudo e que já divulgaram os primeiros resultados desta investigação.
"O estudo está a arrancar agora em Portugal, sendo que esta primeira fase de análise das condições das famílias estará terminada em Maio com a divulgação dos seus resultados", disse João Marques Teixeira.
O responsável afirmou que os resultados em Portugal não deverão divergir muito daqueles que foram obtidos nos outros países.
"Os estudos internacionais dizem que a sobrecarga destas famílias é comparável à que existe naquelas que têm a seu cargo doentes com alzheimer ou cancro", frisou.
Segundo referiu, a segunda fase deste estudo, que consistirá em perceber qual a percepção que os médicos psiquiatras têm relativamente a estes doentes, iniciará em simultâneo em todos os países envolvidos e estará concluída em Setembro de 2008.
"Felizmente conseguimos apanhar o comboio", disse o coordenador, congratulando-se com o facto de Portugal fazer parte desta investigação.
O inquérito aos familiares dos doentes será feito por alunos de psicologia e medicina da Universidade do Porto, que "serão devidamente preparados para tal",
A apresentação deste estudo será feita terça-feira, pelas 10:30, nas instalações da Ordem dos Médicos no Porto.
JAP.

O MEU COMENTÁRIO

Efectivamente é uma despesa enorme, este custo com a manutenção dum filho com doença mental. Deste modo aprovo, que estes trabalhos sejam feitos para que se apure o custo da doença para os pais e sobretudo para quando faltarem os Pais.

Peço apresentação de soluções..
João Brito Sousa

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

65 À VISTA

(com a minha filha alexndra)
ESTÁ A CHEGAR O FIM DO ANO

No dia trinta do corrente faço 65 anos. Lembro-me perfeitamente quando tinha trinta e poucos, pensar para dentro de mim que ainda faltava outro tanto tempo para desaparecer do mapa. Afinal já cá estou quase a porta.
Fui resolvendo os problemas que me surgiram pela frente, uns do campo profissional, outras do foro social e outras de âmbito familiar. Todos os problemas surgidos tiveram o seu grau de dificuldade próprio mas foram-se resolvendo com mais ou menos dificuldade. E a vida?: A vida foi de luta quotidiana com vitórias e derrotas. Alguns momentos de optimismo outros nem tanto.
Mas... já passou.
João Brito Sousa

OS MARTINS

(Barcelos)

A FAMÍLIA MARTINS
Este texto é para a minha mulher

É de boa cepa e exige de quem chega boa conduta.

Academicamente é bem construída e é de boa espinha dorsal É uma família vencedora que cultiva valores acima de média. A postura é de cara levantada, gente que enfrenta os problemas quando suguem (parece que não têm muitos), com honradez e galhardia.

Combinam mito bem em grupo e contam histórias engraçadas. A primeira vez que me juntei a eles, até pareciam querer fazer de mim o “bombo da festa” E fui obrigado a ser esperto, entrando na onda e consequentemente no grupo, pela via da brincadeira. Palavra que gosto deles.

Entre mim e os MARTINS há uma diferença. Eu sou do Sul e falta-me aqui a minha malta. Espero que não me julguem mal. É que às vezes a saudade invade-me.. e é nessas alturas que surge em cena a minha mulher que me tranquiliza e acalma. Mas garante-vos que estou convosco de pedra e cal.

Como reformado criei o meu mundo e funciono bem dentro dele. E tenho uma paixão enorme pela escrita, tendo mesmo até recebido incentivos simpáticos para escrever, muitos deles de pessoas que nunca me viram nem me conhecem, conhecendo apenas os textos que escrevo para os jornais. Já fiz o teste e parece-me que não tenho fôlego para tal. Vamos ver...

Sem querer magoar ninguém dos MARTINS, quero realçar no grupo a postura do casal Manel/ Leste, que me parecem marcar uma posição ligeiramente dominante, pelo menos pareceu-me isso, apesar de me parecer também que não fazem gala disso, tentando mesmo situar-se ao nível dos outros. De referir ainda a boa educação dada aos filhos, preparando-os bem para vida, sendo notório a boa qualidade intelectual de todos, mas com a Susana à frente e a distanciar-se um pouco, pela sua boa disposição permanente.

Aliás, nesse aspecto de preparação para a vida, quero mencionar aqui o enorme carinho, consideração, respeito e simpatia que nutro pelos meus enteados Marta e Guilherme, aquela, uma mulher da minha área profissional, que - não a conhecendo em pormenor - a considero, pelo que a oiço falar, ao nível das melhores. Uma mulher que vale ouro pelo desembaraço e desempenho. Quanto ao rapaz é pessoa idónea e profissionalmente competente e isso me basta. Aqui vos deixo um abraço.

Ao Carlos Manuel e esposa quero deixar o meu reconhecimento de pessoas de bem e de boas capacidades pessoais e intelectuais.

Ao Zé Manel, dizer-lhe que mantenho por ele grande admiração, por tornar possível pôr em prática o binómio juventude/ muito bom trabalho desenvolvido

A todos os outros que não citei, quero manifestar-lhes toda a minha consideração e respeito.

Peço-lhes que aceitem toda a consideração do

João Brito Sousa

UM POEMA PARA A GENINHA

(esta flor é para si D. EUGÉNIA)


Porto, 2007.12.16

FOI DIA DE ANIVERSÁRIO


A Gé, irmã da Bete fez anos e convidou-nos
Para ir lá a casa festejar o seu aniversário
E como é muito amiga de todos brindou-nos
Com a sua simpatia habitual e repasto vário.

Penso que estavam todos nessa nossa reunião
Só familiares; uns mais outros menos, chegado
Quem liderou o processo foi o Manel, o irmão
Que deu o mote às conversas e foi engraçado

Ouvir as pessoas falar à vontade e com alegria
Deixando à aniversariante a amizade e simpatia
Porque ela merece tudo isso e é grande mulher

E depois, deixar a todos o meu obrigado... com
Votos sinceros de um Bom Natal e Ano Bom
Que penso ser o que vai acontecer se Deus quiser


João Brito Sousa

domingo, 16 de dezembro de 2007

PORQUE HOJE É DOMINGO

(em almada com a minha filha alexandra)

PORQUE HOJE É DOMINGO
"Aprendi no varar de anos dolorosos que o homem nasce derrotado."
BB viagem de um pai...124

Algumas notas.

Em primeiro lugar, quero enviar um abraço para a minha filha que visitei em Almada na sexta feira. Pareceu-me melhor da sua desgraçada saúde... mas... tenho saudades dela. E não consigo estar muito tempo fora dela.. É uma mulher doente que precisa do meu apoio e não estou presente... NÃO ME SINTO BEM COM ESTA SITUAÇÃO.

A seguir futebol, antes que venha o que está registado na repartição de Finanças como escritor Álvaro Magalhães, a quem o meu amigo Spiritwolf dá razão na troca de galhardetes que troquei com ele, dizer lá no seu “VISTO DO SOFA”, publicado ao domingo aqui no JN do PORTO, que o FCPORTO é aquela máquina etc e tal ... eu gostaria de dizer que começo a desconfiar da máquina, porque só as máquinas não falham.

A não ser que seja aquela teoria de quando falham os jogadores não falham os árbitros que estão sempre prontinhos da silva. para dar uma mãozinha como eu disse noutros artigos. Estranhamente parece não ter havido casos neste jogo com o Guimarães e o FCPORTO ganhou limpo, o que na minha opinião é raro..

Entendo que o FCPORTO a jogar assim está a utilizar capacidades acima da média, o que me parece muito estranho..

Entendo que os sócios, simpatizantes e adeptos não merecem que a equipa ganhe, porque sarcasticamente dizem-me ... já estamos a dez pontos. Se formos ver a coisa bem não deveram estar nenhum, o na melhor das hipóteses adis ou três. Mas estão a dez porquê? È isto que vou perguntar ao MST amanhã e pergunto agora ao homem do “VISTO DO SOFÁ”.

Agora, para o engenheiro aero espacial JPS que diz gostar de me ler, aí vão umas notas sobre a nossa tera.

O LARGO DA SENHORA DA SAÚDE

Comecei a frequentar o Largo da Senhora da Saúde desde muito cedo. Talvez desde os cinco anos quando ia para a escola paga das filhas do Mestre Vicente, a Alda, a Lídia e a Teresinha. E passei por lá muitas vezes, quando ia para a escola para Faro, sobretudo à noite, quando vinha de bicicleta sem luz, para fugir à GNR.

Da minha geração lá do Largo, era o João Silvino Gago, que fez a quarta classe comigo em Mar e Guerra e andámos muitos anos juntos. Íamos a bailes longe ou perto, Quarteira esplanada, Os Olhanenses esplanada, Baile da Comissão em Loulé, Sociedade de Almancil , Salir, Tôr e por aí fora.

A seguir à casa do Joaquim Tarreta vinha a curva onde à direita o João Silvino tinha uma horta e cento e cinquenta metros à frente começava uma correnteza de casario onde parece morava o Joaquim Urbano e os irmãos. O Joaquim parece que tinham uma irmã ligada a uns tipos da família Rato, um chamado Simplício, que parece capavam porcos também e que eram tosquiadores de mulas e machos. .

As vedetas do Largo eram os irmãos Cotovio, o Adelino do meu tempo e o Albino um pouco mais velho. Eram dois valentes estes dois moços. Atarracados mas fortes, andavam sempre à porrada naquelas coisas de moços, abarcas todos os dias. O Pai desses moços também se chamava ALBINO e era carreiro em Faro, junto ao hotel Eva e fazia fretes com o carro de mula. Era um homem teso..

O Largo tinha uma igreja que nunca vi funcionar mas o sino tocava. A escola do Mestre Vicente era aí ao lado da torre do sino e o Largo propriamente dito era em frente a essa Torre do sino.

Quem vai para FARO à esquerda tem a venda da Maria José e da Ivete e logo a direita fica a horta dos Tarretas, não sei em que ano mudaram lá de trás de antes da curva para ali, não dei por isso, quando dei por mim estavam lá as palmeiras. E é ali que um dia iremos descerrar uma lápide

O programa fica aqui já definido. O Zé Elias Moreno faz o discurso, veêm.os Bombeiros de Faro com o LARGUITO à frente no bombo e com o stick a dar três voltas no ar antes de bater, vem a banda de Paderne e o rancho da Conceição de Faro com o Zé Moreno que já lá dança há quarenta no e o Diogo Tarreta, Pai, puxa o fio e descerra a lápide onde pode ler-se o que eu escrevi.

AQUI VIVEU O ENGENHEIRO ASTRONAUTA JOÃO PAULO SOUSA.

Era bom que tivessem lá os vizinhos todos, o Bernardino que morava logo a seguir à esquerda e irmão, o Henrique Cristina que é primo, O Felício do Joaquim Mestre, a Dília e o Zé Pinto que mora depois do Joaquim Mestre à esquerda e os parentes Diogos do Zé Diogo do Laanjal. Sou do tempo do Felício que já faleceu, coitado...

Tenho uma certa atracção pelos largos. Falar de largos para mim é citar o escritor alentejano Manuel da Fonseca, que no seu “o FOGO E AS CINZAS” página 29 , escreve:

“... pelo fim da tarde, o velho Ranito sai da venda rangendo os dentes. Outrora, foi mestre- artífice; era importante e respeitado. Hoje, é tão pobre e sem préstimo.... que apenas sabe embebedar-se. Mas... pequeno e fraco o vinho transforma-o. Entesa-se, ergue o cacete e, sem dobrar os joelhos, apenas com um golpe de pés, pula para o ar e dá três cacetadas no pó do Largo antes de tocar de novo com os pés no chão.. Ergue a cabeça e grita, estonteado:
- Se há í algum valente que salte para aqui!.”

Que grande lição de vida esta do largo.

E eu escrevi este poema ao velho RANITO.

HOMENAGEM AO VELHO RANITO

Óh Ranito, óh meu canzil, óh meu sacana....óh meu velho,
Onde é que paras ladrão... onde é que andas ... onde estás!
Eu queria de ti apenas um esclarecimento e um conselho,
Pois...para os dar, só alguém, rijo e forte como tu é capaz.

Ranito, como é que se vai para o céu...diz lá.... só tu sabes.. tu só.
Como é isso de, no Largo, ergueres o cacete e sem dobrar os joelhos
Com um golpe de pés, apenas, pular no ar e dar três cacetadas no pó
Antes de tocar de novo com os pés no chão?... Quero os teus conselhos.

E depois Ranito, como é que é...tu, meu bandido... meio estonteado,
Ainda tiveste a lata de desafiar algum valente... como tu, embriagado,
Para discutir no Largo da vila.... a supremacia.... o valor da vida!..

Ranito, enquanto cá andaste, tu óh valente, percebeste alguma coisa disto?...
Viste justiça social, honra e dignidade, solidariedade ...eu não... e já não resisto
A dizer-te óh Ranito...que só bêbado como tu se pode ganhar esta corrida.

Deixo aqui um abraço para todos do

João Brito Sousa

OLHAR S. BRAS DE ALPORTEL

(concelho de Loulé Tôr)

PORTO, 2007.12.15


OLHAR S. BRÁS DE ALPORTEL.

para o Xico Carvalho

É quase Natal.

Muitas pessoas do concelho emigraram à procura de mais e melhores condições de vida e nesta altura do ano, voltam temporariamente à terra que os viu nascer para rever os familiares e amigos, matar o porco e ver as charolas.

Em S.Brás havia antigamente muitas tabernas e algumas adegas e das que havia na vila, as mais conhecidas daquela altura eram a Adega dos "Moços Dias" e a Adega do "Tio Chico Neves". Aviavam os copos de vinho tirados directamente das torneiras das pipas, acompanhado de um pratinho de tremoços e de vez em quando "marchava" uma linguiça assada.

A emigração sempre esteve ligada S. Brás como a todo o País. O Dr. Afonso Costa, um dos mais prestigiados chefes republicanos, defendeu na sua tese de concurso para professor do ensino politécnico em 1911, argumentando que a emigração devia ser livre e que os seus resultados eram benéficos para o País. A primeira Guerra Mundial fez diminuir a emigração, mas nos anos de 1919 e seguintes a emigração voltou a acentuar-se e até hoje sempre foi assim.

E nesta altura do ano os emigrantes voltam para ir ver as charolas no Largo da Vila.

As charolas, são cantos de Natal ao Menino Jesus, levados a cabo por grupos de dez ou doze pessoas, que tocam e cantam canções próprias da época. O grupo é constituído pelo apresentador que transporta o estandarte e ainda por um acordeonista, um tocador de pandeiro, um tocador de castanholas, um de ferrinhos e o resto são vozes.

É um espectáculo grandioso apesar de carácter popular. É assim: rompe o acordeonista e os pandeiros, as castanholas e os ferrinhos e as vozes vão atrás. Quando o acordeonista rompe já as castanholas estão de mãos no ar, mais ou menos ao nível dos ombros com esse instrumento musical dependurado nas mãos e, com uma virada firme, fazem as castanholas bater umas nas outras, resultando daí um som musicalmente favorável

Os homens do pandeiro, que podem ser dois ou quatro, seguram o dito na mão esquerda colocada ao nível dos ombros e a mão direita colocada ao nível do umbigo, mais ou menos e quando o acordeonista começa, os homens do pandeiro vão atrás do ritmo, dando ao corpo o correspondente movimento musical. Os ferrinhos começam em baixo com o triângulo na mão esquerda e a ferro que bate nos catetos na mão direita. E começa a festa... e o povo aplaude

Bonito .. mas só em S. Brás de Alportel.

E a vida torna-se mais atraente.

João Brito Sousa

sábado, 15 de dezembro de 2007

POEMA DE ANTÓNIO JACINTO

(o amigo Diogo Tarreta em ANGOLA)

POETA ANGOLANO

António Jacinto, cujo nome completo é António Jacinto do Amaral Martins, nasceu em Luanda em 1924 e faleceu em 1991.

Orlando Távora é o pseudónimo utilizado por António Jacinto como contista.

Por razões políticas esteve preso entre 1960 e 1972. Militante do MPLA, foi co-fundador da União de Escritores Angolanos, membro do Movimento de Novos Intelectuais de Angola e participou activamente na vida política e cultural angolana. Foi empregado de escritório e técnico de contabilidade, Ministro da Educação de Angola e Secretário de Estado da Cultura.

Colaborou com produções suas em diversas publicações nomeadamente Jornal de Angola, Notícias do Bloqueio, Itinerário, Império e Brado Africano e foi membro da revista Mensagem.
António Jacinto é considerado, por muitos, um dos maiores escritores angolanos.

NAQUELA ROÇA GRANDE...


Naquela roça grande não tem chuva
é o suor do meu rosto que rega as plantações;

Naquela roça grande tem café maduro
e aquele vermelho - cereja
são gotas do meu sangue feitas seiva.

O café vai ser torrado,
pisado, torturado,
vai ficar negro, negro da cor do contratado.

Negro da cor do contratado!

Perguntem às aves que cantam
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:
Quem se levanta cedo? quem vai à tonga?
Quem traz pela estrada longa
a tipóia ou o cacho de dendém?
Quem capina e em troca recebe desdém

fuba podre, peixe podre,
panos ruins, cinquenta angolares
"porrada se refilares"?

Quem?

Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer
- Quem?

Quem dá dinheiro para o patrão comprar
máquinas, carros, senhoras
e cabeças de pretos para os motores?

Quem faz o branco prosperar,
Ter barriga grande - ter dinheiro
- Quem?

E as aves que cantam
os regatos de alegre serpentear
e o vento forte do sertão
responderão.
- "Monangambééé..."

Ah! Deixem-me ao menos subir às palmeiras
Deixem-me beber maruvo, maruvo
e esquecer diluído nas minhas bebedeiras
- "Monangambééé..."
Recccolha de JOÃO BRITO SOUSA


POEMA

( a sua paixão)

PORTO, 2007.12.15


O RASCASSO

Em português quererá dizer o “meu menino”
Porque a palavra no meu dicionário não vem
Um Pai pensa que o filho é sempre pequenino
Mesmo que tenha trinta e tal como o meu tem

O filho que mais subir na vida mais se arrisca
A ser tratado por um diminutivo carinhoso
Mas é com orgulho que os queremos à vista
Até tarde... mesmo que já nos chamem idoso

Meu caro... o teu rapaz é um homem enorme
Eu tenho dois e um pelo menos não dorme
E já me deu duas netas em dilatado espaço.

E ao teu o lema é... manter por ele admiração
Porque ele, tenho a certeza te trás no coração
E acha carinhoso tu lhe chamares “rascasso”

João Brito Sousa

AO POETA ROBERTO AFONSO

(natal com neve)



Porto, 2007.12.15

OBRIGADO
Ao poeta Roberto Afonso

Meu grande poeta e camarada

Está-lhe franqueada
a entrada....

Por issso apareça!...

E mesmo que alguém te peça
a identificação

Eu autorizo-te desde já
a dizer não.

o Mundo fica mais triste
sem os teus poemas

Por isso é que o amigo
existe

E... não podendo eu
ir ter contigo

por não saber a área da tua residência
Vem tu até aqui Roberto

Mas com inteligência!...

BOAS FESTAS PARA TI
são os votos natalícios do

João Brito Sousa

O AMOR.

(com amor)

Porto, 2007.12.15

SERÁ O AMOR UM DIREITO

Ao Zé Mário, um puto giro que anda a estudar DIREITO e foi meu companheiro de combóio ontem à noite quando regressei de LISBOA, no ALFA a quem

PEÇO QUE COMENTE.

Gosto de ler as crónicas da ISABEL DO VALE no “AVEZINHA” de Paderne, que trata do “AMAR SEM SER AMADO”, que anda por aí e está actual. Muitos parabéns à Isabel.

É evidente que, para mim, tal como a Isabel diz, o AMOR é um sentimento...aquele que mais nos aproxima de Deus. Eu concordo mas gostaria de tratar este tema numa outra óptica.

Gostava de deixar aqui a seguinte questão:- Qual é o campo de actuação do amor?.. Poderá ele existir fora de portas? O amor tem sinal mais e balança entre a alegria e o sofrimento. Porque é que o adultério é condenável? Será que o amor não tem força e razão para superar a transgressão que vai dar ao adultério? Se o amor levar um homem ou mulher a apaixonar-se por outro ser de sinal contrario será um acto criminoso? Serão justas as regras de fidelidade conjugal imposta aos cônjuges pelo contrato matrimonial, cujo princípio consiste em não manter relações carnais com outrem fora do casamento?: E os Pais? Será legítimo, do ponto de vista moral, que os Pais se imiscuam no assunto amoroso dos filhos., quer sejam solteiros ou casados? Até onde pode ir o papel e a intervenção do Pai? Será que o PAI é o comandante dos filhos?...

A vida de hoje é agressiva e falta-lhe um sorriso. Tão fácil de o possuir e às vezes tão difícil de o obter. É aqui que está a chave da questão. Estarmos preparados para as dificuldades que nos surgem todos os dias. Em primeiro lugar saber que elas estão aí a cada esquina á nossa espera e saber que não é fácil muitas vezes encará-las de peito aberto. Porque o pacote das exigências da vida moderna é demasiado grande para que possamos enfrentar tudo com a calma pretendida.

João Brito Sousa

BOM FIM DE SEMANA

(ilha das Flores)
PORTO, 2007.12.15


BOM FIM DE SEMANA


Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...



Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBLA PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

VOU A ALMADA

(EU E A MINHA FILHA ALEXANDRA)

VER OS MEUS FILHOS E NETAS





João Brito Sousa




GORJÕES ANTIGO

(não é os Gorjões. Mas podia até ser)

GORJÕES ANTIGO, OS BAILES
(texto retirado do APCgorjeios)


Segundo o Tio Cascalheira, que já conta 86 anos e que em rapaz corria os bailes todos das redondezas porque era bom dançarino e namoradeiro, houve aqui no nosso lugar muitas casas "que traziam balho" no seu tempo, princípios dos anos 30 do século passado.Era já rapazote, entre 12-15 anos, e diz que o primeiro baile de que se lembra e frequentou foi o do "Tio João Apolo Cigano no armazém da Isabelinha", hoje chamado "armazem do Zé Caiado", no desvio

para a Goldra de Cima, e que era propriedade de António de Jesus.

Depois começou a frequentar o baile no armazém do meu tio João Pinto, mais tarde do meu tio Adelino Pinto após a morte do irmão, aqui no cruzamento do lugar do Alto, corria o ano de 1935-36.

Nesta altura, também trazia baile o "Dólas" (Joaquim de Jesus) no seu armazém novo no lugar do Poço Arranhado. Nos finais da década de 30 traziam baile o Tio Sebastião, no lugar de Santa Catarina, e o seu genro Tio António Veneranda aqui próximo do Alto. Lembra-se o Tio Cascalheira que ainda foi ao baile no armazém do Zé Bento, no desvio para a Goldra de Baixo e Loulé, e que quem trazia o baile era o Tio Manel Sobrado e Xico Pedro "o Bravo", grandes ases do "jogo do teso".

No princípio dos anos 40, juntaram-se aqui no lugar do Alto, que já se tornara a centralidade do sítio, alguns Mestres pedreiros, ferreiros, capatazes de estradas, barbeiros, carpinteiros, proprietários de sequeiro, acordeonistas, etc., que tinham em comum ter frequentado a escola e sabiam ler e escrever escorreitamente, alguns com a 4ª classe de 6 anos tirada na 1ª república, outros tinham estado em França para combater nas trincheiras da Flandres em La Lys, os quais pertenciam não só a uma nova geração como a uma geração de novos conhecimentos, novos costumes e modernidades.

Estes homens juntaram muito tempo e esforços a reunir e organizar todos papéis necessários para requerer oficialmente e abrir legalmente uma Sociedade Recreativa Gorjonense em 1943, em plena 2ª guerra mundial.

Com a abertura pública, a sócios e não sócios, da SRG terminaram os bailes à moda antiga, em armazéns sem regras, onde se ia "balhar", "beber à homem" e no final jogar ao "jogo do teso" para acabar tudo à bordoada depois de mandarem as mulheres e as moças para casa. Foi um grande passo civilizacional e social para o sítio, embora tenham ficado para trás os bailes de roda e bailes mandados primeiro e os bailes de concertina depois. Nascera os bailes abrilhantados por famosos acordeonistas locais, onde todos deviam apresentar-se e comportar-se com "preceito", não era permitida a entrada a bebados, cuspir no chão ou ter o chapéu na cabeça na sala de baile.

As moças começaram a fazer permanentes, os moços a fazer ondas e usar brilhantina e eram motivo de chacota se vestiam peúgas ou sapatos rotos. Os pares podiam dançar mais apertados e as pernas peludas das moças deixaram de ser sexualmente atractivas.

Hoje o Grupo Folclórico e Etnográfico Gorjonense ao representar os bailes de roda e mandados de antigamente, dá-nos uma idéia acéptica dessas danças, jamais lhes restituirá o seu ambiente próprio à luz do petróleo, ao cheiro do vinho e aguardente e do suor dos corpos sujos de terra.

João Brito Sousa