sexta-feira, 26 de novembro de 2010

NO CAFÉ DOS VELHOS

(ESBOÇO DE ROMANCE)

NO CAFÉ DOS VELHOS

I
Era na rua Direita na Costa da Caparica, na que vai para a praia, que, no primeiro café à esquerda, se juntavam o Dr. Ventinho e mais uns quantos, formando uma espécie de tertúlia e digo espécie, porquanto apenas o Ventinho era possuidor de uma bagagem invulgar. Os outros nem por isso. Mas sabiam ouvir, uma particularidade interessante e cada vez menos usual. E que conta muito.
Ventinho desempenhara na vila a sua profissão de médico, era muito conceituado, um homem daqueles a que se pode chamar um homem bom. Mas era sobretudo um homem da cultura, patriótico quanto baste, conhecedor dos princípios e valores por que se deve reger a sociedade, um estilo eticamente correcto, acompanhava-o sempre um sorriso, os seus bons dias dados à população transmitiam uma corrente de grande harmonia social, o que levava as pessoas a terem pelo facultativo uma grande dose de amizade.
Era ainda poeta e fazia sonetos profundos. E conseguia sonhar escrevendo os seus poemas. Sobretudo poemas de amor e com muito amor. Era, não parecendo, um apaixonado da vida, apesar de possuir um ar melancólico. E, tal como Saramago, sabia que hoje estamos e amanhã podemos não estar.
A boa relação entre o Dr. Ventinho e os pescadores, respectivos familiares ou outros, começava no consultório do médico, onde, com uma paciência infinita, se inteirava dos males da clientela, jovem ou adulta. A simpatia de Ventinho era natural, tudo espontâneo, de tal modo que quando se soube do seu falecimento, toda a vila chorou, porque tinha morrido um homem bom.
Certa vez que entrei no acima citado café, o grupo estava reunido e falava de História Universal, assunto que o Dr. Ventinho adorava abordar. Além de História, Ventinho adorava também Literatura e falava dos autores clássicos com a propósito e sabedoria Prosa ou poesia, tanto fazia, pois a vida para Ventinho era estudar. Mas isto tudo depois da Medicina, que ele exercia com uma devoção enorme, quase paixão.
Eu conhecia Ventinho desde uma vez que precisei dos seus serviços. Ficámos bons conhecidos, quase amigos e cumprimentava-o sempre, quando me cruzava com ele na rua que ia dar á praia. Ventinho, que usava chapéu, um palhinhas no Verão e um de feltro lá pelos Invernos, balbuciava bons dias ou boas tardes e levava as mãos ao alto do cocuruto, simulando tirar o chapéu. Era um cavalheiro.
Quando entrei no café cumprimentei os presentes, especialmente Ventinho, que era o único que eu conhecia e recebi dele a respectiva contrapartida. Ia com um amigo e sentámo-nos numa mesa ao lado, e às tantas diz-me o meu amigo.
- Conheces o sujeito que está a falar?

(Cont)
João Brito Sousa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

FORAM DOIS DOS NOSSOS

RECORDANDO


ZÉ RAIMUNDO E VITORIANO

FALECERAM

O VITORIANO era um amigo mas não é da minha geração. Bom amigo. Paz à sua alma.

ZÉ RAIMUNDO

É do meu tempo. Jogou à bola comigo e recordo sempre um jogo no campo do Martinho contra uns tipos de Faro. Ganhamos 3 /1 e o Zé Raimundo jogou à campeão. Era um defesa esquerdo de grande qualidade. Ia a todas. Alinhamos com Adelino Simão, Aníbal, Agostinho, Zé Marques e Raimundo. João e Cabo Santos. Henrique Rosa, Manuel, Renato e Rosendo.

Fizemos uma grande exibição.

A maior homenagem que posso ter feito ao Zé Raimundo foi colocá-lo no meu romance "COMO SE GOSTASSSE", já na última página, a minha personagem aparece na venda do Zé Raimundo e pergunta por alojamento. O Zé foi mostrar e perguntou à minha personagem: Gosta. E Lázaro, a minha persnagem,disse, sim, COMO SE GOSTASSE.

Há-de chegar a minha vez. Até lá.

Estou convosco.

Ab.

João

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A VIDA NA TV

AGORA, todos sabem tudo.

Ainda estou incredulo quanto ao que se passa na TV, acerca do que vai pelo mundo, para usar uma expressão antiga.

O que me espanta é ninguém ter previsto nada daquilo que se diz agora, ou seja, que vem aí uma catastrofe

Mas onde é que andaram estes cavalheiros que agora se mostram muito preocupados? Será que o mundo vai acabar ...

JBS

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A PRIMEIRA PÁGINA DO MEU QUINTO ROMANCE

FUI EU QUE ESCREVI MAS ACHO LINDO.

SEM TÍTULO, AINDA

São 7 horas e vinte minutos da tarde e vou começar o meu quinto romance. Sei apenas que já comecei a escrever. E agora não há hipótese de voltar para trás.. Falar de quê? Zero de ideias e quero escrever trezentas páginas. Uma por dia e no dia dos meus anos a obra vai chegar ao fim. Não tenho dúvidas nenhumas. E mais, até o posso acabar antes. Quando estou de maré escrevo com bastante fluidez até. Sou uma espécie de Torga nas fragas; aqui a poesia brota, costumava dizer esse “velho” combatente das letras, homem admirável que nunca se vergou, nem perante a vida nem perante nada, Torga é um exemplo a seguir, homem do norte do País, que discutiu a vida com a vida, numa luta incessante de desafio permanente, palmo a palmo, procurando os melhores argumentos para vencer, venceu umas vezes e perdeu outras, mas não se aguentou no último combate, aquele onde todos perdemos.
A vida não agradou a Torga, como não agradou a Raul Brandão, como penso não terá agradado nunca a ninguém. Insisto nisto porque entendo ser este o ângulo certo para a apreciar. A vida terá que ser vista por esta janela, pois estou convencido que muitas arbitrariedades que se têm processado seriam facilmente evitáveis. O verdadeiro valor da vida é precisamente não ter valor nenhum, na opinião de Torga.. Porque pode acabar de um momento para o outro sem se justificar e sem ter um pouco de sensibilidade para adiar essa momento. e sem respeito por um projecto que tínhamos começado, com todo o empenho e dedicação. Mas se ela quiser nada disto chega ao fim; nem projecto, nem empenho, nem vitória, nem nós, nem nada. Ela, a vida, é que é a mais forte. Devíamos todos saber disto porque estou convencido que nos tornaríamos mais humildes. E fazendo aquilo que mais gostamos poderíamos ter a esperança de ser felizes.
Eu, por exemplo gosto de escrever e procuro a felicidade por essa via. Haverá outras vias mas a minha, aquela onde me sinto melhor, é na convivência com o teclado. Num certo sentido, diria, que a minha forma de escrever ou aquilo que escrevo vai na direcção daquilo que eu gosto de ler. Escrevo e gosto do que escrevo. Mas diria que aprecio um romance simples, que fale das coisas simples da vida, porque a vida é o meu lema e entendo que deverá ser simples e se não for, temos a obrigação de a tornar simples. De forma a torná-la mais saborosa. No fundo, o que se pretende é vivermos uma vida próxima da vida e viver de bem com ela. Sorrir para ela. A vida vive-se levando-lhe emoções através das palavras. Mas precisamos de saber lidar com ela, de a saber ler, mais no sentido de a saber interpretar, mais de a perceber, que ao fim e ao cabo é tão difícil como a saber escrever. Eu disse sabê-la ler, entendido. Porque eu por mim procuro entendê-la saber escrever, luto por isso e sei que é um objectivo nunca conseguido. O escritor quer sempre mais, anseia, procura, despe-se de tudo para fazer o melhor. Ele e a noite debatem-se por uma conclusão. Victor Hugo começava a escrita da vida às oito da manhã, Teixeira de Pascoaes também escrevia de manhã, António Lobo Antunes iniciava os trabalhos às duas da tarde e Miguel Sousa Tavares ligava bem com a noite. Todos grandes talentos, grandes mestres.
Comecei a escrever por influência da professora primária. Senti que tinha jeito, ou julguei que tinha ou pensei que tinha e meti-me à estrada. Tive os meus mestres e descobri com Vergílio Ferreira que o escritor terá como missão fazer tocar a mensagem no coração do leitor, tinha que o pôr pensar, teria que o motivar para a vida, para a luta, para o desafio, para a vitória possível, porque a vitória total não existe, o que é isso de vitória, não há vitórias, há a ética, sim, esse talvez que possa conduzir a um estatuto de honra, de seriedade, de dignidade, dessas coisas todas que tornam um homem livre e decidido, frontal e ganhador, dos que arriscam. O escritor sabe disso e é dele a obrigação de estudar a matéria e ensinar. Não, não vou por aí, diz o poeta.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

OPINIÃO

FCPORTO 5 / SLBENFICA 0

O Campeão está encontrado, disse ...

O QUE É UM CAMPEÃO ?


Em futebol, não se é campeão por se ganhar 5/0 a um adversário. Um campeão é aquela instituição que, se ganhar por tal margem, não faz gaudio disso. Campeão é outra coisa, é a instituição que respeita os adversários e que tem uma postura, não direi irrepensível, mas digna.

Instituição digna é uma institução que tem nos seus corpos gerentes uma conduta diária e permanente que é reconhecida por todos como exemplar.

Uma instituição campeã não deixa que um dos seus corpos gerentes se deixe fotografar com o treinador da equipa adversária para ...

Uma instituição campeã não homenageia árbitros que prejudicam adversários em jornadas seguintes.

Uma instituição campeã apresenta indicadores de nobreza e não de dúvidas como consta no DN.

Uma instituição campeã educa os seus atletas não os defende quando els prevaricam.

Uma instituição campeã dá o exemplo, não atira pedras.

Esse campeão que dizem estar encontrado não tem postura de campeão.

É o que eu penso.


JBS

POEMA

COMEÇAR


Começar, seja ele o que for, é começar
É um trabalho que se vai iniciar agora
É ir por essa estrada nova e caminhar
E não desistir nunca até chegar a hora

Em que se vê luz no trabalho começado
Que nos faz vibrar e dá vida ao coração
Trabalho que começo nunca está acabado
Há sempre na alma do artista insatisfação

Por isso estou sempre começando a fazer
Qualquer coisa que me dê alegria e prazer
Mas a minha obra está sempre a começar.

Quero sempre melhorada a última que fiz
E oiço sempre o coração que me fala e diz
Que na verdade estamos sempre a começar …


João Brito Sousa

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

CONVERSAS EM FAMÍLIA

COVERSAS EM FAMÍLIA
António Lobo Antunes


Acabei agora mesmo o segundo borrão do penúltimo capítulo do livro que estou a escrever. Se as coisas correrem normalmente em outubro ficará completo. E depois, claro, falta fazer tudo. Passei o verão inteiro nisto, quase não saí da mesa e sinto-me cansado e tonto. Ando com ele, a mata-cavalos, desde o dia 2 de Março, sem contar os quatro ou cinco meses anteriores de espera, anotações ocasionais, esboços de uma linha em que gastava horas, como gastei horas, de cotovelos no tampo e mãos nas bochechas, sem pensar, a esvaziar-me para o receber. A minha maneira de trabalhar mudou muito ao longo dos anos. Não faço um plano, começo praticamente sem nada, tacteio, às cegas, num nevoeiro interior, quando julgo haver encontrado uma direcção o livro muda, há dias em que consigo meia dúzia de linhas, dias em que consigo meia página, aí a partir da primeira metade as palavras começam a andar mais depressa e eu atrás delas, com a sensação de pegar na ponta da trela de um cão mais forte do que eu, que não cessa de puxar-me e me desequilibrar. Não entendo peva do mistério da criação, ignoro em absoluto de onde o material me vem. O meu problema, ao ler as primeiras versões, é tentar dar-me conta das possibilidades internas do texto e se vale a pena estruturá-lo
(tentar estruturá-lo)
ou não. Nunca tenho a certeza, vou progredindo através de versões sucessivas, parece-me ser água entornada buscando o seu caminho numa frincha do soalho. Vejo os livros libertos de mim, com uma lógica interna que é apenas sua, possuindo uma temperatura e uma densidade que escapam aos meus mecanismos lógicos, aos meus desejos, à minha vontade. Afigura-se-me óbvio que não são meus e, para ser inteiramente honesto, deviam ser publicados sem nome de autor. E depois o medo de rapar o fundo ao tacho, de a fonte ter secado, de não haver mais nada em mim e a minha vida ficar desprovida de nexo. O que faria eu se não escrevesse? Gostei de ser médico, há alturas em que a Medicina me dá saudade mas julgo que seria extremamente difícil voltar a confrontar-me com o sofrimento alheio e somá-lo ao que trago. De cada vez que vou a um hospital comovo-me, as salas de espera das consultas doem-me, as enfermarias doem-me, a minha incompreensão perante a morte dói-me. Ninguém foi feito para morrer e vi morrer bastante gente. Demasiada gente. Do António, daqui a uns tempos, ficará uma casa de palavras, sem a minha cara lá dentro. Resta-me esperar que seja habitável para os que entrem. A gente pensa que escreve para a eternidade mas pouquíssimas obras sobrevivem aos seus supostos autores. Por exemplo, de milhares de escritores franceses do século XX quantos resistem ainda? Dois: Céline e Proust. Tudo o mais desapareceu ou está desaparecendo inelutavelmente. Por exemplo, trezentos e tal anos após a morte de Shakespeare, quantos dramaturgos continuam a ser representados? Ibsen, Strindberg, Checov e é quase tudo. Dos americanos do mesmo século XX apenas Tennessee Williams resiste. As dúzias e dúzias de outros, alguns tão renomados (Arthur Miller, Thornton Wilder, Lillian Hellman, Saroyan, Albee, etc.) não cessam de desbotar-se a caminho de uma extinção inevitável. A mesma coisa com a Poesia, o Romance, o Ensaio, para falar nessas divisões absurdas. O grande crítico T. S. Eliot desapareceu, o grande poeta T. S. Eliot esfarela-se a olhos vistos. O tempo elimina quase tudo, fica uma areiazinha de frases. Se calhar de Chesterton e Bernard Shaw sobrará apenas um
Shaw
- Olhando para si até parece que há fome em Londres
ao que Shaw respondeu
- E olhando para si até parece que foi você que a causou.
No outro dia pus-me a olhar os livros na estante do meu pai: dúzias de nomes esquecidos. Do seu querido Oscar Wilde talvez dure uma ou outra piada, como resposta, à saída do clube, a um chato que lhe perguntava para que lado ia:
- Para o outro
respondeu Wilde que, moribundo, informou os amigos
- Entre mim e este papel de parede há uma luta terrível: um de nós vai morrer
e tenho pena, porque foi um dos primeiros escritores que amei. Tive aqui um francês que anda às voltas com uma obra acerca de mim: a cada autor que eu citava a quase invariável resposta era
- Mas já ninguém o lê
e citava autores de que gosto, que foram ou continuam a ser importantes para o meu critério, ele a insistir
- Mas já ninguém o lê
e eu tristíssimo, porque esta segunda morte, a daquilo que dedicaram a vida, é bem mais horrível que a primeira. Autores de mão segura, não borra-botas, e aí a gente procura-lhes os livros e, desalentadamente, compreende. A imortalidade, em Arte, é difícil de prever. Régio e Nemésio nasceram em 1901, há cinquenta anos Régio era imensamente popular, Nemésio conhecido pelas suas conversas na televisão. Quem imaginava, na altura, que a poesia de Régio ia sumir-se num rufo e a de Nemésio se mantém sem uma prega, e cresce? Eu penso: João Cabral de Melo Neto vai permanecer. E a seguir penso: quem sabe se não estou enganado? Os critérios de avaliação serão completamente diversos, os motivos que levam as pessoas a aderir a uma obra também, o movimento do gosto incessante. Bach levou cento e cinquenta anos esquecido até ser adoptado pelos românticos. Mas será isto importante, será isto realmente importante? Até que ponto todos os livros, de todos os autores, não formam um único, imenso livro, que principiou a ser escrito muito antes de nós e prosseguirá sem fim, interminável? Perguntas, perguntas. No fundo não me interessam muito: o que eu desejaria era deixar, mais ou menos acabada, a minha casa de palavras, por definição para sempre incompleta. E que o leitor se sentisse justificado e feliz lá dentro, rodeado de vozes que breve diálogo entre ambos, quando o enorme e gordíssimo Chesterton disse ao magro
Shaw
- Olhando para si até parece que há fome em Londres
ao que Shaw respondeu
- E olhando para si até parece que foi você que a causou.
No outro dia pus-me a olhar os livros na estante do meu pai: dúzias de nomes esquecidos. Do seu querido Oscar Wilde talvez dure uma ou outra piada, como resposta, à saída do clube, a um chato que lhe perguntava para que lado ia:
- Para o outro
respondeu Wilde que, moribundo, informou os amigos
- Entre mim e este papel de parede há uma luta terrível: um de nós vai morrer
e tenho pena, porque foi um dos primeiros escritores que amei. Tive aqui um francês que anda às voltas com uma obra acerca de mim: a cada autor que eu citava a quase invariável resposta era
- Mas já ninguém o lê
e citava autores de que gosto, que foram ou continuam a ser importantes para o meu critério, ele a insistir
- Mas já ninguém o lê
e eu tristíssimo, porque esta segunda morte, a daquilo que dedicaram a vida, é bem mais horrível que a primeira. Autores de mão segura, não borra-botas, e aí a gente procura-lhes os livros e, desalentadamente, compreende. A imortalidade, em Arte, é difícil de prever. Régio e Nemésio nasceram em 1901, há cinquenta anos Régio era imensamente popular, Nemésio conhecido pelas suas conversas na televisão. Quem imaginava, na altura, que a poesia de Régio ia sumir-se num rufo e a de Nemésio se mantém sem uma prega, e cresce? Eu penso: João Cabral de Melo Neto vai permanecer. E a seguir penso: quem sabe se não estou enganado? Os critérios de avaliação serão completamente diversos, os motivos que levam as pessoas a aderir a uma obra também, o movimento do gosto incessante. Bach levou cento e cinquenta anos esquecido até ser adoptado pelos românticos. Mas será isto importante, será isto realmente importante? Até que ponto todos os livros, de todos os autores, não formam um único, imenso livro, que principiou a ser escrito muito antes de nós e prosseguirá sem fim, interminável? Perguntas, perguntas. No fundo não me interessam muito: o que eu desejaria era deixar, mais ou menos acabada, a minha casa de palavras, por definição para sempre incompleta. E que o leitor se sentisse justificado e feliz lá dentro, rodeado de vozes que

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

NÃO TENHAS PRESSA MAS NÃO PERCAS TEMPO

NÃO TENHAS PRESSA MAS NÃO PERCAS TEMPO.
Por João Brito Sousa

Acho que é uma realidade. A pressa não nos deixa raciocinar e pode trazer-nos problemas sérios. É evidente que numa situação delicada eu tenho de tomar uma decisão tão rápida quanto possível, mas acertada. E o problema está aqui, nessa questão de não perder tempo, porque a margem de decisão é pequena e tenho que decidir acertadamente.
Afinal quais são as ferramentas que devo dispor para resolver a situação a contento. Estamos sós: eu e o problema a resolver. E é urgente resolvê-lo. Há um minuto atrás era tarde.

Afinal como é?

Sabemos que a pressa e o raciocínio não se dão bem, são mesmo incompatíveis, o povo até costuma dizer: depressa e bem não há quem. Mas não te demores… diz a frase. De qualquer maneira é de salientar que quem tem pressa de fazer alguma coisa é porque entendeu que não a deve demorar.

Os discursos mais claros não podem ser feitos de termos obscuros porque assim não seriam claros diz Paul Valery. Efectivamente os discursos sociais, políticos /económicos e outros, devem ser escritos em termos claros, para não se perder tempo.

A frase é de Saramago e não sei se era isto que ele quereria dizer.

A decisão tem que ser tomada conscientemente dentro da disponibilidade de tempo existente. Não serve de nada correr; O importante é partir no momento próprio. Baseando-se na experiência. Quando nós começamos não sabemos nada. Aprendemos com as experiências e sobretudo com os erros.

A pressa gera o erro em todas as coisas. A rapidez é uma virtude que gera um vício que é a pressa.

É preciso ponderar.

Penso eu

jbritosousa@sapo.pt

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

VOU FALAR DE LITERATURA NO

joaobritosousa-oescrevedor.blogspot.com/

Aqui falarei de outros assuntos como este poema a um amigo.


POEMA A UM AMIGO


Zeca,
A partir de hoje és o meu grande amigo
O Zeca dos barcos, pode ser?
Não leves a mal esta alcunha
Porque só a um grande artista como tu
Ela se punha
Zeca dos Barcos, o artista de Olhão
Que com a faca, a cortiça e a cola
Faz trabalhos extraordinários
E não fez nem um nem dois
Fez vários
Eu não me esqueço
Que tu és um homem de bem
Sincero, amigo e respeitador
E um homem de muito valor
Por uma questão simplesmente
És amigo de toda a gente
Que te saiba merecer
E tenha saber
Para contigo dialogar
E te saiba respeitar

E eu sei.

João Brito Sousa

domingo, 17 de outubro de 2010

O DESEMPREGO

A SITUAÇÃO ECONÓMICA DO PAÍS

Nunca fomos um País rico.

Fizemos coisas interessantes durante a nossa existência, mas não pudemos fazer muita coisa porque somos um País pequeno, quer em superfície quer em população.
Os nossos recursos são limitados.
Do Correio da Manhã retiro que em Portugal, hoje, h´mais de 45 464 desempregados, o que é um drama.
O desemprego não pára de aumentar e nem o Governo faz já previsões optimistas quanto à sua evolução. Em Setembro, o número de inscritos nos Centros de Emprego do País aumentou em 45 464 indivíduos, em relação ao mesmo mês do ano anterior, e em 6166 pessoas em relação a Agosto. Dados que levaram o Executivo a prever que a taxa de desemprego se fixe nos 10,6% no final do ano.
CM

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ENTREVISTA DE RUI MOREIRA AO I EM 15.10.2010

OPINIÃO


RETIREI DA ENTREVISTA.

" Rui Moreira, adepto que do FC Porto que abandonou em directo o Trio de Ataque, da RTPN, diz que António-Pedro Vasconcelos é o porta-voz do Benfica e recusa ser carrasco ou testemunha em "tribunais de opinião pública".

O ex-comentador defende Pinto da Costa e critica Luís Filipe Vieira por incitar à violência."

CARO Dr. RUI MOREIRA,


Defender PC e criticar LFV por incitar à violência, não é uma atitude justa, porque nese momento quem esá a incitar à violência, parece-me ser o senhor.

JBS

CONTA SÓ CONTIGO


CONTA SÓ CONTIGO
Por João Brito Sousa


Passear pelos jardins floridos proporciona-mos um agradável contacto com a natureza, que em certas circunstâncias nos prendem. Ás vezes somos capazes de estar horas e horas a contemplar o garrido das flores, o trabalho das abelhas e até a forma como o cão que chegou se posiciona.

Somos muitos mas no fundo somos poucos. Em frente às flores o nosso espírito liberta-se e expande-se, a alma inebria-se e o coração alegra-se. Até parecemos felizes nessa condição de estarmos perante a natureza.

Aparentemente sós.

Mas não estamos verdadeiramente sós porque o que a vista alcança nesse momento transporta-nos para outros mundos que não conhecemos mas gostaríamos de conhecer. Como será o mundo das flores? E o das abelhas? E o do cão que chega e zás…

Aqui não dependemos de ninguém, apenas estamos na dependência da nossa imaginação, se ela nos agradar. Se não houver essa componente do agradar não estamos bem, porque há algo que nos incomoda.

A vida é feita de coisas boas e coisas menos boas. Temos que ser nós a tornar as menos boas em boas se soubermos, claro. Todo o percurso de vida de cada um é um caso particular que temos entre mãos para resolver..

É evidente que fazemos parte de um colectivo, que nem sempre nos traz a felicidade porquanto dependemos dele e assim perdemos a liberdade. E a vida é para se viver livremente.

Ao encontrarmo-nos diante de mulheres ou de homens respectivamente, se a situação gerar dependência, avilta, quer essa dependência tenha a forma de submissão quer de autoridade. Porquê estes homens entre mim e a natureza? Viver no meio dos homens como no vagão de Saint-Etienne a Puy, é difícil.

Sobretudo nunca permitir-se desejar a amizade. Tudo se paga. Conta só contigo, diz Simone Weill.

Será?


jbritosousa@sapo.pt

terça-feira, 12 de outubro de 2010

DAR SIGNIFICADO AO TEMPO

Aquilino Ribeiro é que dizia, roubem-me tudo menos o tempo.

O tempo é indispensável a quem dele precisa para efectuar um determinado trabalho, que pode ou não traduzir-se numa profissão. Estes textos que faço, não se enquadram na definição de profissão, porque são crónicas avulso que quero publicar mais tarde, mas que por agora são textos/treino.

A vida pessoal precisa de tempo amanhã, depois e depois. Sem tempo útil disponível não há obra realizada ou em fase de realização.

Temos que nos render ao seu significado e atribuir-lhe o significado que ele realmente possui: o de indispensável à vida e ao trabalho.

O tempo é hoje amanhã e depois. Ontem já não é mais. Já foi.

Um dos prazeres humanos menos observados é o de preparar acontecimentos à distância, de organizar um grupo de acontecimentos que tenham uma construção, uma lógica, um começo e um fim, diz Cesare Pavese, in 'O Ofício de Viver'.

Viver é ocupar o tempo da melhor maneira possível e com utilidade. Ocupar o tempo no vazio é uma atitude difícil mas há quem o faça e o saiba fazer.

Aqueles que gastam mal o seu tempo são os que não lhe atribuíram verdadeiro significado. Só os operários sabem e conhecem o verdadeiro significado do tempo e fazem-se pagar por ele.

Perder tempo na aprendizagem de coisas que não interessam priva-nos de aprender coisas interessantes, eis o verdadeiro significado do tempo.


O tempo na óptica da disponibilidade é indiscutivelmente precioso e deve ser bem gerido porque este minuto que está a passar agora não voltará mais. As pessoas, hoje em dia, gastam ¾ do dia a ocupar-se do trabalho remunerado e por norma descansam pouco.

È preciso ter em atenção que a saúde está primeiro. E que a vida é curta, pelo que deveremos aplicar o tempo com sucesso, sucesso este que, por sua vez vem dignificar a utilização do tempo consumido.

Penso eu.

jbritosousa@sapo.pt

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ALGUMAS NOTAS

A GUERRA DOS LAVAGANTES.


Aqui há uns dias atrás vi um programa de televisão, Canal 2, em que dois lavagantes, ou mais, entravam em despique sem se saber porquê sem que nenhuma razão aparente fosse visível.

Aquilo deu-me que pensar, até porque já tinha verificado outras situações semelhantes sem razão para tal.

Convenci-me que a vida é briga.

O que é injusto, porque a briga é uma luta desigual cujo desfecho é sempre favorável aos mais fortes.

Com os homens é a mesma coisa, infelizmente.

A vida é um salve-se quem puder. Indiscutivelmente. Podemos andar a remar contra a maré que nada se consegue. As pessoas fazem da razão que querem ter mas que muitas vezes não possuem um cavalo de batalha. È o quero, posso e mando.

Os amigos acabaram ou estão em vias de extinção. São pessoas que andam por aí. E às vezes enganam-nos. Há na vida alguns momentos. Nada mais.

Se não desejas estar na frente, comporta-te como se estivesses atrás .

È um texto Judaico de grande dificuldade de execução. Não há tolerância, convocam-se os amigos para a maledicência, ninguém se olha ao espelho, o mal está nos outros e assim por diante.

Penso que em primeiro lugar as pessoas precisam de ouvir e não julgar precipitadamente. Mas atacam. Forte e feio.

E dizem coisas sem jeito nem trambelho.

A SOLUÇÃO É ESTAR PREPARADO.

JBS

terça-feira, 21 de setembro de 2010

UM BELO TEXTO

Uma Vida Exterior Simples e Modesta Só Pode Fazer Bem

Uma vida exterior simples e modesta só pode fazer bem, tanto ao corpo como ao espírito. Não creio de modo algum na liberdade do ser humano, no sentido filosófico. Cada um age não só sob pressão exterior como também de acordo com a sua necessidade interior. O pensamento de Schopenhauer: «O homem pode, na verdade, fazer o que quiser, mas não pode querer o que quer», impressionou-me vivamente desde a juventude e tem sido para mim um consolo constante e uma fonte inesgotável de tolerância. Esse conhecimento suaviza benéficamente o sentimento de responsabilidade levemente inibitório e faz com que não tomemos demasiado a sério, para nós e para os outros, uma concepção de vida que justifica de modo especial a existência do humor.
Do ponto de vista objectivo, pareceu-me sempre desprovido de senso querer-se indagar sobre o sentido ou a finalidade da própria existência ou da existência da criação. E, no entanto, cada homem tem certos ideais, que o orientam nos seus esforços e juízos. Neste sentido o bem-estar e a felicidade nunca me pareceram um fim em si (chamo a esta base ética o ideal da vara de porcos). Os ideais que me iluminavam e me encheram incessantemente de alegre coragem de viver foram sempre a bondade, a beleza e a verdade. Sem o sentimento de harmonia com aqueles que têm as mesmas convicções, sem a indagação daquilo que é objectivo e eternamente inatingível no campo da arte e da investigação científica, a vida ter-me-ia parecido vazia. Os fins banais do esforço humano: propriedade, êxito exterior e luxo pareceram-me desprezíveis desde jovem.

Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo'
colocado por JBS

AS PESSOAS

QUE SE DIZEM AMIGAS,

QUANDO AS COISAS NÃO CORREM BEM NÃO HÁ ESPAÇO PARA UMA AUTOCRÍTICA.

MAS DEVIA HAVER ...


JBS

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

JORGE TAVARES

FUTEBOL a 47 FALTAS


O futebol hoje é ganhar com 47 ou 50 faltas. Porque envolve muitos milhões.

Os jogadores são efectivamente artistas e dos melhores que vi foram do Farense e Olhanense.

Do Farense, Rialito, Atraca e Zé Gonçalves, faziam tudo com a bola. Diria que era difícil fazer mais. Ah... e Júlio e o Ribeirinho, costeletas como o Zé Gonçalves.

Do Olhanense o Reina enchia o campo e jogava limpo.

Também gosto de futebol.

Ab.
JBS

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

SARAMAGO

HOMENAGEM A SARAMAGO

CCB dedica um dia a José Saramago


No ano da sua morte, o Centro Cultural de Belém evoca José Saramago

No ano da sua morte, o Centro Cultural de Belém homenageia José Saramago, que marcou de modo indelével a vida do século XX nacional e internacional, não apenas na qualidade de romancista, poeta, tradutor ou ensaísta, mas enquanto militante de causas e valores.

O dia dedicado ao escritor começa com a inauguração do "Caminho José Saramago", um caminho pedonal, e segue com leituras de excertos de alguns dos livros mais marcantes de José Saramago.

A homenagem encerra com a exibição do filme "Ensaio sobre a Cegueira", do brasileiro Fernando Meirelles.

JBS

SENSATEZ

SENSATEZ OU SER SENSATO
Para isso,
é preciso termos grande consideração por nós próprios. Um ser sensato deverá ter uma boa formação moral, ter uma boa experiência de vida, ter capacidade de liderança, saber julgar ou ter experiência disso.
Há pessoas que julgam que sabem isso e julgam igualmente que estão a ter um bom desempenho, nas relações uns com os outros. Sim, porque é aqui que as coisas se manifestam; no relacionamento uns com os outros.
Fonte de vida é a sensatez para quem a possui.
È indispensável a uma boa relação pessoal.

JBS

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

OS DONOS DO BLOGUE

  1. Em resposta ao comentário do Maurício Severo.
  2. MEU CARO,
  3. Vou ser sucinto para não complicar as coisas, porque é um assunto delicado, ainda por cima tenho de mencionar nomes.
  4. Como sabes, as pessoas mais próximas, por qualquer motivo, pela idade, por terem sido colegas de escola ou por outro motivo qualquer, têm tendência a aproximar-se (o que é normal) e formar um certo complot.
  5. Sem querer entrar em polémica, o Rogério disse algumas vezes que fulano é do meu clube, cicrano é do meu clube e isto em relaçãoa quatro ou cinco pessoas entre as quais tu. E até admito que vocês tenham conferenciado sobre muitas situações.
  6. Houve colegas que me disseram sentir-se magoados porque o Rogério a alguns colegas escrreveu comentários dizendo, bom texto... e outros não escreveu nada. Ora sabes bem que quem escreve gosta de ouvir um toque favorável. E só houve para alguns.
  7. Daí parecer-me haver donos do blogue.
  8. Eu não concordo com o comentário do Rogério ao texto do Teixeira. Mas não sei se se pode dizer isto...

Vê se me entendes.

Ab.
JBS

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BLOGUE COSTELETAS

ASSUNTO ENCERRADO.


JBS

PARTINDO A LOIÇA

Do blogue, http://oscosteletas.blogspot.com/, retiro o seguinte texto, que tem o meu
comentário logo a seguir (C)

Do texto António Viegas,

1 - PARTINDO A LOIÇA, em título.

C - Nunca se viu nada disto no blogue. Mas isto é uma ameaça ou que raio é isto?

2 - Certamente ainda não foi esquecido o episódio caricato de uma disputa verbal entre o signatário e o João Brito Sousa (JBS).

C - Episódio caricato, disputa verbal?....não entrei nessa.

3 - beirando o insulto,…

D - Iisto pode ser verdade, porque às vezes excedo-me. Mas não pretendo provocar.

4 - com um pé atrás.

C - Claro tinha que ser.
5 - Existem em todas estas guerras de comentários em que quase sempre os protagonistas são os mesmos, um aspecto que, parece-me, ainda ninguém avaliou com a seriedade que o assunto merece:

C - Os meus comentários são limpos, amigo.

6- Olha, muitos dos comentários que li, são tudo aquilo que tu me dizes para eu não fazer ou dizer.

C - De quem são esses comentários e quais são esses comentários.

7 - Quero referir especificamente o texto “ORGULHOSAMENTE PARADO” do JBS e dizer-te João, este é o outro João de que te falei e as pessoas não podem estar sujeitas ao teu humor, ninguém merece isso e muito menos o Rogério.

C -Mas a que propósito vens aqui defender o Rogério. Ele sabe.

8 - Acredita que não é ironia, é sim um conselho de amigo, procura ajuda porque não estás bem. A vida é stressante.

C - É a tua opinião. E tu estarás bem? Duvido..

9 - Em termos de opinião, é o fim da minha colaboração. Continuarei a enviar alguma coisa para o “cantinho dos marafados”, mas só isso.

C -Não, ficas tu, eu saio.
10 - Surpreende-me que os colegas não se tenham manifestado contra o texto do JBS e também me surpreende o silêncio da Direcção da Associação.
C - O que a mim me surpreende é o teu texto, Tão demagógico e tão pouco costeleta.

11 - Estou disponível para participar em qualquer evento que possa minimizar e desagravar o que considero uma ofensa ao Rogério, bem como. que o autor faça um pedido de desculpas formal
.
C - Não ofendi ninguém e não há pedido formal de desculpas.
Ps- Quero recordar aos responsáveis a minha muita dedicação ao blogue. Deu-me pena o texto do Encarnação. Mais que infeliz. Como os comentários do Maurício e Rogério, que, com mais um ou dois elementos são os donos do blogue.
JBS

A BANDEIRA NACIONAL

A BANDEIRA DE PORTUGAL

No dia 19 de Junho de 1911, a Bandeira Nacional substituiu a Bandeira da Monarquia Liberal. A Bandeira Nacional é dividida na vertical com duas cores fundamentais: verde-escuro do lado esquerdo e vermelho à direita.
O vermelho é a cor de força, coragem e alegria, que representa o sangue derramado pelos portugueses.O verde é a cor da esperança e do mar, foi escolhido em honra de uma batalha onde esta cor deu a vitória aos portugueses.
Ao centro, sobre as duas cores, tem o Escudo das Armas Nacionais, e a Esfera Armilar Manuelina, em amarelo e estimulada de negro. Simboliza as viagens dos navegadores portugueses pelo Mundo, nos séculos XV e XVI.
No meio o branco representa a paz; o Escudo lembra a defesa do território; as Quinas, a azul, representam as primeiras batalhas na conquista do País (diz-se que são os cinco reis mouros vencidos na Batalha de Ourique por D. Afonso Henriques); cada quina contém cinco pontos brancos que são as cinco chagas de Cristo que ajudou D. Afonso Henriques a vencer esta batalha; os sete castelos amarelos representam os castelos tornados aos mouros por D. Afonso III.
A esfera armilar representa um símbolo que o Rei D. Manuel I escolheu para representar as descobertas marítimas.
Retrado da net por
JBS

UM POEMA

PARA OS QUE FALARAM MAL DE MIM



Falaram mal
Sem me conhecer
E sem perceber
O que se passou

Mas falaram

Deixá-los falar
A vida vai
Bem ou mal

Muita saúde para todos.

Eu fico à espera do meu minuto
Não há problema nenhum
Costeleta serei sempre mais um

Sempre.

JBS

sábado, 11 de setembro de 2010

FUTEBOL

OPINIÃO
GUIMARÃES 2 / BENFICA 1
O Benfica perdeu em Guimarães, campo onde normalmente tem tido sorte e tem ganho, como no ano passado, que ganhou no último minuto.
Em Guimarães, as equipas na melhor das hipóteses, empatam. Normalmente perdem. Foi o que aconteceu ontem ao Benfica, onde a equipa voltou a acusar o problema do Roberto, que só agora começa a fazer alguma coisa que se veja.
Em Guimarães, Roberto, não foi culpado nos golos mas a equipa joga sobre brasas, falta-lhe confiança e vai fazer uma época desastrada porque Jorge de Jesus não percebeu os efeitos na equipa dos golos sofridos por Roberto. E isso já na Suíça
O Benfica está ser vítima da sua enorme popularidade e da impopularidade de Jorge de Jesus.
Interrogado sobre os possíveis penaltys que o àrbitro não marcou a favor do Benfica, diz Manuel Machado: «Não vi imagem nenhuma sobre isso. Estou focado no meu trabalho. Tínhamos problemas financeiros e pesquisámos muito para formar este plante. Depois veremos se o nosso adversário tem razão ou não em relação às críticas. Sorrir na derrota é muito difícil. Há muitas formas de tirar o brilho à vitória alheia«
O Vitória de Guimarães jogou bem, mas em princípio, ganhou o jogo com a protecção escandalosa do árbitro. E isto não é ganhar ó senhor MM; o Benfica é que perdeu o jogo. JJ não tem a sua cultura mas o senhor, se é mais culto não parece. E o futebol é uma mentira com o seu contributo.
Tente ser digno.
JBS

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SERÃ AQUI

QUE ESCREVEREI POIS AQUI COMECEI.

Para começar um abraço para Washington.. A ideia veio daí e eu aceitei-a. A Diáspora. lembro-me bem. Acho que sim, é publicável.
ANTÓNIO SIMÕES JÚNIOR


Sou grande admirador das gentes de Olhão, sobretudo depois de tomar conhecimento dos 19 que foram ao Brasil informar o Rei da expulsão dos franceses. Hoje, depois de ter tomado conhecimento de alguns vultos da cultura olhanense, rendo-me à cidade, onde se passeou o poeta
António Simões Júnior, o poeta sensível que tentou ser justo e tem toda a minha grande amizade e reconhecimento.
Apesar de Olhão ter outros poetas, é Simões Júnior que mais me encanta e me entra na alma, sem desprimor para os outros, evidentemente. É um autor de palavras suaves, cuja melodia desliza docemente pelo seu interior, conseguindo depois transmitir para fora de si, numa harmonia de palavras simples, essas imagens de criação poética fantástica e de poderoso encantamento. Como se pode ver a seguir.

“Eu sou o rapaz do café/ de lenço branco e cara amarela/ que de noite, a horas incertas/ venho sentar-me na mesa do canto”...

Este homem, que parece ter tido uma relação de felicidade com a vida, pelo menos parece-nos ver isso nos seus versos, foi um homem que lutou para ganhar a justiça social primeiro e o bem estar social depois, em tempos difíceis da sua existência, tudo a favor dos outros.
A poesia tem a particularidade de nos tornar felizes, como eu fico depois de ler estes versos de Simões Júnior,

— E quando o criado vem,/ peço o clássico café/ e fumo cigarros/ num atordoamento/ Concentro-me monotonamente e fico pasmado a olhar,
a olhar;/ neurastenia de tudo quanto vejo, ou não vejo,/ neste antro de fumo, onde a alegria se perde…e o pilar do tédio a crescer, a crescer,/ ameaça converter-se
numa tempestade horrível que não posso dominar!

Digamos que a poesia precisa da vida e a vida precisa da poesia, ou dos poetas. Poeta é aquele que transporta consigo o problema dos outros, que ao fim e ao cabo são os seus também, e os expõe numa forma graciosa e atraente. provocando a quem lê, uma certa dose de alegria e encanto. É essa a grande virtude de Simões Júnior, que se entende bem com essa forma de comunicar, tratando nos seus versos o problema do homem, a direcção e o caminho que a vida destes deve assumir, o problema da solidão, da estupidez que é a guerra e outros.
Simões Júnior é um poeta que encanta, que merece o respeito de todos os olhanenses e a quem falta o devido reconhecimento público.
Eu gosto do que Simões Júnior nos canta, do percurso de Homem que teve e do enorme poeta que ainda é e, que, como tal, ficará consagrado pelas gentes da cidade de Olhão.
É também por isso que eu gosto de Olhão.

(publicado no jornal "O Olhaneñse"

JBS

quinta-feira, 24 de junho de 2010

AO MEU AMIGO ARMANDO MASCARENHAS

Que envie de novo o seu email.
Ab.

JOAO

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

OPINIÃO/ Sr. Dr. LAURENTINO DIAS

OPINIÃO

Exmo Senhor Secretário de Estado Dr. LAURENTINO DIAS
Acerca do pedido que lhe foi dirigido pelo Presidente do FCP, na minha qualidade de cidadão, exijo que o senhor SE se pronuncie sobre a matéria.
Pedroto, parece-me, ligou o SLB a roubos de Igreja, o que é demasiado grave para a minha sensibilidade benfiquista, beneficiando disso de tal forma, que o seu clube ganhou vinte e tais campeonats nacionais seguidos.
Para evitar que ganhe mais vinte e tais, espero que V. Exª tome conta da ocorrencia e mande repetir o proceso Apito Dourado conduzindo-o com honradez.
João Brito Sousa

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

PEDROTO NÃO DIGNIFICOU O FUTEBOL; SUJOU-O

OPINIÃO

O ANIVERSÁRIO DA MORTE DE PREDROTO
Lisboa deu algum tempo de antena ao acontecimento e na cidade do Porto, o Presidente Pinto da Costa, alargou-se em elogios e comentários ao treinador seu amigo. Ninguém disse a verdade, o que se lamenta, pois Pedroto não foi nada do que dissseram quer o director do jornal a Bola nem o Presidente Pinto da Costa.

PEDROTO foi um razoável jogador de futebol, que não atinguiu notoriedade por aí além, nem nos clubes por onde passou nem a selecção representativa do País, onde jogava sempre.

PEDROTO estava realmente um pouco acima dos outros, numa altura em que o futebol português tinha alguma notoriedade graças ao 3º lugar de 66 em LONDRES, mas como homem não foi homem, porque não fez nada para trazer a verdade ao futebol português.Porque apenas disse haver roubos de igreja no Estadio da Luz. Mas houve outros roubos de igrja noutros estádios qeele não viu. E tinha obrigação de ver.


Pedroto insultou
joão Brito Sousa

domingo, 1 de novembro de 2009

AO DR. VARELA PIRES


FALANDO DE POESIA

EU e Dr. VARELA PIRES

Diz V P,

Caro J. Brito Sousa,
Obrigado pelas suas sempre amáveis e genuinas palavras.
Para além da filosofia, da psicologia, e obviamente da medicina, uma das minhas áreas predilectas é a crítica literária, quando tenho tempo e sinto que posso fazê-la. Para ela me preparo.
No caso dos meus poemetos, aqueles que escrevi e lhe enviei, deixei as palavras fluirem, como ribeiro que corre, gorgolejando a água de encontro aos calhaus, aqui mais rápida, aos saltos, pulando, além mais lenta, procurando novos circuitos, contornando os obstáculos. Na poesia sou um "pintor", é como eu costumo dizer!... Gosto de poesia, mas nunca me senti aquilo que considero um poeta.
Um poeta é um operário da palavra, da ideia, diariamente na sua oficina... total e incessantemente.É sempre poeta, em todas as atitudes, em qualquer postura da vida. Caso do ramos Rosa, da Sofia, do Manuel Madeira.
Um abraço muito grato,

Varela Pires


Me caro VARELA PIRES,

Não tenho dúvidas nenhumas acerca do que diz acerca dos seus conhecimentos de filosofia, psicologia e medicina claro. Também de crítica literária, aceito.
A poesia é pessoal, considero difícil o outro julgar, porque cada criador poético faz a sua leitura.
Concordo com essa de deixar as palavras fluírem e seguintes…
Um poeta é sempre um operário especializado, não acha?
Um abraço do
João Brito Sousa