quinta-feira, 2 de julho de 2009

OS DITADORES


OS DITADORES

Estamos convencidos que tudo é novo quando na realidade a vida de hoje é constituída por experiências repetidas pelo homem. Efectivamente o que homens de outros séculos fizeram repete-se hoje. Infelizmente.

As ditaduras contemporâneas surgiram no dia imediato àquele em que o Presidente Wilson proclamou: - preparai o mundo para a Democracia”. E elas estão aí para continuar. A ditadura, é como muitas outras coisas; pode ser a melhor ou a pior forma de Governar. Há ditaduras excelentes E há outras detestáveis.. Boas ou más, acontece, porém, que elas são impostas pelas circunstâncias. Então os interessados já não escolhem. Sujeitam-se.

Desconsiderar os outros sem que o desconsiderado tenha conhecimento dos motivos dessa desconsideração, não é uma atitude justa, nem democrática, nem nada; é apenas uma atitude suja. Foi o que aconteceu com o que fizeram os órgãos sociais da AAAETCABREIRA, onde foram designadas novas pessoas para os respectivos cargos. Esta votação e eleição é feita no dia do almoço anual e a nova direcção agradeceu a colaboração de todos menos a um administrador do blogue. E sem mais, alteraram-lhe as chaves de acesso.

Para os senhores que tal fizeram dir-lhes-ei, não, não fiquei surpreendido.

O caminho faz-se caminhando.

Texto de
João Brito Sousa

domingo, 28 de junho de 2009

À CONVERSA COM







PROF. DOUTOR VILHENA MESQUITA.

Esta entrevista foi-me dada pelo Prof. Doutor Vilhena Mesquita, por sugestão da velha glória e grande atleta olhanense, senhor Manuel Poeira e destinada ao Jornal "O OLHANENSE", para onde, durante um ano escrevi crónicas, que figuravam na página dois, sob o título "EU GOSTO DE OLHÃO" .

Não sei porque carga de água as minhas crónicas deixaram de ser publicadas sem me ter sido dada qualquer explicação. Mas não há problema nenhum.

Esta entrevista do Dr. VM, foi enviada duas vezes para o jornal "O OLHANENSE" cuja recepção não me foi confirmada. Contactado o senhor LEAL BRANCO do jornal sobre o assunto, disse-me não saber de nada.

Dado o elevado grau de intelectualidade contida na entrevista, reconhecido por pessoas de idónea craveira intelectual, peço licença ao Dr, Vilhena Mesquita, ao Manuel Poeira e ao jornal "O OLHANENSE, para que a dita aqui seja publicada.

À conversa com o Prof. VILHENA MESQUITA.

José Carlos Vilhena Mesquita, historiador, ensaísta e escritor, é desde 1983, professor na Faculdade de Economia da Universidade do Algarve. Embora algarvio de coração e alma, nasceu em Vila Nova de Famalicão, onde realizou a sua formação escolar rumando depois para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo aí concluído o curso de História.

Iniciou a sua vida profissional em 1978, como docente no ensino secundário, e, em 1983, tornou-se professor universitário. Em 1997 defendeu a sua dissertação de doutoramento sendo aprovado com “Distinção e Louvor”. Em 1994 foi galardoado com o 2.º Prémio Especial Algarve de Comunicação Social, e em 1995 com o 1.º Prémio Samuel Gacon, no âmbito de comunicação social algarvia. Fundou, em 1998, a Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve (AJEA), da qual é presidente. Em 1998 fundou e dirigiu o «Jornal Escrito», órgão noticioso da AJEA. No ano seguinte fundou a revista «STILUS», da qual é director. Em 2002 fundou e dirigiu o boletim de divulgação da moderna poesia algarvia, «Nó Vital». Publicou quase uma vintena obras, de entre as quais destacamos A Importância do Brasil na Economia Portuguesa do Século XVIII, História da Imprensa do Algarve, História do Teatro Lethes, O Algarve nos Primórdios da Academia Real da História Portuguesa, O Marquês de Pombal e o Algarve, Estudos de História do Algarve, etc. Participou em vários Congressos e proferiu dezenas de conferências.

Na sua juventude foi camisa dez no F. C. de Famalicão... é com este homem do Norte que falamos de futebol entre outros temas, de que damos conta a seguir.

1 - BLOGUE BRAÇOSAOALTO/BBA) – A sua condição de Professor, Investigador e Pensador, exige-lhe um comportamento ético. Concorda?

Prof. Vilhena Mesquita (VM) – Toda a minha vida tem sido conduzida sob os mais inabaláveis princípios éticos, por isso fiz da moral e da honra o meu pendão de batalha. Tanto na vida profissional como na vida social nunca tergiversei em qualquer situação que pudesse fazer perigar a minha integridade ética, a minha liberdade ou os meus direitos cívicos. Também é certo que tento sempre cumprir as minhas obrigações com a maior elevação, seriedade e competência. E quem me conhece sabe que sou homem de um só rosto.

2 - (BBA) – Albert Camus estava convencido que era possível a construção da «cité universelle des hommes libres et fraternels» («cidade universal dos homens livres e fraternos»). Qual a sua posição nesta matéria?

(VM) – Esse desiderato de Camus fez parte das últimas Utopias do séc. XX. O sonho da “Cidade de Deus”, de Santo Agostinho, modelo da cidade perfeita, onde todos os homens seriam livres e irmãos, serviu de inspiração às grandes utopias libertárias que animaram a humanidade durante séculos. O Camus, além de filósofo e escritor, foi também um lutador pela liberdade que pertenceu à Résistance Française, opondo-se com todas as suas forças ao domínio nazi. Ao lado de Sartre e de Simone Beauvoir sustentou o primado da liberdade como raiz e esteio da humanidade. Julgo que hoje as utopias morreram, tal como as ideologias, e temo que ninguém acredite em sonhos libertadores. Porém, eu ainda acredito... talvez por isso nunca me tenham levado a sério.

3 - (BBA) – O futebol, em sua opinião, pode contribuir para a formação do homem, tanto do praticante como do associado ou simpatizante?

(VM) – Claro, o futebol é a conjugação das aptidões individuais em prol de objectivos comuns. Por isso fortalece os laços de solidariedade entre os participantes, como aliás acontece na maioria dos desportos colectivos. Os jogadores aprendem a cooperar e a desempenhar funções específicas em benefício de interesses comuns. Repare-se que o individualismo, esse cancro social dos tempos modernos, é altamente combatido no futebol. Os mais criativos depressa percebem que não podem subsistir no jogo sem a entreajuda dos colegas. E aquilo a que no futebol se chama “táctica” não é mais do que a distribuição estratégica das posições de apoio, ou seja, sempre que um jogador tem a bola dois colegas deverão aproximar-se no sentido de lhe proporcionar linhas de passe, enquanto outros dois se afastam para espaços livres procurando criar vias de penetração, ou simplesmente manobras de diversão tendentes a dispersar a atenção dos defesas. O jogo desenrola-se em linhas paralelas, que avançam ou recuam como um harmónio, formando espaços de movimentação entre dez a vinte metros que, por sua vez, se repartem por “círculos de influência” cujo diâmetro pode ter no máximo quinze metros. É a isto que chamam a dinâmica do jogo. Os jogadores mais inteligentes percepcionam melhor os espaços e por isso conseguem encurtá-los à penetração dos adversários. Por isso é que a fase mais importante do jogo é a contra-ofensiva, sendo essa a altura certa para marcar. Enfim, este assunto levar-nos-ia para uma reflexão longa e fastidiosa.

4 - (BBA) – Ainda vai ao futebol? É simpatizante da modalidade? Na sua opinião há correcções a fazer?

(VM) – Desliguei-me radicalmente do futebol há mais de trinta anos. Quando vim para o Algarve perdi as minhas referências. Porém, continuo a interessar-me pelo futebol que é cada vez mais um desporto cientificamente planificado, nos seus múltiplos aspectos, não só técnico-tácticos como ainda na programação do treino, na invenção de objectivos que suscitem a motivação anímica dos jogadores, no fortalecimento psíquico dos atletas, na recuperação física após competição e sobretudo na formação intuitiva das mecânicas do jogo, que o vulgo designa por “automatismos”. Quanto às correcções do jogo não faria nenhuma. Alteraria porém as substituições, que em vez de três passaria para cinco, permitindo assim ao treinador modificar o sistema e a dinâmica do jogo.

5 - (BBA) – Agrada-lhe a ideia de um intelectual se pronunciar sobre futebol?

(VM) – Claro que sim. O sucesso do Mourinho não é mais do que a intelectualização do futebol. Trata-se duma indústria que movimenta milhões de euros, não podendo por isso ser votada aos circunstancialismos daquilo a que chamam a “sorte do jogo”. O sucesso do futebol traduz-se por planificação, organização e disciplina, sendo a inteligência dos mais vocacionados a chave de ouro para o sucesso. A intelectualização do futebol é uma verdade incontornável num futuro cada vez mais próximo.

6 - (BBA) – Jogou com o nº 10 no F.C. de Famalicão. Gostou de jogar nessa posição? Como é jogar aí? Acha que tinha jeito? Qual era a sua principal característica?

(VM) – Sim, é uma das posições mais importantes em campo. Exige do atleta grande frescura física e muita inteligência. Porém, depende muito do sistema de jogo. Funciona melhor num 4-4-2 do que num clássico 4-3-3. Além disso tem de usar os dois pés, ter boa visão de jogo, isto é, antecipar uma opção de construção antes de possuir a bola, ter uma inteligência relampejante para abrir espaços e rasgar as estruturas defensivas. Para atingir a perfeição o nº 10 deve possuir força e colocação de remate, não só para bater as bolas paradas como ainda para visar a baliza, pois que pela sua versatilidade tem mais facilidade de se aproximar da linha limite da área.
Faltou-me a potência do remate e alguns centímetros de estatura para poder singrar. Mas nessa altura não podíamos procurar o nosso futuro, porque o chamado “direito de opção” dos clubes escravizava os atletas e desumanizava o futebol. O «25 de Abril» trouxe também a liberdade para o futebol. Abandonei pouco depois de entrar para a Faculdade. Se fosse hoje teria conseguido conciliar os estudos com o futebol, tal como fez agora o Nuno Piloto da Académica.

7 - (BBA) – Sabe que no clube da sua terra jogou um dos melhores jogadores do Algarve de nome Manuel Poeira? Viu-o jogar? O que é achou da sua postura em campo?

(VM) – Sei muito bem, até porque foi um dos meus ídolos de infância. Era um jogador à imagem do Futre, com o qual se parecia no físico, no dribling em progressão e na velocidade de ponta. Jogava nas alas, esquerda ou direita, mas sempre de forma muito rápida e imprevisível, ora progredindo em desconcertantes diagonais para o eixo da área, ora avançando para cruzar próximo da linha de fundo para a retaguarda da defesa. Era um atleta longilíneo, com potente remate e grande poder de impulsão para cabecear na área. Fazia golos com facilidade, mas a sua missão principal era assistir os colegas a concretizarem no coração da área, nomeadamente o Aurélio, o Miranda, e outros de que já nem me lembro o nome. O Poeira era um jogador completo, e se fosse hoje seria um verdadeiro craque, porque não conheço muitos com as suas características. Além disso era rápido e inteligente no trato da bola e na criação de espaços.

8 - (BBA) – Sobre esse jogador, gostava que comentasse outros aspectos que lhe ocorram, tanto no plano desportivo com no plano humano, por exemplo...

(VM – O meu pai era director do F. C. de Famalicão na altura em que contrataram o Manuel Poeira, e nessa semana estávamos de férias na praia do Mindelo. Lembro-me de ter falado no assunto com grande expectativa. Acho que o Poeira tinha ido para o Norte, creio que para cumprir o serviço militar, e daí a possibilidade de o levar para o clube, à imagem do que acontecera com vários outros atletas vindos de clubes do sul. Nessa altura os campos eram pelados, convidativos ao futebol em força, ao choque e ao jogo directo, pelo que o estilo hábil e versátil do Poeira deu logo nas vistas. No confronto um contra um raramente saía desfeiteado, quer nas alas quer no miolo do terreno. Tinha um estilo de jogo alegre, criativo e artístico, com dribles rápidos e em progressão, tentando chegar à linha da área no mais curto espaço de tempo. Nessa altura não tive qualquer contacto humano para poder avaliar o seu carácter, mas pelo que pude observar anos mais tarde, o Manuel Poeira deixou no futebol uma marca indelével da sua honradez e inabalável firmeza de carácter. Conheço o seu trajecto de vida e só por mero acaso é que soube recentemente que vive em Olhão. Acima de tudo, pelas posições assumidas ao longo da sua vida, o Manuel Poeira provou ser um homem honesto, íntegro e incorruptível. Isso me basta para continuar a admirá-lo.

9 - (BBA) – Viu o jogo Chelsea/Barcelona onde o Chelsea foi nitidamente prejudicado. Acha que isso seria possível com o árbitro Manuel Poeira?

(VM) – Vi, porque não perco um jogo do Barcelona. De facto a arbitragem beneficiou a equipa catalã. Não creio que o juiz tivesse instruções superiores para afastar os ingleses, embora o Abramovitch seja malquisto nas instâncias dirigentes da UEFA, onde o Platini tem vindo a desenvolver uma inadmissível política de favoritismos. O Manuel Poeira, quando foi árbitro, lutou contra os Platinis do nosso futebol, e chegou mesmo a denunciar a podridão que então se vivia no tráfico de influências, nomeadamente nas classificações dos árbitros, que favoreciam os mais “flexíveis”. Era, e é, por isso que só aos mais “predestinados” se atribuíam as insígnias da FIFA. O Poeira, como era um árbitro honesto e incorruptível não chegou aos lugares de topo a que tinha direito. Por isso, se fosse ele a arbitrar o Chelsea/Barcelona o resultado do jogo teria sido logicamente o da verdade desportiva. Note que os homens que falam a verdade ou que pugnam pela veracidade dos factos são hoje os mais ignorados, os mais espezinhados e até mesmo os mais vilipendiados, devido à perseguição que lhes movem os corruptos. Quem é que hoje fala do Manuel Poeira? Quem é que se lembra dele? Mas se tivesse feito os “favores” que outros fizeram estaria hoje a trabalhar como comentador da rádio ou da televisão, senão mesmo a dirigir a arbitragem na Liga ou na Federação...

10 - (BBA) – O que se lhe oferece dizer sobre a falta de respeito pela competição.

(VM) – Não creio que se trate de falta de respeito, mas antes da mudança de paradigma, pois que no período anterior ao «25 de Abril» o futebol, como aliás tudo o resto, era dominado pelo centro, isto é, por Lisboa, sem qualquer respeito pelo trabalho que se desenvolvia na periferia, isto é, no resto do país, a que os lisboetas chamam ainda hoje a “província”. O paradigma actual é completamente diferente, pautado pelos valores da democracia e pelo respeito nas iniciativas locais, razão pela qual despontaram novos valores e diferentes manifestações de sucesso, não só no desporto como também no municipalismo, na política, na economia e sobretudo no associativismo. O que acontece é que hoje os clubes do centro perderam protagonismo para os clubes da periferia, de tal forma que Benfica e Sporting perdem mais vezes, por vezes até demasiadas, razão pela qual procuram desvalorizar o sucesso daqueles que não costumavam ganhar. Para depreciarem o sucesso alheio, sugerem a corrupção da arbitragem...

11 - (BBA) – Estudou a resistência Miguelista no Algarve. Miguelismo, o que é? Um movimento social? Uma ideologia? Uma prática de resistência ao Liberalismo?...

(VM) – O Miguelismo é um conceito político que serve para designar a resistência do partido absolutista face à emergência do liberalismo. No fundo constituiu uma espécie de contracorrente perante a incontornável implantação do sistema representativo e do regime parlamentar-constitucional, cuja ideologia liberal, na maioria dos seus valores, direitos e garantias, ainda se mantém viva e de pé. O liberalismo foi a legítima correia de transmissão dos supremos ideais da Revolução Francesa, permitindo que de forma pacífica se pudesse implantar a Democracia.
O miguelismo tomou a designação do seu líder e principal mentor, o infante D. Miguel, que de forma ilícita e atrabiliária tomou o poder e se fez rei em 1828, abrindo caminho ao retorno do absolutismo em Portugal, revolucionariamente estabelecido em 24 de Agosto de 1820 na cidade do Porto. O miguelismo nunca foi uma ideologia, mas antes uma forma de sobrevivência do passado. Os homens nascem livres e iguais e os seus direitos não podem ser alienados, essa é a essência política do Liberalismo. Por isso é que o Porto foi, e continua a ser, a cidade da liberdade. Percebe agora a razão dos seus sucessos no mundo do futebol?

12 - (BBA) – O Miguelismo foi Contra-Revolução ou Anti- Revolução?

(VM) – Foi as duas coisas numa só. No fundo o miguelismo representava o passado e a sua necessidade de sobrevivência contra os ventos de mudança apregoados desde 1789 com a Revolução Francesa. Constituiu o último bastião da monarquia antiga que no Algarve teve na figura do Remexido o seu último defensor. Curiosamente o obsoleto modelo da velha monarquia voltaria a ser lembrado por António Sardinha com um movimento nacionalista designado por «Integralismo Lusitano», ao qual pertenceram também vários algarvios. Quando Salazar, nos anos trinta, se transformou no Chefe da nação, extinguiu o sonho absolutista dos monárquicos.

13 - (BBA) – Miguel Veiga, advogado portuense e escritor afirmou: «O tempo conta muito e não conta nada». Como homem do Norte, concorda?

(VM) – Para mim o tempo é a dimensão essencial da vida. O tempo é um referencial sem o qual não seremos capazes de enquadrar o presente, em contraponto ao passado e na perspectivação do futuro. A percepção do tempo e a sua valorização particular é a chave para compreender o pensamento de Miguel Veiga, por quem tenho aliás uma especial admiração, quer humana quer intelectual. Ele representa plenamente o cidadão portuense e, de certa maneira, encarna o espírito do homem do Norte. Lembro-me bem da sua contagiante juventude, da sua euforia política e do seu aspecto de galante uomo, sempre rodeado de gente jovem e intelectualmente interessante. Foi pela mão dele que me filiei, em Outubro de 1974, no antigo PPD. Anos depois perdi todas as ilusões... A partidarite destruiu o espírito democrático. O tempo que então contava de forma tão premente já hoje não conta para nada. O Miguel Veiga, afinal, tem toda a razão...

Texto de
JBS

sábado, 27 de junho de 2009

A HUMANIDADE ESTÁ EM PERIGO


O FUTURO DA HUMANIDADE

A informação que nos chega através do órgãos de comunicação social, é qualquer coisa que nos indica que as coisas não vão bem no reino da Patagónia.. Efectivamente, quer seja em Portugal quer seja no estrangeiro, as relações sociais estão pelas ruas da amargura, ou seja, funcionam através da agressão, contrariamente à prática do diálogo que seria o desejável,

O pior é que pensamos que os acontecimentos do mundo de hoje são novidade, mas o que acontece, é que se trata de experiências repetidas, que os homens de outros tempos fizeram, estando nós a passar pelos mesmos caminhos que eles percorreram.

Partindo deste princípio, o futuro da Humanidade está em perigo. E isto é bastante visível no artigo de MST publicado no Expresso, com o título O FADO, que a seguir se comenta.

1 - MST - Não, nunca iremos tornar-nos um imenso Portugal. O nosso fado está traçado e, após oportunidades e mais oportunidades desperdiçadas, vamos ser apenas um Portugal dos pequeninos, um Portugal pequenino.

JBS- Está traçado se nós quisermos. Favor citar quais as oportunidades e explicar porque é que as deixou passar.

2 - MST -Vamos ser o Portugal onde os melhores já não querem governar porque não aguentam a eterna maledicência da rua. Onde o povo tanto lhe faz ser mal ou bem governado porque é sempre contra. Onde ninguém - pessoa, corporação, empresa, sindicato - deixa de achar sempre que tudo lhe é devido e nada lhe é exigível. Onde as grandes construtoras vivem quase todas de sacar ao Estado obras inúteis, porque de outro modo não sabem viver. Onde ninguém pensa a prazo porque há sempre uma eleição pelo meio que não se pode perder, mesmo que seja a feijões, como as europeias que acabamos de atravessar.

JBS – Mas quem são os melhores? O Victor Constâncio foi dos melhores alunos do seu curso e como profissional não está a corresponder e no plano financeiro está perto dos melhores. Maledicência de rua? Sim, mas terá de dizer porquê? Eu nunca vi tanta razão para a maledicência. Grandes construtoras a sacar ao Estado? Porque o Estado alinha com elas. Pensar a prazo ? Isso é continuar a sofrer

3 - MST - Portugal está a tornar-se um sufoco, um país sem saída e sem viabilidade à vista. De que iremos nós viver dentro de dez, vinte anos, já sem fundos europeus? Ninguém sabe, além da inevitável e estúpida resposta: do turismo. Lembro-me de ter feito esta mesmíssima pergunta a Cavaco Silva, era ele primeiro-ministro, há largos anos, e de ele ter olhado para mim como se a pergunta é que fosse estúpida. Lembro-me de um debate com José Pacheco Pereira em que ele defendia a política do betão e das auto-estradas de Cavaco, com o argumento de que sempre era melhor ficarmos dotados das infra-estruturas do progresso: estradas, hospitais, escolas. Hoje, José Sócrates, para mais pressionado pelo terror de um desemprego fora de controlo, acredita exactamente no mesmo, julgando, através da política obreirista, conseguir o três em um: sustentar as empresas portuguesas, criar emprego e dotar o país de modernas infra-estruturas. Na verdade, são três mentiras em um: as empresas portuguesas são parceiros menores de grandes consórcios internacionais, onde os espanhóis lideram quase sempre e a banca é que fica com a fatia de leão dos negócios que os contribuintes pagam; o emprego é aproveitado pelo submercado de trabalho dos brasileiros, africanos, romenos e moldavos, que, finda a empreitada, se vão embora; e temos modernos hospitais abandonados por falta de doentes, de médicos e de viabilidade, escolas encerradas porque não há alunos no interior, auto-estradas fabulosas e despovoadas como apenas vi no Novo México ou no Arizona.

JBS - Espanta-me que MST viva num país paupérrimo e tenha recursos para viajar tanto. Mas
adiante. MST não quer que Portugal explore o Turismo onde tem condições e é o que outros com menos condições que nós fazem. Do resto não discuto, por não ser fácil, mas exijo do MST mais clareza.

4 – MST - Seguramente que haverá, haveria, outro modelo de desenvolvimento que não consistisse em fazer obra inútil que escoa os recursos financeiros da nação e a endivida para gerações, ou destruir paulatinamente o litoral e a paisagem protegida para a vender à ilusão turística. Não temos agricultura, não temos pesca, não temos construção naval, não temos indústrias extractivas: não temos sector primário. E, quanto ao resto, e tirando algumas ilhas de excelência, servidas por profissionais que rapidamente querem é ir-se embora, o que temos? Vejam, por exemplo, a grande aposta na educação, a ladainha de todos os governos, desde que me lembro. Olhe-se, por exemplo, para o exame de Português do 12º ano, realizado na passada segunda-feira: os alunos radiantes com a facilidade obscena do teste. Todos, não é verdade: os bons alunos, os que estudaram, os que se prepararam lendo Camões, Pessoa, Saramago, os que aprenderam a ler, a escrever, a interpretar um texto, esses sentiram-se roubados e com toda a razão. Para efeitos de estatística e propaganda política, o Ministério da Educação serviu-lhes uma prova de exame que os nivelou com todos os medíocres. O exemplo que vem de cima.

JBS- Parece-me que aqui MST tem razão. Todavia, pergunto, o que é que MST fez para alterar o modelo existente. Se fez, foi pouco porque não se viu nada e MST tem um jornal à disposição. Mas não era MST que esteve contra os professores que lutaram pelas anormalidades que o ST também reconhece errados? Então e esteve contra os professores, porquê?

5 – MST - A mediocridade há-de sempre querer que o nivelamento se faça por baixo. Há-de sempre querer afastar critérios que assentem no mérito, no trabalho, no talento, na honestidade, nos valores. O que distingue um país com futuro de outro que o não tem é justamente o desfecho desse embate. Em Portugal premeia-se o absentismo e a rotina; desculpa-se a incompetência e aceita-se resignadamente a burocracia e o autoritarismo imbecil; perdoa-se a ausência de valores éticos a todos os níveis e trata-se socialmente por senhores os que nada mais são do que bandidos; condecora-se o triunfo empresarial por favor político; perdoam-se os impostos e os crimes fiscais aos grandes vigaristas, enquanto se persegue implacavelmente o pequeno e honesto devedor ou aqueles que mais impostos pagam e que não fogem ao fisco; arquivam-se os crimes que são difíceis de investigar e tortura-se a mãe da Joana, transformando os responsáveis em vedetas mediáticas; consente-se o indecoroso tráfico de influências entre o poder político e a advocacia de negócios e pretende-se calar o bastonário dos advogados que, à revelia dos bons costumes, denuncia o que todos sabem ser verdade

JBS- Há aqui muito de verdade. Mas ter conhecimento disto e não fazer nada é que não me parece crrecto.

6 – MST - A todos os níveis, instalámos uma cultura de irresponsabilidade, de desculpabilização, de normalização do que deveria ser intolerável. Só este exemplo, colhido da entrevista que o procurador-geral da República deu a este jornal, no sábado passado: diz Pinto Monteiro que acha, de facto, que a investigação do caso Freeport já durou de mais e já poderia estar acabada. Mas não está, nem ele é capaz de dizer quando estará - muito embora saiba que a continuação do processo sem desfecho poderá vir a ter uma influência séria nas eleições próximas. Então, o que faz o procurador? Dá um murro na mesa, exige aos magistrados do Ministério Público que cheguem finalmente a uma conclusão e marca-lhes um prazo para tal? Não, limita-se a encolher os ombros e continuar à espera. Porque, aparentemente, é assim que as coisas se fazem, em obediência ao sacramental princípio da total independência e irresponsabilidade dos magistrados do Ministério Público. Ditoso país este, em que é bem mais importante o estatuto dos magistrados do que a realização da justiça em tempo útil! E assim acabámos por chegar à situação escandalosa de, não havendo nunca culpados de coisa alguma, todos serem suspeitos de tudo.

E já ninguém se rala, ninguém liga, ninguém leva nada a sério. À força de já não esperarmos mudanças em alguma coisa de substancial, damo-nos por satisfeitos porque o Presidente da República deixa cair de vez em quando uns 'recados' cifrados aos políticos e um quarto do eleitorado dá-se ao trabalho de ir às urnas, de tempos a tempos, "mostrar um cartão amarelo" ao Governo. Há tempos, dizia-se que somos um país adiado. Hoje, acho que o mais certo é dizer que somos um país cancelado.

JBS – Tem razão MST. Vamos pegar nisto?


Colocado por
JBS

HOJE ...


A VIDA DE HOJE


Está complicada de uma maneira geral. Quer a nível pessoal quer a nível geral temos os tais dias em que a coisa não anda de vento a favor. São os dias dos lamentos, mas, à semelhança dos jogadores de futebol quando perdem os jogos , “Há que levantar a cabeça.”....

Fui ontem a um encontro de escritores onde me incluíram como tal e a coisa não deu certo. Comecei com muito gás mas depois atrapalhei-me todo e se não meti os pés pelas mãos, foi quase. Uma vez num Congresso de Contabilidade do Iscal no Estoril, revelei uma falta de calma excepcional e às tantas deixei cair a papelada toda. Estavam dois madeirenses na fila da frente a ouvir-me quando os papéis caíram. Virei-me para eles e disse-lhes: é pá, vocês deram cabo disto tudo... e toda a gente se riu e acabou-se a exposição.

Isto para dizer que a vida é isto ou mais ou menos isto, quer dizer, com estas ou outras coisas parecidas, havendo sempre uns dias que correm bem outros que correm mal. O almoço no Montenegro com o Di, este ano, também correu mal, o Rui e o Pai trataram mal o homem. No almoço do ano passado foi o Adão que disse que nos EUA se almoçava um cachorro e depois íamos trabalhar. È a vida de hoje.

Não sei como é que eu vim parar aqui porque eu queria er afalar de outras coisas

JBS

quarta-feira, 24 de junho de 2009

UM BOM ALUNO CHEGARÁ?


OPINIÃO

OS BONS ALUNOS

Victor Constâncio foi um bom aluno na Faculdade. Naquele tempo, finais de 50 de início de 60, apesar de o ensino não ser de qualidade excepcional, havia no Quelhas, o Dr. Jesus a Matemática, o Dr. Moura a Economia e mais um rol deles que davam garantias de saber. O aluno ficava com as bases fornecidas pela Escola e, a vir cá para fora, melhorava aqui os seus conhecimentos, numa de continuar a estudar, porque as coisas evoluem.

Constâncio tinha fama nas tertúlias académicas de se tratar de um homem capaz de conduzir qualquer barco, incluindo o Banco de Portugal, porque era um aluno aplicado e responsável. Nesta altura do campeonato é dos mais bem pagos do mundo com o mesmo desempenho. Bom, terá esse direito não terá, tenho essa dúvida porque aqui é Portugal, um País de poucos recursos e não os EUA. Todavia sempre arrisco que o salário de Constâncio deveria situar-se ao nível do País que somos e não acima dessa bitola, considerada normal, como parece que é.

Estaria tudo bem se da parte de Constâncio e da sua equipa, houvesse empenho visível no trabalho de controlo e fiscalização que está contido na lei e o Banco de Portugal deve executar em quaisquer circunstâncias. O que surge na imprensa de hoje não pode deixar o Presidente do C. A do Banco de Portugal satisfeito. O malparado ( empréstimos a empresas e a particulares não resgatados) atingiram o montante de 7,2 milhões de euros/dia e segundo dados oficiais os particulares deixaram de pagar 2,3 milhões de euros dia, sobretudo derivado da aquisição da casa.

Isto são dois pequenos aspectos que se me oferece registar, porque há mais informação negativa acerca da saúde do sector financeiro em Portugal. A minha perplexidade é. deparar-me com estes números que, para mim, são excessivamente altos e para a Administração do Banco parecer tudo normal.. Só que esta situação de não pagamento dos compromissos assumidos pelas empresas e particulares podem trazer problema à saúde financeira do País.

E por uma questão ética o Presidente deveria baixar o salário porque ao que parece não está a justificá-lo.

Mesmo sendo dos bons alunos da Faculdade de Economia ao Quelhas.

JOÃO BRITO SOUSA

terça-feira, 23 de junho de 2009

O PROBLEMA DO IRÃO


O PROBLEMA DO IRÃO

TEERÃO - Cerca de mil manifestantes opositores voltaram às ruas no centro de Teerão nesta segunda-feira, 22, segundo testemunhas, apesar as ameaças da Guarda Revolucionária do Irão de reprimir qualquer manifestação contra o resultado da eleição.

Membros da polícia antiprotestos e a milícia Basij, força paramilitar ligada ao regime, dissiparam o protesto com tiros disparados para o alto e bombas de gás lacrimogêneo na praça Haft-e-Tir. Segundo a CNN, pelo menos oito pessoas foram presas.

O órgão que supervisiona as eleições no Irã, o Conselho dos Guardiões, reconheceu nesta segunda-feira, 22, que houve irregularidades em mais de 50 zonas eleitorais nas eleições presidenciais do último dia 12. O Conselho declarou que o número de votos contados em 50 cidades ultrapassou o de eleitores registrados, mas acrescentou que isso não iria afectar o resultado geral da eleição, vencida pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad.


É a primeira vez que um órgão do governo de Teerã admite a possibilidade fraude na votação, denunciada pela oposição. Oficialmente, o presidente Mahmoud Ahmadinejad teve 63% dos votos e o candidato da oposição Mir Hussein Mousavi, 34%.

Também nesta segunda-feira, o Ministério do Exterior iraniano acusou países ocidentais de inflamar os protestos contra o resultado das eleições, espalhando "vandalismo e anarquia".


Teerão amanheceu quieta, mas tensa, nesta segunda-feira, com segurança reforçada nas ruas para evitar novos protestos como os vistos na semana passada. O candidato presidencial derrotado, Mir Hussein Mousavi, afirma que houve fraude a favor do actual presidente Mahmoud Ahmadinejad, e exige a convocação de uma nova eleição. Mousavi pediu aos seus simpatizantes que continuem os protestos, mas sem colocar suas vidas em risco. "Protestar contra mentiras e fraude é seu direito. Em seus protestos, continuem a demonstrar calma".

Pelo menos dez pessoas teriam sido mortas em choques entre forças de segurança e manifestantes, durante os protestos de sábado. Outras 457 teriam sido presas por conta da violência, de acordo com a rádio estatal iraniana. A violência se seguiu a um alerta do líder supremo do Irã na sexta-feira, Aiatolá Ali Khamenei, que afirmou que novos protestos contra os resultados da eleição não serão tolerados.

Falando em uma conferência de imprensa nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério do Exterior Hassan Qashqavi acusou os governos ocidentais de apoiar abertamente os violentos protestos, com o objectivo de minar a estabilidade da República Islâmica do Irão.
Segundo o porta-voz, o Ocidente está agindo de maneira "antidemocrática", em vez de elogiar o compromisso do Irão com a democracia. Ele ainda voltou a lembrar que o resultado da eleição não será anulado. Nos últimos dias, o Irão vem criticando fortemente os governos americano e britânico, e Qashqavi citou nominalmente a BBC e a rede Voz da América, qualificadas por ele como "canais do governo".

Desde a semana passada, a BBC e outras empresas estrangeiras de mídia vêm reportando do Irão sob severas restrições. No domingo, o governo pediu ao correspondente permanente da BBC em Teerã, Jon Leyne, que deixe o país. "Eles (a BBC e a Voz da América) são porta-vozes da diplomacia pública de seus governos", disse Qashqavi. "Eles têm duas orientações em relação ao Irão: primeiro, intensificar divisões éticas e raciais dentro do Irão e, segundo, desintegrar os territórios iranianos." "Qualquer contacto com algum desses canais, sob qualquer pretexto ou qualquer forma, significa contactar o inimigo da nação iraniana."

De acordo com analistas, as declarações de Mousavi e os protestos nas ruas são o maior desafio já enfrentado pelo Estado em seus 30 anos de existência como república islâmica. No domingo, milhares de agentes de segurança patrulhavam as ruas, mas não houve protestos


colocado por

JBS

segunda-feira, 22 de junho de 2009

GRANDE BENFICA


INFELIZMENTE O FUTEBOL É QUE DOMINA

Lucho Gonzalez atleta do FCPorto diz na primeira página do jogo que se fosse hoje tinha-se deixado cair na grande área do Benfica. É espantoso que neste País ninguém dá um passo ser falar do Benfica. Grandes e pequenos industriais, homens de negócios, intelectuais, bloguistas, jornalistas e todas as outras profissões falam do Benfica, mal ou bem mas isso não interessa, o que é preciso é que falem.

2 - ÉTICA E AMBIÇÃO

Os habitantes do Globo Terrestre parece que ainda não perceberam o verdadeiro significado das palavras acima. Ou então trocaram-lhe o sentido e o verdadeiro significado. Pensam talvez que ética é desrespeitar as normas de convivência social e que ambição é fazer ameaças. É isto que concluo ao ler a imprensa de hoje, de ontem e de todos os dias.

Incluo nos habitantes citados acima, pessoas com responsabilidades sociais, por ocuparem posições de destaque, a quem se lhes devia exigir um comportamento de maior respeito, a começar por si próprio. A coisa, em minha opinião começa aqui.. Se não, vejamos:

MST na sua nortada no jornal “A BOLA” apelida de golpada, parece-me, a atitude de LFV de antecipar as eleições, num puro acto administrativo interno e em minha opinião normal. É claro que há um objectivo a atingir, que poderá tornar, para outros, o acto mais ou menos lícito. Mas o que não se percebe (ou melhor, percebe-se muito bem) é o propósito de MST que vem de lá e lá vai disto: LFV deu a golpada.

Acho que MST não se respeitou a si próprio, porque não deu, com a sua atitude, qualquer contributo para uma sociedade melhor, antes pelo contrário, acusou unilateralmente, omitindo casos ocorridos no seu clube de eleição, esses sim, suficientes para colocar fortes dúvidas da sua presença nas competições em que está inserido, pelo carácter antidemocrático que revelam..

A propósito disto, refira-se que o senhor Victor Serpa, director do jornal “A BOLA”, vem hoje no jornal dizendo que no mesmo se pratica a pluralidade de opiniões. Não é assim com MST, cujas opiniões são sempre favoráveis ao FCPorto e sempre contra o SLBenfica. Esta pluralidade não enobrece o jornal que não quer tomar posição remetendo para os leitores as conclusões. Não concordo. Acho que deveria pronunciar-se.

José Eduardo Moniz, perdeu o seu tempo para vir dizer à TV que não queria concorrer às eleições do SLBenfica. Mas qual é a ideia? Não quer concorrer não precisará de vir dizer nada. Foi ameaçado e eu concluo que alguma razão haverá, apesar de eu entender que JEM deveria ter ficado no seu canto. E é verdade que não pagou quotas durante 31 anos? E quer ir a Presidente com este currícullum?

Estará o mundo equivocado? Estamos perante dois casos que não trouxeram benefícios alguns à Humanidade e que ainda por cima geraram conflitos, tendo por base uma actividade falseada, chamada futebol.. Em minha opinião o futebol apenas sobrevive, derivado de os resultados serem muitas vezes forjados, beneficiando uns e prejudicando outros com mais ou menos nitidez, trazendo essa discussão para a praça pública durante os oito dias seguintes, até haver novos jogos e novas injustiças. Recordemos Calabote como dizem MST e Tavares Telles..

Mas não é só de futebol que vive o homem. Por isso acrescentarei, via Estado de S. Paulo, que o “ex primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, consertou o telhado de sua segunda casa com dinheiro do contribuinte apenas dois dias antes de deixar o cargo, em junho de 2007, segundo a lista sobre despesas dos deputados publicada pelo próprio Parlamento.

Embora o ex-líder trabalhista não tenha violado estritamente a normas da Câmara dos Comuns ao apresentar uma factura de 7 mil libras (8.260 euros) por esse trabalho, o jornal "Financial Times" questiona em sua edição desta sexta-feira, 19/06, se será legítimo, o contribuinte custear a manutenção da casa de um chefe de Governo que está a ponto de deixar o poder.

Essa é uma das revelações da lista de despesas dos 646 membros da Câmara dos Comuns publicada na quinta-feira pelo Parlamento e criticada por toda a imprensa.

E o Clube Bilderberg, conhecem?

Mas será que estes cavalheiros não saberão distinguir ética de ambição?

João Brito Sousa

domingo, 21 de junho de 2009

DOIS MESES DEPOIS


NÃO CONSEGUI


Ainda tinha esperança que as pessoas fossem responsáveis e se respeitassem a si próprias. Mas vejo coisas por aí deveras decepcionantes.


Pessoas com responsabilidades na vida, ocupando cargos de relevo e a contribirem para a pior propaganda do ser humano.


O bom senso desapareceu mas eu não deixo de estar contra.


Sempre que posso estarei lá.


Vamos ver...


Um abraço para os que me acompanharem.


Texto de
JBS

sexta-feira, 10 de abril de 2009

BOA PÁSCOA


BOA PÁSCOA PARA TODOS.



SÃO OS VOTOS DO
JOÃO BRITO SOUSA

AMEAÇA DE PORRADA

OPINIÃO

NO BLOGUE DE antónioboronha@blogspot.com

retirei este texto da autoria de patto, que ocasionalmente, verifiquei hoje na net se identifica com o jornalista antónio tavares telles.


Caro joão brito sousa, não vou perder muito tempo consigo, apenas lhe digo que no Porto, há
muita gente com vontade de lhe encostar a mão, pelo simples motivo de o sr lhes ter dado cabo da vida cumprimentos, e...

Um cavalheiro que assina por patto, no blogue de António Boronha, deixou-me a mensagem acima.

Vamos lá desatar isto.

1 - Não vou perder muito tempo consigo.

IRRELEVANTE.

2 - Apenas lhe digo que aqui no Porto há muita gente com vontade de lhe encostar a mão.

Bom, só pode ser por causa do futebol. De facto eu tenho emitido opiniões nada favoráveis ao FCPorto como o MST, Manuel Serrão, o Júlio Magalhães, o Álvaro Magalhães e outros têm emitido contra o Benfica. Então estes podem emitir opinião e eu não?

3 - Por você lhes dar cabo da vida ...

R: Eu ?...

texto de
JBS

quarta-feira, 8 de abril de 2009

À VOSSA CONSIDERAÇÃO


NOTAS DIVERSAS. OPINIÃO



1 - O QUE NÃO SE PODE DIZER NO BLOG DO ANTÓNIO BORONHA

A opinião em Portugal deveria ser livre mas não é, porque as pessoas relacionam-se ainda na base do insulto. É o que está a acontecer no espaço na internet do António Boronha.

2 - OS JORNALISTAS EM PORTUGAL

Os jornalistas desportivos em Portugal, andam a bater forte no Benfica, mas duma maneira que, a mim, não me parece ser a mais indicada, nem a mais profissional, independentemente de eu ser muito benfiquista.

Penso que um jornalista que se preze deve respeitar-se a si próprio e sobretudo àqueles que critica

Mas não é isso que acontece. Qualquer um dos ditos jornalistas, arreia a gija à sua maneira e lá vai disto. Refiro-me a todos os jornalistas do Correio da Manhã, que mais me parecem ser pagos para dizerem tanto disparate. Parecem-me pessoas carregadas de ódio sem respeito algum por si próprio. Mas se são felizes que continuem que a sua incompetência nunca me afectará.

3 – MST

Miguel Sousa Tavares é o expoente máximo do mau jornalista desportivo que se vem fazendo em Portugal. Na sua crónica de hoje no jornal A BOLA, MST, atira-se a toda a gente e enaltece o senhor Pinto da Costa, como o grande líder, o homem da verdade absoluta, o homem impoluto, o homem incólume e por aí fora.

Ora, na minha opinião, Pinto da Costa é uma pessoa que não tem o mínimo de credibilidade para ocupar qualquer cargo de responsabilidade em Portugal, por carência de valores.

4 – MANCHESTER /FCPORTO

Não foi um jogo bem jogado. Foi talvez um grande jogo em termos tácticos e de cada um querer vencer como é lógico. Houve muitos passes errados e penso que o FCPorto teve mais oportunidades.

A táctica do Porto foi colocar uma linha defensiva de seis sete homens a defender e sair em contra ataque onde criou muitas situações de perigo junto da baliza adversária.

O resultado é justo.

JBS

segunda-feira, 6 de abril de 2009

FUTEBOL; O RESCALDO DA JORNADA


OPINIÃO


"O BENFICA GANHOU COM DOIS PENALTYS E ZERO DE FUTEBOL; EXIBIÇÃO MISERÁVEL" é o título de capa do jornal A BOLA, em relação ao jogo do AMADORA/BENFICA.



Penso que o Director do Jornal saberá disto, que foram estas palavras que apareceram na capa do jornal. É que às vezes poderia pensar-se que o senhor Director desconhecessse que o jornal que dirige publicasse tais palavras.


Por isso é ao senhor Director do Jornal "A BOLA" que me dirijo.


Exmo Senhor,


Vi e li as palavras que o senhor autorizou que se publicassem no seu jornal acerca do jogo AMADORA /BENFICA, não lendo todavia a notícia no interior do jornal.


Face a isso ocorre-me perguntar-lhe?


1 - É crime ganhar um jogo de futebol com dois penaltys?


2 -Zero de futebol porquê?


3 - Naquele jogo o que é que era importante?


4 - Exibições miseráveis podem ganhar jogos?


5 - Qual é o objectivo de colcocar no seu jornal "APRENDAM COM O PORTO"


6 - Aprender com o Porto o quê?


7- Porque razão esse aparente favoritismo ao FCPorto?


8 - O Benfica, como outros está a atravessar uma fase difícil que o senhor parece não respeitar.

Porquê?


9 - Será que o senhor saberá o significado da palavra respeito?


10 - Que respeito e consideração o jornal que V. Exª dirige mostrou pela instituição SLBENFICA e pelos seus simpatizanes e associados ao colocar tal título de capa.


11 - A mim parece-me que foi zero consideração e zero respeito.


12 - Que é o que me parece valer o seu jornal: ZERO.



Texto de

João Brito Sousa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A ARTE E A CIÊNCIA


A ARTE E A CIÊNCIA

Serão duas áreas que se completam, que se agridem ou que estão de acordo? O filósofo C.P. Snow publicou em 1959 a obra “As duas Culturas” tendo inaugurado o debate sobre o distanciamento progressivo entre as ciências naturais e as chamadas humanidades.
C.P.Snow sugere que essa divisão vem provocando um empobrecimento da visão dos intelectuais contemporâneos, tornando-os ignorantes ou nas ciências naturais ou na cultura humanisticas.

Na segunda parte do livro, “Uma segunda Leitura”, escrita quatro anos depois, o autor estende a sua crítica à divisão do mundo em sociedades hegemónicas e periféricas e às perversas consequências desse processo.

Snow também admite o surgimento de uma "terceira cultura" e reconhece que a divisão entre as humanidades e as ciências naturais pode ganhar ouros contornos em diferentes sociedades.
Por enquanto a terceira cultura não passa ainda de um movimento cultural e refere-se a cientistas que comunicam directamente com um público genérico e que traduzem as suas verdades para as massas, o que se reveste de progresso importante e necessário.
É que muitos dos cientistas que compõem a terceira cultura actual, contribuíram muito para que o público compreenda a vanguarda científica ….

(Continua)


JBS

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O MEU DISCURSO



HOJE


É um dia importante para mim, acreditem
Por ter chegado aqui, a este lugar, a esta sala
Para vos falar do meu livro e da mensagem
Que resulta da minha alma quando fala…


O que digo nela é com sentimento e amor
É com verdade, com querer e muito carinho
Falo da amizade, da saudade e também da dor
Sentida nas dificuldades que tive no caminho…


Que iniciei há tanto tempo e está quase no fim
Apesar de sentir ainda juventude dentro de mim
E enorme vontade de escrever todos os dias…


Aprendi que ser escritor é dar um pouco de si
É tornar os outros melhores do que foram até aqui
È estar com eles nos desgostos e nas alegrias


E é com este poema, melhor, com este soneto, que quero começar por dizer alguma coisa sobre o livro que escrevi e que se encontra à venda no local…

Talvez seja um pouco melhor ou pior do que aqueles que escrevi nas aulas práticas do Magistério, com o Bartílio e com o Luís Isidoro….

A razão de eu estar aqui, neste momento e nesta sala, agora, tem um pouco a ver com este soneto. Se eu pedir a opinião sobre ele aos poetas que estão aqui na sala, dir-me-ão, hum … e eu concordo porque em poesia, disseram-me isso muitas vezes….

Contrariamente, na prosa, disseram-me que sim, tens jeito. Foi até uma editora de Lisboa que me mandou um mail a convidar-me a trabalhar para eles. E eu apresentei este trabalho a umas dez editoras, a amigos e as pessoas disseram-me que tinham gostado… por isso estou aqui …

E entrei nesta de vos apresentar o livro que será o que Deus quiser….

Gostava de deixar a minha opinião sobre o que é ser escritor, que no meu entender tem a missão de tornar melhor quem o lê, como disse Vergílio Ferreira.
Texto de
João Brito Sousa

terça-feira, 31 de março de 2009

OPINIÃO. COMENTANDO MST



OPINIÃO

AZEITE À TONA
Por MST


1- O Ricardo Araújo Pereira, desenterrando um texto meu de Agosto, ao que parece, acha que chegou a altura de se dar credibilidade a Ana Salgado - a irmã da dita cuja e que, interrogada à pressa e madrugada adentro pelo Ministério Público (MP), assinou uma declaração onde desdisse tudo o que andou a dizer nos últimos dois anos e que, jura agora, só disse por estar paga por Pinto da Costa. Pois não me atreveria a dar conselhos sobre humor ao Ricardo (embora, e aproveitando, não resista a dizer-lhe que me parece que o humor dos Gatos anda um bocado por baixo, a começar por aqueles insuportavelmente desengraçados anúncios ao MEO...). Não sei o que perceberá o Ricardo de Direito e julgamentos, mas, se me permite citar a minha experiência de doze anos de advocacia, com muito crime pelo meio, garanto-lhe que nunca vi nem ouvi contar um caso em que o MP, a meio de um julgamento, se tenha apoderado de uma testemunha de defesa e passado a usá-la contra a própria defesa. E que, para tal, um ilustre magistrado se tenha dado ao incómodo de se deslocar de urgência de Lisboa ao norte, para registar por escrito declarações da dita testemunha, madrugada fora, e enviá-las à pressa e por fax para o tribunal.

COMENTÁRIO – È um assunto técnico que não dá muita hipótese de se saber onde está a verdade. Mas como as coisas se têm passado, acredito na Ana.


2- Eu reconheço que qualquer das duas irmãs do «clã Salgado» (para usar a expressão constante do inesquecível «livro»), são, digamos, donas de uma verdade muito flutuante: ora estão com este, ora com o outro; ora juram por isto, ora pelo seu contrário. Mas isso é problema do MP, que quis desencadear toda esta bernarda do Apito com base em testemunhas desta envergadura. Mas a questão não é essa: a questão é - como eu disse e o Ricardo fez o favor de me recordar - saber porque razão uma testemunha que o MP considerou simples difamadora durante dois anos, passa, afinal, a testemunha decisiva e de última hora, assim que se consegue que inverta a sua verdade, até então ignorada. E porque razão alguém, que vem confessar que andou a mentir durante dois anos porque estava paga para tal, de repente já merece ser acreditada, sem qualquer hesitação. Pergunto eu: e não terá (também ou antes) sido aliciada agora, no decurso desse, imagina-se, dramático interrogatório nocturno em que, tal como S. Paulo na estrada de Damasco, de repente viu a verdade ali diante dos olhos?

COMENTÁRIO- igual ao anterior.
Quinta-feira passada, dia seguinte à qualificação do F.C.Porto para os quartos da Champions (não sei se sabe o que isso é, Ricardo?), eis a notícia ao alto da primeira página do Correio da Manhã: «Pinto da Costa suspeito de subornar testemunha». Mais abaixo, outro título de desporto: «Ronaldo elimina Mourinho». E ainda mais abaixo e em letra mais pequena, enfim: «FC Porto passa aos quartos». Ai o cotovelo, como dói! E, todavia, dois dias antes, no mesmo tribunal de Gaia que julga Pinto da Costa, uma outra testemunha, que se identificou como ex-namorado de Carolina Salgado, veio e contou que um dia, quando estava a almoçar com ela em Lisboa, apareceu o presidente do Benfica, que se sentou e perguntou à senhora: «Então, o que me trazes e quanto queres por isso?» É verdade que Luís Filipe Viera já desmentiu isto e eu tenho esta velha mania de só acreditar em acusações depois de provadas no local adequado. Mas pergunto: se Pinto da Costa é suspeito de subornar uma testemunha porque ela disse tal a um magistrado do MP que a interrogou a sós e noite fora, porque não é suspeito do mesmo Filipe Vieira, quando uma outra testemunha o diz perante um tribunal, sob juramento e sujeita a contra-interrogatório?
(Está a ver, Ricardo: é por fazer perguntas destas, assim tão idiotas, que os benfiquistas se irritam tanto que eu escreva aqui...)

COMENTÁRIO – O BENFICA chegou muito antes do Porto a essa coisa que o MST chama de os quartos da Champions, por isso a pergunta de MST não tem pés nem cabeça e não tem dignidade alguma, como não tem quase todo o conteúdo das suas crónicas. Com estas indignidades levam-me a pensar que MST é pago para dizer inverdades, pelo menos é essa a minha opinião.

Sim, acho que deve doer o cotovelo ao MST por tudo mas sobretudo por aquilo que disse Platini.

Querer desconsiderar LFV porque alguém disse isto e mais aquilo e desconfiar do MP parece-me é grave. Porque o que MST pretende é culpar quem joga limpo e…. não é MST?...
4 - Esta semana, o azeite veio mesmo à tona e no fundo mergulharam todas as verdades flutuantes. O Sporting (que teve um grupo feliz de qualificação na Champions), mostrou, de forma transparente, até que ponto a sua dimensão futebolística está a milhas de uns oitavos-de-final da Champions: 25 golos sofridos esta época em cinco encontros com grandes da Europa, não deixam margem para duvidar que o que aconteceu contra o Bayern não foram dois acidentes de percurso, mas sim o reflexo de um espelho que não mente. Só vi o jogo até ao primeiro golo e logo mudei para o Liverpool-Real Madrid, porque cheirou-me a humilhação e não quis vê-la. De nada serviu a lição, porém: quatro dias depois, business as usual, lá estava a SAD do Sporting a fazer mais um comunicado contra uma arbitragem...

COMENTÁRIO- Não tenho nenhum comentário a fazer
Quanto à repousada equipa do Benfica, pejada de anunciadas estrelas (o Di María é um suposto Maradona, o Pablo Aimar, que a mim me parece um banal Roger, é alcunhado de el Mago, e por aí fora...), depois de tantas vitórias à tangente, «tem-te não caias», foi à Figueira, apanhou-se a ganhar aos dois minutos sem saber como e logo recuou toda para defesa, de onde não saiu mais de uma hora a fio, só sendo salva por um livre, dos vários inventados pelo árbitro preferido do presidente do Benfica. E este sábado, lá se dispôs a repetir a fórmula contra um Guimarães que a experiência ensinava ser um adversário amigo e inofensivo - como de facto foi, excepto na única vez em que se decidiu a tentar um golo, por distracção. Enfim, desta vez correu mal e, como disse Quique Flores, «é um milagre que (este) Benfica ainda seja candidato ao título». Li algures que os titulares que tanto se esforçaram contra o Guimarães, coitados, tiveram folga no domingo e folga na segunda. E querem ganhar o quê - o julgamento de Gaia?

COMENTÁRIO – O que se me oferece dizer é que MST merece plenamente que os professores aconselhem os seus alunos a não lhe comprarem livro nenhum, porque em minha opinião MST é um jornalista que não respeita nada nem ninguém. A sua grande paixão é ofender a Instituição Benfica. Não faça isso MST. Respeite-se a si próprio porque o senhor não tem honradez suficiente para atacar o Benfica. Mas eu vou ajudá-lo com dois títulos à sua escolha. 1 – Quem foi Adriano Pinto? 2 – Quem foi Pedroto ? Escolha … mas não deturpe nada, ok.
Enquanto isso, o F.C.Porto ganhou tranquilo e autoritário contra o Leixões. Tão tranquilo e tão autoritário que as vozes do costume logo trataram de levantar suspeitas: dois jogadores do Leixões teriam sido aliciados ou estariam já contratados pelo F.C.Porto. Nada suspeita, claro, fora a derrota, no jogo anterior na Luz, graças a um auto-golo, ou a derrota posterior por 0-4 em Paços de Ferreira. É assim, com esta impune leviandade, que os anti-portistas acham que conseguem explicar aos tolos que aquilo que entra pelos olhos adentro de todos não é verdade. Mas na quarta-feira seguinte, num jogo de risco intenso e de exigência máxima, o F.C.Porto eliminou o Atlético Madrid (vindo de humilhar o Barcelona e o Real) e só não ganhou porque, nos dois jogos da eliminatória, a sorte não quis nada com o FC Porto. E ei-lo assim na restrita colheita das oito melhores equipas da Europa - onde, por exemplo, não há nenhuma equipa russa, holandesa, francesa ou italiana.

COMENTÁRIO – Quanto à primeira parte do texto já não me lembro do que se passou mas cheira-me que houve cegada. MST, aconselho-o a ser educado não se ofenda a si próprio porque o senhor teve berço.

Quanto à segunda parte parte do texto, Platini tem ou não tem razão ?
E quando todos os imaginavam exaustos e sem poder ofensivo, devido à ausência de Hulk, o F.C.Porto arrancou uma primeira parte de campeão, quatro dias depois, contra a Naval, só não acabando o jogo em goleada porque um senhor chamado Cosme achou que o momento aconselhava fazer vista grossa a três penalties contra a Naval, o primeiro dos quais, simplesmente chocante. (Ainda pensei que fosse eu que estava a ver a coisa deformada e, por isso, fui consultar o painel dos três ex-árbitros de O Jogo, e, coisa rara, os três coincidiam nos três lances: todos tinham sido penalty, o guarda-redes ficara por expulsar no primeiro e o Lisandro levara um cartão amarelo, que o afasta do próximo jogo, por supostamente ter simulado um penalty, que existiu mesmo. Auguro um grande futuro na arbitragem a este senhor Cosme, que eu não conhecia. É claro que nada disto entrará para o registo dos erros de arbitragem, tão dissecados quando prejudicam outros. É como na jornada anterior, quando todos concluíram que não tinha tido «casos»: apenas um pequeno «caso», que valeu dois pontos a mais ao Benfica...

COMENTÁRIO – MST, falta-lhe memória, sabedoria e honradez para falar de futebol. E cultura desportiva. E muita educação também, parece-me. Diga-me uma coisa: Não o choca uma instituição de futebol em eleições para um órgão interno, apresentar duas listas a concurso com quatro elementos iguais em cada uma das listas. MST, olhos nos olhos, SIM ou NÃO.
Caso, caso, é o Helton. Há dois anos, já, que aqui escrevi o que pensava dele: um bom guarda-redes para uma equipa como o Leiria, um guarda-redes insustentável para uma equipa com as ambições do F.C.Porto. Parece que agora, finalmente, todos começam a ver o óbvio. E o óbvio nem são os erros clamorosos e os golos oferecidos nos jogos de maior responsabilidade. É, por exemplo, isto: constatar que nos dois últimos jogos do campeonato, as duas únicas oportunidades de golo do Leixões e a única da Naval foram criadas pelo Helton, permitindo cabeceamentos frontais à baliza dentro da pequena área, sem nenhuma reacção. É triste, mas é assim, e o Bruno Alves parece que não fica lá para sempre.

COMENTÁRIO – O seu texto é um exemplo flagrante da sal falta de preparação e de isenção para falar de futebol. Na literatura e em artigos políticos de longo alcance tudo bem. Na análise desportiva comporta-se como um mau analista.. Não se pode ser bom em tudo … não é MST ?


Comentários de
João Brito Sousa

segunda-feira, 30 de março de 2009

OBAMA FALOU ...



OBAMA FALOU…

O Presidente da GM, Rick Wagoner, perante as afirmações de OBAMA renunciou ao cargo

O presidente executivo e do Conselho de Administração da General Motors (GM), Rick Wagoner, deixará o cargo. A informação, não confirmada pela companhia, foi ontem inicialmente divulgada pela Associated Press e depois pelos sites dos principais jornais americanos. A saída de Wagoner coincide com o anúncio, previsto para hoje, de novo plano de ajuda do governo dos Estados Unidos à indústria automobilística.

Um porta-voz da Casa Branca, que não quis ser identificado, disse que a renúncia foi uma imposição do governo Obama para liberar mais dinheiro, confirmando reportagem do Wall Street Journal. "(Barack) Obama e outras autoridades disseram que vão exigir uma reestruturação mais profunda na GM e na Chrysler antes de anunciar mais empréstimos governamentais", afirmou o jornal.

Durante o dia, em uma entrevista à rede de TV CBS, Obama já havia indicado estar descontente com o andamento das negociações com o sector. "Elas (as empresas) ainda não estão prontas (para receber a ajuda)", afirmou.

A GM e a Chrysler, que empregam cerca de 140 mil pessoas nos Estados Unidos, já receberam juntas, na gestão do presidente George W. Bush, em dezembro de 2008, US$ 17,4 bilhões em empréstimos para sobreviver à crise económica e ao pior declínio nas vendas de automóveis em 27 anos. A GM que recebeu um alento de US 13,4 bilhões busca agora mais US$ 16,6 bilhões, do governo de Obama, enquanto a Chrysler quer outros US$ 5 bilhões.

Desde 2005, a GM acumula prejuízo de US$ 82 bilhões. Só em 2007, a montadora amargou perdas de US$ 43,3 bilhões. Em 2008, foram mais US$ 30,9 bilhões no vermelho. Esses foram os dois maiores prejuízos da história da empresa. O governo americano condiciona o novo resgate a "medidas drásticas e dolorosas", como classificou Obama. A GM propôs o fechamento de cinco fábricas nos EUA e o corte de 47 mil funcionários. Este mês, a companhia anunciou a adesão de 7,5 mil funcionários a seu plano de demissões voluntárias. A maioria deixará a empresa até o dia 1º de abril.

Membros da força-tarefa montada pelo governo para discutir o problema têm dito que a falência ainda poderia ser uma opção para a GM e a Chrysler, caso sua direcção, trabalhadores, credores e accionistas não assumam sacrifícios. Sexta-feira, Wagoner havia se encontrado com membros da força-tarefa. O presidente executivo da Chrysler, Robert Nardelli, se reuniu com o grupo no início da semana.O plano da equipe de Obama pretende acelerar os esforços de ajuste. Ambas estão tentando reduzir a dívida em dois terços e convencer o sindicato de trabalhadores da categoria (UAW, na sigla em inglês) a aceitar acções em troca de metade dos pagamentos. O acordo também pede um corte nos salários dos executivos e nos custos trabalhistas, em razão da concorrência com as montadoras japonesas que têm filiais nos EUA.

COMENTÁRIO

140 mil pessoas, mesmo nos USA é muita gente que terão de ser consideradas. Se já receberam ajudas de 17, 4 + 13, 4 + 16, 6 mais 5 para A Chrysler e ficou tudo na mesma até parecem gestores portugueses.

Não há comentários a fazer.

João Brito Sousa

domingo, 29 de março de 2009

CONVERSANDO


"Eu amo a vida, eis a minha verdadeira fraqueza. Amo - a tanto que não tenho nenhuma imaginação para o que não for vida..."


ALBERT CAMUS, o cientista das palavras.


BIOGRAFIA

Albert Camus foi um escritor e filósofo nascido na Argélia. Na sua terra natal viveu sob o signo da fome e miséria, elementos que, aliados ao sol, formam alguns dos pilares que orientaram o desenvolvimento do pensamento do escritor.
Filho de um francês e de uma espanhola, cedo Camus já conhece o gosto amargo da morte. Seu pai morreu em 1914 na batalha do MARNE durante PRIMEIRA guerra MUNDIAL. Sua mãe então foi obrigada a mudar para a cidade de Argel, para a casa de sua avó materna, no famoso bairro operário de Belcourt onde, anos mais tarde, durante a guerra de descolonização da Argélia houve um massacre de árabes.

MEU COMENTÁRIO.

Albert Camus é uma referência da literatura mundial e tem lugar cativo no blog ABSORTO. O Eduardo Graça faz de Camus a sua bandeira.
Texto de
João Brito Sousa

sábado, 28 de março de 2009

COMENTANDO MST


AS MÁS COMPANHIAS (10. 03. 2009)
por MST


1 - Aquilo que passará à história sob o nome de Apito Dourado foi uma operação sabiamente planeada e montada, visando um objectivo principal: quebrar os rins ao F.C.Porto, pôr um ponto final na sua hegemonia futebolística longamente exercida. Não o conseguindo no terreno de jogo, tentou-se então consegui-lo fora de campo, no terreno da justiça. O Apito Dourado, à revelia de tudo o que o senso comum e a simples boa-fé sabiam, pretendeu e pretende ainda demonstrar que, como dizia há dias o presidente do Benfica, esta longa sequência de sucessos desportivos do F.C.Porto se deve a «batota» e nada mais. Incluindo os dois títulos de campeão europeu e os dois títulos de campeão mundial de clubes.

COMENTÁRIO

Claro que não estou de acordo com o cronista e estou mais de acordo com o presidente do Benfica. Aquilo que passará à historia sob o nome de Apito Dourado é que foi um processo julgado pelos tribunais do norte do país sem a profundidade desejada, quando estava a tudo tão claro nas escutas telefónicas que foram considerados justificativos não elegíveis, ilibando os responsáveis de que uma mais que merecida condenação.

2 - Por isso mesmo, desde o início, o Apito Dourado teve apenas dois alvos declarados: o presidente do F.C. Porto e o presidente da Liga, Valentim Loureiro. O objectivo único era provar que, com o apoio do segundo, o primeiro construíra um sistema de corrupção e tráfico de influências, que era a única justificação para o domínio desportivo exercido - apenas isso, nem sequer a gritante incompetência da gestão desportiva dos rivais. À época, curiosamente, Valentim estava de costas voltadas com Pinto da Costa, tendo-se associado com o presidente do Benfica para dominar a Liga - que Luís Filipe Vieira afirmou ser mais importante do que ter uma boa equipe de futebol. Mas pouco importou: para atingir Pinto da Costa e demonstrar o seu poder «mafioso» era essencial demonstrar que ele dominava a Liga, mesmo que tal não fosse verdade. E uma das coisas eticamente mais eloquentes neste processo foi a forma como Filipe Viera deixou cair e abandonou o seu aliado Valentim Loureiro, assim que percebeu que ele era mais útil no papel ficcionado de cúmplice de Pinto da Costa.

COMENTÁRIO

Concordo com o objectivo pretendido com o Apito Dourado que, na minha opinião foi totalmente conseguido, indicando claramente de que forma o beneficiário venceu o rol de competições em que se encontrou envolvido.. Quanto à chamada gritante incompetência de gestão desportiva dos rivais teve sempre mais honradez que o chamado beneficiário do Apito Dourado.

3 - A primeira consequência do Apito Dourado foi, assim, a execução de Valentim Loureiro: ele foi condenado por tráfico de influências em benefício do Gondomar, num processo que aos seus mentores deixou a amarga sensação de estarem apenas a perseguir a arraia miúda como forma de tentar chegar ao «peixe graúdo». E o Boavista viria a comer por tabela, sendo relegado pela Comissão Disciplinar da Liga para a segunda divisão - num caminho inelutável rumo ao desaparecimento, sem que ninguém consiga dizer ao certo porque foi um dos históricos do futebol português condenado à morte.

COMENTÁRIO

E penso que toda a gente sabe porque é que o Boavista foi relegado rumo ao desaparecimento, pelo menos muita gente sabe.
4- Quanto a Pinto da Costa e ao F.C.Porto - o verdadeiro e único alvo do Apito Dourado - a situação não se afigura brilhante para os seus mentores, mas ainda restam algumas esperanças. Recordemos: houve três processos, correspondentes a outros tantos jogos da época 2004/05, em que se ancoraram as acusações: o primeiro, relativo a um Nacional-Benfica, acabou com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Funchal, em que o juiz chegou a escrever que não se entendia como é que o nome de Pinto da Costa tinha sido metido ali a martelo; o segundo, relativo a um F.C.Porto-Estrela da Amadora, acabou igualmente com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Porto, confirmado por sentença unânime da Relação, e com uma participação por crime de falsas declarações contra a peça-chave de todo o Apito Dourado - a suposta «escritora» Carolina Salgado; resta o terceiro, relativo a um Beira-Mar-F.C.Porto, que já havia sido também arquivado, mas que a insistência da Drª Morgado conseguiu levar a julgamento. E é esse que agora decorre no Tribunal de Gaia.

COMENTÁRIO

A situação será sempre brilhante e está mais que identificada.

5 - Este simples enunciado factual dos resultados judiciais produzidos até agora no âmbito do Apito Dourado (e após milhares ou milhões de euros investidos em «investigação» por parte do Ministério Público) seriam suficientes para que o Procurador-Geral da República tivesse alguma contenção a falar do assunto - pelo menos, até ver o que sucede no tribunal de Gaia e após o depoiamento da sua tão acarinhada e protegida testemunha. Mas não: Pinto Monteiro entendeu antecipar-se e debitar a sua sentença, antes que a Justiça reduza a pó o seu voluntarismo justiceiro. Disse o Dr. Pinto Monteiro que, após o Apito Dourado, «mesmo que os arguidos venham a ser absolvidos, nada será como dantes, no futebol português». E isto, porque «a partir deste processo, os agentes do futebol português passaram a saber que podem ser investigados».
Falso, Sr. Procurador: o que o Apito Dourado mostrou é que o presidente do F.C.Porto estará sempre sob suspeita e, eventualmente, sob investigação; quanto aos outros «agentes», não vimos nada... Na tese dos mentores do Apito Dourado, os árbitros vendem-se, sim, mas só ao F.C.Porto; o tráfico de influências existe, sim, mas só a favor do F.C.Porto; as batotas fazem-se, sim, mas apenas em benefício do F.C.Porto.


COMENTÁRIO

Concordo coma parte final do texto. Foi isso precisamente que disse Platini
6 - O Sr. Procurador pode-nos indicar alguma diligência de investigação que, nem que fosse por mera rotina ou cautela, tenha incidido sobre os presidentes do Benfica, do Sporting, do Braga, do Guimarães? É sem dúvida uma coincidência infeliz que todos aqueles que intervieram a vários níveis no Apito Dourado para acusar o F.C.Porto sejam simpatizantes do Benfica. Uma coincidência infeliz mas que, por isso mesmo, deveria ter acautelado a forma como o fizeram.

COMENTÁRIO

O Presidente do Benfica foi investigado e houveram diligências nesse sentido.7 - Mas o Dr. Pinto Monteiro vai ainda mais longe quando, sem um estremecimento de pudor, afirma que «pode não se provar que sejam culpados, mas já se provou que houve indícios para terem de responder perante a justiça». Depois de ver que, em dois dos três casos em que o seu Ministério Público quis acusar, a justiça reduziu os seus «indícios» a meras intenções sem fundamento algum e a sua querida testemunha a alguém desprovido de qualquer credibilidade, sentindo que o único processo que conseguiu levar a julgamento nada mais tem a sustentá-lo do que a credibilidade dessa mesma testemunha, o Procurador-Geral dá-se por muito satisfeito por achar que conseguiu recolher «indícios» que não servem para condenar ninguém, mas apenas para o acusar sem fundamento. Ou seja: não conseguindo convencer a Justiça, resta a sentença popular. Se alguém ainda não tinha percebido o estado a que chegou o Ministério Público, leia o retrato da situação nestas extraordinárias declarações de quem manda nele. Entre o raciocínio «jurídico» do Procurador e o do presidente do Benfica, não vejo a mais pequena diferença de substância...E, caramba, se devia havê-la!

COMENTÁRIO

Concordo que a sentença popular não vai deixar esquecer o caso. O Senhor Procurador fez pouco mas foi o suficiente para se perceber.

8 - Isto posto, mantenho-me coerente com o que sempre disse desde o início desta história. Lamento muito que o presidente do meu clube esteja sentado no banco dos réus (e, com ele, o próprio clube) a responder pela acusação de corrupção desportiva. Não ignoro a forma como se chegou a tal e, obviamente, basta-me saber que tudo depende de querer acreditar no que diz Carolina Salgado, para concluir que só pode haver um desfecho, que é a absolvição. Claro que não acredito que fosse preciso comprar o árbitro de um jogo já sem importância alguma e em que, segundo os relatos da época, o F.C.Porto até acabou prejudicado pela arbitragem. E claro que, como toda a gente que percebe alguma coisa de futebol e não está de má-fé, sei muito bem que não foi graças a «batota» que o F.C.Porto ganhou o que ganhou cá dentro e foi duas vezes campeão da Europa e do mundo. Foi, entre outras coisas, porque Pinto da Costa é, de longe, o presidente que mais percebe de futebol e um dos raros que não chegou ao futebol por acaso e para se promover socialmente. Porque enquanto ele era presidente do F.C.Porto e tratava de reunir os melhores, Vale e Azevedo era presidente do Benfica e os benfiquistas adoravam-no mesmo percebendo que ele roubava e era um absoluto incompetente, mas atacava Pinto da Costa - e, hoje ainda, há quem ache que tal é suficiente para ser campeão. E, por isso, enquanto o Benfica desprezava jogadores como Jardel, Zahovic, Deco, Maniche, ou treinadores como Mourinho e Jesualdo Ferreira, Pinto da Costa aproveitava-os e era com eles que ganhava.

COMENTÁRIO
Não estou de acordo, porque
Não estou de má fé e percebo tanto de futebol como o senhor e parece-me, pelo menos que, não foi com jogo limpo que o Porto ganhou cá dentro e foi campeão europeu e do Mundo. Pinto da Costa parece-me ter dado provas de outras coisas que não ser o que percebe mais de futebol, chego ao futebol com Pedroto e contrariamente ao que diz foi o FCPorto que o promoveu nas modalidades amadoras. Os benfiquistas tiveram a coragem de despedir Vale e Azevedo que na minha opinião fez um milhão de vezes menos mal ao futebol que Pinto da Costa, que continua a ser a vedeta da cidade. Concordo com o último parágrafo do artigo.

9 - Não é por isso, pois, que Pinto da Costa está sentado no banco dos réus. Ele está sentado no banco dos réus devido à sua fatal tendência para as más companhias. O que eu, como portista, não consigo aceitar é que o presidente do meu clube receba um árbitro em casa para tomar café. Que o receba acompanhado do «empresário» António Araújo e com a Dª Carolina Salgado a fazer de dona-da-casa, Primeira Dama e tudo o resto cujas consequências estão à vista. É inacreditável que, mesmo acossado pela justiça, Pinto da Costa não tenha ninguém minimamente prestigiado para apresentar como testemunha abonatória no tribunal, para além do tristíssimo juiz Conselheiro Mortágua. É lamentável que o homem que conseguiu transformar um clube de província num campeão do mundo e num motivo de orgulho para Portugal, ainda não tenha conseguido, ao fim de tantos anos, despir a capa do provincianismo e transformar-se num homem do mundo. E que tenha preferido, como qualquer cacique de província, viver rodeado de gente pequenina, que lhe satisfaz o culto pessoal e desprestigia o clube.

COMENTÁRIO

Pinto da Costa está sentado no banco dos rés por tudo aquilo que o senhor disse e por outras que não disse.

JBS

sexta-feira, 27 de março de 2009

PROGRAMA DA BIBLIOTECA ANTÓNIO RAMOS ROSAPARA ABRIL 2009


Caros leitores e amigos,

Neste mês de Abril e porque no dia 23 comemora-se o 8º aniversário da Biblioteca António Ramos Rosa e simultaneamente o Dia Mundial do Livro, aqui vos deixamos uma programação vasta e para todos os públicos, toda ela em torno dos livros e da leitura.
Sugerimos vivamente o concerto dos Mediterrânic Ensemble, no dia 17, e a sessão de contos eróticos com Ana Gabriel e Patrícia Amaral, no dia 23, à noite.
No dia 24, contaremos com a presença do Professor João Lobo Antunes, que nos irá apresentar o seu mais recente livro de ensaios “O Eco Silencioso”. Um estilo admirável para comunicar um pensamento e uma sensibilidade singulares, enquadrados por uma cultura, uma erudição científica, literária e uma experiência humana, únicas no nosso panorama cultural.
Consultem a programação que preparámos especialmente para si, divulguem-na, participem e tragam os vossos amigos.
Para que a Biblioteca continue a ser... sempre o nosso lugar de encontro.

Boas leituras!

Newsletter ׀ Abril
Adultos
2 Abril_12h00 e 16h30 quinta-feira Encontros com Ilustradores

Dia Internacional do Livro Infantil
Atelier de Ilustração com Carla Antunes
Dirigido a Educadores e Professores
Inscrições prévias: 289 897 514
2 Abril_21h00 quinta-feira Clube de Leitura

Clube de Leitura da Biblioteca
Discussão da obra “A Sombra do Vento”, de Carlos Ruiz Zafón
Entrada livre

3 Abril_21h30 sexta-feira Contos

Sessão de Contos com Piratas de Alejandria (Sevilha)
No âmbito do 7º Festival “Contos de Liberdade”
Entrada livre
Org.: CMF / ARCA

4_Abril_16h00 sábado Conferências

Seminário: O Papel da Naturopatia e Plantas Medicinais na Perca de Peso Saudável
Pelo Naturopata João Beles
Entrada livre

4_Abril_17h00 sábado Exposições
“Inauguração da Exposição de Pintura de Henrique Dentinho”
Patente até ao dia 18 de Abril
Entrada livre
8_Abril_18h00 quarta-feira Conferências

Conferência “A Imagem de Santiago Matamouros”
Prof. Doutor Francisco Teixeira (Universidade do Algarve)
Org.: Centro de Estudos Galegos da Universidade do Algarve
Entrada livre
17_Abril_21h30 sexta-feira Música


Mediterrânic Ensemble – Concerto de Primavera
Música World / Folk Fusão
Local: Pátio exterior
Entrada livre
20_Abril_18h0 segunda-feira Conferências

Conferência “História de uns papéis para a História do Romanceiro: notícia sobre uma colecção de autógrafos garrettianos”
Drª Sandra Boto (Universidade Nova de Lisboa)
Org.: Centro de Estudos Galegos da Universidade do Algarve
Entrada livre

21_Abril_18h00 terça-feira Conferências


Conversas sobre a Infância – Ciclo de Conferências
“Sumos, verduras e outras frustrações na educação alimentar: o que podemos fazer para melhorar”
Com Prof. Ezequiel Pinto
Org.: BMF / ESE - UAlg
Entrada livre

22_Abril_18h00 quarta-feira Encontros com escritores

“Lucidez de Pensamento”
Apresentação do livro de João Brito de Sousa
Apresentação da obra a cargo do Dr. Teodomiro Neto
Entrada livre

23_Abril_21h30 quinta-feira Contos

“Uma Snob Casa de Prostituição Literária
Sessão de contos eróticos por Ana Gabriel e Patrícia Amaral
No âmbito do 7º Festival “Contos de Liberdade”
Entrada livre
Org.: CMF / ARCA
24_Abril_21h30 sexta-feira Encontros com escritores

Encontro com o escritor João Lobo Antunes
Apresentação do seu mais recente livro “O Eco Silencioso”
Entrada livre

Juvenil
30_Abril_10h00