sábado, 8 de março de 2008

BOM FIM DE SEMANA

(COSTA DA CAPARICA)
PORTO, 2008.03.08


BOM FIM DE SEMANA


Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para a malta do 1º ano 1ª Turma de 52/53

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRAALUNOSJosé Bartílio da PalmaLuís Rebelo GuimarãesHerlander dos Santos EstrelaReinaldo Neto RodriguesAntónio Inácio Gago ViegasHumberto José Viegas GomesManuel Cavaco Guerreiro.Joaquim André Ferreira da CruzJoão BaptistaJosé Mateus Ferrinho PedroJosé Vitorino Pedro RodriguesIvoFrancisco Gabriel Carvalho CabritasJoão António Sares ReisFernando Manuel MoreiraAntónio Manuel Ramos JoséFrancisco Paulo Afonso ViegasManuel GeraldesJoão Manuel de Brito de SousaJorge Manuel AmadoJoão Vitorino Mendes BicaCarlos Alberto Arrais CustódioJosé Júlio Neto ViegasManuelJoão dos SantosJosé Pedro SoaresJosé Marcelino Afonso Viegas


Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...

Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, LUÍS CUNHA, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBAL PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

A FRASE DO DIA











Que honra meu amigo publicares os meus retalhos de pensamento encimada com a foto de CHE…eu não mereço tamanha referencia…Quem sou eu? Que posso eu fazer pelos pobres e oprimidos?"...
O tal abraco.
DIOGO

MEU CARO AMIGO,

Nestas últimas semanas tem sido um prazer enorme dialogar contigo e o mesmo aconteceu com amigos comuns como são o ADOLFO e o ARNALDO SILVA.
Portanto como vez não estou só nesta prova de consideração que te quero aqui deixar.
No que se refere ao ADOLFO e ao ARNALDO SILVA, eles nem sequer conhecem a pessoa mas não tiveram dúvidas em apreciar a tua postura de grande homem que és, através das posições políticas que assumiste.
E olha que eu conheço-os bem e quer um quer outro, não são pessoas de tecer estas considraçõe por dá ca aquela palha. É pessoal bastante exigente.
Por isso junto a minha `as vozes do ADOLFO e do ARNALDO SILVA e aproveito para te enviar um abraço e dzer-te que muito me honra ter-te entre os meus melhores amigos.
Votos de continuação das melhoras da tua mulher, um abraço ao Paulo e outro para ti do
João Brito Sousa

DA IMPRENSA/EXPRESSO


A RUA E O BECO
artigo de Miguel Sousa Tavares

1 - Setenta mil professores, segundo a Fenprof, estarão hoje nas ruas de Lisboa a manifestar-se. Querem a morte de todas as reformas ensaiadas nos últimos dois anos por Maria de Lurdes Rodrigues e, obviamente, querem também a cabeça de Maria de Lurdes Rodrigues.

Desde que há Ministério, desde que há Educação, desde que há democracia, que não me lembro de a Fenprof e os sindicatos da Educação terem deixado de exigir a cabeça do ministro ou ministra em funções. Começou há muitos anos, quando Sottomayor Cardia se lembrou de fazer uma lei de gestão das escolas e Universidades em que (vejam lá a ironia e o escândalo) os conselhos directivos eram maioritariamente compostos por professores e não por funcionários e alunos.

Na altura, gritou-se que o fascismo estava de volta e hoje quase que se grita o mesmo, porque a ministra se lembrou de propor a figura de um director para as escolas.

2 - Julgou-se, a certa altura, que o problema poderia estar em os ministros da Educação serem homens, ditando ordens e instruções a um universo essencialmente feminino. Seguindo à letra o discurso feminista oficial de que as mulheres são melhores para a governação porque têm maior capacidade de diálogo, entendimento, etc., e tal, entrou-se na moda dos ministros mulheres, a ver se a coisa acalmava.

Não acalmou: o problema não estava aí. E, a menos que se siga a sugestão ditada há dias ironicamente por Maria de Lurdes Rodrigues - experimentar uma loira burra - há que procurar as origens do confronto em outras razões.

3 - Durante muitos anos, e para garantir uma paz podre no sector, todos os governos, incluindo os socialistas, renunciaram a tentar mudar o que quer que fosse. A política de educação estava entregue aos professores e as escolas aos sindicatos. O grosso dos ministros foi do PSD e os sindicatos estavam nas mãos da facção do PSD dirigida por Manuela Teixeira, e a do PCP e companheiros dirigida pelo crónico Paulo Sucena.

4 - Como nada de essencial no «statu quo» estava em causa, o confronto centrou-se na ineficácia funcional do Ministério. Anos a fio fomos confrontados com o espectáculo confrangedor de ver os dirigentes sindicais deleitados com as dificuldades e problemas crónicos da colocação de professores e os dramas reais dos professores “não efectivos” que viviam com a casa e a vida às costas, um ano no Algarve outro no Minho.

Sem nenhum pudor, tornou-se claro que, quanto pior funcionasse o Ministério e mais problemas viessem para os professores desse mau funcionamento mais felizes andavam os sindicatos. Hoje, são ambos problemas resolvidos e cuja resolução ninguém se lembrou de enaltecer: os professores são colocados a tempo e horas e têm contratos que lhes garantem três anos de permanência no mesmo local.

5 - Essa frente de luta sindical acabou, mas os trinta anos que ela durou deixaram marca. Os sindicatos da Educação tiveram uma contribuição decisiva para sucessivas gerações de alunos prejudicados e para a derrota nacional na frente educativa. Nunca tivemos falta de professores, falta de escolas, falta de dinheiro para a Educação. Gastámos como em nenhum outro sector e, em percentagem do PIB, mais do que a maioria dos países europeus. E tudo isso serviu para nada, para formar gerações de ignorantes, sem préstimo no mercado de trabalho de hoje ou para acumular taxas terceiro-mundistas de abandono escolar. Eu, se fosse professor, estaria, no mínimo, incomodado com os resultados. Porque é preciso muita má fé para sustentar que a culpa foi apenas dos ministros da Educação que tivemos - todos, sem excepção, incompetentes.

6 - Nesta altura do campeonato já toda a gente percebeu que o problema não está em Maria de Lurdes Rodrigues, como também não estava no sacrificado ministro da Saúde Correia de Campos. O problema é mais fundo, mais antigo e mais complicado de enfrentar: Portugal é, de há muito, um país mental e estruturalmente corporativo e qualquer reforma que qualquer governo intente esbarra sempre contra uma feroz resistência da corporação atingida. E para que serve uma corporação? Para proteger os medíocres, não os bons. Acontece com os professores, com os médicos, com os magistrados, com os agentes culturais, com os empresários encostados ao Estado.

7 - Certo que aquele labiríntico organigrama da avaliação dos professores parece, à primeira vista, uma obra-prima de burocracia. Certo que a ministra parece demasiado precipitada e intransigente, adepta de uma atitude de fazer primeiro e avaliar depois. Certo que, como tantas vezes sucede, ela parece ter perdido já a paciência para discutir o pormenor, se não lhe concederem o essencial. Mas, no essencial, ela tem razão e todos nós, que não estaremos hoje a desfilar em Lisboa, já o percebemos. Ela quer mudar as coisas, recusa conformar-se com os resultados de trinta anos a nada fazer; a corporação quer que tudo o que é determinante continue na mesma.

8 - Todos percebemos que a gestão das escolas não pode ser tarefa única dos professores, mas de grande parte da sociedade civil interessada e isto é o que mais atinge uma corporação cuja sobrevivência depende da auto-regulação desresponsabilizadora - vejam como os magistrados ficam logo abespinhados de cada vez que alguém sugere invadir o que chamam a sua sagrada “independência”, que é causa primeira da total falência da justiça. Todos percebemos que um professor que falta às aulas ou vê os seus alunos nada aprenderem e não se preocupa com isso não pode e não deve progredir na carreira e ganhar o mesmo que outro que se preocupa com os seus alunos e com as suas aulas. Todos percebemos que um professor que falta a uma aula pode e deve ser substituído por outro que está na escola, sem aula para dar e dentro do seu horário de trabalho - como sucede todos os dias e com a maior naturalidade cá fora, no mundo ‘civil’, em qualquer empresa ou qualquer local de trabalho. É isto o essencial.

9 - Infelizmente, Maria de Lurdes Rodrigues não tentou ou não conseguiu cativar para o seu lado e para as suas reformas os bons professores, que seriam os maiores interessados e beneficiários delas. Deixou que ficassem isolados e que, pouco a pouco, fossem arrastados pela onda de ‘bota-abaixo’ da Fenprof. Talvez seja este o destino inevitável de qualquer tentativa que se faça de quebrar o poder paralisante das corporações. Talvez haja sempre uma maioria de acomodados que vejam em qualquer mudança um sinal de perigo para a paz podre em que se habituaram a viver. Estas coisas vêm de longe e estão entranhadas: no tempo de Salazar, o grande sonho do português era arranjar emprego para a vida no Estado - o ordenado era garantido assim como a progressão por antiguidade e a reforma ao fim de 36 anos; não lhe era exigido nem mérito nem resultados e jamais seria despedido, a menos que ousasse contestar o Governo. Com a democracia, se a fé no Estado e no emprego público se mantiveram, a única coisa que mudou é que as corporações do sector público já podem contestar os governos. Mais: fazem-no sempre que acham que os governos pretendem mudar o Estado, de que eles se julgam os guardiões.

E é por isso mesmo que a queda de Maria de Lurdes Rodrigues teria o efeito de um toque a finados por qualquer futura tentativa de reformar o Estado e mudar o país.

O MEU COMENTÁRIO

Não reconheço nesta matéria mérito ao MST.

Retiro para comentar algumas notas.

Assim, do ponto

4 -: Hoje, são ambos problemas resolvidos e cuja resolução ninguém se lembrou de enaltecer: os professores são colocados a tempo e horas e têm contratos que lhes garantem três anos de permanência no mesmo local.

Enaltecer? É ma obrigação fazer bem. Não sei, não estou por dentro mas creio que os professores não estão sendo colocados a tempo. Parece-me..

6 – O problema não está na Ministra como não esteve no Campos? Não concordo porque acho que está.

7 – A Ministra parece precipitada.

Ai agora já parece precipitada. Em que ficamos ó caro MST?....É culpa da Ministra ou não.

8 – Essa do teu essencial ó MST, desculpa lá...

9 – Então a Ministra não cativou para o seu lado os bons professores?.
Estranha-se o facto. Porque será?...

Publicação de
João brito Sousa

sexta-feira, 7 de março de 2008

IMPRENSA JN PORTO

(Manuel António Pina)

O CANTINHO DO PINA

Por outras palavras,
texto de Manuel Antóno Pina

"Privado", "Número privado", "Número anónimo", "Número desconhecido" é o tipo de mensagem que costuma aparecer no écran do telemóvel quando nos telefona alguém que não quer que saibamos que está a telefonar-nos. Mas por que diabo uma pessoa telefonará a outra (esperando, naturalmente, ser atendida) e, sabendo que, mal seja atendida, será identificada, não quer ser identificada antes?

E porque é que alguém que conhece o nosso número de telefone e nos telefona não quer que conheçamos o seu? No caso dos praticantes da nobre arte do telefonema anónimo, a coisa ainda tem alguma explicação é um cuidado elementar de segurança.

Nos restantes casos dir-se-ia apenas falta de não menos elementares boas maneiras, como as daqueles que nos ligam e, mal atendemos, mesmo antes de termos pronunciado uma palavra, disparam:"Quem fala?".

Pode, no entanto, haver (que sei eu?) alguma espécie de pudidícia num número de telefone. Nesse caso, "identificação só depois do telefonema atendido" será uma espécie de "sexo só depois do casamento".

Pessoas e instituições particularmente castas não andam por aí a mostrar a toda a gente o número de telefone, e devemos virar pudicamente os olhos do seu número se acontecer (as novas tecnologias não são de fiar) cair- lhe a parra.

Publicação de
João Brito Sousa

LITERATURA

(Armando Baptista-Bastos)

O SECRETO ADEUS
Armando Baptista Bastos

O SECRETO ADEUS é uma obra literária que fala da vida, de coisas concretas ouras talvez não, do movimento de experiências vividas, dos nossos sonhos e contradições.

Como todas as obras de Baptista-Bastos, esta também pretende fazer pensar e tornar-se numa obra útil.. Aqui, o livro pretende fazer entender as coisas, transformar a solidão em revolta.. Exprime-se aqui um testemunho de desencanto. Esta obra é sinal e indício desse grande desequilíbrio entre o poder e a sabedoria, encorpando em si uma concepção de protesto como uma actividade cívica do homem .

Este livro, feito de palavras, é o reflexo de uma época. As palavras e os actos completam-se. Porque as palavras possuem força e honra. Uma obra literária faz-se com palavras, que, necessariamente são actos.

O autor, um homem conhecedor do comportamento humano, usa uma linguagem simples mas objectiva, a frase é dotada de uma elegância enorme, carregada de perfume e suavidade, umas vezes atrevida outra romântica, mas que cativam sempre.

A beleza é uma preocupação do autor, quer seja numa mulher quer seja numa tela de Picasso. O belo também pode existir no culminar de uma vida e a morte pode conter beleza se a vida foi digna. Sempre a honra nas atitudes, sempre a exigência da cabeça levantada, sempre o olhar em frente mas também sempre a dúvida.. “Nunca haverá instantes serenos de beleza.” diz o autor.

E é nesta suavidade de imagens que nos enche a alma de pequenas coisas grandes e nos transporta para outra galáxia, onde a paisagem é sublime e onde nunca se morre, porque só morre quem está desactualizado. E nessa galáxia onde o autor nos leva é sempre manhã radiosa e solarenga.

Quer beber uma pinga de aguardente? Pergunta o autor no contexto de uma outra vida, de uma outra galáxia, tipo menino sem condição, irmão de todos os nus, tira os olhos do chão vem ver a luz do José Afonso. Nesta obra todos temos lugar. Que é como quem diz, neste Mundo. Mas que lugar é esse?... É o autor quem diz: “Todos os dias, durante anos e anos: guerras, terramotos, matanças organizadas”.. É este o local onde se escreve, onde se luta, onde se sobrevive. E onde as condições escasseiam.

Você reza?.... pergunta?
Nunca. Não sei rezar, responde

E é neste intervalo que se situa a coragem de viver, a garra para fintar os desafios que nos surgem pela frente em todas as estações do ano e em todas as latitudes e comprimentos de onda . . “Mas também devo dizer-lhe que em cada homem coabita outro homem”... diz o autor.
Toda a vida é um processo de demolição. A vida é uma constante surpresa, uma esquina ao virar da qual se pode enfrentar tudo, diz o autor ainda..
È esta a obra que vos recomendo.

Publicação de

João Brito Sousa

ELEIÇÕES AMERICANAS

(casa branca)
APÓS O TRIUNFOS, HILLARY DEVE REFORÇAR ATAQUES CONTRA OBAMA

Vitórias no Texas e em Ohio mostram que deu certo jogar duro, mas indefinição favorece McCain
texto DE Patrícia Campos Mello e Cristiano Dias do ESTADO DE SÃO PAULO.

O renascimento da campanha de Hillary Clinton vai arrastar a definição do candidato democrata até pelo menos 22 de abril, quando ocorre a primária da Pensilvânia. A indefinição favorece o candidato republicano John McCain, que confirmou sua indicação com as vitórias de terça-feira. A recuperação de última hora da campanha de Hillary, com as importantes vitórias de terça nas primárias do Texas e de Ohio, mostra que a enxurrada de ataques contra Barack Obama funcionou.

O questionamento Texas (por 51% a 48%) e de Ohio (54% a 44%). “Obama está na frente em número de delegados, mas nenhum dos dois vai chegar ao número mínimo necessário para levar a indicação - são os superdelegados que vão decidir”, diz Mary Frances. Os superdelegados, que são membros da direção do partido, congressistas e governadores.

Como a máquina partidária está nas mãos de Hillary e de Clinton, é consenso na campanha de Obama que a eleição não pode ser decidida pelos superdelegados. Para convencer os superdelegados, Hillary vai argumentar que venceu em todos os grandes Estados. E vai lançar mão do argumento Ohio. “A nação vai para onde Ohio vai”, disse a senadora ontem, referindo-se ao fato de o Estado ter votado no próximo presidente nos últimos 44 anos. Enquanto isso, Obama vai bater na tecla de que os superdelegados deveriam seguir o voto popular - apoiando, portanto, o seu nome.

Ontem, Hillary aludiu à possibilidade de uma chapa com Obama. “Talvez as coisas estejam caminhando nessa direcção, mas aí obviamente precisamos definir quem é a cabeça da chapa. O povo de Ohio disse muito claramente que eu devo ser.” das credenciais de política externa de Obama foi um dos pontos que influenciaram muitos eleitores indecisos, afirma Mary Frances Berry, professora de História e Pensamento Americano da Universidade da Pensilvânia.A campanha de Obama apelidou a tática de Hillary de “pia da cozinha” - atacar com tudo o que estiver ao alcance, esperando que alguma coisa cole. Como a tática funcionou, espera-se muita lama pela frente.

E isso é má notícia para os democratas. Enquanto eles se atacam, McCain luta para unir o Partido Republicano em torno de sua candidatura e se prepara para combater o indicado democrata.

Obama ainda está à frente em número de delegados e é matematicamente impossível para Hillary ultrapassá-lo, mesmo que ela ganhe de lavada todas as próximas primárias, algo improvável. Mas Hillary ganhou impulso com a vitória nas primárias. Para alguns figurões democratas, a escolha do adversário de McCain nas eleições de novembro seria muito menos traumática se Obama tivesse nocauteado Hillary na terça-feira. “Como em uma luta de boxe, ela estava grogue e ele perdeu a chance de colocá-la na lona”, disse Garry South, estrategista democrata, que já trabalhou para o ex-presidente Bill Clinton. Segundo ele, a direcção nacional precisa desesperadamente que a decisão saia antes da convenção, em agosto, para evitar questões que podem dividir o partido.

Uma delas diz respeito ao que fazer com os votos das primárias da Flórida e Michigan. Os Estados foram punidos pela direcção do partido com a perda de todos os seus delegados por terem antecipado a votação. A punição havia sido estabelecida em 2007, quando todos davam como certa a vitória de Hillary antes da Superterça, em fevereiro. Assim, bastava a direcção o voltar atrás e convocar os delegados de Michigan e da Flórida. O problema é que ninguém contava com a ascensão de Obama.

Seja qual for a decisão do partido, a briga não parece ter final feliz à vista. Um quarto dos eleitores de Obama, segundo pesquisa da CNN, disse que, se a vencedora for Hillary, eles votarão em McCain em novembro. Se o indicado for Obama, 10% dos eleitores de Hillary fariam o mesmo.

Publicação de
João brito Sousa

quinta-feira, 6 de março de 2008

DA IMPRENSA/ JN PORTO


O CANTINHO DO PINA

por OUTRAS PALAVRAS
texto de Manuel António Pina

O mundo está escrito em linguagem cifrada, e a prosa das relações sociais é decerto o seu capítulo mais intrigante. O que pode levar alguém a querer formar um partido que "sublinhe mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa"?
Não seria, então, mais apropriado, em vez de um "partido", formar um "unido"? E que significa "querer" que o tal partido esteja "entre o PS e o PSD"? Imagino o antigo alto-comissário para a Imigração entrando numa livraria "Vendem livros?".
"Sim, concede o livreiro. Que livroprocura?". "Não sei, um que caiba entre outros dois que tenho na estante, nem muito alto nem muito baixo, e sobretudo que não destoe, que sublinhe mais o que os une do que o que os separa".
Com efeito, até agora, a única coisa parecida com uma ideia do partido de Rui Marques, além da vontade de "querer" meter-se no meio do engarrafamento que é o centro político em Portugal (rotunda mais frequentada e barulhenta que a de "Trafic", de Jacques Tati), é esta pérola antológica:
"O tempo tem de ser de esperança, esperança que torna real a capacidade de transformar a realidade e que nos motiva a fazer melhor, porque melhor é possível". É, tirada a papel químico, a receita de Paulo Bento para resolver a crise do Sporting. Por isso funcionará de certeza

Publicação de
João Brito Sousa

LITERATURA


VIAGENS NA MINHA TERRA


ALMEIDA GARRETT, foi um escritor e dramaturgo romântico, que nasceu no Porto em 4 de Fevereiro de 1799 e morreu em Lisboa em 9 de Dezembro de 1854., ficando célebre quer na literatura quer na política.

Na política travou discussões acesas no Parlamento com o deputado e brilhante tribuno que foi José Esteves, que o obrigou a estudar minuciosamente as palavras a usar nas dissertações apresentadas.


Em 1816, inscreveu-se na Universidade de Coimbra na Faculdade de Direito, sendo aí que entrou em contacto com os ideais liberais. Aí organiza uma loja maçónica, que será frequentada por alunos da Universidade como Manuel Passos. Em 1818, começa a usar o apelido Almeida Garrett, assim como toda a sua família.


Participa entusiasticamente na revolução de 1820, de que parece ter tido conhecimento atempado. Enquanto dirigente estudantil e orador defende o vintismo e em 1821, funda a Sociedade dos Jardineiros.


Sobre as lutas liberais, cita em Viagens na Minha Terra: “Liberais e realistas, nenhum tem fé: os liberais ainda têm esperança; não lhe há-de durar muito. Deixem-nos vencer e verão”..

E ainda, “Quando se fizer a lei da responsabilidade ministerial, para as calendas gregas, eu hei-de propor que cada ministro seja obrigado a viajar por este seu reino de Portugal ao menos uma vez em cada ano, como a desobriga”.

E, “ Quantas almas é preciso dar ao diabo e quantos corpos se têm de entregar no cemitério para fazer um rico neste mundo..”

E, “ Detesto a filosofia, detesto a razão; e sinceramente creio que num mundo tão desconchavado como este, numa sociedade tão falsa, numa vida tão absurda como a que nos fazem as leis, os costumes, as instituições, as conveniências dela, afectar nas palavras a exactidão, a lógica, a rectidão que não há nas coisas, é a maior e mais perniciosa de todas as incoerências .”

Em Viagens na Minha Terra, Garrett cria a personagem Joaninha de olhos verdes que se apaixona por Carlos, decorrendo a acção no período de convulsões entre miguelistas e liberais.
O livro versa o amor entre Carlos e Joaninha e a beleza do Vale de Santarém numa viagem de Lisboa até Santarém.


Nele se pode ler: “ já se diz há muito ano que honra e proveito não cabem num saco; eu digo que beleza e mentira também lá não cabem ....”


E, “ é preciso crer em alguma coisa para ser grande – não só poeta – grande, seja no que for....”

E, “ Ora o que não ama, que não ama apaixonadamente, seu filho se o tem, sua mãe se a conserva, ou a mulher que prefere a todas, esse homem é o tal, e Deus me livre dele..”.

E, “ Formou Deus o homem e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade e o pôs num inferno de tolices. O homem – não o homem que Deus fez, mas o homem que a sociedade tem contrafeito, apertando e forçando em seus moldes de ferro aquela pasta de limo que no paraíso terreal se afeiçoara à imagem da divindade – o homem assim aleijado como nós o conhecemos, é o animal mais absurdo, o mais disparatado e incongruente que habita na TERRA.... “

E, “ Portugal é, foi sempre uma nação de milagre, de poesia. Desfizeram o prestígio; veremos como ele vive em prosa. Morrer não morre a terra, nem a família nem as raças: mas as nações deixam de existir ..”..

E um livro que versa o amor e os ideias políticos..

Publicação de

João brito Sousa

COMENTÁRIO TRANSFORMADO EM POSTE

Paris do Moulin Rouge)

AFINIDADES...
texto de ARNALDO SILVA

Já tinha chegado à conclusão, através dos seus escritos, que o amigo Diogo tinha que ser boa pessoa. Quero dizer, pessoa honesta, bem formada, amigo dos seus, propenso â compreensão dos comportamentos humanos, por mais díspares que se apresentem e, bem assim, pessoa para quem a harmonia na conviência é primazia da sua conduta.

Ainda que me não fique muito bem dize-lo, também ando mais ou menos por aí. Temos esses pontos em comum. Mas temos mais uma afinidade: somos ambos uns bons pacientes!

É isso aí! Somos ambos torcedores por esse grande clube de Lisboa, por aquele que fica do melhor lado da Segunda Circular, por aquele que de há muitos anos a esta parte só vem proporcionando temores e ansiedades aos seus adeptos: o SPORTING!Pois, amigo Diogo, eu fui sócio efectivo, durante vinte e quatro anos, com lugar cativo "debaixo da pála" do finado Estádio de Alvalade, onde vivi bons momentos de prazer e alegria, alternados com tantos outros de frustações e desalentos.

Desisti de ser sócio, num ano em que o Mantorras ainda jogava pelo Alverca e após o negativo resultado de 1-3, não obstante termos marcado primeiro. Foi um ano antes do campeonato que ganhámos após dezoito anos de jejum...Hoje, no Algarve, depois de ter regressado às origens, vou seguindo os resultados, as exibições e os acontecimentos do clube. Mas estou muito menos emotivo e nada efusivo quanto ao que se vai passando.

Hoje, na radio, ouvi um locutor comentar, a propósito do jogo de amanhã com o Bolton, que este ano parece ser uma época do SPORTING com vocação para TAÇAS. Elé é a final da Taça da Liga, são as meias finais da Taça de Portugal e a Taça UEFA. Como a esperança é a última que morre, tenho esperança que se concretize o prognóstico daquele locutor.

Que seja o ano das Taças! Venham elas! Vamos por elas!Aquele abraço ao amigo Diogo, a quem desejo que continue no activo, por muitos e saudáveis anos.

Eu, felizmente reformado, vou vivendo na ilusão de ver o SPORTING ganhar mais um título.
Saudações Sportinguistas!

Arnaldo silva
Felizmente reformado

PS- Desculpa aí o abuso, ò Brito!, mas aqui neste teu espaço a malta já se vai sentindo em casa.

O MEU COMENTÁRIO

O texto do Arnaldo Silva, obriga-me a dizer que, independentemente de ele e o DIOGO COSTA SOUSA serem dois grandes sportinguistas, são, antes de mais nada, dois grandes homens.

Estou inteiramente de acordo com tudo o que diz o Silva.

Ai vai um grande abraço para ambos, dois grandes amigos que muito me orgulham de estar aqui comigo.

Publicação de
João brito SOUSA

CRÓNICA DE WASHINGTON

(tu amigo CHE)

CRÓNICA de WASHINGTON
por Diogo Costa Sousa


Caro João Manuel


Recebi do Costa Sousa a crónica que comentei nos termos abaixo.

1 - O meu amigo está – me a puxar para um campo de areias movediças….e eu vou. O debate de ideias fascina-me e, não é a primeira vez que diria a um adversário: tens razão, eu estava errado ou enganado.

2 - Mas hoje não.. Isto da’ pano para mangas. Vamos às frases proferidas que tu agarraste e bem, foram tua escolha, eu proferi-as em conversa de amigos nos tais “retalhos de pensamentos ”e, foram elas: Num cesto de vinte pêras ha’ sempre quarto ou cinco podres ”e” cinco sujeitos gritando ouvem-se mais que cem calados”.

A moral a tirar e’ simples ;as podres vão contaminar as boas e não ao invés. Vinho que vai para vinagre não volta a ser vinho…lá diz o nosso povo e o Aleixo também dizia com razão….no caso presente, toda a argumentação anda a’ volta do que se vê nos noticiários sobre a luta dos professores! ..

Por azar, acho eu que foi por azar, escolheram para porta voz
“dos tais EQUIPADOS e com palavras de ordem ao peito um sujeito que se veio provar ser um mentiroso afundando com ele vergonhosamente toda a classe”

3 -. Continuando no teu comentário, agarraste outra frase; Meia dúzia gritando ouvem-se mais que cem calados----Isto quer dizer apenas uma coisa, que a maioria dos professores não se manifesta na rua! E à maioria silenciosa que quer ver o ensino melhorar, porque há espaço para melhorar, ha sempre espaço para melhorar!

4 - Pegas na frase e dizes: Será importante haver uniformidade de comportamento!...Heresia João, não queremos uniformidade de comportamento ! Como não queremos votações de braços no ar…disso tivemos que chegue por muito tempo, demasiado tempo.! E os que não estão de acordo? Como e’? Ou será que só os chefes de fila pensam ? Será que ha donos da verdade e vontade? Por não haver verdades e certezas absolutas eu, pessoalmente sou pelas reformas incrementais……se não der certo, volta-se atras repensa-se ,corrige-se o que ha’ a corrigir .equaciona-se e faz-se outra vez. Assim se passa no mundo empresarial e do trabalho…rentabiliza-se o”” MAN POWER que temos a’ disposição….vamos deixar que o governo a quem demos maioria absoluta faca o melhor que souber e, julguemo-lo no fim do mandato…..nos, os votantes pusemo-lhe o poder nas mãos, ele estão talvez usando o que se chama “a tirania das maiorias” foi culpa nossa…..se não gostarmos do desempenho no fim do mandato levam a tal vassourada e ,os senhores que se seguem têem obrigação de fazer melhor.

5- Era isto que querias ouvir? Incitaste-me e citaste-me de longe como o toureiro faz ao “inteligente” !

Um abraço meu amigo ,perdido e reencontrado…que tertúlias temos perdido por todos estes anos…..mas vamos continuar, isto não acaba aqui …lá isso não.

DIOGO…FELIZMENTE AINDA NO ACTIVO

Porto, 2008.03.05

My CARO AMIGO DIOGO,

Muy buenos días para usted.. Tu misiva me hay encantado. Ideas concretas y precisas. Va para publicación ene el blog as 24. Es un facto consumado.

Yo hay encarado nuestras conversaciones como un cambio de ideas y hay concluido que tienes una buena experiencia de vida. Te felicito por isso.

Así, temos

1- Nada de areias movediças.. Mi juego es limpio. No seria razonable de hacer eso con usted que considero un bueno amigo. De acordó, que el debate te fascine; a mi también.

2 –La expresión “EQUIPADOS”, no lo debía de ser utilizada porque entiendo yo que es una palabra maldosa. Porque razón “EQUIPADOS”?... Como deben de ir tajados los manifestantes.? Porqué catalogar las personas? Quién cataloga lo que pretende? Yo te puedo de llamar de “COIRÕES”. Y después? Son “EQUIPADOS “ contra los “COIRÕES”. Porque no puede de ser con palabras de orden? Entiendes que seria mejor con una simpatía
No hay ningún mentiroso ni hay afondado clase ninguna. Hay sido lapso solamente.

3 – Totalmente incorrecto. La mayoría de los profesores se hay manifestado en la calle. No hay mayoría silenciosa aquí. Todos lo quieren ver las mejorías en el encino. El gobierno lo pienso que no y eso me entristece..

4 – Si, es eso que yo defiendo, la uniformidad de comportamiento, todos haciendo lo mismo. Los que no están de acuerdo no levantan el braco.Estoy de acuerdo que no hay dueños de verdad ni de voluntad. Las putanas de las reformas que tu preconizas no más terminan. Para tras y para a frente.... puta que las pariu.

5- Si, no estaremos de acuerdo en todo mas te comprendo. Próxima vez ire pedir ajuda a Manel Lima

Un saludo para ti
Joao Brito Sousa

quarta-feira, 5 de março de 2008

MANUEL TEIXEIRA GOMES


O PRIMEIRO ALGARVIO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

É de Paris que Afonso Costa sugere a candidatara de Manuel Teixeira Gomes, que foi eleito em 6 de Agosto de 1923. Mais uma vez Bernardino Machado perdia a corrida às presidenciais.

Teixeira Comes parece uma figura saída do génio de um Hugo Pratt. E podia ter sido o herói de uma das suas bandas desenhadas. A sua vida é passada em vários países, tendo acabado quase como Corto Maltese, não a guerrilhar mas a escrever, nas cálidas areias argelinas.

Manuel Teixeira Comes nasceu em Vila Nova de Portimão, em 27 de Maio de 1862, filho de José Líbano Gomes e Maria da Glória Teixeira Comes. Nasceu num meio burguês e rico, numa casa espaçosa e cheia de conforto, sol e flores.

Foi educado pelos pais até entrar no colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão. Aos 10 anos, os pais mandam-no para um seminário de Coimbra. Depois passa para a Universidade, onde frequenta medicina, mas perde-se na boémia da Lusa Atenas. O pai convenceu-se então que era melhor continuar a dar-lhe a mesada e deixá-lo viver a sua vida de rapaz, já com forte tendência para as artes: literatura, pintura e escultura Seguiu a literatura, mas não deixou de admirar as outras artes, tornando-se amigo de grandes mestres, como Columbano.

Viveu depois uns tempos no Porto, onde conheceu Sampaio Bruno. Ia à padaria do pai dele comer uns bolinhos. É neste período que começa a colaborar em revistas e jornais, entre eles "O Primeiro de Janeiro" e "A Luta" (este de Lisboa). Admirava Fialho de Almeida.

O pai era produtor de figos secos e é nessa qualidade que Manuel viaja por países do Mediterrâneo e quase toda a Europa O seu gosto pela arte e cultura literária fazem-no travar conhecimento com nomes importantes da cultura europeia. "Fiz-me negociante, ganhei bastante dinheiro e durante quase vinte anos viajei, passando em Portugal poucos meses." ("Miscelânea")

Aos 39 anos, Manuel Teixeira Gomes vai amar uma bela jovem algarvia de quem terá duas filhas. Chamava-se Belmira das Neves e nasceu numa família de pescadores, o que, dado os Teixeira Gomes serem uma família importante de Portimão, terá impedido o casamento. Hoje levantam-se vozes sobre as suas orientações afectivas.

Como Teófilo, também Teixeira Gomes marcou mais a literatura do que a política. Em 1899 publica "Inventário de Junho", em 1904 "Agosto Azul" e em 1909 "Gente Singular". Aos 23 anos sente-se mais social-democrata.

A sua vida política ao serviço da República começa em 1911 e prolonga-se até 1918, no espinhoso cargo de Ministro dos Estrangeiros em Londres. Em circunstâncias adversas, visto as verbas disponíveis para o seu cargo serem escassas, Manuel Teixeira Gomes paga do seu bolso a um secretário inglês para o ajudar nas tarefas quotidianas.

Fazer com que a nossa velha aliada reconhecesse a jovem e ainda pouco estável República não era tarefa fácil, mesmo para um homem de grande cultura como Manuel Teixeira Comes. Isto porque a família real britânica se encontrava ligada por laços familiares e amizade à última rainha portuguesa,

1). Amélia, e o último rei, seu filho, D. Manuel II, então exilados no palácio de Richmond.

Mas a simpatia e "charme" de Teixeira Gomes eram tais que, ao fim de muitos anos em Londres, já a família real o convidava para o palácio com toda a naturalidade. Esteve no Palácio de Balmoral, na Escócia, e sabe-se que a rainha Alexandra o convidou para lhe decorar o gabinete oriental do Palácio de Buckingham.

Quando Sidónio Pais ocupa a Presidência, chama-o a Portugal e de demite-o do cargo, no início de 1918. Então Teixeira Gomes fixa-se novamente no Algarve, como administrador de propriedades.

Toda a sua obra literária está repassada de figuras algarvias (é considerado o escritor do Algarve). A primeira namorada era de Ferragudo, personagens suas são de Aljezur ou Bensafrim, "Sabina Freire" é uma viúva de Portimão. De 1919 a 1923 voltará a ocupa o cargo de diplomata em Madrid e Londres Manuel Teixeira Comes é uma excepção no panorama dos presidentes da 1ª República.

Todas as noites jogava às cartas com o seu secretário. Quanto a mim acho-o um "Corto Maltese" (com mais uns anos) que passa pelo Palácio de Belém até concluir que uma tarefa não era para ele.

Diria "A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia adia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros." (Do Prefácio do livro de Joaquim António Nunes "Da Vida e da Obra de Teixeira", 1976)

Resigna ao cargo em 1925 e parte para Bougie, na Argélia, que ele considerava "uma Sintra à beira-mar.

Continuou a escrever para a "Seara Nova", para os amigos, talvez para as filhas. Morreu em 1941 e só em Maio de 1950 os seus restos mortais voltaram à pátria. As filhas Ana Rosa Teixeia Comes Calapez e Maria Manuela Teixeira Gomes Pearce de Azevedo estiveram presentes na cerimónia de "regresso".

Como Presidente, ocupou o cargo entre 5 de Outubro de 1923 e 11 de Dezembro de 1925

Norberto Lopes, no prefácio de "O Exilado de Bougie", escreveu: "Pudera eu traçar-lhe o perfil que fosse digno da sua personalidade requintada, sóbria, simples como a de um grego do século de Péricles, magnânimo e brilhante como a de um príncipe florentino da Renascença.

Texto retirado da net

Publicação de
João Brito Sousa

terça-feira, 4 de março de 2008

DA IMPRENSA/ JN PORTO / 2008.03.04

(António Manel Pina)

O CANTINHO DO PINA

Por outras, palavras,
Manuel, António, Pina

Não sei o que é mais chocante na afirmação do cardeal patriarca ao "Sol" segundo a qual, com a queda da natalidade em Portugal, "a sociedade fica aberta a ser ocupada por gente vinda do terror", se o facto de D. José Policarpo pensar isso se, pensando-o, não ter pejo em dizê-lo.

A expressão "gente vinda do terror" não é inocente; o cardeal não se refere a imigrantes chegados de lugares dolorosamente marcados pela miséria e a violência, não é esse o "terror" a que se refere, ou não apresentaria a situação como perigo (com ela, os cristãos portugueses até poderiam capitalizar boas acções com dividendos certos na bolsa da Salvação; pois não chamou Cristo a si os pobres e os andrajosos?).

A palavra "terror" é mais óbvia trata-se de estrangeiros e pobres, que se amontoam em bairros suburbanos e não comungam nem vão à missa, isto é, "terroristas" ou delinquentes. Pior: têm "outra" cultura. Por isso, diz o cardeal, "já há sociedades europeias a braços com a multiculturalidade", como se a multiculturalidade fosse uma epidemia a erradicar. Às vezes as nossas palavras dizem mais que nós; porque é nelas, e não na razão calculista, que pulsa o coração, "o coração revelador" como diria Poe.

E o coração das palavras do cardeal está cheio de sombras terríveis

Publicação de

JOÃO BRITO SOUSA


FARO; FIGURAS E FACTOS

(Casimiro de Brito. POETA, COSTELETA e FARENSE)


O RAFINA, O PAPA ARROZ E O MÁ LÍNGUA.

Ao ler o livro do Eduardo Brazão Gonçalves, verifico que há tantas coisas que eu desconhecia de Faro, começando logo pelo autor, estranhando eu próprio isso, uma vez que frequentei a cidade anos seguidos. Todavia, é minha intenção conhecê-lo logo que possível, por me parecer uma pessoa muito interessada pelas coisas da cidade o que, nisso, tem o meu aval.

Não conheci o Rafina ,o moço de fretes já idoso que trabalhava na estação de caminho de ferro da cidade, quando em 41 o Eduardo Brazão aí desembarcou. Nem o Rafina nem os outros dois. E penso que é um assunto interessante este, uma vez que as novas gerações não assistiram ao desempenho dessas profissões, que havia aí há uns anos a atrás.

Os moços de fretes usavam um boné especial, em cuja zona frontal estava colocada uma chapa em metal com um número que correspondia a não sei quê, o que constituía o sinal de identificação da profissão, juntamente com umas cordas que traziam arrumadas em argola, que enfiavam no braço segurando-as ao ombro.

O diálogo desses cavalheiros, está muito bem descrito na obra ”APARIÇÃO” de Vergílio Ferreira, na sua chegada à estação de caminho de ferro de Évora, quando para aí foi leccionar. Dessa profissão, ainda se vêm por aí umas reminiscências mas coisa pouca.

Moço de fretes ou galegos, era como também se chamavam a estes profissionais, porque o trabalho que faziam era bastante duro.

De referir que a utilização deste termo galego era tida como perjurativa no contexto social e gerou grande polémica no País vizinho, obrigando o filólogo Roman Raña a solicitar à Real Academia Espanhola, a eliminação imediata dessa palavra, que, em termos históricos e sociais, constituía motivo de grande indignação para a Galiza".

O poeta Salvador Garcia Bodaño, membro da Real Academia Galega, de igual modo manifesta descontentamento pelo que julga ser uma "campanha de desprestígio para o povo galego". "É uma injustiça histórica", diz. A campanha contra os galegos é antiga, "vem do tempo em que os nobres de Castela desprestigiavam a Galiza e o seu povo".
Por outro lado, os dicionários portugueses, dizem acerca do vizinho galego que é moço de fretes...". Na 8ª edição do Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, não há qualquer acepção pejorativa da palavra galego. No Domingos Barreira, uma edição de 1984, além de "moço de fretes", galego é "ordinário; fraco; de pequeno valor". O que convenhamos não é nada simpático... como foram o Rafina e os colegas.

Ou talvez não.

João Brito Sousa

LITERATURA

(o escritor José Saramago)

O EVANGELHO SEGUNDO JESUS CRISTO
José Saramago

É um livro muito interessante de ler, tendo sido considerado por alguns como uma obra contra a Igreja mas não é. O livro narra vida de Jesus desde o nascimento até à sua crucificação na cruz, sendo o episódio mais hilariante aquele em que José ouve os soldados romanos a comentar uns para os outros que Herodes, o Governador, ia publicar a lei que visava degolar todas as crianças até quatro anos, porque nesta faixa etária encontrava-se Jesus que seria eliminado.

Ao ouvir isto, José, atravessa a cidade até chegar a sua casa para fugir com a mulher e o filho. Não é apenas uma crítica à religião mas põe-na em dúvida. É uma obra que tem uma componente humana muito forte, que foi buscar à figura de Jesus Cristo toda a sua humanização.

Todo o primeiro capítulo do livro é uma descrição detalhada de uma gravura medieval que representa a cena da Paixão de Jesus Cristo. De forma abrupta, o leitor é, então, lançado à narração de uma história. A vida de Cristo é contada. O leitor está diante, então, de uma nova versão do mesmo acontecimento com os mesmos personagens. E esses acontecimentos são vistos à luz do presente e preenchido de realidade humana. A humanização de Jesus Cristo é construída ao longo do texto também pela omissão dos episódios biográficos em que ele foi descrito como ser eleito, capaz de dar vida.

Até o desfecho da história marca essa humanidade: a narração termina com a morte de Jesus, ele não a supera como na história tradicional.

Mas tudo é história e o narrador tem consciência que sua narrativa é "uma memória inventiva" e que "tudo é o que dissermos que foi". É a ironia revelada não só no distanciamento em relação ao passado como também no pacto que ele faz com seu leitor ao longo do texto.

Trata-se de uma excelente obra literária.


PUBLICADO POR

João brito SOUSA

CRÓNICA DE WASHINGTON

(café ALIANÇA)

por DIOGO COSTA SOUSA


Amigo JOAO…


Parece que não tenho nada para fazer não e’ verdade? ..pois tenho mas não resisto a contar-te isto. Passou-se aqui, quando foi da apresentação da equipa do recém eleito REGAN ao senado para aprovação…como vez há muito tempo, a memória não e’ infalível mas a moral da história essa não esqueci , aplica-se ate certo ponto ou parece-se com a tua crónica do HENRIQUE MONTEIRO e o PENTIUM DE SOCRATES e passou-se mais ou menos assim:

O secretario de estado da economia, aqui e’ ministro, era um jovem de origem humilde de CHICAGO que não me recordo o nome mas que por mérito próprio se doutorou numa universidade famosa e, fazia furor entre os seus pares ao ponto de ser apontado para o dito cargo.

A interrogá-lo estava outro grande homem, de estatura física pequena, mas talvez o mais respeitado senador Americano da época, para quem se lembre o senador HUBERT HUMPHREY do estado do MINESOTA.

O secretario de estado explanou o seu plano para repor o país fora. da crise que Segundo eles, CARTER, tinha criado. Falou, expôs, o seu programa que incluía em grande parte cortar os benefícios da segurança social que, descrevia como a principal razão para que muita gente valida não procurasse inserir-se no Mercado de trabalho preferindo viver das curtas mas suficientes benesses publicas para sobreviver……o humanista HUMFREY, ouviu, ouviu e, às tantas interrompe-o

E diz:

"VOCE, PODE TER TODOS OS DOUTORAMENTOS DO MUNDO MAS, UMA COISA VOCE NAO TEM…CORAÇÃO"….

O economista não deixou de ser aprovado pelo senado mas eu jamais esqueci a passagem, hoje o HENRIQUE MONTEIRO recordou-me a passagem e decidi partilha-la contigo…..Ha sujeitos não importa de que origem venham ignorão as dificuldades alheias .

O tal abraco meu amigo…agora vou almocar ao ding..ling ling

COMENTÁRIO:

Belo texto meu grande amigo..

E da morena
Nada veio
E isso deixa-me
Partido ao meio

Vamos mas é a Loulé
Comprar fruta
E perguntar ao Zé
Se ela era......

E o Bernardo Estanco
Que era teu parceiro!..
E o teu SPORTING,
Ainda vai lá?

Ou já não há....

Amigo, esta noche pago yo.

Publicado por
João Brito Sousa

segunda-feira, 3 de março de 2008

IMPRENSA/ JN PORTO/ 2008.03.03


POR OUTRAS PALAVRAS
por Manuel António Pina

Mais surpreendente do que dois terços dos inquiridos na sondagem da Universidade Católica para o JN, RTP e Antena 1 classificarem a acção do Governo de "má" ou "muito má" (coisa que o subtilíssimo dr. Vitalino Canas apresenta como prova de que "o partido e o Governo mantêm um altíssimo nível de popularidade"), é o facto de não aparecer ao menos um a dar-lhe "muito bom", o que resulta de não terem sido inquiridos Vital Moreira nem os nem os outros "independentes" das Novas Fronteiras.

Outra constatação é que Luís Filipe Meneses alargou numa semana os seus horizontes cinéfilos do "western" para a farsa e, em vez da paráfrase de John Wayne com que prendou há dias o país político ("Sinto nesta altura que está quase toda a gente contra mim excepto o povo") tem agora boas razões para parafrasear antes Groucho Marx "Aqui onde me vêem parti do nada e consegui chegar à mais extrema miséria".

De facto, numa altura em que o PS tem os mais baixos índices de aprovação desde Janeiro de 2007 e em e em que 81% dos portugueses consideram desastrosas as suas políticas sociais, o principal partido da Oposição descer (sem custos de governação) mais do que o partido do Governo só pode significar que Meneses, tendo a faca e o queijo na mão, o mais que conseguiu foi cortar a mão

Publicação de
João Brito Sousa

LITERATURA

(Jore Amado)

D. FLOR E SEUS DOIS MARIDOS.
por Jorge Amado

Jorge Amado é um escritor brilhante, com muita intuição, que beneficiou de ter tido a sorte de nascer no Brasil, um Pais onde em cada esquina há uma história para contar.

O Brasil é um manancial de casos e situações e Jorge Amado teve a arte suficiente para passar ao papel todas essas situações.

D. Flor enviuvou de Vadinho, um caipira na arte do amor e batoteiro barato. Vadinho nunca trabalhou, mas tinha aquela queda para malandro, bastando apenas um sorriso para conquistar D.Flor.

O amor vem com a conveniência, minha condessa de titica, com os interesses em comum, com os filhos. Basta que não haja antipatia. Você tem raiva dele?...dizia Vadinho, quando regressava do além para visitar D.Flor, agora casada com o farmacêutico Doutor Teodoro..

Lá ia Vadinho pela sala, a bailar, a dama linda em seus braços, morena rechonchuda, servida de carnes - quem gosta de ossos é cachorro -, com uns olhos de azeite e uma pele cobreada, cor de chá, formosa de ancas e seios

Vadinho, numa experiência crescente, reclamava passar uma noite inteira com ela, não mais lhe bastando tê-la a seu lado e possuí-la; queria adormecer em sua respiração, dormir em seu sono.

Jorge Amado discute sempre nos seus livros as questões sociais Chimbo, nomeado intendente, senhor de braço e cutelo...que prazer no mundo se pode comparar ao do mando, ao do poder?

E divagando, na sua prosa ritmada e melodiosa, o autor refere os pássaros que cortavam o céu, voando, que iam pousar nos beirais do Arcebispado.

É um autor apaixonado pela vida pois é ele que diz... o pior pecado mortal é a tristeza; que ofende a vida.

Desejo de viúva vai para a cova no caixão do finado; se enterra com ele...

Por fora água parada; por dentro um fogueira acesa.

A cama, esse território de derrotas. ...

A felicidade é bastante cacete....

Quem nasce para dez reis, não chega a vintém....

Não é dinheiro que faz mulher bonita, é o trato, é o descanso do espírito, a felicidade...

A felicidade não tem história..... essa felicidade do segundo matrimónio faz-se ainda maior e mais preciosa, tem mais valor, por comparação e contraste com o erro do primeiro.
Jorge Amado é um romântico, que trata as situações da vida com a harmonia possível,. enquanto observa essa mesma vida e as pessoas, com uma acutilância felina, resultando dessa observação directa um verdadeiro manual de ética e procedimentos.

Jorge Amado é um grande senhor da literatura mundial.

João Brito Sousa

DA IMPENSA/EXPRESSO /Fevº 2008.02.25


(Engº José Socraes)

O PAIS IRREAL e o “PENTIUM” de SÓCRATES
Por Henrique Monteiro

Se de Cunhal se dizia que tinha uma cassete na cabeça, de Sócrates pode dizer-se que tem um 'Pentium', o microprocessador mais usado nos computadores.

Sócrates não falha. Viu-se na entrevista que concedeu à SIC e ao Expresso. Tem números concretos, tem linhas de orientação definidas, tem princípios gerais delineados e tem uma capacidade de argumentação consistente. Tal como os microprocessadores, talvez lhe falte sentimento, improviso, criatividade e previsão.

Sócrates pode dar-se ao luxo de falar deste modo porque não tem oposição de jeito (e já agora não peçam aos jornalistas que sejam eles a oposição).

Ninguém o desafia, portanto não precisa de ir à luta, ninguém se interessa pelo mundo, pelo que também ele não tem de falar do mundo; ninguém tem ideias para o futuro, pelo que a continuação da actual política lhe chega e sobra.

Além disso, Sócrates construiu um país das maravilhas que é dele e de poucos mais. No seu país as coisas correm bem - podiam correr um pouco melhor, é certo, mas no essencial os problemas estão em vias de ser solucionados. No seu país, há, aqui e ali, como no encerramento das urgências, alguma precipitação, mas é imediatamente corrigida. No seu país o desemprego está a descer e o descontentamento é de minorias. A maioria está de acordo com as políticas que o Governo delineia e as oposições são meramente demagógicas.

No seu país - e aqui Sócrates não se engana - ele vai ganhar as próximas eleições folgadamente e os seus opositores ficarão devidamente esmagados por mais quatro anos.

Tudo isto porque, neste país - e aqui entramos na triste realidade -, tanto o seu antecessor, Santana Lopes, que está em palco como líder parlamentar do PSD, como aquele que quer ser o seu sucessor, Luís Filipe Menezes, não chegam para ele e não lhe fazem sombra. Pelo contrário, o contraste é cruel e dá a Sócrates a grandeza que, verdadeiramente, lhe falta.

Depois, para lá de todas estas considerações, há o país e há o mundo. E por aí nada nos sorri.

Apesar de algumas reformas e orientações terem sido meritórias e frutuosas, nada nos indica que o Estado esteja a deixar de ser fonte de desperdício, que a Educação esteja verdadeiramente melhor (para além das estatísticas) ou que a Justiça funciona de modo mais justo. E existe ainda o espectro de uma recessão nos EUA e de abrandamento económico e falências por todo o lado.

Mas, por enquanto, sem oposição que se veja, Sócrates ainda não precisa de começar a 'processar' estas informações.


Recolha de

João Brito Sousa

domingo, 2 de março de 2008

PROFESSORES E EDUCAÇÃO


(bibliotteca ALMEIDA GARRETT)
À PRESSA E À FORÇA
Fernando Madrinha/Expresso/2008.02.11
Burocrático, complexo, difícil de aplicar e com todas as condições para ser injusto, produzindo efeitos opostos àqueles que o Ministério pretende. É assim o sistema de avaliação de desempenho dos professores e qualquer pessoa o pode verificar lendo, não só o decreto regulamentar, como as fichas de avaliação e a parafernália de recomendações e decisões associadas.

Por exemplo, aquele despacho segundo o qual, não estando ainda constituído o Conselho Científico para a Avaliação dos Professores, previsto na lei, fica a presidente, até agora a única nomeada, a responder pelas restantes 20 pessoas que hão-de vir a integrar a referida entidade.

O que dizer de um sistema de avaliação que, para poder ser aplicado, obriga o Ministério a desvirtuar a lei que ele próprio elaborou? E o que pensar de um secretário de Estado que assim actua só para que tudo se faça à pressa e à força?

São múltiplos os aspectos práticos da avaliação que vêm perturbar ainda mais as escolas, como é o caso, por exemplo, de os professores avaliadores deverem assistir, neste ano lectivo 2007/2008, a pelo menos duas aulas dos colegas que vão avaliar. No limite, essa obrigação pode obrigar um professor a ter de faltar às suas próprias aulas para assistir às do avaliado, visto que o decreto só saiu no fim de Janeiro e os horários foram elaborados nas férias de Verão, podendo, portanto, sobrepor-se. Há também opções discutíveis, como a de os professores do último escalão serem avaliados como os outros: nada ficam a ganhar com uma avaliação excelente, mas podem ser penalizados se ela for negativa.

Mais importante e mais grave, porém, do que estas questões menores é a própria filosofia da avaliação. O desempenho do professor está praticamente indexado ao sucesso escolar dos alunos.

E isto que, em tese, parece fazer todo o sentido, na prática comporta o maior e mais perverso dos riscos, que é o de muitos professores começarem a trabalhar só para a avaliação. Se para ter boa nota for preciso dar boas notas aos alunos, mesmo sem estes as merecerem, é isso que farão os mais carreiristas e por tal serão recompensados. Ao invés, por darem notas menos boas, ainda que justas, muitos docentes podem ser prejudicados na avaliação do seu desempenho, não por serem menos capazes, mas por serem mais exigentes, mais honestos e até mais competentes.

Assim se promoverá uma injustiça e se dará uma nova machadada na qualidade do ensino.

A ministra Maria de Lurdes Rodrigues teve a coragem política de avançar com iniciativas necessárias para distinguir o trigo do joio no universo de pessoal docente. Mas com a urgência posta na aplicação de um sistema que nem sequer está devidamente regulado, faltando normas e regras previstas no próprio decreto regulamentar, corre o risco de desacreditar completamente o processo de avaliação. A insistência em aplicá-lo já este ano a trouxe-mouxe, só para o Ministério não perder a face, é a melhor forma de o matar

Publicação de
João Brito Sousa

DA IMPRENSA/ EXPRESSO, 2008.02.18

(jogo de futebol)

CHEIRA A PODRE
Por Fernando Madrinha/ Expresso/2008.02.18.

Um homem é brutalmente agredido num parque de estacionamento e vem dizer que, tendo apresentado queixa à Justiça dois dias depois, só um ano passado sobre a agressão lhe foram pedidos exames médicos para a comprovar. O país ouve e espanta-se - ou já nem isso, tantos são os casos estranhos com que a Justiça portuguesa nos brinda semana após semana. Mesmo assim, o absurdo tem limites e tudo aquilo que a compreensão e a razoabilidade não alcançam só pode tornar-se suspeito.

O homem era, ao tempo, vereador do PS à Câmara de Gondomar, presidida por um eleito do PSD e figura grada do futebol nacional, Valentim Loureiro. Diz que a agressão só pode ter sido motivada por denúncias que terá feito acerca da promiscuidade entre a política e o futebol que, no caso de Gondomar como noutros, tem sido, desde há muito, patente e escandalosa. Dois anos depois do crime, está o processo em banho-maria quando surge a denúncia, num livro da ex-companheira de outra figura de primeira linha do futebol nortenho, Pinto da Costa, de que foi este o mandante da agressão ao então vereador, executada por alguém que a própria autora terá contratado na claque do Futebol Clube do Porto.

A partir daqui o processo acelera, mas acaba de ser arquivado por falta de provas. Sem surpresa para o próprio queixoso, que considera normal este desfecho atendendo à demora e ao aparente desprezo a que o seu caso terá sido votado. Por mero acaso e negligência tosca?

Ao longo dos anos, muitos denunciaram a relação espúria e funesta entre a política e o futebol, que assumiram, no caso do Porto e de Gondomar, contornos francamente vergonhosos. A novidade dos últimos tempos é a suspeita, reforçada pelos desenvolvimentos de múltiplos processos em curso, de que os tentáculos dos donos da bola no Grande Porto não chegam apenas à política e terão força suficiente para condicionar ou travar a própria Justiça.

É essa suspeita, verdadeira ou falsa, mas mais ou menos assumida, que agora atinge os procuradores do Porto e alimenta uma guerrilha fatal para a imagem e para a credibilidade de todo o Ministério Público. Quando a Direcção do Sindicato dos Magistrados vem dizer que, na nossa sociedade, já se sente - "e demasiado forte" - "um cheiro a podre", o que faz é pretender que esse cheiro não vem do Ministério Público, o qual, no essencial, "se mantém são". Mas, infelizmente, o pivete alastra e não é fácil excluir a Justiça, nem qualquer das suas componentes, da grande lista de fontes do mau cheiro

Publicação de
João Brito Sousa

COMENTÁRIO TRANSFORMADO EM POST

(alunos da E.C.I.FARO)

PROFESSORES e FUNCIONÁRIS
por Arnaldo Silva

Não sou professor. Não fui professor. Levei meia vida a ser gestor empresarial.Como gestor, sempre defendi que, na hierarquia da Empresa, o capital humano era o que mais importava.

Assim sendo, havia que preservá-lo, educá-lo, formá-lo, adaptando-o às evoluções tecnológicas.

Remunerá-lo de acordo com os padrões do ramo industrial onde se inseria, mas privigiliando sempre as melhores capacidades e aptidões. Remunerar os que tiveram a infelicidade de nascer menos capazes ou menos dotados de acordo com as condições gerais do mercado, deverá ser o lema de quem tem que pagar salários.

Obviamente, o prestador do trabalho terá que entender que é necessário corresponder com o desempenho cabal das funções que aceitou desempenhar, sob pena de provocar a rotura da relação de trabalho.

Mas a rotina de comportamentos gera no ser humano o desinteresse, o negativismo, a falha de iniciativas.

Provoca um conformismo doentio que, na generalidade dos casos, conduz a comportamentos irresponsáveis. Por essa razão, na vida particular ou na profissional, é necessária a existência de incentivos que motivem e contribuam para o empenhamento permanente em cada tarefa que haja que levar a cabo.

Incentivos ou objectivos são, pois, atributos de uma vida conseguida.

A carreira profissional do funcionário público teve sempre, até há bem pouco tempo, um bem fraco incentivo: deixar decorrer os anos. As promoções eram "compulsivas" depois de ter passado um certo número de anos na mesma categoria e o posto de trabalho estava vitaliciamente assegurado.

Para quê, portanto, produzir mais ou melhor ?!

A carreira profissional do Professor, essa, era ainda mais limitada. Creio que se quedava por uns ajustes salariais, apelidados de diuturnidades, dependentes dos anos na profissão. Nada mais natural que o Professor se deixasse vitimar pela rotina e pela falta de objectivos, contribuindo para uma menos boa qualidade de ensino.Ora, a avaliação do trabalho desenvolvido por cada Professor pode vir a ser um motivo de estímulo para que ele se esforce na procura de uma melhor qualidade no acto de leccionar. Pode...

Porém, há que encontrar um método para medir essa qualidade, processo que não violente a personalidade de cada um, nos seus princípios, na sua consciência. Tudo leva a crer que o sistema em vias de implementação não será o mais adequado. Daí as manifestações em curso.

A propósito destas manifestações, venho catalogar de demasiado causticantes e exageradamente insultuosas as apreciações do amigo Adolfo. Aquela gente presta, e de que maneira! As leis do sistema democrático, transformam um partido maioritário no poder em governo autoritário, arrogante e inflexível; e não deixam outra margem de manobra à contestação de uma classe que se sente vitimada que não seja a manifestação de rua. E, nos tempos que correm, todos nós sabemos e conhecemos a real força dos media na formação das ideias, na expressão de sentimentos de massas, no influenciar de opiniões. Porquê, então, criticar, em termos tão desprezíveis, uma forma de manifestação que não é mais do que a correntemente utilizada por todos os elementos de qualquer quadrante da nossa sociedade?!

O amigo Adolfo exagerou. Demasida e desnecesáriamente!

Pela Reforma da Educação e pela dignificação do Professor!

arnaldo silva
felizmente reformado
Publicação de
João Brito Sousa

sábado, 1 de março de 2008

BOM FIM DE SEMANA


PORTO, 2008.03.01

BOM FIM DE SEMANA

Para os meus filhos em ALMADA XAXÁ E PEDRO Para a minha nora e para as minhas netas MARIANA e SOFIA

Para os meus irmãos em NEWARK, USA

Aló Solange, katy and Jack David, Daniela, Michele e respectivos....

Aló PAUL SPATZ e filhas

Aló primos e primas na Austrália e Perpingham em França em NEWARK, aló Tony and Quitéria Ilheu aló SIlvina no Canadá

Para a Celina e para o Aníbal, para o Zé ALEIXO Salvador esposa, Honorato Viegas e esposa, Peixinho e esposa em ALMADA,

Para toda a malta do 1º 4ª de 52 em especial para o Coelho Proença, Zé Maganão e Ludgero Gema,

Para o Gregório LONGO no Lar da Guia (até à primeira)

Para o aluno da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL de FARO que elegi como o melhor de todos os tempos, o Contra Almirante ANTÓNIO MARIA PINTO DE BRITO AFONSO.

Para o Eng º ANSELMO DO CARMO FIRMINO e esposa, outro aluno brilhante e dos melhores de sempre da Escola COMERCIAL e INDUSTRIAL com quem tive dúvidas na atribuição do melhor aluno de sempre, tendo sido prejudicado por ser de uma ou duas gerações depois da minha.

Para o Dr. José Martins Bom, outro brilhante aluno da Escola COMERCIAL E INDUSTRIAL e para o igualmente brilhante e talentoso ARNALDO SILVA..

Para o Dr. Eduardo Graça e o seu ABSORTO

Para o grande poeta ROBERTO AFONSO

Para o Engº SOUSA DUARTE, esposa e filho

Para o amigo Carlos BARRIGA E ESPOSA e Filha nas FERREIRAS.

Para o Luís José Isidoro em ESTOI, amigo inesquecível

Para o Engº Neto e esposa em ESTOI ainda.

Para o Engº Manuel Carvalho e esposa

Para os meus compadres, Dr. Manuel Rodrigues e Drª Fátima Rodrigues e filha, a Drª Ana Luísa Rodrigues.

Para o enorme MÁRIO MONTEIRO que agora mora em CAMPO

e para o Guilherme, Marta esposo e filho,

Para a viúva do CARLINHOS LOURO, filhos e irmãos e respectivos.

aló Custódio Clemente e Zé Mendes na AUSTRÁLIA,

Zé Lúcio, Florentino, Rosendo e Joaquim Carrega...

Victor e Célia Custódio e Leonilde Filhos e filhas.

Aló Montenegro SÃO E FILHAS ,

Tia Amélia.

Tias Alzira e Ti Manel

Eusébio e Júlia Lucília e Armando e Filhos

Silvina e Luís Alcantarilha e filhos

Mercedes e Alviro, BICAMA e BIZÉ E RESPECTIVOS

Maria do Carmo e Zé Maria e filhos (meu afilhado João Manuel) e noras netos

FLORIVAL EM França, esposa e filhas Para o CUSTOIDINHO, o filho do APOLINARIO, que diz que é teu amigo e com quem tive uma pega no restaurante o Jorge, no PATACAO.

Para: VIEGUINHAS de Pechão e respectiva equipa do almoço de sábado, o ZÉ GRAÇA, o BOTA de ESTOI e o ENGENHEIRO

Para a malta do 1º ano 1ª Turma de 52/53

Chefe de turma: CÉLIO MARTINS SEQUEIRAALUNOSJosé Bartílio da PalmaLuís Rebelo GuimarãesHerlander dos Santos EstrelaReinaldo Neto RodriguesAntónio Inácio Gago ViegasHumberto José Viegas GomesManuel Cavaco Guerreiro.Joaquim André Ferreira da CruzJoão BaptistaJosé Mateus Ferrinho PedroJosé Vitorino Pedro RodriguesIvoFrancisco Gabriel Carvalho CabritasJoão António Sares ReisFernando Manuel MoreiraAntónio Manuel Ramos JoséFrancisco Paulo Afonso ViegasManuel GeraldesJoão Manuel de Brito de SousaJorge Manuel AmadoJoão Vitorino Mendes BicaCarlos Alberto Arrais CustódioJosé Júlio Neto ViegasManuelJoão dos SantosJosé Pedro SoaresJosé Marcelino Afonso Viegas

Para o meu afilhado em Washington CARLOS ALBERTO DIOGO esposa e filhos

Para o DIOGO TARRETA e esposa e filho, o grande Engº JOÃO PAULO SOUSA

Para o REINALDO TARRETA, esposa e filho, o Engº Rui Tarreta e para a SOLEDADE e respectivo...

Aló ESTORIL Mário Fitas, Aló Porto Carlinhos Pereira, Adelino Oliveira em AZEITÃO. Romualdo Cavaco, Jorge Valente dos Santos e Zé Pinto Faria em Portimão. ADOLFO PINTO CONTREIRAS NOS GORJÕES E SOARES em TAVIRA. Feliciano Soares e Xico LEAL em Olhão e Zé Júlio na ilha da Culatra. Para a malta da Escola Comercial e Industrial de FARO, grandes amigos e colegas,

ROGÉRIO COELHO, JORGE CACHAÇO E FRANKLIM MARQUES.

Para o JORGE CUSTÓDIO, o JORINHO que andou comigo na escola primária em Mar e Guerra, irmão da Fernanda e que agora mora em Faro e para o GABRIEL ferreiro na Falfosa.

Para CUSTÓDIO JUSTINO esposa e filhos, ANÍBAL PEREIRA e esposa no Patacão e João ALCARIA em Mata LOBOS , distintos bancários.

Para as minhas primas Maria Emília na Falfosa, filhos e respectivas, Margarida em Santa Barbara de Nexe, Maria em Faro e Glorinha em Tavira.

Para o primos ROBERT em Nice, JOÃO no Patacão.

Para os tios Zé Bárbara e Vitalina em Vila Moura e tio António no Canadá..


UM BOM FIM DE SEMANA PARA TODA A GENTE

João Brito Sousa

DEBTE DE IDEIAS


DEBATE DE IDEIAS.

O PROGRAMA PRÓS E CONTRAS E OS PROFESSORES

Não estou bem por dentro da matéria que provocou esta agitação, de certo modo significativa, de uma classe social que por norma até nem tem sido muito de vir para a rua com bandeiras.

Mas que desta vez veio.. e agitou.
Foram milhares de professores que se manifestaram contra aquilo que certamente consideraram de injusto mas... nem toda a população do País lhe deu cobertura .

O me amigo Costa Sousa, escreveu no blogue http://bracosaoalto.blogspot.com o seguinte «.. No serviço da coisa pública todos os cidadãos se queixam sem poder até este ponto escolher outro. Ao funcionário publico só necessita chegar ao posto de trabalho….o resto está garantido. “

Entendendo a expressão funcionário público como o professor de que estamos a falar, na minha opinião as coisas não são bem assim. Mesmo internamente, acho que não podemos comparar o homem que trabalha na Repartição de Finanças, por exemplo, com o Professor, apesar de ambos os profissionais, ter em comum, trabalhar algumas horas mais alem do cumprimento do horário de trabalho.

Eu fui professor no primário, no secundário e no superior e, na minha opinião, penso que ser professor no secundário é o pior que pode acontecer a uma pessoa.

Além de dar as aulas, o professor faz projectos, planos, planificações; é membro de assembleias, conselhos, reuniões; escrevo actas, relatórios e relações; faz inventários, requerimentos e requisições; escrevo actas, faço contactos e comunicações; consulta ordens de serviço, circulares, normativos e legislações; preenche impressos, grelhas, fichas e observações; faz regimentos, regulamentos, projectos, planos, planificações; faz cópias de tudo, dossiers, arquivos e encadernações; participo em actividades, eventos, festividades e acções; faz balanços, balancetes e tiro conclusões; apresenta o relato, critico e envolvo-me em auto-avaliações; define estratégias, critérios, objectivos e consecuções; Lê, corrijo, aprova, relê múltiplas redacções; informa-se, investiga, estuda, frequenta formações; redije ordens, participações e autorizações; lavra actas, escreve, participa em reuniões; e mais actas, planos, projectos e avaliações; e reuniões e reuniões e mais reuniões!...
E depois ouve, alunos, pais, coordenadores, directores, inspectores, observadores, secretários de estado, a ministra e, como se não bastasse, outros professores, e a ministra!...
Elabora, verifica, analisa, avalia, aprova; assina, rubrica, sumariza, sintetiza, informa averigua, estuda, consulta, conclui, coisas curriculares, disciplinares, departamentais, educativas, pedagógicas, comportamentais, de comunidade, de grupo, de turma, individuais, particulares, sigilosas, públicas, gerais, internas, externas, locais, nacionais, anuais, mensais, semanais, diárias e ainda querem mais?

Mas o pior de tudo é dentro da sala de aula.. é impossível ter mão neles.

É de arrasar.

Portanto não é só chegar ao posto de trabalho. A coisa é muito mais do que isso, como se pôde ver atrás

Quanto ao comentário,

“ Vi ontem o programa PRO’S E CONTRAS….deveria de haver um pouco de vergonha…pelo menos na parte que exportam pela televisão….meteu-me pena…não vou sequer comentar…uma lástima…uns “choramingas”

Favor consultar os blogues seguintes

http://luardejaneiro.blogs.sapo.pt/ (clicar em cima)
http://tempobreve.blogspot.com/ (clicar em cima)

Quanto a frase do ADOLFO,

“Professores(repito professores) que se fardam e organizam à maneira das claques para serem mirones do olho da televisão, revelam à partida pouca qualidade intelectual. Aquela gente pensa e age à maneira do pessoal do futebolismo e não como educadores de adolescentes. Aquela gente não presta....”

acho-a um osso muito duro de roer.

Deixo uma pergunta será que os choramingas e essa gente que não presta não terá o direito de se manifestar?.

Eu acho que têem.

João Brito Sousa